quinta-feira, 31 de maio de 2012

Cientistas fazem lista de '10 mais' de espécies descobertas em 2011

Uma equipe internacional de botânicos divulgou no dia 23 de maio uma lista de “10 mais” com espécies descobertas em todo o mundo durante o ano de 2011. Elas foram escolhidas entre mais de 200 espécies. A relação, escolhida por especialistas do Instituto Internacional da Exploração de Espécies, da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, traz seres que chamam a atenção porque são diferentes do que estamos acostumados a ver. A lista é publicada há cinco anos, sempre em 23 de maio, aniversário de nascimento de Lineu, pai da classificação de espécies moderna. O objetivo da iniciativa é destacar a importância da biodiversidade das espécies do planeta.

1 – Macaco-espirrador: O macaco-espirrador (Rhinopithecus strykeri) recebeu esse nome porque espirra quando chove. Ele foi identificado nas montanhas de Myanmar, e foi o primeiro animal da família do macaco-de-nariz-empinado a ser registrado como nativo do país, que fica no Sudeste Asiático. Os cientistas acreditam que a espécie já corra sério risco de extinção.
2 – Água-viva-de-bonaire: Essa espécie de água-viva foi descoberta em Bonaire, uma ilha holandesa no Caribe. Esse animal venenoso lembra uma pipa, com seus tentáculos coloridos. O nome científico Tamoya ohboya foi selecionado em um projeto de ciências e é uma brincadeira com a expressão “oh boy!”, que é uma interjeição de espanto em inglês – essa seria a reação de uma pessoa que fosse ferroada pela água-viva.

3 – Verme-do-diabo: Com cerca de meio milímetro de comprimento, esses nematódeos foram descobertos em minas de ouro na África do Sul, a 1,3 km de profundidade. Nenhuma outra espécie multicelular já tinha sido descoberta em tanta profundidade. Capaz de suportar a alta pressão e a alta temperatura desse “inferno”, o Halicephalobus mephisto foi apelidado de verme-do-diabo.

4 – Orquídea-noturna: Essa espécie rara de plantas foi descoberta na Papua-Nova Guiné, na Oceania. A flor da Bulbophyllum nocturnum se abre por volta de 22h e se fecha cedo pela manhã. Das mais de 25 mil espécies de orquídeas catalogadas, essa é a única que floresce durante a noite.
5 - Vespa parasita: A vespa Kollasmosoma sentum ataca formigas com uma velocidade impressionante. Ela fica à espreita, voando próxima ao chão, e em um vigésimo de segundo, ela deposita seus ovos dentro do corpo da vítima. A formiga então servirá de comida para as larvas da vespa que vão se desenvolver. A espécie foi descoberta na Espanha.
6 – Cogumelo-bob-esponja: O nome científico desse cogumelo descoberto na ilha de Bornéu, na Malásia, é Spongiforma squarepantsii (o nome de Bob Esponja Calça Quadrada em inglês é “SpongeBob SquarePants”). Apesar de não ter nenhum parentesco com as esponjas, esse fungo se parece com esses animais, e acabou homenageado com o nome do desenho animado.

7 – Papoula-do-outono-nepalesa: A altitude pode explicar por que a Meconopsis autumnalis passou batida pela ciência durante tanto tempo. Seu habitat fica a entre 3,3 mil e 4,2 mil metros de altura em relação ao nível do mar. Sujeita a um clima único na altitude do Himalaia e sob efeito das monções – ventos e chuvas típicos do subcontinente indiano –, essa planta floresce no outono, e não na primavera.
8 – Embuá-gigante: Esse milípede – parente dos insetos que tem vários pares de patas – é o maior já encontrado na natureza, com 16 centímetros. Tem o tamanho de uma salsicha, e seu nome científico Crurifarcimen vagans significa “salsicha com patas ambulante” em latim. O embuá-gigante foi descoberto nas montanhas da Tanzânia, no leste da África, lugar com rica diversidade de espécies.

 9 – Cacto-ambulante: Essa espécie extinta encontrada na China viveu há 520 milhões de anos. Em seis centímetros de comprimento, esse animal lembra um verme, mas, ao mesmo tempo, apresenta dez pares de patas articuladas. Para os cientistas que o descobriram, a Diania cactiformis seria um primeiro elo perdido conhecido entre os vermes e os artrópodes.
10 – Tarântula-de-sazima: Essa aranha azul colocou o Brasil pela primeira vez na lista de “10 mais”. Descrita por pesquisadores do Instituto Butantan, em São Paulo, essa espécie vive em uma “ilha ecológica” e só é encontrada no alto da Chapada Diamantina, na Bahia. Seu nome Pterinopelma sazimai é uma homenagem ao cientista Ivan Sazima, que coletou indivíduos dessa aranha nas décadas 1970 e 1980 – o registro da nova espécie só é aceito quando ela é descrita em uma revista científica, por isso ela entrou na lista de 2011. 
Fontes: G1; estadao.com.br

Crested Mel Buzzard: a incrível ave de rapina

Da família Accipitridae, o Crested mel buzzard é uma ave de rapina conhecida como Mel Buzzard Oriental. Isto porque o animal se encontra em quase todo continente asiático. Com o aspecto físico bastante parecido com a de um pombo, seu pescoço é longo e sua cabeça pequena. Machos e fêmeas se distinguem pelo tamanho e pela fisionomia.Eles são menores, tem a cabeça azul-acinzentada e uma calda preta com uma faixa branca. Já elas são maiores, marrons e sua calda é em tom de mel. No verão, elas migram para a Sibéria e no inverno para o sudeste da Ásia. Alimentam-se de larvas, vespas e cigarras. Não é tão fácil notá-las no ar, exceto na época de reprodução – geralmente durante a primavera -, quando batem fortemente suas asas pra chamar a atenção.
Fonte: Rede Ambiente

