terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Expedição ao Suriname cataloga novas espécies, como sapo-cowboy

Uma expedição científica ao Suriname, realizada pela organização Conservation International, documentou 1.300 espécies, incluindo 46 que podem ser novas para a ciência. O anúncio foi feito n0 dia 25 de janeiro. Entre as possíveis descobertas está um pequeno sapo apelidado de "cowboy", oito peixes de água doce e dúzias de novos insetos. As espécies foram encontradas em três áreas remotas do Suriname, visitadas durante três semanas, entre agosto e setembro de 2010. O objetivo era documentar a biodiversidade da região, pouco conhecida pela ciência, e ajudar a desenvolver projetos sustentáveis que promovam oportunidades econômicas para a população local, como ecoturismo. "Nossa equipe teve o privilégio de esporar uma das últimas áreas de selva vasta e inexplorada ainda remanescentes no mundo. Como cientista, foi emocionante estudar essas áreas remotas de florestas, onde inúmeras novas descobertas de espécies nos aguardam", disse Trond Larsen, coordenador da expedição, em material de divulgação. Ela faz parte do Programa de Avaliação Rápida da Conversation International, que realiza viagens científicas a áreas remotas, pouco exploradas e ameaçadas, para catalogação de espécies. Em mais de duas décadas de expedições, foram descobertas mais de mil espécies desconhecidas pela ciência.

Foto 1: O sapo-cowboy (Hypsiboas sp.) pode ser uma espécie nova para a ciência. Ele foi encontrado durante expedição do Programa de Avaliação Rápida da Conversation International, no Suriname, entre agosto e setembro de 2010. Paul Ouboter

Foto 2: Esse esperança pode ser de uma espécie nova para a ciência. Ele faz parte de um gênero que emprega defesas químicas contra predadores, como aves e mamíferos. Ele foi encontrado durante expedição do Programa de Avaliação Rápida da Conversation International, no Suriname, entre agosto e setembro de 2010. Piotr Naskrecki

Foto 3: O sapo "Pac-Man", já conhecido pela ciência, é um predador voraz, que fica parado aguardando sua presa se aproximar. Ele foi encontrado durante expedição do Programa de Avaliação Rápida da Conversation International, no Suriname, entre agosto e setembro de 2010. Trond Larsen

Foto 4 : Espécie de besouro-de-folha (Stilodes sedecimmaculata) foi encontrado durante expedição do Programa de Avaliação Rápida da Conversation International, no Suriname. A cor vermelha indica que o inseto é tóxico.

Foto 5: Um casal de besouros-tartaruga (Cyrtonota lateralis) foi encontrado durante expedição do Programa de Avaliação Rápida da Conversation International, no Suriname. Eles têm esse nome por causa da superfície dorsal, que lembra um casco de tartaruga.Trond Larsen

Foto 6: O sapo-cowboy (Hypsiboas sp.) pode ser uma espécie nova para a ciência. Ele foi encontrado durante expedição do Programa de Avaliação Rápida da Conversation International, no Suriname.Paul Ouboter

Foto 7: Câmeras que gravam no escuro registraram esta onça (Panthera onca), durante expedição do Programa de Avaliação Rápida da Conversation International, no Suriname.Conservation International Suriname

Foto 8: Espécie de esperança, que canta durante à noite para atrair parceiros. Ele foi encontrado durante expedição do Programa de Avaliação Rápida da Conversation International, no Suriname.Piotr Naskrecki
Foto 9: Espécie de esperança (Copiphora longicauda), que é muito sentível a mudanças no seu habitat. Ele foi encontrado durante expedição do Programa de Avaliação Rápida da Conversation International, no Suriname.Trond Larsen
Espécie de esperança, que é muito sensível a mudanças no seu habitat. Ele foi encontrado durante expedição do Programa de Avaliação Rápida da Conversation International, no Suriname.Trond Larsen

Foto 10: Uma lagarta mariposa (Eudesmia sp.) é coberta com gotas de orvalho. Ela foi encontrada durante expedição do Programa de Avaliação Rápida da Conversation International, no Suriname.Trond Larsen


Fonte: G1

Mosca parasita transforma abelha em ‘zumbi’

Uma mosca parasita provoca um comportamento estranho em abelhas, segundo descoberta acidental de pesquisadores dos Estados Unidos. Elas abandonam a colmeia e passam a se comportar de forma desorientada, com dificuldades para se sustentar em suas patas, e morrem em seguida. Segundo os próprios autores do estudo publicado pela revista científica “PLoS One”, os movimentos lembram o de um zumbi. Isso acontece quando a mosca da espécie Apocephalus borealis põe seus ovos no abdômen da abelha. Uma semana após a morte do hospedeiro, as larvas saem para o mundo através do tórax e da cabeça das abelhas. A descoberta explica um fenômeno observado desde 2006, que tem afetado a produção de mel no país. A chamada "desordem de colapso da colônia" é um mistério que aumentou o número de mortes de abelhas usadas comercialmente. A descoberta começou de forma acidental. John Hafernik, professor da Universidade Estadual de São Francisco, nos EUA, buscou abelhas perto dos postes da faculdade para alimentar um grupo de louva-a-deus de outra pesquisa. Hafernik esqueceu o vidro com as abelhas em cima da mesa e, dias depois, havia um grupo de larvas de mosca no pote. A partir daí, sua equipe conduziu a pesquisa que percebeu o comportamento anormal das abelhas. Exames mostraram que tanto as abelhas quanto as moscas estavam infectadas por um vírus e um fungo. Por isso, o próximo passo é descobrir precisamente como o parasita está provocando essas reações.

