sábado, 30 de junho de 2012

Cientistas adicionam segundo bissexto neste sábado

A noite de sábado, dia 30 de junho, será estendida por um segundo, o segundo bissexto. Cientistas, reunidos em Paris, vão adicionar um segundo no relógio à meia noite no horário universal. O segundo bissexto é fração de tempo acrescentada a cada determinado número de anos para manter a hora sincronizada com a rotação da Terra. Uma combinação de fatores que inclui a Terra estar se movendo um pouco mais devagar e o fato de relógio atômico ser constante pede que a hora seja constantemente sejam sincronizada. De acordo com o porta voz do Observatório Naval americano, Geoff Chester, o tempo que a Terra leva para girar ao redor de seu eixo – a definição do dia – está agora cerca de 2 milissegundos mais demorado do que era há 100 anos. O que adiciona cerca de três quartos de segundo por ano. O segundo bissexto tem sido adicionado sempre que necessário para manter o sol no seu ápice ao meio-dia, pelo menos durante o tempo padrão. Este é a primeira adição desde janeiro de 2009 e a 25ª do total. 
Foto: Getty Images/Jim Dyson/Esta será a primeira adição do segundo bissexto desde janeiro de 2009 
Fonte: Último Segundo

Dinossauros sofriam com fortes picadas de 'pulgas gigantes'

Insetos gigantes, que viveram 165 milhões de anos atrás, tinham uma picada dolorosa e se alimentavam do sangue de grandes dinossauros, segundo cientistas. Os animais tinham uma morfologia similar à das pulgas dos dias de hoje, mas eram cerca de dez vezes maiores. "Estes eram insetos muitos maiores do que as pulgas modernas e pelo tamanho de sua probóscide, o apêndice tubular alongado com o qual extraem o sangue, podemos dizer que sua picada seria bastante dolorosa", disse George Poinar Jr., professor de zoologia da Universidade do Estado de Oregon, nos Estados Unidos, e especialista em animais extintos, que escreveu sobre o assunto na revista científica Current Biology. "Teria provocado uma sensação similar à causada por uma agulha hipodérmica. Por sorte, as pulgas atuais são bem menores."  
Sangue: Poinar diz que é possível que os insetos jurássicos cujos fósseis foram encontrados na Mongólia, por cientistas chineses, sejam ancestrais evolucionários das pulgas modernas, mas provavelmente pertencem a uma linhagem separada e, agora, extinta. Os fósseis das espécies Pseudopulex jurassicus e Pseudopulex magnus tinham corpos achatados, parecidos com os de percevejos ou carrapatos, e garras longas capazes se segurar às escamas dos dinossauros enquanto os insetos sugavam o sangue. Pulgas modernas têm corpos mais compactos e antenas mais curtas e são capazes de se mover rapidamente por penas ou pelo.  
'Janela para o passado': "Estes são fósseis muito bem preservados que nos abrem uma janela para a vida em um passado muito distante, nos períodos Cretáceo e Jurássico", diz Poinar, que também estudou pulgas 'mais jovens', de 40-50 milhões de anos, preservadas em âmbar. Todas as pulgas verdadeiras são adaptadas para se alimentar de vertebrados de sangue quente, segundo Poinar, e hoje 94% das mais de duas mil espécies conhecidas atacam mamíferos, enquanto o restante se alimenta do sangue de pássaros. Mas as características e habilidades incomuns identificadas nessas 'pulgas pré-históricas' levaram os cientistas a acreditar que elas se alimentavam do sangue de grandes dinossauros, cuja pele mais fina, entre as escamas, elas conseguiriam perfurar com facilidade. O estudo recorda que as pulgas causaram doenças devastadoras na história da humanidade. Elas foram responsáveis pela transmissão da peste bubônica, por exemplo, que causou dezenas de milhões de mortes na Europa do século 14. 
Foto: Pulgas gigantes, que viveram 165 milhões de anos atrás, tinham uma picada dolorosa e se alimentavam do sangue de grandes dinossauros. (Foto: BBC)  
Fontes: G1; Último Segundo

Enquanto Isso na Natureza...


Aridez


Muitos agricultores criam cabras no Deserto de Simpson,na região central da Austrália, embora a atividade possa prejudicar espécies nativas. As cabras conseguem encontrar alimento em terreno aparentemente árido do Deserto.
Foto: Medford Taylor / National Geographic Image Sales
Fonte: Último Segundo

