quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Estudo contesta que machos sejam mais promíscuos e fêmeas, seletivas

Pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos EUA, fizeram um estudo com moscas da fruta (Drosophila melanogaster) que contesta uma pesquisa clássica, de 1948, que diz que os machos são mais promíscuos e as fêmeas, mais exigentes na escolha dos parceiros. Os resultados da pesquisa serão publicados na próxima edição da revista "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS). A equipe, liderada pela professora de ecologia e biologia evolucionária Patricia Gowaty, repetiu a experiência com os mesmos métodos originais, usados pelo geneticista Angus John Bateman, cujo trabalho influenciou por décadas todo um campo de estudo sobre a evolução das espécies. Segundo Patricia, a nova pesquisa descobriu que algumas evidências anteriores foram aceitas como fatos e que as conclusões de Bateman talvez nunca devessem ter sido publicadas. O estudo de 1948 analisou o comportamento de populações de cinco ou três moscas de cada sexo em um vidro. Os insetos formaram pares livremente, e Bateman examinou os filhotes ao virarem adultos. O problema, segundo os pesquisadores atuais, ocorreu na hora de observar os respectivos pais de cada mosca da nova geração. O autor havia analisado mutações visíveis que só poderiam ser tranferidas de pai para filho. Assim, escolheu apenas as moscas que receberam tanto alterações do pai quanto da mãe, deixando de fora várias outras possibilidades adaptativas. Hoje em dia, os geneticistas modernos usam evidências moleculares para determinar o parentesco de cada filhote, mas na década de 1940 a análise de DNA ainda não estava disponível. Além disso, no novo estudo, Patricia descobriu que animais com duas mutações graves eram inferiores a 25% do total e menos propensos que os outros a sobreviver até a idade adulta. Outro problema foi que a metodologia atribuiu mais descendentes aos pais que às mães, algo impossível levando-se em conta que cada filhote tinha apenas um pai e uma mãe. Foi por essa razão que Bateman concluiu que os machos produzem mais descendentes quando têm múltiplas parceiras, enquanto as fêmeas têm o mesmo número de filhos independentemente de se relacionar com um ou vários companheiros. Na repetição da pesquisa, a técnica para atribuição de parentesco genético se mostrou extremamente inconclusiva. 
Foto: Trabalhos para ver o comportamento entre sexos foram feitos com moscas da fruta (Foto: Reprodução)  
Fonte: G1

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