Foto 1: Mosca da espécie com abelha 'zumbi' (Foto: Christopher Quock)

Foto 2: Larvas de mosca saem pelo tórax da abelha (Foto: John Hafernik/Cortesia)




Fonte: G1

Família de suricatos se abraça


Esta cena foi fotografada no zoológico de Bancoc, na Tailândia. A espécie chega a 30 cm de altura e geralmente é vista em grupos.
Foto: Associated Press
Fonte: G1

Cientistas descobrem espécies em respiradouro de vulcão sob o Índico

Pesquisadores da Universidade de Southampton, na Grã-Bretanha, capturaram imagens impressionantes em um dos pontos mais inóspitos do fundo do Oceano Índico. As imagens, capturadas com a ajuda de um robô na Cadeia de Montanhas Submarinas do Sudoeste Índico, foram feitas enquanto os cientistas pesquisavam as aberturas de vulcões submarinos, no fundo do oceano.Descobertos em 1977, estes respiradouros hidrotermais são fissuras no fundo do oceano que expelem água muito quente, rica em minerais. Apesar das temperaturas altíssimas, estas áreas podem abrigar ecossistemas variados. A equipe de cientistas britânicos se concentrou nas aberturas do sudoeste índico porque esta cadeia está ligada à Cadeia de Montanhas do Oceano Atlântico e à Cadeia Central Índica, locais onde a vida marinha já foi bem documentada. Nesta nova pesquisa, os cientistas da Universidade de Southampton encontraram moluscos, crustáceos, mexilhões e outras criaturas. Em seguida, eles compararam estas criaturas com as encontradas em respiradouros vulcânicos de cadeias submarinas vizinhas. "Eu esperava encontrar por lá algumas semelhanças com o que sabemos do Atlântico, e algumas semelhanças com o que sabemos das aberturas do Oceano Índico, mas também encontramos animais que não são conhecidos em nenhuma daquelas áreas, e isto foi uma grande surpresa", disse o professor Jon Copley, pesquisador-chefe do projeto.
Encruzilhada: A área pesquisada pelos cientistas é diferente das outras, pois tem menos atividade vulcânica do que outras cadeias submarinas, com menos respiradouros. Para capturar as imagens, os pesquisadores usaram um robô submarino chamado Kiel 6000, do Instituto de Ciências Marinhas de Leibniz, na Alemanha. As descobertas do robô surpreenderam os cientistas. "Este lugar é uma verdadeira encruzilhada em termos de espécies de respiradouros no mundo todo", disse Copley."Uma das descobertas foi um tipo de caranguejo yeti. Existem atualmente duas espécies descritas de caranguejo yeti conhecidas no Oceano Pacífico, e esta última descoberta não é como as outras, mas é o mesmo tipo de animal, com braços longos e cabeludos", afirmou. "Também encontramos alguns pepinos-do-mar, desconhecidos dos respiradouros do Atlântico ou da Cadeia Central Índica, mas conhecidos no Pacífico." "Temos ligações com várias partes diferentes do mundo aqui", disse o cientista.
Diversidade: A diversidade das criaturas encontradas também surpreendeu os cientistas. "Em muitos outros campos com respiradouros, nesta zona quente, você encontra animais que frequentemente são de apenas um tipo: na Cadeia do Atlântico é apenas camarão. Mas aqui vimos três ou quatro ao mesmo tempo", disse Copley. As descobertas devem ajudar os pesquisadores a descobrir mais sobre como as criaturas se movem de abertura em abertura. Estes respiradouros têm vida curta e, se as criaturas que habitam a área não tiverem a habilidade de se mover de um sistema para outro, a vida nestas regiões seria extinta. Apesar destas descobertas, os pesquisadores temem pelo futuro da região. A China conseguiu uma licença para explorar o potencial de mineração destes respiradouros, concedida pela Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA), entidade que regula a exploração nos oceanos. "Seria muito prematuro começar a perturbar as espécies da região antes de descobrirmos totalmente o que vive lá", afirmou o cientista.
Fonte: Último Segundo

Saíra-lagarta: a ave que sente prazer com picadas

A saíra-lagarta é uma das espécies de saíras mais coloridas e bonitas que existem. Ela possui o rosto negro, região ao redor dos olhos azul, o dorso verde com riscos negros e peito amarelado. A sua principal curiosidade é em relação ao ato de “formigar-se”, que consiste em agarrar formigas vivas com o bico e introduzi-las entre as penas para sentir prazer com a picada do inseto. A espécie é endêmica do Brasil e mede cerca de 13 cm de comprimento. Os sexos não apresentam dimorfismo sexual, portanto são praticamente idênticos.A ave alimenta-se de folhas, insetos, frutas e larvas. Ela constroi um ninho em formato de tigela e cada ninhada do casal de saíras dá origem a 2 ou 3 ovos que nascem após 15 dias. Os filhos saem do ninho após 20 dias. Também conhecida por saíra-da-serra e saíra-verde, ela somente é encontra na Mata Atlântica. Ela habita pontos elevados da Serra do Mar, da Mantiqueira, do Caparaó, de Ibitipoca e do Caraça, em grupos de 8 a 10 indivíduos. É um exemplo de espécie que só vive em matas bem preservadas, o que demonstra a importância de manter e ampliar essas áreas no Brasil.
Fonte: Rede Ambiente

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

5 Espécies de Polvo do Planeta


1 - Polvo comum: O Octopus vulgaris, é a espécie de polvo mais estudada no mundo. Habita regiões do Mar Mediterrâneo e o litoral da Inglaterra até o Senegal. Foto: Wikipédia


2 - Polvo de coco: O Amphioctopus marginatus é conhecido por viver no fundo do mar na Ásia em regiões com várias cascas de coco. O animal camufla-se nelas. Foto: Nick Hobgood


3 - Polvo dumbo: Vive em profundidades extremas de até 4 mil metros. Leva este nome devido as suas estranhas "orelhas" na cabeça. Foto: Wikipédia


4 - Polvo mímico: Este molusco pode imitar cerca de 15 espécies diferentes de animais como arraias, medusas e peixes. Foto: Steve Childs


5 - Polvo de-anéis-azuis: Ele pode matar um búfalo de 1200 Kg com seu poderoso veneno. Seu tamanho varia entre 12 cm e 20 cm. Foto: Wikipédia 

 