Plantas também sofrem danos devido à poluição sonora

Pesquisa divulgada pela revista da Academia de Ciências do Reino Unido afirma que a poluição sonora causada por humanos pode causar grave impacto na sobrevivência das plantas, já que os métodos naturais de reprodução de vegetais seriam afetados. De acordo com o estudo, realizado pelo Centro Nacional de Síntese Evolucionária (NESCent), dos Estados Unidos, ruídos provenientes do tráfego intenso de veículos ou mesmo de máquinas afastariam animais de seus habitats, quando esses ficam próximos a áreas urbanas. Essa fuga atrapalharia a distribuição de pólen entre flores, realizada por aves, e germinação de sementes de espécies como os pinheiros, feita mamíferos, como os roedores, o que pode levar à queda na população dessas plantas. 
Muito barulho, pouca biodiversidade: A análise foi feita próxima a uma reserva do México. A região contém vários poços de extração de gás natural, muitos dos quais emitem alto som constantemente devido ao processo. Os cientistas verificaram que nas áreas com mais barulho, algumas espécies de animais não se aproximavam, justamente aquelas que ajudavam na distribuição das sementes dessas árvores, pertencentes ao grupo das gimnospérmicas. Segundo Clinton Francis, um dos autores do estudo, uma menor quantidade de árvores em áreas ruidosas acarretaria em menos plantas maduras e, consequentemente, uma redução drástica de habitats. 
Foto: Espécies de pinheiros localizadas em locais ruidosos podem ser prejudicadas, afirma estudo. (Foto: Divulgação)
Fonte: G1

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Satélite da Nasa capta fenômeno atmosférico que lembra arco-íris

Uma camada de nuvens stratocumulus sobre o Oceano Pacífico, observada pelo satélite Aqua, da agência espacial americana (Nasa) captou um fenômeno atmosférico conhecido como Glória. A imagem foi feita na região da Ilha de Guadalupe, na costa Oeste do México.O nome Glória refere-se à formação de anéis coloridos que lembram um arco-íris. Eles aparecem quando o sol brilha sobre uma cobertura de nuvens ou névoa e se formam quando gotículas de água dentro dessas nuvens dispersam a luz de volta para a fonte de iluminação, neste caso o Sol.Outra característica notável nesta imagem são os vórtices turbulentos von Karman visíveis à direita da glória. A primeira vista, os vórtices lembram muito tornados. Foto:Imagem captada pela Nasa mostra fenômeno atmosférico chamado Glória, que é a formação de anéis coloridos sobre uma camada de nuvens. (Foto: Divulgação/Nasa)
Fonte: G1

Baleias Assassinas vs. Tubarões

As orcas, também chamadas por Baleias-Assassinas, na realidade pertencem ao grupo dos golfinhos. Seu nome científico é Orcinus orca. Estes formidáveis cetáceos ocorrem em todos os mares da Terra e são conhecidos por sua excepcional inteligência. Embora todo mundo se lembre da estrela Shamu, as orcas não habitam apenas Sea Worlds: são observadas principalmente nos mares frios do planeta, como o Pacífico americano e as costas da Patagônia argentina. Carnívora e caça peixes, pingüins e focas com freqüência. Quem não viu as Orcas argentinas caçando focas na praia perdeu um momento excepcional em que demonstram sua inteligência.Agora, em trabalho desenvolvido por pesquisadores norte-americanos e publicado dia 20 de Janeiro passado, descobriu-se que uma das presas favoritas de uma população de orcas do Pacífico são os tubarões. Lá, elas têm certa preferência pelo grande tubarão-da-Groenlândia, do gênero Somniosus, similar ao capturado pelo TAMAR na Bahia recentemente. Outra presa diferenciada é o grande tubarão branco, aquele que todo mundo pensa ser o maior predador dos mares, e que é também comida de Orca. O que ninguém esperava, entretanto, é que esse gosto por carne de tubarão trouxesse problemas dentários sérios para as Orcas: a pele do tubarão, com muitos dentículos, é extremamente abrasiva, uma verdadeira lixa. Vai gastando os dentes da Orca com o tempo, a ponto de virarem apenas toquinhos de dentes!  
Fonte: Rede Ambiente

Azul do Ártico

Na foto, em Svalbard, na Noruega, uma gaivota sobrevoa um iceberg. Fragmentos de geleiras, os icebergs são um oásis para as aves, focas e outros animais selvagens. É um paraíso azul. 
Foto: Paul Nicklen / National Geographic Image Sales  
Fonte: Último Segundo

Enquanto Isso na Natureza...


Contaminado por chumbo, condor-da-Califórnia corre risco de extinção

A recuperação do condor-da-Califórnia, uma espécie extremamente ameaçada de extinção, esbarra na contaminação pelo chumbo encontrado em munições, informa uma pesquisa científica divulgada na edição do dia 26 de junho da revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos. Essa espécie de condor é uma das maiores aves voadoras do mundo e está sob risco de extinção. Em 1982, segundo o estudo, apenas 22 exemplares restavam. Após um intenso trabalho de recuperação, o número saltou para 400 animais no final de 2010 – ainda muito baixo para manter uma população estável. Agora, o estudo apresentado por Myra Finkelstein, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, indica que, sem intervenção humana para tratar a contaminação, a espécie pode desaparecer em poucas décadas. Os condores se alimentam de carcaças, da mesma maneira que urubus e abutres. Uma de suas principais fontes de alimentação são mamíferos de grande porte abatidos por caçadores, como os veados. Segundo a pesquisa, as aves se contaminam ao ingerir fragmentos das balas usadas na caça. Os cientistas capturam regularmente condores-da-Califórnia para tratamento. Anualmente, uma em cada cinco aves encontradas precisa ser desintoxicada. Após o apoio veterinário, ela é devolvida ao meio ambiente.