Redução de áreas protegidas é aprovada no Senado e deve ser sancionada

A redução de oito áreas ambientais para a construção de 22 usinas hidrelétricas na Amazônia foi aprovada pelo Senado no dia 29 de maio. A matéria foi aprovada às pressas, somente 12 dias depois da votação na Câmara, pois perderia a validade no dia 31 de maio. O Projeto de Lei de Conversão (PLV) 12 da Medida Provisória (MP) 558, redefine os limites dos Parques Nacionais da Amazônia, dos Campos Amazônicos e Mapinguari; das Florestas Nacionais de Itaituba I, Itaituba II, do Crepori e do Tapajós; e da Área de Proteção Ambiental (APA) do Tapajó. Na Câmara, o texto recebeu 52 emendas. Foi acrescentado à MP um dispositivo que exclui duas áreas da Floresta Nacional do Tapajós, no Pará, além da suspensão, até 30 de junho de 2013, da execução fiscal de dívidas de produtores rurais vinculados ao Projeto Agro-industrial Canavieiro Abraham Lincoln, também no Pará. As dívidas, do período de 1984 a 2002, somam cerca de R$ 10 milhões.No Senado, a matéria não sofreu alterações. Agora, a proposição deve ser sanciona da pela presidenta Dilma Rousseff.
Usinas: O principal objetivo da proposta é viabilizar a construção de 22 usinas hidrelétricas na região, previstas para inudar parte das reservas que sofreram mudanças em suas delimitações. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, chegou a mover uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a MP no Supremo Tribunal Federal (STF). O principal argumento do procurador era que as unidades alvos da MP têm "extrema relevância" para a preservação da Amazônia, além do que alterações nos limites de unidades de conservação somente podem ser feitas por lei.
Estudos: Um estudo da ONG Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia) revela que a redução de unidades de conservação na Amazônia pode emitir 152 milhões de toneladas de gás carbônico (CO2). A quantidade de emissões representa mais de 10% da meta brasileira de redução. Outra pesquisa, feita por pesquisadores norte-americanos, afirmou que há projetos para 150 novas barragens nos seis maiores rios que conectam os Andes à Amazônia (300% a mais em relação às já existentes), sendo que metade destas possuem alto impacto ambiental e 80% ocasionarão perda da floresta. De acordo com o estudo, outra consequência das novas hidrelétricas é a quebra da conectividade entre as cabeceiras protegidas dos Andes e as planícies da Amazônia, ocasionada por 60% dos projetos. Diante deste cenário, em uma enquete recente do EcoD, a maioria dos internautas (65,2%) se disse contra a construção de usinas hidrelétricas na Amazônia, optando pela alternativa "Não. O governo deveria investir em fontes alternativas" em resposta ao questionamento se concordam com esta política.

Foto 1: Unidades de Conservação da Amazônia serão reduzidas com a medida/Foto:Ana_Cotta

Foto 2: Imagem: Reprodução/Imazon



 Fonte: EcoD

Arqueólogos encontram tumba de faraó de 4 mil anos no sul do Egito

A tumba de um faraó do Egito, identificado como Haguti Najt (1994-2150 a.C.) , foi descoberta na localidade monumental de Deir al Barsha, situada na província de Minya, ao sul do Egito. O anúncio foi feito por autoridades locais no dia 28 de maio. Segundo um comunicado do Ministério de Estado para as Antiguidades, a tumba foi achada durante os trabalhos de escavação de uma equipe de arqueólogos belgas em uma câmara do mausoléu do pai de Najt, que também foi um governante. A nota ainda acrescenta que as paredes da tumba contêm importantes inscrições que descrevem como eram os rituais religiosos nesse período da antiguidade. Além da própria tumba, a equipe de arqueólogos encontrou utensílios utilizados em ocasiões religiosas e algumas oferendas aos deuses. 
Foto: EFE Tumba continha vários utensílios usados como oferendas aos deuses
Fontes: G1; Último Segundo

Pássaro tido como 'espião israelense' causa alarde em vilarejo na Turquia

Um pássaro migratório causou alarde em uma vila no sudeste da Turquia depois que habitantes locais o confundiram com um espião israelense. As suspeitas dos moradores foram despertados quando o pássaro, um abelharuco-comum (Merops apiaster), foi encontrado morto em um campo com um anel de metal em torno de sua perna no qual se lia 'Israel'. Eles chamaram a polícia depois de suspeitar do bico da ave, que seria extraordinariamente grande e, segundo imaginaram, poderia levar um microchip instalado pelo serviço de inteligência de Israel, o Mossad. O animal foi levado para peritos governamentais para exame e declarado seguro.
Teorias conspiratórias: O correspondente da BBC em Istambul, Jonathan Head, disse que o escritório regional do Ministério da Agricultura turco examinou o cadáver de coloridas plumas e explicou aos moradores da vila, perto da cidade de Gaziantep, que era prática comum colocar um anel em aves migratórias, a fim de rastrear seus movimentos. Uma autoridade do ministério disse à BBC que não foi fácil convencer a polícia local de que o abelharuco não representava uma ameaça à segurança nacional. Em um certo ponto, uma unidade de contraterrorismo chegou a ser envolvida no caso. Segundo o correspondente, teorias de conspiração implausíveis criam raízes facilmente na Turquia, com supostas tramas de Israel entre as maiores suspeitas. Os laços entre a Turquia e Israel se deterioraram acentuadamente depois que nove ativistas turcos pró-palestinos morreram em um ataque de forças de segurança israelenses contra um barco que tentava romper o bloqueio à Faixa de Gaza, há dois anos.
Foto: O abelharuco-comum (Foto: Wikicommons) 
Fonte: G1

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Conheça todos os 12 vetos ao novo Código Florestal