Fonte: Rede Ambiente

Corvos aprendem a usar ferramentas diferentes para cada situação


Uma equipe de pesquisadores das universidades de Cambridge, na Grã-Bretanha, e Auckland, na Nova Zelândia descobriu mais uma habilidade do corvo da Nova Caledônia na utilização de ferramentas. O estudo foi publicado pela revista científica “PLoS One”. O corvo é considerado pelos cientistas um dos animais mais inteligentes na natureza. É capaz de utilizar objetos como ferramentas para executar tarefas cotidianas ou para se comunicar com outros corvos. Os cientistas fizeram com esses animais uma prova conhecida como paradigma da fábula de esopo. Um alimento é colocado flutuando em um recipiente com água, fora do alcance do pássaro. Ele precisaria usar objetos em sua gaiola para fazer o volume de água subir até um ponto em que pudesse pegar o alimento. Rapidamente, os corvos entenderam o mecanismo e passaram a usar as pedras para subir o nível da água. Eles ainda deram preferência a pedras maiores e evitaram usar objetos que flutuassem na água, que não causariam o efeito desejado. Os pesquisadores concluíram que os corvos da Nova Caledônia conseguiram estabelecer uma relação de causa e efeito com as ferramentas que utilizavam. Já se sabia que os animais conseguiam fazer isso com gravetos, mas esse comportamento ainda era inédito com pedras.
Foto: Corvo usa pedras para alcançar alimento na água (Foto: Russell Gray)
Fonte: G1

Caça


As leoas frequentemente trabalham em conjunto para capturar antílopes, zebras, gnus e outros animais. O trabalho em equipe é importante, pois muitos destes animais são mais rápidos que os leões.
Foto: Beverly Joubert / National Geographic Image Sales
Fonte: Último Segundo

Crânio de animal pré-histórico 'russo' é encontrado no Brasil

O crânio de um ancestral dos mamíferos só encontrado antes em terras russas e africanas foi descoberto em São Gabriel, no Rio Grande do Sul. O fóssil é o primeiro descoberto na região de um carnívoro terrestre que teria vivido na América do Sul durante a Era Paleozoica – entre aproximadamente 540 milhões e 250 milhões de anos atrás. Os chamados "terápsidos" viveram há 260 milhões de anos e se alimentavam de pequenos herbívoros. O crânio completo encontrado tem aproximadamente 32 centímetros de comprimento e foi visto pela primeira vez em dezembro de 2008 na região dos pampas, dentro de uma fazenda. Depois de três anos de análises, os cientistas conseguiram identificar a espécie do animal e a anunciaram nesta segunda. Para os pesquisadores responsáveis pela descoberta, as comparações com os “parentes” russos e africanos permitem estimar que o carnívoro brasileiro tinha 3 metros de extensão, pesando mais do que um leão. O nome científico do bicho (Pampaphoneus biccai) significa “matador dos pampas”, explica um dos autores da descoberta, o pesquisador Juan Carlos Cisneros, da Universidade Federal do Piauí (UFPI). O animal pertence a um grupo particular de terápsidos conhecidos como "dinocefálios". Este grupo de animais já extintos também recebeu um apelido ameaçador na tradução do latim: “cabeça terrível”. A bravura está ligada aos ossos grossos dos dinocefálios, reforçados por rugas e cristais no crânio. “Essa característica era voltada para proteção. Algumas espécies usavam a cabeça para brigar, como fazem as cabras hoje em dia”, diz o pesquisador. Mesmo bravos, a maior parte dos dinocefálios era herbívora. As poucas espécies carnívoras mediam até 6 metros e eram os maiores predadores terrestres na época em que P. biccai viveu. “Carnívoros são raros. Até hoje, se você vê um documentário na África, vai ver um monte de zebra, mas poucos leões”, diz Cisneros. “Eles são limitados pelo volume de alimento disponível, há sempre menos carnívoros do que herbívoros.
Caça a fósseis: O achado foi divulgado na revista da Academia de Ciências Americana, a PNAS, nesta segunda. Cisneros já esperava encontrar fósseis no Rio Grande do Sul que fossem parecidos com os de outras partes do globo. “A gente tinha uma suspeita de que esse animal pudesse existir no Brasil”, afirma.Entre 2008 e 2009, a equipe de Cisneros visitou 50 localidades no país, procurando por sítios arqueológicos relevantes. Eles escolheram dez lugares, sendo que um deles rendeu a descoberta de outro animal pré-histórico, mas herbívoro: o Tiarajudens eccentricus, um terápsido com dentes no céu da boca (palato), cujo fóssil também foi achado em São Gabriel. “Procurávamos sempre por lugares sem vegetação e, dependendo das cores observadas e da erosão no local, nós avaliamos as chances de encontrar fósseis ou não”, explica o especialista. “Essa área dos pampas gaúchos apresenta grande potencial, há rochas sedimentares ali, que cobrem os restos mortais dos seres vivos com areia e lama.”
Passeio pela Pangeia: Cisneros defende que o estudo é uma prova da grande mobilidade dos vertebrados terrestres por todos os cantos do supercontinente Pangeia, que unia, no passado, todos os continentes atuais. O fóssil é muito parecido com as espécies encontradas atualmente na Rússia, no Cazaquistão, na China e na África do Sul. Com a versão brasileira deste tipo de animal, especialistas acreditavam que uma distribuição mais cosmopolita dos terápsidos pode ter ocorrido muito antes do que se imaginava. Até então, os cientistas afirmavam que este tipo de interação teria ocorrido somente mais tarde, durante o período Triássico – entre cerca de 250 milhões e 200 milhões de anos atrás.
'Pais' dos mamíferos: Apesar de serem muito parecidos com répteis, os terápsidos se encontram mais próximos dos mamíferos na arvore genealógica dos animais pré-históricos. Isso os distancia também das comparações com os dinossauros. Os mamíferos atuais possuem ossos dentro do ouvido que participam da audição, além de dentes mais complexos, cauda menor e uma postura mais ereta. No caso de P. biccai, a semelhança com répteis aparece somente quando se leva em conta a forma como os dentes se encaixavam: os de cima entre os debaixo, como ocorre em uma boca de jacaré.