Foto 1: Condor-da-Califórnia é uma das maiores aves do mundo. (Foto: Cortesia/Joe Burnett)


Foto 2: O condor-da-Califórnia, ameaçado de extinção. (Foto: Cortesia/Daniel George) 


Fonte: G1

São Carlos recebe exposição de fósseis

Fósseis e vestígios pré-históricos são a principal atraçãoda exposição PaleoBrasil: na trilha dos dinossauros, que está em cartaz até o dia 30 de setembro, no Museu da Ciência Mário Tolentino, em São Carlos. A exposição reúne fósseis de organismos vegetais e animais que viveram há milhões de anos em solo brasileiro e, em especial, na região de São Carlos, além de meteoritos coletados no Brasil. Alguns objetos, como pegadas de dinossauros impressas em rocha, foram encontrados na região do interior paulista. A coleção também conta com fósseis de répteis aquáticos da área de Rio Claro. Entre os destaques estão o esqueleto completo de um dinossauro predador do interior do Mato Grasso, o Abelissauro, com oito metros de comprimento e três metros de altura, e também o Anhanguera, um pterossauro do Ceará com 5 metros de envergadura. O evento, gratuito, é organizado pela prefeitura local e pelo Departamento de Ecologia e Biologia Evolutiva da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). As visitas podem ser feitas de terça a sexta-feira, das 8h às 17h30. Agendamentos e mais informações podem ser obtidos no Museu de Ciência, pelo telefone (16) 3307-6903 ou pelo e-mail museudaciencia@saocarlos.sp.gov.br.  
Fonte: estadao.com.br

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Cientistas encontram nova espécie de sapo em floresta da Malásia

Pesquisadores da Malásia descobriram uma nova espécie de anfíbio que vive na região de Bornéu, ilha conhecida por ambientalistas como local rico em biodiversidade. De acordo com cientistas da Universiti Malaysia Sarawak (Unimas), o exemplar de sapo marrom tem entre 4 e 5 centímetros e emite um som característico e estridente. O animal foi descoberto durante uma expedição feita às florestas do Monte Singai, em Sarawak, durante o mês de setembro de 2010. Um outro exemplar também foi visto próximo ao Parque Nacional de Kubah, na mesma região. No ano passado, pesquisadores da mesma universidade reencontraram uma espécie de anfíbio na ilha de Bornéu que era considerada desaparacida desde 1924. O sapo arco-íris de Bornéu (Ansonia latidisca) foi descrito há 87 anos, por meio de ilustrações, mas desde aquela época não houve mais notícias sobre o animal. Os anfíbios auxiliam os seres humanos em fatores importantes, como no controle de insetos que espalham doenças e ajudam a manter saudáveis os ecossistemas de água doce. Os produtos químicos na pele deles também auxiliam na criação de novos medicamentos com potencial de salvar vidas.


Foto 1: Exemplar de sapo marrom, nova espécie que foi encontrada em Bornéu por pesquisadores da Malásia. (Foto: HO/UNIMAS/AFP)


Foto 2: Sapo arco-íris de Bornéu, redescoberto por pesquisadores após ser considerado extinto por 87 anos (Foto: Divulgação/Indraneil Das)  


Fonte: G1

Obras de metrô revelam estrada milenar na Grécia

Arqueólogos encontraram, na segunda maior cidade da Grécia, 70 metros de parte de uma antiga estrada construída por romanos, que era a principal via de acesso à cidade há 2 mil anos. A estrada foi descoberta durante as escavações para o novo sistema de metro de Thessaloniki, que deve ser concluído em quatro anos. A estrada pavimentada em mármore está no norte da cidade ficará em exposição permanente quando o metro for inaugurado em 2016. O local de escavação foi apresentado ao público nesta segunda. Várias das grandes pedras de mármore foram gravadas com jogos de tabuleiro para crianças, enquanto outras foram marcadas por rodas de carroças puxadas por cavalos. Viki Tzanakouli, um dos arqueólogos que trabalharam no projeto, disse que a estrada romana tinha cerca de 1.800 anos, enquanto os restos de uma estrada mais antiga e construída pelos gregos, que também foram descobertos no local, eram 500 anos mais antigos. “Nós encontramos as estradas uma em cima da outra, revelando a história da cidade ao longo dos séculos”, disse Tzanakouli.
Foto: AP Photo/Nikolas Giakoumidis/Estrada feita de mármore foi descoberta durante escavações para obras de nova linha de metro em Thessaloniki, Grécia 
Fonte: Último Segundo

Pescaria

Os ursos marrons estão no topo da cadeia alimentar, se alimentam de roedores, peixes e alces, mas muito de sua dieta consiste em comer nozes, frutos, folhas e raízes. Nesta foto um urso marrom pesca salmão em periodo de desova em lago russo. 
Foto: Randy Olson / National Geographic Image Sales  
Fonte: Último Segundo

Enquanto Isso na Natureza...