Impedir a anistia a quem desmatou e proibir a produção agropecuária em áreas de proteção permanente (APPs) foram alguns dos principais objetivos da presidenta Dilma Rousseff ao vetar parte do novo Código Florestal no dia 25 de maio. Os vetos de 12 artigos resgatam o teor do acordo firmado entre os líderes partidários e o governo durante a tramitação da proposta no Senado. O Artigo 1º, que foi modificado pelos deputados após aprovação da proposta no Senado, foi vetado. Na medida provisória (MP) publicada no dia 28 de maio no Diário Oficial da União, o Palácio do Planalto devolve ao texto do Código Florestal os princípios que haviam sido incorporados no Senado e suprimidos, posteriormente, na segunda votação na Câmara. A MP foi o instrumento usado pelo governo para evitar lacunas no texto final. Também foi vetado o Inciso 11 do Artigo 3º da lei, que trata das atividades eventuais ou de baixo impacto. O veto retirou do texto o chamado pousio: prática de interrupção temporária de atividade agrícolas, pecuárias ou silviculturais, para permitir a recuperação do solo. Recebeu veto ainda o Parágrafo 3º do Artigo 4º que não considerava área de proteção permanente (APP) a várzea (terreno às margens de rios, inundadas em época de cheia) fora dos limites estabelecidos, exceto quanto houvesse ato do Poder Público. O dispositivo vetado ainda estendia essa regra aos salgados e apicuns – áreas destinadas à criação de mariscos e camarões. Foram vetados também os parágrafos 7º e 8º. O primeiro estabelecia que, nas áreas urbanas, as faixas marginais de qualquer curso d'água natural que delimitem as áreas das faixas de passagem de inundação (áreas que alagam na ápoca de cheia) teriam sua largura determinada pelos respectivos planos diretores e pela Lei de Uso do Solo, ouvidos os conselhos estaduais e municipais do Meio Ambiente. Já o Parágrafo 8º previa que, no caso de áreas urbanas e regiões metropolitanas, seria observado o dispositivo nos respectivos planos diretores e leis municipais de uso do solo. O Parágrafo 3º do Artigo 5º também foi vetado. O dispositivo previa que o Plano Ambiental de Conservação e Uso do Entorno de Reservatório Artificial poderia indicar áreas para implantação de parques aquícolas e polos turísticos e de lazer em torno do reservatório, de acordo com o que fosse definido nos termos do licenciamento ambiental, respeitadas as exigências previstas na lei. Já no Artigo 26, que trata da supressão de vegetação nativa para uso alternativo do solo tanto de domínio público quanto privado, foram vetados o 1º e 2º parágrafos. Os dispositivos detalhavam os órgãos competentes para autorizar a supressão e incluía, entre eles, os municipais do Meio Ambiente. A presidenta Dilma Rousseff também vetou integralmente o Artigo 43. Pelo dispositivo, as empresas concessionárias de serviços de abastecimento de água e geração de energia elétrica, públicas ou privadas, deveriam investir na recuperação e na manutenção de vegetação nativa em áreas de proteção permanente existente na bacia hidrográfica em que ocorrer a exploração. Um dos pontos que mais provocaram polêmica durante a tramitação do código no Congresso, o Artigo 61, foi vetado. O trecho autorizava, exclusivamente, a continuidade das atividades agrossilvipastoris, de ecoturismo e turismo rural em áreas rurais consolidadas até 22 de julho de 2008. Também foram vetados integramente os artigos 76 e 77. O primeiro estabelecia prazo de três anos para que o Poder Executivo enviasse ao Congresso projeto de lei com a finalidade de estabelecer as especificidades da conservação, da proteção, da regeneração e da utilização dos biomas da Amazônia, do Cerrado, da Caatinga, do Pantanal e do Pampa. Já o Artigo 77 previa que na instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente seria exigida do empreendedor, público ou privado, a proposta de diretrizes de ocupação do imóvel. A MP que complementa o projeto, publicada no dia 28 de maio, vale por 60 dias, podendo ser prorrogada por mais 60 dias - ela ainda será votada pelo Congresso.
Retificação: Um dia após publicar a Medida Provisória (MP) para tentar suprir os buracos deixados pelos vetos ao novo Código Florestal, o governo federal retificou a redação de um incisivo sobre a recomposição das APPs. O texto original da MP recebeu críticas de ambientalistas porque permitia a recomposição de APPs com espécies exóticas, como eucaliptos. A retificação basicamente delimita a utilização de espécies exóticas, acrescentando que esta se justifica apenas no caso de pequenas propriedades rurais. Onde se lê: "IV - plantio de espécies lenhosas, perenes ou de ciclo longo, sendo nativas e exóticas." Leia-se: "IV - plantio de espécies lenhosas, perenes ou de ciclo longo, sendo nativas e exóticas, no caso dos imóveis a que se refere o inciso V do caput do art. 3o."

Foto 1: Os ministros anunciaram vetos em 12 itens e 32 modificações no texto do Código Florestal, feitos pela presidenta Dilma Rousseff, na última semana/Foto: José Cruz/ABr

Foto 2: Artigo 61 previa a continuidade das atividades agrossilvipastoris, de ecoturismo e turismo rural em áreas rurais consolidadas até 22 de julho de 2008 - o governo vetou/Foto: leoffreitas

Foto 3: APP em Minas Gerais. Parágrafo 3º do Artigo 4º desconsiderava área de proteção permanente (APP) a várzea (terreno às margens de rios, inundadas em época de cheia) fora dos limites estabelecidos, exceto quanto houvesse ato do Poder Público/Foto: Paula FJ

 
Fonte: EcoD

Atum

O atum do Atlântico de barbatana azul tem sangue quente, um traço raro entre os peixes, e consegue suportar as águas frias da Islândia, assim como as águas tropicais do Golfo do México e do Mediterrâneo, para onde vão todos os anos para desovar. Eles estão entre peixes que percorrem as maiores distâncias migratórias, alguns espécimes foram rastreadas nadando entre Estados Unidos e Europa, várias vezes ao ano. 
Foto: Brian Skerry / National Geographic Image Sales; Na foto atuns têm corpos simplificados que garantem velocidade e resistência 
Fonte: Último Segundo

Cavalos foram domesticados há 6 mil anos na Eurásia

Os cavalos foram domesticados por humanos pela primeira vez há cerca de 6 mil anos em campos na Ucrânia, sudoeste da Rússia e oeste do Cazaquistão. A conclusão é de um estudo da Universidade de Cambridge. A partir de então, cavalos domésticos espalharam-se pela Europa e Ásia, reproduzindo-se com éguas selvagens no processo - diz a pesquisa publicada pela revista Proceedings of the National Academy of Sciences. O trabalho combina duas teorias diferentes sobre a domesticação dos cavalos, assunto que tem sido tema de debates acalorados entre especialistas. Evidências arqueológicas indicam que os cavalos foram domesticados no oeste das estepes da Eurásia (Ucrânia, sudoeste da Rússia e oeste do Cazaquistão). Os especialistas acreditam que os animais eram usados como montaria, fonte de carne e leite. Porém, essas pistas arqueológicas - vestígios de leite de cavalo identificados em panelas muito antigas encontradas nas estepes da Eurásia - parecem contradizer evidências obtidas a partir de exames de DNA mitocontrial. Segundo esses estudos, a domesticação teria acontecido em vários pontos da Europa e Ásia. 
A nova teoria: O novo trabalho analisou amostras de DNA nuclear retiradas de 300 cavalos vivendo em oito países na Europa e Ásia. Dados genéticos foram inseridos em modelos computadorizados criados para considerar diferentes hipóteses de domesticação. A pesquisadora Vera Warmuth, do Departamento de Zoologia da Universidade de Cambridge, disse que '[o modelo] mostra que a domesticação do cavalo se originou na parte oeste das estepes e que o alastramento da domesticação envolveu muita integração com cavalos selvagens'. A teoria explica por que evidências de DNA mitocondrial - que contêm apenas os genes herdados da mãe - mostram que os cavalos foram domesticados muitas vezes, em lugares diferentes. Na verdade, parece que éguas selvagens eram usadas para repor estoques de cavalos domesticados, talvez porque eles não se reproduziam com facilidade no cativeiro. Este é o caso do cavalo Przewalski, o mais próximo parente selvagem dos cavalos modernos.