Foto 1: O crânio encontrado na região dos pampas, no RS. (Foto: Cortesia Juan Carlos Cisneros / Divulgação)

Foto 2: Ilustração mostra como seria o 'Pampaphoneus biccai'. (Crédito: Voltaire Neto / Divulgação)

Fontes: G1; Último Segundo; estadao.com.br

Emissão de CO2 aumenta acidez do oceano e prejudica corais


O aumento da acidez dos oceanos verificado nos últimos 100 a 200 anos foi muito maior que as transformações que ocorreriam naturalmente, sem a interferência da ação do homem. A conclusão é de um time de cientistas internacionais ligados ao Centro de Pesquisa Internacional do Pacífico, da Universidade do Havaí, em um estudo publicado no dia 22 de janeiro, na "Nature Climate Change". De acordo com a pesquisa, cerca de 65% do gás proveniente de atividades humanas entram no mar e, em contato com a água salgada, aumentam sua acidez. O fenômeno reduz a taxa de calcificação de organismos marinhos, como corais e moluscos. As conclusões do estudo são baseadas em simulações de condições do clima e do oceano verificadas na Terra nos últimos 21 mil anos, desde a última Era Glacial até o século 21. Durante as simulações, os pesquisadores analisaram o nível de concentração do aragonito, um tipo de carbonato de sódio que ajuda a medir a acidez dos oceanos. Quanto mais ácida é a água do mar, menor é a quantidade de aragonito. Os resultados obtidos revelaram que o nível atual de aragonito é cinco vezes menor que o verificado na fase pré-industrial. De acordo com a pesquisa, essa redução pode representar uma queda de 15% na calcificação de corais e moluscos. Já nos próximos 90 anos, a redução da calcificação pode cair 40% em relação aos valores pré-industriais, considerando o contínuo uso de combustíveis fósseis, que emitem CO2. “Em algumas regiões, as mudanças na acidez do oceano provocadas pelo homem desde a Revolução Industrial são cem vezes maiores que as mudanças naturais verificadas entre a última Era Glacial e os tempos pré-industriais”, disse Tobias Friedrich, um dos cientistas que lideraram a pesquisa, em material de divulgação. Segundo ele, após o fim do último período glacial, a concentração de CO2 atmosférico aumentou de 190 partes por milhão (ppm) para 280 ppm ao longo de seis mil anos. Assim, os ecossistemas marinhos tiveram tempo suficiente para se adaptar. Já o aumento para o nível atual, de 392 ppm, levou apenas entre 100 e 200 anos, prejudicando a vida marinha. De acordo com a pesquisa, os corais são vistos em locais com concentração de aragonito presentes em 50% do oceano atualmente. Até o final do século 21, essas condições seriam encontradas em apenas 5%. “Nosso estudo sugere que severas reduções devem ocorrer na diversidade, complexidade e resistência dos corais até metade deste século”, afirmou o co-autor do estudo, Alex Timmermann.
Foto: Espécie ameaçada de coral Acropora (Foto: Albert Kok/Wikimedia Commons)
Fonte: G1

domingo, 29 de janeiro de 2012

Cientistas encontram menor rã do mundo em Papua Nova Guiné

Uma equipe de cientistas dos Estados Unidos anunciou a descoberta do que acreditam ser a menor espécie de rã do mundo, em Papua Nova Guiné. A espécie, batizada de Paedophryne amauensis, tem 7,7 milímetros de comprimento e poderia ser também um dos menores seres vertebrados do mundo. Em um artigo publicado na última edição da revista científica PLoS One, os pesquisadores anunciam também a descoberta de outra espécie próxima, Paedophryne swiftorum. Os cientistas sugerem que o reduzido tamanho da rã está ligado ao seu habitat, em folhas em decomposição no solo de uma floresta. Encontrar as rãs não foi uma tarefa fácil, porém, já que elas ficam muito bem camufladas entre as folhas. Além disso, esses animais desenvolveram a capacidade de emitir um som que lembra o dos insetos, tornando-os difíceis de detectar em meio à floresta. "As florestas da Nova Guiné são incrivelmente barulhentas à noite. Estávamos tentando registrar sons de rãs na floresta, mas estávamos curiosos sobre o que eram esses outros sons", contou à BBC o coordenador da pesquisa, Chris Austin, da Universidade Estadual de Louisiana, em Baton Rouge, nos Estados Unidos. "Então nós fizemos uma triangulação para detectar de onde esses sons estavam vindo e tentamos procurar nas folhas", disse. "Era noite, e essas criaturas são incrivelmente pequenas, então o que fizemos após várias tentativas frustradas foi tomar um punhado inteiro de folhas e jogá-las em um saco plástico", contou. "Quando fizemos isso, vimos essas incrivelmente minúsculas rãs saltando de um lado para o outro", relatou.
Menores vertebrados: O gênero Paedophryne foi identificado apenas recentemente e consiste em uma série de espécies pequenas encontradas em vários pontos das florestas do leste de Papua Nova Guiné. "Elas ocupam a relativamente densa camada de folhas no chão das florestas tropicais em partes baixas da ilha, comendo insetos incrivelmente pequenos que tipicamente são muito menores que os insetos que as rãs normalmente comem", disse Austin. "E elas provavelmente são presas de um grande número de invertebrados relativamente pequenos que normalmente não caçam rãs", observa. De forma intrigante, outros lugares do mundo que também possuem folhagens densas e úmidas tendem a possuir espécies de rãs pequenas, indicando que os anfíbios estão bem colocados para ocupar esse nicho ecológico. Antes da descoberta do gênero Paedophryne, o título de "menor rã do mundo" era do sapo-pulga brasileiro (Brachycephalus didactylus) e da ligeiramente maior Eleutherodactylus iberia, encontrada em Cuba. Ambas as espécies medem menos de 1 centímetro. Os menores animais vertebrados conhecidos até hoje eram peixes. O Paedocypris progenetica, que vive em pântanos e riachos da Indonésia, mede entre 7,9 e 10,3 milímetros quando adulto. Os peixes pescadores machos da espécie Photocorynus spiniceps têm apenas 6 milímetros de comprimento, mas vivem acoplados às fêmeas bem mais longas (50 milímetros), então muitos cientistas discutem se eles podem ser considerados os menores vertebrados do mundo. As florestas de Papua Nova Guiné estão ao lado das de Madagascar como os locais onde espécies de anfíbios até aqui desconhecidos devem ser descobertas, já que são locais pouco desenvolvidos e explorados.
Foto: EFE; Animal medindo apenas 7,7 milímetros é considerado o menor vertebrado do mundo
Fonte: Último Segundo