Formiga doente 'vacina' o resto da colônia

Um estudo publicado mostra que os formigueiros passam por um tipo de campanha de vacinação quando um membro da colônia adquire uma infecção. Segundo os cientistas, o processo natural é eficaz. Tudo começa quando uma das formigas é infectada por um agente externo que provoca uma doença – na pesquisa, os cientistas usaram um fungo. Em vez de evitar o indivíduo infectado, as demais formigas tomam conta dele, lambendo o fungo para retirá-lo. A tentativa de cura nem sempre funciona para a formiga infectada, mas é importante para o resto da colônia. O fungo se espalha em pequenas quantidades e pode até provocar reações, mas não o suficiente para matar. As formigas expostas ao fungo desenvolvem o sistema imunológico contra ele. Caso, no futuro, ela venha a se deparar com o mesmo fungo novamente, sua defesa natural saberá combatê-lo e evitar a doença. Nos humanos, é exatamente isto que a vacina faz. Um agente – normalmente um vírus ou bactéria – é colocado dentro do corpo em uma forma morta ou atenuada, que serve para preparar o sistema imunológico para a ameaça de verdade.
Foto: Cientistas usara um fungo fluorescente para rastreá-lo no formigueiro (Foto: Mattias Konrad, IST Austria)
Fonte: G1

Borboleta rara se beneficia das mudanças climáticass

Uma espécie de borboleta da Grã- Bretanha está sendo favorecida pelo aquecimento global. A população da Aricia agestis aumentou nos últimos 20 anos, pois com a elevação da temperatura não é mais necessário ser tão exigente na escolha da planta onde ela deposita os ovos. Pesquisadores da Universidade de York constataram que a espécie mais que dobrou sua área de abrangência, que avançou79 km2 ao norte em 20 anos. Para eles, isso significa que as mudanças climáticas também podem criar condições vantajosas para a sobrevivência de uma espécie. O estudo contou com a análise e coleta de dados dos últimos 40 anos. Os pesquisadores observaram que antes, a espécie usava apenas a uma planta, a esteva (Helianthemum nummularium), para depositar os ovos. Esta planta nasce na parte sul da Grã-Bretanha, mais ensolarada. Agora, foi observado que as borboletas também estão usando em seu ciclo de reprodução várias espécies da família do gerânio, que com o calor está se tornando muito mais comum. Os pesquisadores afirmam que não se trata de uma mudança evolucionária da espécie de borboleta. “Aparentemente, ela parece ter sido sempre apta a usar o gerânio como hospedeiro, mas não a usavam por causa das condições microclimáticas que eram impróprias para a planta crescer quando o clima era mais frio”, disse Rachel Pateman, do departamento de Biologia da Universidade de York e autora do estudo publicado no periódico científico Science. Rachel afirma que já era esperado que com o aumento da temperatura, as borboletas passassem naturalmente a habitar áreas mais ao norte, porém a capacidade de usar um segundo hospedeiro foi algo determinante para que ela tivesse se expandido de maneira muito mais rápida do que se ainda estivesse restrita ao uso de uma só planta como hospedeira. “A borboleta ‘vencedora’ fez muito mais do que o esperado”, disse Jane Hill, bióloga da Universidade de York que também participou do estudo. Os pesquisadores acreditam que outras espécies de borboletas possam também estar se beneficiando das mudanças climáticas. “Muitas outras espécies estão tendo que alterar sua distribuição por causa das mudanças climáticas, mas algumas delas não tiveram a capacidade de fazer isto, tornando-se vítimas do aquecimento global. Acredito que as mudanças no clima vão criar vencedores e perdedores”, disse Rachel. Jane afirma que se acreditava que a interação entre as espécies necessárias para a sobrevivência, como o caso da borboleta e a planta hospedeira, seriam impedidas com as mudanças climáticas. “Nosso estudo mostra que isto não é necessariamente uma verdade e que novas interações podem beneficiar uma determinada espécie”, disse Jane. No entanto, a história da borboleta pode ter novos desdobramentos. As pesquisadoras afirmam que a mudança da borboleta pode trazer consequências para outras espécies aparentadas que habitam o norte da Grã-Bretanha. “Acreditamos que as duas espécies possam gerar híbridos”, disse Rachel. 
Foto: Getty Images População de borboleta aumentou com mudanças climáticas  
Fonte: Último Segundo

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Arte rupestre encontrada na Espanha tem 40 mil anos

Um estudo revelou que a arte rupestre começou há pelo menos 40 mil anos, entre 5 mil e 10 mil anos mais cedo do que se acreditava anteriormente, e que ela pode ter sido feita por neandertais. A pesquisa da Universidade de Bristol, na Inglaterra, foi divulgada no dia 14 de junho. Métodos tradicionais de datação - com radiocarbono, por exemplo - não puderam ser usados devido à falta de pigmentos orgânicos. Por isso, um grupo de cientistas da Universidade de Bristol, na Inglaterra, usou a datação por urânio. A equipe liderada pelo cientista Alistair Pike estudou 50 pinturas em 11 cavernas europeias. A arte mais antiga, datada de 40.800 anos, está em uma parede em El Castillo, no norte da Espanha. Pela data, elas foram feitas ou pelos primeiros humanos anatomicamente modernos ou por neandertais, conforme o estudo.
 