Foto 1: Cavalos foram domesticados há 6 mil anos na Eurásia, diz estudo (Foto: Reuters)

Foto 2: Jóquei do Casaquistão treina cavalo de raça: há seis mil anos, foi ali que a espécie foi domesticada (Foto: Getty Images)

Foto 3:Especialistas acreditam que os animais eram usados como montaria, fonte de carne e leite (Patrick Smith/Reuters)



  
Fontes: G1; Último Segundo; estadao.com.br

Terremotos no Brasil são raros, mas representam um perigo real

Embora não sejam comuns no Brasil, os terremotos não são impossíveis de acontecer por aqui. Além disto, estudos geológicos mostram que há maior probabilidade de que os abalos ocorram em áreas mais populosas e com maior potencial de danos, como a região Sudeste e o Ceará. Essa é a tese defendida pelo sismógrafo José Alberto Vivas Veloso no livro “O terremoto que mexeu com o Brasil” (Thesaurus, 344 páginas) sobre o tremor de 1986 na cidade de João Câmara (RN), que teve magnitude de cinco pontos na escala Richter. No livro, Vivas descreve um cenário muito diferente do famoso clichê de um país livre de desastres. “Não se pode comparar o perigo sismológico no País com as chuvas que ocorrem todos os anos, provocando desastres terríveis. Mesmo assim, o Brasil lida com os dois problemas de forma muito precária”, disse Veloso. Para o autor, os dois problemas devem ser tratados com atenção. “O Brasil nunca teve uma prevenção de desastres, pois achamos que é um País abençoado”, disse. Veloso destaca que há inclusive uma preocupação de terremotos no mar atingirem as plataformas de petróleo. “Existe o cuidado de monitorar o mar”, disse. Bóias de monitoramento estão sendo colocadas para detectar movimentos sísmicos. De acordo com o professor aposentado da UnB, o livro é um tentativa de mostrar o que podemos aprender com o passado. Ele explica que o descaso com terremotos está no fato de o País não estar em uma área de encontro de placas, onde ocorrem 95% dos terremotos no mundo. “Porém temos os outros 5% para acontecer no meio das placas. É ingenuidade achar que o Brasil não tem terremoto”, disse. Vale lembrar que cerca de meio milhão de tremores são registrados por ano em todo o mundo. Os dois maiores terremotos do Brasil registraram 6,1 e 6,2 pontos. Ocorreram no meio do século passado em áreas desabitadas – o primeiro no mar, na costa do Espírito Santo e o segundo no interior do Mato Grosso. Nenhum dano aconteceu, mas poderia, caso o terremoto tivesse ocorrido em uma área mais habitada. Para se ter uma ideia, o maior terremoto do País, de 6,2 pontos de magnitude equivalente ao tremor em Christchurch, na Nova Zelândia, do ano passado, que matou mais de 50 pessoas e danificou 100 mil prédios. Segundo o pesquisador, a falta de preparo é um grande perigo, pois ela faz com que terremotos não tão fortes gerem muitos dados. "Foi o caso do terremoto de João Câmara, de 5 pontos, que gerou muitos problemas". O tremor em João Câmara foi 40 vezes menos potente que os de Christchurch e do Mato Grosso, mas teve prejuízos imensos. De acordo com pesquisa de Veloso, 4.348 edificações tiveram de ser reconstruídas, 26.200 pessoas ficaram desabrigadas. As casas com fundações pouco reforçadas e com telhados pesados foram rapidamente destruídas pelos movimentos da Terra. O terremoto de João Câmara teve uma particularidade. Não foi apenas um tremor, mas uma duradoura sequência sem paralelos na história do País. “Por ter ocorrido próximo da cidade, replicou por vários anos, gerou um estrago muito grande”, disse Veloso. O solo da região tremeu por cerca de sete anos, em mais de 50 mil eventos.
Foto: AE; Destruição depois de uma série de tremores na cidade de João Câmara (RN) em 1986. Dias antes, no dia 30 de novembro, ocorreu o mais forte deles.
Fonte: Último Segundo

Espécie de papagaio pode entrar em extinção na Caatinga

Um alerta que vem da Caatinga, bioma brasileiro que abrange todos os estados do Nordeste e parte de Minas Gerais: a arara-maracanã-verdadeira (Ara maracana) pode entrar em extinção na região devido ao desmatamento e ao comércio ilegal de animais. A espécie, que já é classificada como vulnerável na natureza pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), sofre com o avanço da devastação da vegetação e com a caça predatória, que foca principalmente nos filhotes de aves, vendidos em feiras clandestinamente. Esse é o resultado de um estudo feito entre 2009 e 2011, liderado pelo pesquisador Mauro Pichorim, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). A redução da vegetação, principalmente da quantidade de mulungus, árvore típica do bioma, afetaria a reprodução da espécie. “A reprodução dessas aves é feita dentro do tronco oco do mulungu. Entretanto, essa vegetação tem sido derrubada devido ao aumento da atividade pecuária”, disse o professor da UFRN. Dados divulgados no ano passado pelo ministério do Meio Ambiente mostram que a Caatinga já perdeu quase 46% de sua vegetação]original.]Mais de 376 mil km² foram destruídos, de uma área original de 826.411 km². Distribuição pelo país: De acordo com Pichorim, essa espécie, que pertence à família dos papagaios, era possível ser encontrada em quase todos os estados brasileiros. Mas desde a década de 1970, de acordo com o estudo, não há notícias de exemplares da arara-maracanã-verdadeira no Sul e foi constatada a redução de animais no Sudeste. Já no Nordeste, restariam aproximadamente 500 indivíduos, sendo que cerca de 50 estariam na região da Serra de Santana (RN). O levantamento foi feito pela equipe da UFRN, com apoio da Fundação Boticário, Plano de conservação:O trabalho sugere a criação de um plano de conservação que contaria com ações de fiscalização na região para combater o comércio ilegal e o desmate nas áreas consideradas importantes para a espécie. “A proposta inicial abrangeria a região da Serra de Santana. Queremos focar nesta área e depois expandir para o restante do bioma”, disse o professor. O projeto do plano, segundo ele, já foi entregue para a superintendência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) do RN e será apresentada também ao ministério do Meio Ambiente. 
Foto: Exemplar de arara-maracanã-verdadeira. Espécie pode desaparecer da Caatinga devido ao desmatamento e à caça. (Foto: Divulgação) 
Fonte: G1

terça-feira, 29 de maio de 2012

30 Dolphins são salvos em Arraial do Cabo

Trata-se de furo de filmagem do que aconteceu às 8 horas da manhã do dia 05 de março de 2012 na Praia de Arraial do Cabo, litoral do Rio de Janeiro, Brasil. Este vídeo está circulando pelo Mundo inteiro, deixando a todos maravilhados com a paisagem e mais ainda com a atitude positiva de brasileiros anônimos!