Estudo descobre que dinossauro alado tinha penas pretas

Uma equipe internacional de cientistas conseguiu descobrir que as penas de um dinossauro alado que viveu há 150 milhões de anos eram pretas. O achado pode parecer estranho, mas é um passo importante para entender como aconteceu a evolução dos répteis para as aves. O Archaeopteryx, animal que tinha o tamanho de um corvo, sempre foi visto pelos cientistas como um elo evolucionário. Ele reunia algumas características de répteis, como dentes, cauda ossuda e garras, e outras de aves, como as asas com penas. Os cientistas descobriram que a asa desse animal era preta porque conseguiram identificar a presença de melanossomos na pena fossilizada. Essa estrutura celular é responsável pela produção de pigmentos, mas também serve para dar mais sustentação estrutural à pena. De acordo com a análise, a pena do dinossauro tinha uma estrutura bastante parecida com a das aves modernas, o que mostra que esse tipo de asas já existe há 150 milhões de anos. “Não podemos dizer que é uma prova de que o Archaepteryx voava. O que podemos dizer é que nas penas dos pássaros modernos, esses melanossomos providenciam força e resistência adicionais para o voo, que é o motivo pelo qual as penas e suas pontas são as áreas mais comumente pigmentadas”, afirmou o autor Ryan Carney, em material divulgado pela Universidade Brown, em Providence, EUA, onde ele trabalha. O estudo foi publicado pela revista científica “Nature Communications”.
Foto: Fóssil do 'Archaeopteryx' (Foto: Humboldt Museum für Naturkunde Berlin)
Fonte: G1

Genes são responsáveis por 40% da inteligência ao longo da vida

Os genes são responsáveis por 40% da inteligência ao longo da vida do ser humano, enquanto os outros 60% são determinados pelo contexto, indica um estudo genético publicado na edição digital da revista científica "Nature". Peter Visscher, especialista em genética da Universidade de Queensland, considerou que a inteligência incide nas chances de sobrevivência, em declarações à emissora australiana "ABC". Com o objetivo de saber por que algumas pessoas envelhecem mais inteligentes, o cientista australiano e pesquisadores britânicos examinaram testes de inteligência de mais de duas mil pessoas, que o fizeram aos 11 anos de idade e depois aos 65. A maioria das pessoas que tinham uma inteligência média quando crianças a aumentou durante a etapa adulta, e as que tinham uma inteligência abaixo da média no início de sua vida mantiveram esta média na velhice. O contexto no qual a vida se desenvolve, considerando-se fatores como nutrição, educação dos pais e escolaridade, contribui para o desenvolvimento da inteligência, comprovaram os pesquisadores. Durante o estudo, os especialistas também analisaram amostras genéticas e quantificaram o papel dos genes nas mudanças da inteligência à medida que o ser humano envelhece. "Calculamos que entre um quarto e um terço destas mudanças são genéticas", indicou Visscher.
Fontes: Último Segundo; estadao.com.br

Bosquímanos


Bosquímanos, armados com arcos e flechas, cruzam uma salina durante uma caça tradicional na Namíbia. Mas essa cena atemporal é só um eco de uma tradição de 20.000 anos, que eles tentam preservar. As tribos que moram na região de Nyae Nyae usam roupas ocidentais, a não ser quando estão exibindo sua cultura para turistas. O grupo dos San já foi caçador e coletor e é um elo raro entre nós e uma era antiga da existência humana. Mas poucos sobrevivem até hoje e sua estilo de vida está se destruindo. Sem terras para caçar, os bosquímanos precisam de ajuda do governo para sobreviver.
Foto: Chris Johns / National Geographic Image Sales
Fonte: Último Segundo

Estudo mostra que casais de pássaros cantam em duetos

Ouvir um pássaro cantar é algo comum na natureza. Porém, uma espécie que vive na região dos Andes vai além: os casais cantam juntos a mesma canção, cada um com a sua parte definida, como num autêntico dueto. Um estudo publicado na revista Science descreve o processo. Os pesquisadores mediram a atividade cerebral das aves enquanto elas cantavam. Eles perceberam que os pássaros conhecem a canção inteira, não apenas a sua parte e as deixas. “A principal descoberta é que o cérebro tem uma memória. Eles sabem o que querem fazer juntos”, explica Eric Fortune, da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, EUA. A pesquisa foi feita no Equador, com participação com a Universidade Católica de Quito. O pássaro usado é o Pheugopedius euophrys, que não existe no Brasil nem tem nome em português. Seus parentes mais próximos que vivem em nosso território são a corruíra e a cambaxirra. As fêmeas conhecem a música melhor do que os machos e até ajudam a corrigir os erros que eles cometem, o que leva os cientistas a uma hipótese. “Acreditamos que seja uma forma de testar o desempenho dos machos”, diz Fortune. “Ela desafia a memória dele, quer saber que ele está pensando nela. É como uma mulher que quer que o namorado se lembre do aniversário de namoro”, compara. De forma geral, a música é usada pelos pássaros na natureza como uma forma de defender seu território. Essa espécie ainda não foi estudada a fundo, e não se conhecem todos os seus hábitos. Não se sabe com certeza se eles são monógamos, mas é fato que eles vivem juntos por muito tempo, criam ninhos e os defendem em conjunto. Os duetos não são necessariamente resultado de uma longa vida a dois. “Uma vez, pegamos dois que não eram um par. Dentro de uma hora, estavam cantando. Achávamos que seria muito difícil”, conta Fortune. Os pesquisadores ainda não conseguiram entender como os pássaros aprendem a canção.
Foto: Macho da espécie 'Pheugopedius euophrys' (Foto: Eric Fortune e Melissa Coleman/Cortesia)
Fontes: G1; Último Segundo