Foto 1: Marcas de mãos foram encontradas na caverna de El Castillo, na Espanha. A arte rupestre foi considerada uma das mais antigas do mundo, com 40.800 anos (Foto: AFP)
 






Foto 2: Esferas vermelhas na caverna de El Castillo, na Espanha, também são exemplos da arte rupestre milenar (Foto: AP)



Fontes: G1; Último Segundo

Suricata: o animal que vigia seus predadores

O suricata, também conhecido como sentinela, é nativo do deserto do Kalahari e se tornou um animal famoso graças ao filme “O Rei Leão”. Este animal se alimenta basicamente de insetos. Ele também mata cobras, porém prefere deixá-las de segurança para afastar seus predadores. Na reprodução, normalmente nascem três filhotes após 11 semanas do acasalamento e eles vivem em grupos, principalmente por segurança. Se vários suricatas estiverem tomando sol, sempre um do grupo estará de vigia para alertar os demais de um possível ataque. Em seu habitat o animal pode viver até 15 anos e normalmente é encontrado em alguns países da África como a Namíbia, África do Sul e Angola. A altura média dele é de 25 cm e seu peso de 700 gramas. Estudos mostram que os suricatas são capazes de ensinar ativamente suas crias a caçarem, um método semelhante a capacidade humana de ensinar os seus filhos.  
Fonte: Rede Ambiente

Lixo marinho pode ser até 2,5 vezes maior do que o imaginado

Uma nova descoberta pode multiplicar a quantidade estimada de lixo plástico nos oceanos. Pesquisa realizada pelas universidades norte-americanas Delaware e Washington, publicada no periódico Geophysical Research Letters, revelou que pedaços minúsculos de plásticos podem atingir até cinco metros de profundidade. A maioria dos cálculos realizados anteriormente levava em conta apenas a superfície do mar. A pesquisa começou por acaso. O oceanógrafo Giora Proskurowski contou que percebeu algo estranho quando trabalhava embarcado no Oceano Pacífico. Pedaços de plástico similares a confetes estavam espalhados na superfície da água. Ele, então, colheu amostras de água a cinco metros de profundidade e descobriu que o vento estava empurrando o plástico para baixo da superfície da marinha. "Isso quer dizer que décadas de pesquisa verificando a quantidade de lixo plástico no oceano podem, em alguns casos, ter subestimado significativamente a quantidade do material nas águas marítimas", observou o especialista. Estudo: Os dados do estudo foram reunidos pelo oceanógrafo durante uma expedição ao Atlântico Norte em 2010. Os pesquisadores recolheram amostras na superfície da água e em três níveis de profundidade diferentes, até 30 metros. Quase todas as amostras tinham plástico. Assim, o estudo conclui que os dados coletados na superfície da água subestima a quantidade de plástico em até 2,5 vezes. Se o vento for muito forte, esse fator pode chegar até 27 vezes. A pesquisa sugere ainda um novo modelo para que ambientalistas e cientistas calculem com mais precisão a quantidade de lixo plástico nas águas marítimas. Foto: Plástico pode afundar e atingir novas profundidades/Foto: sxc.hu 
Fonte: EcoD

Enquanto Isso na Natureza...


Filhos de pais mais velhos tendem a viver mais

Filhos nascidos de pais que já estavam em idade avaçada quando engravidaram suas parceiras têm propensão a viver mais, uma vez que são "geneticamente programados" em favor da longevidade, aponta um estudo de cientistas americanos. Segundo os pesquisadores, a composição genética do esperma muda conforme o homem envelhece e desenvolve um código de DNA que favorece a longevidade, traço que é passado aos filhos. As conclusões, publicadas no Proceedings of the National Academy of Sciences, foram tiradas após a análise de quase 1,8 mil adultos. A ciência sabe que a logenvidade está ligada ao comprimento de estruturas conhecidas como telômeros, situadas na ponta dos cromossomos que abrigam nosso código de DNA. Geralmente, quanto menor o telômero, menos a pessoa vive. Os telômeros são como as pontas plásticas dos cadarços, servindo como proteção para o cromossomo. Na maioria das células, eles se reduzem conforme o tempo passa até que as células não consigam mais se reproduzir. Os cientistas, porém, descobriram que no esperma, os telômeros aumentam conforme envelhecem. Como o códigogenético é passado aos filhos via esperma, essas estruturas maiores tornam-se hereditárias. Dan Eisenberg e seus colegas do Departamento de Antropologia da Northwestern University estudaram os telômeros de um grupo jovem que habitava nas Filipinas. Identificadas em amostras sanguíneas, as estruturas se mostraram maiores naqueles cujos pais já estavam em idade avançada quando nasceram. Embora "atrasar" a parternidade aumenta os riscos de saúde do feto, os cientistas acrediram que haja benefícios para a longevidade na prática. Herdar telômeros maiores é particularmente bom para tecidos e funções biológicas que envolvem o rápido crescimento celular, como o sistema imune e a pele, dizem os pesquisadores. As descobertas, aponta o estudo, podem ser de extrema importância para a saúde como um todo. "Com os ancestrais paterinais atrasando a reprodução, telômetros maiores serão passados de geração em geração, permitindo que o ciclo de vida se estenda e que as populações se reproduzam em idades avançadas", diz a pesquisa. 
Foto: BBC/Reprodução/Partes cor de rosa na ponta das estruturas são os telômeros  
Fonte: estadao.com.br