Os Animais e os Sentidos

Quantos sentidos nós temos? Segundo os cientistas, pelo menos dez. Isso mesmo, além dos cinco tradicionais, pode adicionar à lista: dor, equilíbrio, aceleração e noções de tempo, temperatura e magnetismo. Este último, também chamado de “senso de direção”, é extremamente fraco em humanos, mas muito presente em aves, por exemplo—pense nas migrações para o sul! Animais não-humanos podem mesmo ter sentidos que são inteiramente ausentes em nós, como eletrorecepção e a ecolocalização. Mas, aqui, vamos nos ater aos clássicos cinco sentidos de Aristóteles: tato, visão, olfato, paladar e audição. E, ao fim, talvez tenhamos uma maneira de perceber o mundo um pouco diferente.
Visão:Quem decidir ter uma conversa olho no olho com um camaleão vai ter uma surpresa. Mais conhecidos pela sua capacidade de mudar de cor, os camaleões também são donos da incrível capacidade de mover cada olho independentemente, o que lhe dá uma visão de quase 360° do ambiente. Fixando dois objetos simultaneamente, o camaleão pode ficar de olho nos predadores e espreitar a sua própria presa ao mesmo tempo. Ao contrário de nós—que quando tentamos fixar o nariz com os dois olhos vemos duas imagens borradas e superpostas—os olhos dessincronizados do camaleão não comprometem sua capacidade de enxergar. Provavelmente, as imagens de cada olho são enviadas para pontos diferentes do cérebro. É o único vertebrado conhecido a apresentar esta característica. A visão é tão acurada que, quando estica sua língua comprida e pegajosa para capturar um inseto, esse réptil é preciso: muito raramente erra.

Olfato:Todo mundo já ouviu aquela velha história de que tubarões são capazes de sentir cheiro de sangue a quilômetros de distância. Ao contrário da maior parte dos mitos sobre animais, esta história é verdade. Tubarões podem detectar uma parte de sangue para cada mil partes de água: o equivalente a uma colher de chá numa piscina. Além disso, são capazes de determinar se o cheio veio pela narina esquerda ou direita, o que os ajuda a decidir em que direção ir para capturar a presa. Essa habilidade teve um custo evolutivo: dois terços do cérebro de um tubarão é composto de lóbulos olfativos. É praticamente um nariz—equipado de dentes—que nada.

Paladar: Por qual parte do corpo as borboletas sentem gostos? Quem já as viu se alimentando deve ter imaginado que pela tromba que lhe faz as vezes de boca. Engana-se. A boca é adaptada para puxar o néctar e os sumos, mas os gostos são sentidos pelos pés. Esta adaptação é extremamente útil a estes insetos, que podem detectar venenos e outras substâncias nocivas antes de ingeri-los. Além disso, também serve para identificar qual é a planta correta para colocar seus ovos, garantindo assim a sobrevivência da espécie.

Audição: Todo mundo que já esteve perto de algum felino deve ter notado o modo como suas orelhas se movem, mesmo quando ele parece estar descansando. Esta capacidade de determinar de onde vem o som sem sequer abrir os olhos mostra o quão apurada é a audição felina. Enquanto humanos só podem ouvir freqüências até 20.000 Hz, onças-pintadas podem detectar sons muito acima dos 60.000 Hz, movendo suas orelhas em até 180° para detectar a direção do barulho. Esta habilidade é de importância vital para estas caçadoras de hábitos noturnos, que dependem mais da sua capacidade de ouvir do que da de ver. Com audição e olfato apurados, aliados à pelagem camuflada, lembre-se: a chance de uma onça-pintada te ver antes de você ser capaz de vê-la beira o 100%.
Tato:Sem ouvidos e dotada apenas de olhos extremamente primitivos, a estrela-do-mar é um exemplo de animal que depende quase exclusivamente do tato para sobreviver. Para encontrar comida, utiliza-se de uma combinação de olfato e tato para persegui-la, vai literalmente “sentindo” o caminho. Sua dieta foi classificada como oportunista, pois alimenta-se do que conseguir encontrar: moluscos, algas, pólipos e até mesmo pequenos peixes. Mais uma curiosidade sobre este animal é que, uma vez capturada a presa, ele expele seu estômago pela boca. Enzimas estomacais digerem o alimento externamente. Quando estiver satisfeita, volta a recolher seus órgãos. A este processo dá-se o nome de evaginação.
Fonte: Rede Ambiente

Tubarão vira vegetariano após cirurgia no Reino Unido

Florence, um tubarão-lixa do Birmingham National Sea Life Center, no Reino Unido, não quer mais comer carne. O primeiro tubarão vegetariano causou espanto entre os tratadores do Centro ao recusar as antigas porções de peixe, após uma operação para retirada de um anzol preso à mandíbula, em 2009. Desde a operação, o tubarão de 1,8 m elegeu a alface, deixada para as tartarugas do aquário, como alimento preferido. Na natureza, tubarões-lixa podem se alimentar de algas ocasionalmente, mas a base da alimentação é composta por peixes. Ainda não se sabe o motivo de Florence rejeitar a carne de peixe. O curador do aquário, Graham Burrows, disse ao jornal Britânico The Daialy Mail que como tubarões não sobrevivem a dietas exclusivamente vegetarianas, os tratadores estão escondendo pequenas porções de peixe dentro das folhas de alfaces e de fatias de pepino. Foto: Birmingham National Sea Life Centre Florence passou a rejeitar carne e elegeu alface como seu alimento preferido  
Fonte: Último Segundo

