quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Cerca de dois terços das espécies marinhas ainda são desconhecidas

Um catálogo com o levantamento da vida marinha foi criado a partir do trabalho de 270 estudiosos de 146 instituições, provenientes de 32 países. O material publicado no dia 15 de novembro na Current Biology deu origem ao Registro Mundial de Espécies Marinhas (Worms), que pode ser acessado através de um portal constantemente atualizado, conforme a descoberta de novas espécies. Segundo os pesquisadores, o registro de descoberta de espécies marinhas foi o maior de toda a história. "Pela primeira vez podemos fornecer um olhar detalhado sobre a riqueza de espécies marinhas. Nunca soubemos tanto sobre a vida nos oceanos", afirmou Ward Appeltans, colaborador do projeto e membro da Comissão Intergovernamental de Oceanografia, órgão ligado à Unesco. Apesar de menos espécies viverem nos oceanos do que na terra, a vida marinha apresenta linhagens evolutivas muito mais antigas, fundamentais para a nossa compreensão da vida no planeta”. Porém, apesar do entusiasmo do pesquisador, há uma estimativa de que, cerca de dois terços das espécies marinhas ainda sejam completamente desconhecidas. O levantamento da Worms catalogou 215 mil tipos de animais marinhos. Especialistas estimam a existência de até um milhão. O pesquisador da Universidade de Auckland (Nova Zelândia), Mark Costello, um dos responsáveis pelo projeto, pontuou uma dificuldade durante a coleta dos dados: "a ocorrência de diferentes nomes e descrições para as mesmas espécies, os chamados sinônimos", explicou. Por exemplo, as baleias e os golfinhos apresentaram cerca de 14 nomes científicos diferentes. Quando o problema acontece, a nomenclatura válida é a publicada primeiro. Após a exclusão dos sinônimos, aproximadamente 40 mil espécies foram retiradas da base de dados que forma o Worms. Mas seus nomes científicos continuam disponíveis para a consulta no site. Os especialistas ressaltam que o projeto pode ser um ponto de referência para esforços de conservação e estimativas de taxas de extinção. "Apesar de menos espécies viverem nos oceanos do que na terra, a vida marinha apresenta linhagens evolutivas muito mais antigas, fundamentais para a nossa compreensão da vida no planeta", frisou Appeltans. 
Foto: Foram catalogadas 215 mil espécies/Foto: Neptunecanada  
Fonte: EcoD

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