sábado, 28 de janeiro de 2012


A mais incrível imagem em alta resolução da Terra


A Agência Espacial Americana (Nasa) divulgou um nova edição da famosa imagem da Terra, a Blue Marble, mostrando os Estados Unidos. Considerada “a mais incrível foto em alta resolução do planeta já feita”, ela superou a versão de 2010 e a original, captada pela tripulação da Apollo 17, em 1972. Essa nova Blue Marble foi produzida com dados enviados pelo mais recente satélite da Nasa, o Suomi NPP, a partir de várias passagens feitas em 4 de janeiro de 2012, usando o instrumento VIIRS. Quem quiser, pode baixar a imagem em 8000 x 8000 pixels e conferir a resolução fora de série
Fonte: estadao.com.br

Ursos-pardos deixam hibernação antes do previsto na Alemanha

Uma dupla de ursos-pardos originários da Suécia foi fotografada dia 27 de janeiro em um parque nacional na cidade de Guestrow, no nordeste da Alemanha. Os mamíferos Fred e Frode despertaram do período de hibernação duas semanas antes na comparação com o ano passado.

Foto 1: Ursos-pardos representam um dos grupos mais temidos de ursos. (Foto: Bernd Wustneck / DPA / AFP Photo)

Foto 2: Dupla Fred e Frode deixou a hibernação duas semanas antes na comparação com 2011. (Foto: Bernd Wustneck / DPA / AFP Photo)


Fonte: G1

Zebras lutam por dominância de território na Tanzânia


Duas zebras machos são flagradas em uma luta pela supremacia do rebanho na Tanzânia, África. Após a batalha, que durou várias horas, ambos os animais – um de 4 e outro de 10 anos – tinham marcas de sangue pelo corpo. Na ocasião, o fotógrafo Winfried Wisniewski estava na cratera de Ngorongoro, onde a luta das zebras foi travada, para assistir ao parto de gnus. Ele registrou as imagens porque ficou impressionado com a forma violenta com que as zebras mordem e chutam umas às outras. Segundo Wisniewski, os animais disputavam o domínio de um grupo familiar de dez membros. O mais novo, na opinião do fotógrafo, parecia o dominante, mas se cansou muito e o mais velho venceu. O perdedor, então, fugiu para longe. O comprimento dos dentes das zebras ajuda a indicar a idade delas, que chegam a pesar 900 kg e medir até 1,5 m de altura. Cada indivíduo tem seu próprio padrão característico de listras, que garantem uma camuflagem eficaz contra predadores como leões e hienas. As pernas longas e finas dos animais também são perfeitamente construídas para uma fuga rápida, que pode ser executada em até 40 quilômetros por hora. Os rebanhos podem ser compostos por até mil integrantes, com famílias entre cinco e 20 animais, que se comunicam por sons e expressões faciais. Orelhas baixas, mantidas na horizontal, são um sinal de agressão.
Foto: Dupla de zebras machos disputa supremacia do bando na Tanzânia (Foto: Daily Mail/Reprodução)
Fonte: G1

A rã faminta que emite o som de um touro

A rã-touro não é um anfíbio qualquer. Ela é predadora de várias espécies de outros animais. Ela se alimenta de pássaros, insetos, roedores, tartarugas, cobras e até outras rãs. Muitos agricultores e ecologistas a consideram até como uma espécie de praga devido ao seu apetite insaciável. Além destas características predadoras ela ainda emite um som semelhante ao mugido de um touro. Este grunhido é exclusivo desta espécie de rã, nativa da América do Norte. A rã-touro pode chegar a 1,5 Kg e viver até 10 anos. É um anfíbio grande, podendo atingir o comprimento de 20 cm. É normalmente verde ou de cor bronzeada, com castanho escuro, verde escuro ou negro. Possui uma parte inferior amarela ou branca, que varia na época do acasalamento. Elas podem ser encontradas nos Estados Unidos, Canadá e México. Porém devido à ação humana, esta é também uma espécie que pode ser vista em todo o mundo. Na Europa e no leste dos Estados Unidos, medidas já foram adotas para o controle da população da espécie, pois elas estão competindo com espécies nativas.
Fonte: Rede Ambiente