População e consumismo ameaçam o planeta, alerta estudo do WWF

A crescente população mundial e o consumismo ameaçam a saúde do planeta, alerta a organização ambientalista Fundo Mundial para a Natureza (WWF), que divulgou relatório sobre a saúde da Terra no dia 15 de maio. A demanda por recursos naturais se tornou insustentável e exerce uma pressão "tremenda" sobre a biodiversidade do planeta, destaca a organização. A pesquisa citou o Qatar como o país com a maior pegada ecológica, seguido dos vizinhos Kuwait e dos Emirados Árabes Unidos. A pegada ecológica é um instrumento de medição do uso de recursos naturais. Quanto menor é a pegada ecológica de uma nação, melhor é o uso que ela faz de seus recursos naturais. Dinamarca e Estados Unidos completam o ranking dos cinco primeiros, segundo cálculo com base na comparação de fontes renováveis consumidas contra a capacidade de regeneração do planeta. Foram levados em consideração nesta pontuação a área construída (urbanizada), a pesca, o uso das florestas, pecuária, emissões e área de cultivo. O Brasil, segundo o ranking do WWF, está na 56º posição, com uma pegada ecológica de 2,9 hectares globais por habitante, bem próxima à média mundial, que é 2,7 hectares globais por habitante. Impacto: De acordo com o estudo, "se todos vivessem como um morador típico dos EUA, seriam necessários quatro planetas Terra para regenerar a demanda anual da humanidade imposta à natureza". O WWF afirma ainda que "se a humanidade vivesse como um habitante comum da Indonésia (com uma pegada aproximada de 1 hectare global por habitante), apenas 2/3 da biocapacidade do planeta seriam consumidos. O relatório "Planeta Vivo" revelou que países de alta renda têm uma pegada ecológica em média cinco vezes maior do que a de países de baixa renda. Segundo a pesquisa, a pegada ecológica dobrou de tamanho em todo o planeta desde 1966. "Estamos vivendo como se tivéssemos um planeta extra à nossa disposição", disse Jim Leape, diretor-geral do WWF Internacional. "Estamos usando 50% mais recursos do que a Terra pode produzir de forma sustentável e a menos que mudemos o curso, este número crescerá rápido. Em 2030, mesmo dois planetas não serão suficientes", acrescentou.
Biodiversidade em queda: A pesquisa, compilada a cada dois anos, reportou uma redução média de 30% na biodiversidade desde 1970, chegando a 60% nas regiões tropicais, duramente afetadas. O declínio foi mais rápido em países de baixa renda, "demonstrando como os países mais pobres e vulneráveis subsidiam o estilo de vida dos países mais ricos", destacou o WWF. Em todo o mundo, cerca de 13 milhões de hectares de florestas foram perdidos por ano entre 2000 e 2010. "Uma demanda sempre ascendente por recursos de parte de uma população crescente põe uma enorme pressão sobre a biodiversidade do nosso planeta e ameaça nossa segurança, saúde e bem estar futuros", informou o organismo. O relatório é publicado às vésperas da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, a quarto maior cúpula sobre o tema realizada desde 1972, e que será celebrada em junho no Rio de Janeiro. Segundo a ONU, cerca de cem líderes mundiais estarão presentes no Brasil, com o objetivo de determinar o caminho rumo a uma economia que possa equilibrar crescimento econômico, erradicação da pobreza e proteção ao meio ambiente. 
Cobrança: O WWF quer ver sistemas de produção mais eficientes que possam reduzir a demanda humana por terra, água e energia e uma mudança na política governamental que medisse o sucesso de um país para além do Produto Interno Bruto (PIB). Mas o enfoque imediato precisa estar na redução drástica da pegada ecológica dos países de alta renda, particularmente sua pegada de carbono, destacou o WWF. "A Rio+20 pode e deve ser o momento de os governos estabelecerem um novo curso rumo à sustentabilidade", disse Leape. "Este relatório é como um check-up planetário e os resultados indicam que temos um planeta muito doente", alertou Jonathan Baillie, diretor do programa de conservação da Sociedade Zoológica de Londres, que co-produziu o relatório, em conjunto com a organização Global Footprint Network, que elabora a pegada ecológica. Foto: Vista aérea da cidade de Chicago, nos Estados Unidos. País tem a quinta maior pegada ecológica, ou seja, é a quinta nação que mais consome recursos naturais, de acordo com o relatório do WWF. 
Foto: National Geographic Stock/Jim Richardson /WWF
Fonte: G1

Tartaruga-verde: uma espécie vegetariana

A tartaruga-verde é a única espécie marinha que é considerada vegetariana em sua fase adulta. Ela alimenta-se essencialmente de algas. Na fase inicial, até os 30 cm, sua dieta consiste de crustáceos, algas, insetos e ervas marinhas. O nome da tartaruga é devido à cor da sua gordura corporal localizada abaixo de sua carapaça. A espécie pode ser encontrada em todos os oceanos do planeta, principalmente nas águas tropicais e subtropicais. Sua carapaça pode ter 143 cm de comprimento curvilíneo e seu peso é de geralmente 200 kg, sendo que o maior registro de uma tartaruga-verde foi de 395 kg. A cabeça é pequena com um par de escamas e com a mandíbula serrilhada para facilitar a alimentação do animal.A maturidade sexual da espécie é atingida entre 20 e 50 anos. O acasalamento ocorre no mar e a desova é na areia. São mais de 100 ovos colocados pela fêmea que eclodem após quase 70 dias. Apesar de ser protegida por lei e programas ambientais, a tartaruga-verde infelizmente corre sérios riscos de extinção devido a poluição das águas e a caça de pescadores.
Fonte: Rede Ambiente

Degelo dos polos há 400 mil anos elevou mar em 13 metros

O gelo da Groenlândia e do oeste da Antártica derreteu totalmente há 400 mil anos, em uma época quente na qual o nível das águas subiu entre seis e 13 metros, e não 20 metros, segundo um estudo publicado na revista "Nature", divulgado em março. Os novos cálculos permitirão prever de forma mais precisa como a mudança climática atual afetará o nível das águas nos próximos anos. A pesquisa analisou o gelo destas regiões e permitiu a obtenção de informações sobre as últimas centenas de milhares de anos, graças à paleoclimatologia, ciência que permite calcular melhor o impacto da mudança climática na superfície terrestre. Até agora se imaginava que o nível das águas tinha subido mais de 20 metros, mas o último estudo concluiu que foram entre seis e 13, segundo análise feita por geólogos da Universidade de Colúmbia, em Nova York.
Exemplos: Segundo os cientistas, estimava-se que no Pleistoceno, época na qual se produziram quatro glaciações intercaladas com períodos mais quentes, o nível das águas nas ilhas Bahamas e Bermudas aumentou mais de 20 metros em comparação com o atual, devido a uma alta das temperaturas. No entanto, os analistas estudaram o relevo litorâneo destes arquipélagos e concluíram que o crescimento das águas há 400 mil anos foi menor do que se pensava. Na Antártica, onde em algumas áreas a massa de gelo alcança os 5 km de espessura sobre sua superfície rochosa, as geleiras se estendem além dos limites do continente e formam extensas camadas sobre as grandes baías do Oceano Antártico. O aumento, segundo os cálculos de Maureen Raymo, paleoclimatóloga da Universidade de Colúmbia e autora principal do artigo, deve ter oscilado entre seis e 13 metros e aconteceu em grande parte porque as camadas de gelo da Groenlândia e da costa oeste da Antártica entraram em colapso, ou seja, derreteram totalmente. Por outro lado, as camadas de gelo do leste do continente resistiram melhor ao aumento das temperaturas, já que nesta região a massa de gelo é maior e se comportou de forma mais estável frente às variações do clima ao longo da história. Esta diferença entre regiões se deve ao fato de na Groenlândia e na costa oeste da Antártica "o clima não ser tão frio como ao leste e serem áreas mais próximas a um oceano de águas cálidas", explicou Maureen.
Catástrofe: Neste sentido, Maureen indicou que, embora suas estimativas sejam menores que as mantidas até agora, "um aumento do nível do mar entre seis e 13 metros na atualidade seria desastroso para nossa sociedade". No presente, as camadas de gelo da Groenlândia e do oeste da Antártica são também as duas que derretem a maior velocidade, segundo diferentes medições realizadas por satélite, ressaltou Maurenn. No entanto, como aconteceu no Pleistoceno, a camada do leste da Antártida volta a resistir melhor ao aumento global da temperatura terrestre, apesar dos geólogos continuarem preocupados com a perda de gelo ocorrida em suas regiões litorâneas nos últimos anos.