Nova lista de espécies ameaçadas do Brasil passa por mudanças

O ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) prepara uma lista com dados da fauna em risco para ser divulgada até 2014. A nova tabela é a primeira avaliação global do estado de saúde dos animais brasileiros em dez anos. A lista anterior, elaborada pela Fundação Biodiversitas e publicada em 2004 pelo Ibama, olhava apenas as chamadas espécies-candidatas, ou seja, as espécies de um mesmo gênero ou família com problemas em potencial. A nova avaliação levará em conta todas as espécies de um determinado grupo, independentemente de suspeitas sobre seu grau de ameaça, que é dado segundo categorias definidas pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza). Isso fará com que o número de espécies avaliadas pule de 1.300 (dados de 2004) para 10 mil. Atualmente já foram avaliados 28% desse total. Além disso, a nova lista terá um processo de desenvolvimento mais eficaz, com prazos e orçamentos maiores. O que vai diferenciá-la dos estudos anteriores, que tinham o problema de prazos curtos, o que impossibilitava a avaliação de todas as espécies de um grupo. Ugo Vercillo, coordenador de Espécies Ameaçadas do Instituto Chico Mendes, explicou para a Folha que o número real de animais em perigo aumenta a cada ano. "O país não para de crescer, as áreas nativas continuam sendo alteradas", alertou.  
Novos casos: Dados preliminares acusam que o Brasil ganhou pelo menos 250 novas espécies ameaçadas de extinção. O caso que o instituto considera preocupante é o dos tubarões, que possuem 60 espécies, de 169, sob ameaça, e duas que são consideradas "regionalmente extintas". "Existe uma tendência ao aumento de espécies em perigo, tanto para peixes continentais quanto para marinhos", explicou Vercillo. Por outro lado, há também espécies saindo de risco devido a programas de conservação. Até agora, segundo o coordenador do ICMBio, três que estavam ameaçadas em 2003 já deixaram a categoria. A exemplo da arara-azul-de-lear, que pode mudar da categoria “criticamente em perigo” para “em perigo”.
Foto: A categoria de mamíferos possui a maior porcentagem de espécies ameaçadas/Foto: Tambako the Jaguar 
Fonte: EcoD

terça-feira, 26 de junho de 2012

Nova espécie de anfíbio é encontrada na Índia

Uma equipe de cientistas britânicos e indianos anunciaram a descoberta de uma nova espécie de anfíbio sem membros. O animal foi encontrado por acidente no sul da Índia, durante uma escavação próxima a um riacho das montanhas de Ghats Ocidental, na província de Kerala. O espécime, de cerca de 17 centímetros de comprimento e de cor rósea, pertence a uma família de anfíbios sem patas pouco estudada chamada Caeciliidae. De acordo com Ramachandran Kotharambath, um dos autores do relatório divulgado na publicação acadêmica Zootaxa, os pesquisadores avaliaram que o animal pertence a uma espécie não identificada até então após compará-lo com outros anfíbios. De acordo com o grupo, exemplares da espécie, batizada de Gegeneophis primus, foram coletados durante escavações em duas épocas de chuvas de monção - em outubro de 2010 e em agosto de 2011. Eles foram descobertos em vales onde há plantações e onde a água se aloja após as chuvas. As descobertas foram feitas após um trabalho que envolveu a Universidade de Kerala e o Museu de História Natural de Londres, com contribuições da Universidade Central de Kasagord. O habitat, a história e outras características da espécie, porém, ainda não foram especificadas. A descoberta da nova espécie indica que os anfíbios sem patas podem ser uma família com uma vasta variedade na região dos Ghats, de acordo com Ramachandran. "Achar o animal em uma plantação mostra que ele é bastante vulnerável a atividades antropogênicas e estão vivendo de forma silenciosa bem debaixo dos nossos pés", analisou. A espécie não está ameaçada, já que a estrutura do seu habitat é mantida mesmo com a atividade humana, dizem os cientistas. Eles também pontuam que precisam saber mais sobre quais são as condições do habitat do anfíbio e em que nível ele se expandiu para outras regiões. 
Foto: Reprodução/BBC; Gegeneophis primus tem cerca de 17 centímetros de comprimento
Fonte: estadao.com.br