Plantas Geneticamente Modificadas


As plantas transgênicas são aquelas que receberam genes desejáveis de uma outra espécie, o que não seria possível apenas com o melhoramento genético clássico. No milho, por exemplo, cientistas utilizaram a tecnologia para inserir um gene que o tornou resistente a alguns tipos de pragas comuns nesse cultivo. Com isso, esse milho dispensa a aplicação de alguns inseticidas, diminuindo em muito o uso desses agrotóxicos, beneficiando o meio ambiente. Outros exemplos são a soja, o trigo, a canola e o algodão tolerantes a um tipo de herbicida ou resistentes a pragas. Atualmente, as plantas transgênicas já são uma realidade em 18 países, entre eles os EUA, Canadá, Argentina, África do Sul, Índia, China, Colômbia e Espanha, nos quais já existem 67,7 milhões de hectares plantados. A tendência é que esse número aumente cada vez mais, uma vez que, segundo estudos científicos, essa tecnologia permite reduzir os custos de produção, preservar o meio ambiente e, no futuro, produzir mais e melhores alimentos. Estima-se que mais de 2 bilhões de pessoas consumam transgênicos em todo o mundo, sem nenhum registro de dano para a saúde humana ou animal. Esses resultados foram obtidos em mais de 20 anos de pesquisas por instituições como a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), a Organização Mundial da Saúde (OMS) e academias de ciência em vários países do mundo. No Brasil, instituições como Embrapa, Coodetec e universidades também desenvolvem trabalhos nas áreas de Segurança Ambiental e Alimentar das plantas transgênicas. Há, ainda, muitas pesquisas sendo realizadas por empresas privadas e públicas, instituições e universidades de vários países para o desenvolvimento de plantas enriquecidas com vitaminas e substâncias. Atualmente, já existem plantas enriquecidas com vitamina A, um elemento essencial para a prevenção da cegueira, por exemplo. E possibilidades futuras poderão ser criadas, tais como:
Frutas que permanecem maduras por mais tempo;
Plantas que funcionam como vacinas, combatendo doenças que afetam milhões de pessoas em todo o mundo, como a diarréia.
Segundo o artigo da FAO World Agriculture: towards 2015/2030 - summary report 2003, os alimentos transgênicos também podem ser mais uma alternativa no combate à fome e à pobreza nos países em desenvolvimento. Existem pesquisas para a criação de variedade de plantas com resistência ou tolerância a secas, salinidade do solo, insetos e doenças, problemas comuns nessas nações. De acordo com o exemplo citado no artigo da FAO, após 3 anos, quando o governo chinês autorizou o cultivo. comercial do algodão transgênico, a área plantada foi expandida de 2 mil para 70 mil hectares, o consumo de inseticidas foi reduzido em 80%, o custo de produção por quilo caiu 28% e a produtividade por hectare aumentou. Tudo isso diminuindo o risco à saúde do lavrador em mais de 15%. O arroz com vitamina A é outro exemplo de alimento transgênico que seria útil nos países em desenvolvimento, citado em artigo dos médicos infectologistas Vicente Amato Neto, professor emérito da Faculdade de Medicina da USP, e Jacyr Pasternak, doutor em medicina pela Unicamp, publicado na Folha de S. Paulo em 29 de maio de 2003. Segundo eles, "as áreas em desenvolvimento talvez tenham mais a lucrar com os transgênicos do que as desenvolvidas. O arroz com vitamina A, lembramos como ilustração, não encontra mercado satisfatório nos países ricos, já que lá ninguém precisa dele, contudo seria algo útil aqui ou na África".
Possíveis fatores de risco:
1. Somente poucos laboratórios têm os dispendiosos equipamentos, reagentes e pesquisadores capazes de obter organismos transgênicos com toda a segurança requerida pela Lei de Biosegurança, fiscalizada pela Comissão Nacional Técnica de Biosegurança (CTNBio);
2. Após a obtenção do organismo transgênico, segue-se a fase mais longa e dispendiosa, de cinco ou mais anos, e milhões de dólares para selecionar e desenvolver o produto. Somente empresas têm arcado com os custos necessários para lançar novas plantas transgênicas;
3. Apesar de todas as precauções, as pessoas leigas, ou mesmo pesquisadores de áreas afins, temem que possam existir inconvenientes no futuro.
Fonte: EcoD

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

As temidas aranhas da natureza

Algumas são grandes, outras são menores. Umas possuem venenos letais, outras são inofensivas. O que elas têm de mais em comum? Todas são incontestavelmente temidas pelo ser humano.Conheça sete, das mais incríveis aranhas que habitam diversas partes do mundo.
Foto 1:Parahybana lasiodora - Conhecida também como Caranguejeira-rosa-salmão-brasileira, esta é uma das maiores do Brasil – medindo de 20 a 25 centímetros de comprimento - é a segunda maior tarântula do mundo. São encontradas na região do nordeste e possuem um veneno relativamente fraco, incapaz de matar um homem adulto. As fêmeas podem viver de 10 a 15 anos, já os machos correm o risco de morrer na cópula porque essas costumam comê-los após o acasalamento.

Foto 2: Haplopelma lividum - Considerada a maior tarântula africana, de uma rapidez surpreendente e poderoso veneno, ela habita as florestas tropicais do sudeste da Ásia. Costuma chamar a atenção pela sua bela cor azulada e pode chegar a 13 cm de comprimento.

Foto 3: Theraphosa Blondi - Chamada também de Aranha-golias-comedora-de-pássaro, essa é o maior aracnídeo do mundo. Típica da região Amazônica, ela pode ser encontrada também na Guiana, Suriname e Venezuela. Pode chegar a incríveis 30 centímetros de comprimento e são capazes de viver a vida inteira em grandes tocas, nas zonas dos bosques. Sua picada é bastante dolorida e, ao se sentir ameaçada, ela produz um chiado bem alto. Podem viver mais de dez anos.

Foto 4: Poecilotheria regalis - Talvez ela seja a mais perigosa aranha de todas. É uma espécie muito venenosa, agressiva e uma das mais rápidas da natureza. Sua picada levará à internação hospitalar da vítima, já que o seu veneno é super ativo no homem. Seu habitat natural é o sudeste da Índia. Para alimentar-se, ela captura os insetos voadores, ao invés de prendê-los em sua teia. Pode chegar a 22 centímetros de comprimento.

Foto 5: Citharischius crawshayi - Nativa da África Ocidental, essa aranha também é considerada de porte grande. Podendo medir até 20 centímetros de comprimento, ela é capaz de comer um camundongo adulto inteiro ou qualquer outro animal que seja menor que ela. Seu veneno é muito forte. A mordida de um bebe, por exemplo, causa uma forte dor, alucinações e coceira no local durante cinco dias.