Foto 1: Derretimento do gelo de parte da Groenlândia (foto) e da Antártica causaram elevação do mar em até 13 metros há 400 mil anos, afirma pesquisa dos Estados Unidos. (Foto: AFP)

Foto 2: EFE; Desgelo: novos cálculos permitirão prever de forma mais precisa como a mudança climática atual afetará o nível das águas  




Fontes: G1; Último Segundo

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Aglomerações de animais no mundo

Imagens de grandes grupos de borboletas, caranguejos e morcegos fazem parte do projeto 'Animal Masses', do fotógrafo alemão Ingo Arndt. O objetivo é aumentar a conscientização sobre a preservação das espécies, que se reúnem todos os anos por diferentes razões. "Eles se juntam para passar o inverno, para se reproduzir, para migrar em conjunto ou para habitar novos ambientes", diz o fotógrafo. "Alguns animais só existem em aglomerações, formando, na prática, superorganismos". Para registrar as impressionantes imagens de grupos de animais, foram necessários quatro anos de pesquisas e viagens, que duravam de algumas semanas a meses.

Foto 1 - Caranguejos vermelhos: Aqui, caranguejos vermelhos em uma ilha australiana, no Oceano Índico.

Foto 2 – Borboletas-Monarca: Na imagem, borboletas-mornarca que se unem para beber água em Michoacán, no México.

Foto 3 - Flamingos: Nesta foto, flamingos se alimentam nas águas rasas do lago Nakuru, no Quênia.

Foto 4 – Morcegos: Aqui, vemos o teto de uma caverna coberto por morcegos, na Alemanha.

Foto 5 – Águas-vivas: Aqui, águas-vivas em Palau, na Micronésia.

Foto 6 – Mariposas: Aqui, as mariposas da espécie 'Euplagia quadripunctaria', no Vale das Borboletas, em Rhodes, na Grécia.

Foto 7 – Renas: Esta imagem mostra centenas de renas ('Rangifer tarandus') no Refúgio Nacional de Vida Selvagem do Ártico, no Alasca.

Foto 8 – Gnus - Na foto, gnus fazem a travessia do rio Mara, no Quênia.  




Fonte: MSNVERDE

Cientistas usam fósseis para reconstruir 'pinguim gigante' de 25 milhões de anos

Um pinguim enorme que está extinto há 25 milhões de anos foi 'reconstruído' a partir de fósseis encontrados na Nova Zelândia. Os pesquisadores usaram ossos de dois grupos distintos de restos da ave pré-histórica. O esqueleto de pinguins-reis foi usado como modelos para a reconstrução. Pinguins da espécie pré-histórica Kairuku chegavam a ter 1,2 metros de altura. Pinguins-reis têm, em média, 90 centímetros de altura. A espécie Kairuku possuía um bico alongado e nadadeiras grandes. O trabalho da equipe de cientistas da Nova Zelândia foi publicado na revista científica 'Journal of Vertebrate Paleontology'. 
'Elegante': A reconstrução comprova que a espécie era a maior das cinco existentes na Nova Zelândia no Oligoceno - época entre 36 milhões de anos e cerca 23 milhões de anos atrás. Os cientistas descobriram que o formato do corpo do animal é diferente de qualquer outro pinguim achado até hoje, sejam fósseis ou espécies ainda existentes. 'O Kairuku era uma ave elegante para os padrões de pinguins, com um corpo mais esguio e longas nadadeiras, mas com membros inferiores curtos e grossos', afirma um dos autores do trabalho, Dan Ksepka, da universidade americana da Carolina do Norte. 'Se nossa reconstrução fosse feita extrapolando o tamanho das nadadeiras, o pinguim provavelmente teria quase dois metros de altura. Na verdade, ele tinha em torno de 1,2 metros.' Há 25 milhões de anos, a Nova Zelândia era um lugar atraente para pinguins, por oferecer comida e abrigo adequados para a espécie. A maior parte do país estava submersa na época, com apenas algumas ilhas rochosas acima da superfície, que protegiam os pinguins de possíveis predadores. A palavra Kairuku vem do idioma maori, e pode ser traduzido como 'mergulhador que retorna com comida'. Fósseis de pinguins maiores já foram descobertos em outras ocasiões. Restos de duas espécies extintas achadas no Peru sugerem que os animais tinham mais de 1,5 metros. 
Foto: Ilustração do pinguim gigante Kairuku (Foto: AFP/BBC) 
Fontes: G1; Último Segundo

O peixe saltador

Aparentemente este peixe é bem parecido com os outros, mas quando analisamos sua principal característica vimos que ele é mais que um simples nadador. Isto porque o “macaco da água” – como é conhecido – dá pulos o ar para caçar suas presas. Seu nome original é Aruanã. Suas 10 espécies existentes podem ser encontradas exclusivamente nos rios de água doce da América do Sul, África, Ásia e Austrália. Possuem escamas duras e ósseas semelhantes as do Pirarucu. É famoso pelos deslumbrantes saltos que dá quando precisa capturar seus alimentos. Costumam comer peixes pequenos, mas há relatos de que Aruanãs saltaram quase 2 metros de alturas para abocanhar insetos e pássaros que estavam em um galho de árvore.Quanto à sua reprodução, ela é bastante fraternal. Protegem suas crias colocando-as em sua boca. Na cultura chinesa este animal é visto como um símbolo de boa sorte e prosperidade. Para eles, existe uma semelhança do peixe com um dragão, o qual transmite coisas boas.  
Fonte: Rede Ambiente

Pesquisador diz que cachorros podem ter dom da 'telepatia'

