sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Relógio biológico evoluiu de forma parecida em todos os seres vivos

O relógio biológico evoluiu há 2,5 bilhões de anos de forma parecida em todos os seres vivos. A descoberta é de um estudo liderado pelo neurocientista Akhilesh Reddy, da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, publicado pela revista científica "Nature". A pesquisa mostra pela primeira vez que o relógio "circadiano", como é chamado pelos cientistas, evoluiu de forma muito parecida desde o início da vida em todos os organismos, inclusive as bactérias. "Até agora se pensava que o relógio circadiano dos diferentes organismos tinha evoluído separadamente, e que cada um estava controlado por genes e proteínas diferentes. Nosso trabalho unifica a forma na qual o relógio interno controla o tempo", explicou Reddy à Agência Efe. O relógio circadiano, responsável da regulação de processos biológicos como o apetite e o sono e, está presente em todas as células -- menos nas cancerígenas -- e funciona graças à produção de uma proteína denominada peroxirredoxina. Os pesquisadores associam alterações nesta proteína a desordens como a obesidade, a diabetes, a insônia, a depressão, as doenças coronarianas e o câncer, e por isso confiam que este estudo permitirá futuros avanços em relação a estas doenças. Em um estudo divulgado no ano passado, Reddy já tinha conseguido demonstrar que os humanos não eram os únicos possuidores deste relógio biológico, que também pode ser encontrado em todos os demais organismos cujo DNA se encontra no núcleo das células, como animais e plantas. Observando as mudanças químicas que a peroxirredoxina sofre durante o dia e a noite em ratos, moscas da fruta, fungos e bactérias, sua equipe descobriu agora que até as formas de vida mais primitivas, inclusive organismos sem núcleo, também estão reguladas por este relógio interno. "É muito provável que todos os seres vivos tenham um mecanismo similar para medir o tempo em ciclos de 24 horas, o que representa uma descoberta completamente nova que nos permitiria investigar os ritmos circadianos em organismos nos quais não se suspeitava que os tivessem", declarou Reddy.  
Fonte: G1

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