Abelhas usam própolis para fazer automedicação

Se você toma própolis ao menor sinal de dor de garganta, saiba que está usando este produto da forma correta, do ponto de vista das abelhas. Um estudo publicado recentemente mostra que os insetos usam o própolis em uma forma de automedicação. O própolis é uma mistura de cera com resinas de plantas, que é produzido normalmente por abelhas – selvagens ou domesticadas – e tem propriedades que protegem a colmeia de fungos e bactérias. A pesquisa da Universidade do Estado da Carolina do Norte, nos EUA, publicada pela revista científica “PLoS One” mostra que a produção da substância aumenta em média 45% quando a colmeia é atingida por um tipo de fungo parasita. Se o fungo é de um tipo que não oferece perigo às abelhas, a produção de própolis continua normal. Além disto, as larvas infectadas pelo fungo são retiradas da colmeia, mais um sinal do cuidado que as abelhas têm com a saúde da comunidade. A automedicação, no entanto, tem seus limites. Quando alguma bactéria infecta a colmeia, o aumento na produção de própolis não é significativo – e a substância tem propriedades que ajudariam na defesa das abelhas. A descoberta pode ser útil para os criadores de abelha. “Historicamente, os criadores norte-americanos preferem colônias com menos resina, porque ela é grudenta e dificulta o trabalho”, afirmou Michael Simone-Finstrom, autor do estudo, em material de divulgação. “Agora sabemos que vale a pena promover esta característica, porque oferece às abelhas alguma defesa natural”, completou o pesquisador. Foto: O própolis na natureza é esta resina amarelada que aparece na imagem (Foto: Divulgação)
Fonte: G1

Caravana de Camelos

Em uma rota que data de séculos atrás, uma caravana de aventureiros enfrenta uma trilha de 2.400 quilômetros pelo coração do Saara. O deserto ocupa cerca de oito porcento da área terrestre.
Foto: Carsten Peter / National Geographic Image Sales; Camelos fazem caravana por rota milenar no deserto do Saara
Fonte: Último Segundo

Enquanto Isso na Natureza...

Nuvem em forma de chapéu é vista no céu do Japão

Esta nuvem no raro formato de chapéu apareceu sobre o Monte Fuji, depois que um tufão atingiu o Japão. A nuvem em forma de chapéu, também conhecida como tsurushi-gumo, ou nuvem pendurada, foi vista na manhã do dia 20 de junho. O fenômeno ocorre quando os ventos na região do monte Fuji ficam muito fortes ou após tempestades tropicais. A nuvem rara desapareceu meia hora depois de ter sido filmada pela TV japonesa, porque o céu ficou nublado.
Foto: Fenômeno ocorre raramente, sempre depois de fortes ventos. (Foto: BBC)  
Fonte: G1

Pandemia de gripe aviária em humanos é possível

O mundo ainda não viu uma forma mortal do vírus da gripe aviária que possa se espalhar facilmente entre os seres humanos e provocar um surto global, mas isso não significa que não vai acontecer, disseram cientistas no dia 21 de junho. Um estudo sobre o vírus H5N1 foi publicado na revista "Science" desta semana. Depois de investigarem dados de 15 anos sobre o vírus da gripe aviária na natureza, os pesquisadores acreditam que algumas cepas já estão a meio caminho de adquirir as mutações necessárias para se transformar em uma forma que poderia causar uma devastadora pandemia no homem. "As mutações remanescentes podem evoluir em um único hospedeiro humano, fazendo de um vírus que se desenvolve na natureza uma ameaça potencialmente séria", afirmou o líder da pesquisa, Derek Smith, da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Atualmente a gripe aviária pode ser transmitida de aves para aves, e de aves para humanos, mas não de humanos para humanos – como o que ocorreu com a gripe suína (H1N1) em 2009. Quando passa de aves para homens, é geralmente fatal. Dois estudos anteriores, de pesquisadores nos Estados Unidos e na Europa, descobriram que, com apenas cinco mutações, o H5N1 pode se tornar transmissível pelo ar entre mamíferos, potencialmente incluindo o contágio de pessoa a pessoa. Esses trabalhos causaram controvérsias porque os autores manipularam os vírus em laboratório para produzir novas cepas mutantes. Até agora, os cientistas não estão certos se essas mesmas mutações poderiam se desenvolver na natureza. Mas o pesquisador Colin Russell, parceiro de Smith, diz que o atual estudo mostra que isso é possível. "Vírus que têm duas dessas mutações já são comuns em aves, o que significa que há vírus que teriam que obter apenas três mutações adicionais em um humano para se tornarem transmissíveis pelo ar", explicou. Até agora, o H5N1, detectado pela primeira vez em Hong Kong, em 1997, já infectou dezenas de milhões de patos, gansos, galinhas e outras aves. As pessoas contaminadas – 606, das quais 357 morreram – tiveram, na maior parte, contato próximo com as aves. 
Foto: Em foto de 2011, agentes de saúde de Hong Kong colocam galinhas mortas em sacos de lixo. No fim do ano, foram abatidos 17 mil frangos após uma galinha ser diagnosticada com o H5N1 (Foto: Tyrone Siu/Reuters)  
Fontes: G1; Último Segundo

segunda-feira, 25 de junho de 2012

NOTÍCIA TRISTE: Morre em Galápagos "Solitário Jorge", última tartaruga de sua espécie