Um cientista britânico desenvolveu a teoria polêmica de que a telepatia pode explicar a suposta conexão entre cachorros e seus donos. O pesquisador Rupert Sheldrake, da Universidade de Cambridge, acredita que os cachorros têm uma conexão telepática com seus donos, embora a existência de telepatia seja descartada pela maioria dos cientistas. Em uma de suas experiências, uma mulher é monitorada enquanto está fazendo compras, assim como seu cachorro, que permaneceu em casa. Em um momento aleatório, o cientista pede à mulher que volte para casa. Onze segundos depois, em sua sala de estar, o cachorro se levanta e vai para a porta. Ele fica lá até a chegada de sua dona. Sheldrake acredita que cachorros e seus donos estão conectados à distância, pelo que ele chama de campo amórfico, uma espécie de elástico invisível. A maioria dos cientistas rejeitou as teorias do pesquisador, dizendo que o comportamento animal pode ser explicado por hábitos ou ansiedade.
Fonte: estadao.com.br

Na Andaluzia, uma usina solar funciona até de noite

Na usina Gemasolar, ninguém se preocupa quando o céu está nublado: graças a uma tecnologia única no mundo, a energia acumulada quando o sol brilha permite produzir eletricidade mesmo à noite ou em dias chuvosos. A central, que entrou em operação em maio passado, não passa despercebida na planície andaluza, no sul da Espanha. Já na autoestrada, entre Sevilha e Córdoba, percebe-se sua torre iluminada, na qual estão colocados 2.650 painéis solares de 120 metros quadrados cada, dispostos em um imenso círculo de 195 hectares. "É a primeira usina solar do mundo que trabalha 24 horas por dia, sendo assim funciona tanto de dia quanto de noite!", explica Santiago Arias, diretor técnico da Torresol Energy, que administra a instalação. Seu mecanismo é "muito fácil de ser explicado", garante: os painéis, ao refletir a luz do sol sobre a torre, transmitem a ela "uma concentração de energia equivalente a 1.000 vezes a que recebemos em terra". A energia é armazenada em um enorme recipiente de sais dissolvidos, a uma temperatura superior a 500 graus. Os sais vão servir, em seguida, para produzir vapor e este aciona uma turbina, gerando assim a eletricidade, como numa usina termelétrica solar clássica. É esta capacidade de estocar energia que torna a Gemasolar tão diferente, permitindo que "à noite continuemos a produzir eletricidade com a energia acumulada durante o dia", precisa Santiago Arias. Assim, "utilizo esta energia da forma que interessa a mim, não a ditada pelo sol". O balanço é muito positivo: a usina "produz 60% a mais de energia, em relação a uma outra que não possui este sistema de armazenamento", podendo funcionar 6.400 horas por ano, contra as 1.000 e 2.000 horas produzidas por uma central comum. "A quantidade de energia que produzimos por ano é equivalente ao consumo médio de 30.000 lares na Espanha, portanto, de cerca de 90.000 pessoas", explica Santiago Arias, proporcionando uma economia anual de 30.000 toneladas de CO2. Encorajadas por um generoso sistema de ajuda pública, a geração de energia renovável vem sendo estimulada na Espanha, número dois no mundo em termos de aproveitamento da luz solar e primeiro na geração de energia eólica da Europa, à frente da Alemanha. Em 2011, o país cobriu um terço de sua demanda de eletricidade com as energias renováveis, principalmente a eólica (16%), enquanto que a solar, embora não tão importante (4%), dobrou em um ano, segundo a administradora da rede de transmissão elétrica REE. Para o projeto Gemasolar, foi preciso, também, a contribuição de investidores estrangeiros: a Torresol Energy é formada pelo grupo espanhol de engenharia Sener (60% do conjunto) e a empresa de energias renováveis Masdar, financiada pelo governo de Abu Dhabi. Mas "uma usina deste tipo custa caro, não pela matéria-prima utilizada, que é gratuita, mas pelos enormes investimentos exigidos", reconhece Santiago Arias. A conta ultrapassa os 200 milhões de euros. Mas, "no dia em que o empreendimento começar a trazer lucros aos bancos (em 18 anos, calcula), a usina se transformará em máquina de fabricar notas de 1.000 Euros!", brinca, lembrando que o preço do barril de petróleo, que era de 28 dólares em 2003, beira, agora, os US$ 130. Em termos imediatos, a crise econômica projeta, no entanto, uma sombra nos projetos deste tipo: a Espanha, à beira da recessão e comprometida com um programa de austeridade, acaba de suspender os subsídios concedidos a novas centrais de produção de energia renovável. "Temos três projetos parados" devido a esta suspensão, comenta Santiago Arias, admitindo, também em um contexto de desaceleração mundial, não ter conseguido ainda vender para outros países a tecnologia Gemasolar, apesar do grande interesse despertado fora da Espanha.

Foto 1: AFP; Usina Gemasolar, na Andaluzia, Espanha: nova tecnologia tira empecilhos da energia solar

Foto 2: Arte/iG


 

Fonte: G1

domingo, 27 de maio de 2012

Cataratas do Iguaçu são reconhecidas como uma das 7 maravilhas naturais

As Cataratas do Iguaçu receberam no dia 25 de maio a placa de bronze que as distingue como uma das Sete Maravilhas da Natureza, em uma cerimônia apadrinhada por representantes dos outros locais eleitos pela fundação suíça New 7 Wonders. A festa de consagração das cataratas aconteceu durante a noite desta sexta-feira no Gramadão da Vila A, um parque situado em Foz do Iguaçu, cidade brasileira da Tripla Fronteira, que recebeu cerca de 20 mil pessoas. O presidente da fundação New 7 Wonders, Bernard Weber, destacou o fato de ser a primeira vez em que o mundo reconhece as maravilhas da natureza, assim como fez com as sete maravilhas criadas pelo homem. "As maravilhas da natureza formam agora parte da memória mundial", manifestou Weber no grande ato de entrega da placa de 130 quilos. Outra placa de bronze será entregue no dia 26 de maio em Puerto Iguazú, no lado argentino das cataratas, um espetáculo natural formado por 275 quedas d'água que se precipitam ao longo de 2.700 metros no leito do rio Iguazú. Participam das cerimônias em Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú representantes das outras seis maravilhas da natureza, que foram eleitas em novembro passado pela fundação New 7 Wonders mediante uma votação mundial pela internet. As outras seis maravilhas naturais são a Floresta Amazônica, a ilha de Jeju (Coreia do Sul), o rio subterrâneo de Puerto Princesa (Filipinas), a baía de Halong (Vietnã), o Parque Natural de Komodo (Indonésia) e a montanha da Mesa (África do Sul).

Foto 1: As Cataratas do Iguaçu são tombadas pela Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade (Brasil)

Foto 2: Floresta Amazônica (Brasil)

Foto 3: a ilha de Jeju (Coreia do Sul)

Foto 4: o rio subterrâneo de Puerto Princesa (Filipinas)

Foto 5: a baía de Halong (Vietnã)

Foto 6: o Parque Natural de Komodo (Indonésia)

Foto 7: a montanha da Mesa (África do Sul)  



Fonte: Último Segundo