segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Cientistas estudam moscas com síndrome das pernas inquietas

Um estudo feito com moscas que sofrem da síndrome das pernas inquietas indicou que esse problema provavelmente tem origem genética. A pesquisa foi publicada pela revista científica "Current Biology". A síndrome das pernas inquietas é um distúrbio neurológico que afeta o sono. Quem sofre dela sente uma necessidade irresistível de se mover, que fica ainda pior quando o paciente tenta descansar. Apesar do nome, a síndrome não atinge apenas as pernas. As moscas estão sujeitas a uma versão própria da síndrome. Elas também precisam dormir, e seus padrões de sono são influenciados por uma química neural parecida com a humana. Pesquisas anteriores já suspeitavam de alguma ligação entre o gene BTBD9 e o surgimento da síndrome, e o recente estudo serve como mais uma evidência nesse sentido. Os pesquisadores trabalharam com moscas que não tinham o gene correspondente, e elas sofriam distúrbios do sono pela inquietude. Quando receberam um remédio para a síndrome das pernas inquietas, essas moscas apresentaram melhora. “A principal importância do nosso estudo é destacar o fato de que pode haver uma base genética para a síndrome das pernas inquietas. Entender a função desses genes também ajuda a entender e diagnosticar a doença e pode oferecer opções terapêuticas mais específicas, que hoje estão limitadas a abordagens muito gerais”, afirmou o autor Subhabrata Sanyal, da Universidade Emory, em Atlanta, nos Estados Unidos. 
Foto: Pesquisa com as moscas em laboratório (Foto: Freeman et al. Emory University School of Medicine, Atlanta, GA)
Fonte: G1

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