Foto 6: Loxosceles gaucho, L. laeta, L. Intermédia - É uma aranha brasileira que possui o veneno mais ativo. Pode ser considerada uma aranha doméstica, pois se encontram atrás de móveis, sótãos, porões e garagens – além de, na natureza, habitar cascas de árvores e folhas secas de palmeiras. Sua picada não é dolorida, porém ela causa necrose no local atingido. Seu corpo é pequeno, raramente ultrapassando os 3 centímetros.
Foto 7: Latrodectus curacaviensis - Conhecida como viúva negra, esta aranha também costuma matar os machos de sua espécie após o acasalamento. Possuí um veneno extremamente poderoso, podendo ser considerado fatal. É neurotóxico central e periférico, causando quadro clínico no local da picada e no sistema nervoso central. Além da dor intensa no local da picada, a vítima pode ainda apresentar mialgia (dor muscular) intensa, contraturas musculares generalizadas, podendo levar à convulsões tetânicas. O tratamento deve ser intensivo. Elas possuem um lindo desenho avermelhado na região inferior do abdômen e seu tamanho é pequeno, de apenas 3 centímetros.

Fonte: Rede Ambiente

Imagem da Nasa mostra cobertura de gelo sobre o mar no Alasca


A Agência espacial americana (Nasa), divulgou na última semana a imagem que mostra a neve repousando sobre a superfície terrestre e sobre o oceano, na região do Alasca, nos Estados Unidos. As camadas de gelo no Mar do Ártico aumentam e diminuem ao longo do ano, controlando as condições de navegação a cada estação, incluindo no Mar de Bering. Em Nome, no norte do Alasca, condições climáticas adversas prejudicaram a distribuição necessária de combustível para que a população enfrentasse o inverno. Em novembro passado, o gelo grosso do mar dificultou esforços para alcançar a área, o que só aconteceu em 16 de janeiro. A oscilação de neve na região é comum durante todo o ano. A nevasca intensa no fim de 2011 prejudicou navegação.
Foto: Nasa
Fonte: G1

Fungo mata milhões de morcegos na América do Norte


Entre 5,7 e 6,7 milhões de morcegos morreram na América do Norte, devido a um fungo conhecido como "síndrome do nariz branco" (WNS), desde que a doença apareceu pela primeira vez em 2006, informaram autoridades ambientais dia 17 de janeiro. Um estudo publicado no fim de 2011 revelou que a doença é causada pelo fungo Geomyces destructans, mas os especialistas ainda não sabem como detê-lo. O número de mortes supera amplamente o milhão de morcegos mortos segundo a última estimativa, de 2009, e em algumas regiões representou a quase extinção total da população destes animais, explicou à AFP o especialista em vida silvestre Jeremy Coleman. "Em estados como Nova York e Vermont e no sul de Ontário (Canadá) antecipamos que a população geral talvez seja impactada em mais de 90 por cento", disse Coleman, coordenador nacional contra o WNS no Serviço de Pesca e Vida Silvestre. Os números foram compilados com base em dados dos biólogos estaduais e em modelos matemáticos para projetar as perdas em todas as áreas geográficas onde se sabe que a doença se propagou. "Esta nova informação surpreendente ilustra a gravidade da ameaça de que a síndrome do nariz branco representa para os morcegos, assim como o alcance do problema que esta nação enfrenta", disse Dan Ashe, diretor do Serviço de Pesca e Vida Silvestre. "Os morcegos agregam um enorme valor à economia americana como controle de pestes naturais para as fazendas locais e de florestas a cada ano, e também têm um papel essencial ao ajudar no controle de insetos que podem transmitir doenças aos humanos", acrescentou. Um estudo recente revelou que os morcegos são um importante pesticida natural, cujos serviços ambientais são avaliados em pelo menos US$ 3,7 bilhões anuais para os produtores agropecuários. O primeiro surto de WNS foi localizado em uma colônia de morcegos do estado de Nova York e cruzou 2.000 km através dos Estados Unidos até o Canadá. Agora está presente em 16 estados americanos e em 4 províncias do Canadá. A síndrome é particularmente letal para as colônias de inverno das espécies que hibernam, incluindo os pequenos morcegos marrons, os morcegos austrais de orelhas compridas e os morcegos de Indiana, em risco de extinção, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
Foto: AP; Doença chamada de "síndrome do nariz branco" está extinguindo morcegos na América do Norte.
Mais informações sobre este assunto acesse nosso blog.
Fonte: Último Segundo

Tartaruga-de-couro: a maior tartaruga do mundo

A tartaruga-de-couro possui uma estrutura corporal bem diferente das demais. Sua carapaça é coberta de uma pele macia e oleosa. Outras espécies possuem carapaças mais duras. Esta carapaça ajuda a espécie a nadar com muita rapidez. Além dela, as nadadeiras são vitais para que a tartaruga atinja a velocidade de 35 km/h debaixo d’água. O comprimento dela pode chegar a quase 3 metros e seu peso a 900Kg, sendo considerado o quarto maior réptil do mundo. Este animal impressionante também bate recordes de longevidade. Eles podem chegar a viver mais de 300 anos, sempre em alto-mar, aproximando-se do litoral apenas para desovar. Ele se alimenta preferencialmente de águas-vivas. Justamente por isto, se o homem ingerir a carne desta tartaruga, ele ficará muito doente, podendo até morrer, pois indiretamente estará entrando em contato com a água-viva. Mesmo sendo um animal que pode viver de 200 a 300 anos, a espécie corre sérios riscos de extinção por causa da ação humana. O homem possui o infeliz hábito de jogar sacos plásticos no mar e isto acaba provocando uma confusão na tartaruga com o seu alimento. Ao ingerir o plástico, o animal acaba se sufocando e morrendo. A destruição de locais para desova e a baixa taxa de tartarugas recém-nascidas sobreviventes também contribuem para a espécie estar ameaçada e protegida por lei no Brasil e em vários países.
Se você quiser saber mais sobre esta tartaruga no nosso blog tem mais informações.
Fonte: Rede Ambiente

Memorial


Os peixes nadam no Neptune Memorial Reef, instalado no fundo do oceano, perto de Miami. As cinzas de 200 pessoas foram misturadas ao cimento que molda as esculturas do memorial.
Foto: David Doubilet / National Geographic Image Sales
Fonte: Último Segundo