O "Solitário Jorge", último sobrevivente da subespécie Chelonoidis Abingdoni das tartarugas gigantes que dão nome às ilhas Galápagos, do Equador, foi encontrado morto neste domingo em seu curral, informou a Direção do Parque Nacional Galápagos (DPNG). Um comunicado da DPNG assinala que o guarda do parque Fausto Llerena, que cuidava da tartaruga, descobriu esta manhã que ela não se movimentava e "ao verificar se deu conta que não tinha sinais vitais". "O corpo do quelônio estava em uma posição como se tivesse indo para o bebedouro de água", detalhou a DPNG, ao apontar que as possíveis causas de sua morte, único sobrevivente da espécie da ilha Pinta, serão conhecidas após autópsia. O corpo do "Solitário George" - cuja idade exata é desconhecida, mas "se estima que passasse dos cem anos", segundo a DPNG - está no momento em uma câmara frigorífica para evitar sua decomposição. Esta tartaruga era oriunda da ilha Pinta, a mais setentrional das Galápagos, e foi resgatada em 1972 por um grupo de caçadores dedicados a erradicar as cabras, uma espécie introduzida pelo homem que dizimou o habitat e levou as tartarugas gigantes dessa ilha à beira da extinção. Desde então, "Jorge" ou "George" tinha sido parte do programa de criação em cativeiro da DPNG. Foram realizadas diferentes iniciativas para tentar reproduzi-lo, inicialmente com fêmeas da espécie do vulcão Wolf da ilha Isabela, com as quais conseguiu acasalar após 15 anos de convivência, mas os ovos não foram férteis. Posteriormente foram colocadas em seu curral fêmeas da espécie da ilha Española, geneticamente mais próximas, com as quais estava até agora. Edwin Naula, diretor da DPNG, mencionou que para no próximo mês será feita uma oficina internacional para elaborar a estratégia de manejo das populações de tartarugas para os próximos dez anos, com o propósito de conseguir sua restauração. "A oficina será realizada em honra de 'Solitário George'", informou a DPNG, ao apontar que "seu legado será um maior esforço em pesquisa e gestão para restaurar a ilha Pinta e todas as outras povoações de tartarugas gigantes de Galápagos". As Ilhas Galápagos devem seu nome às grandes tartarugas que a habitam e suas reservas terrestre e marinha contêm uma rica biodiversidade, considerada como um laboratório natural, que permitiu ao cientista britânico Charles Darwin desenvolver sua teoria sobre a evolução e seleção natural das espécies. O arquipélago de Galápagos fica a cerca de mil quilômetros do litoral continental equatoriano e foi declarado em 1978 como Patrimônio Natural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).  



Foto: José Jácome/EFE/"Solitario Jorge", o último exemplar da subespécie Chelonoidis Abingdoni das Ilhas Galápagos 



Fonte: Último Segundo

Jacaré come a mão de guia turístico na Flórida

Um jacaré da Flórida arrancou a mão do capitão de uma das lanchas com que os turistas passeiam pelos pântanos deste estado do sudeste dos Estados Unidos enquanto o guia divertia seus passageiros dando comida ao animal, informou a Comissão de Conservação de Pesca e Vida Silvestre da Flórida. O acidente aconteceu perto de Everglades City, noroeste de Miami, foi reportado rapidamente às autoridades e o animal responsável pelo ataque foi morto para ter a mão extraída intacta de seu estômago. A vítima foi internada e deve ter a mão reimplantada. Se confirmado que o guia turístico estava alimentando o réptil, ele poderá ser sentenciado a seis meses de prisão ou ao pagamento de uma multa de 500 dólares, pois são proibidos de dar comida aos animais. Os aligátores da Flórida são uma atração turística e milhares de pessoas pagam entre 20 e 30 dólares por passeios de meia hora nos pântanos. Não é a primeira vez que um morador da região perde uma mão ou uma extremidade pelo ataque de um jacaré. Em 2010, um jovem perdeu sua mão esquerda após ser mordido por um jacaré e, recentemente, uma idosa de 90 anos perdeu a perna esquerda após ser atacada no pátio de sua casa por um destes répteis. 
Foto: Getty Images/Jacarés são atração turística na Flórida, EUA  
Fonte: Último Segundo

A Foca-de-Weddell

É difícil pensar em um lugar onde a vida seja mais difícil que na Antártica. Ainda assim, as focas tiram este desafio de letra devido aos mais diversos mecanismos. Com até três metros e 600 kg, estes simpáticos mamíferos têm, sob a pele, uma densa camada de gordura irrigada por vasos sanguíneos que controlam as trocas de calor. Assim, ela é capaz de manter sua temperatura corporal mesmo nas baixíssimas temperaturas dos pólos. São considerados animais marinhos, embora passem parte de sua vida movendo-se desajeitadamente em terra. Muito dóceis, deixam facilmente que os humanos se aproximem, o que justifica toda a sua popularidade. Caçam sob o gelo, principalmente peixes, crustáceos, lulas, krill e às vezes pinguins, localizando sua presa pela silhueta recortada contra o sol. Como a Antártica tem seis meses de noite durante o inverno, às vezes não é possível confiar na luz para caça. Nessas ocasiões, as focas usam seus bigodes para localizar as presas. Mais do que pelos, são órgãos sensíveis que captam vibrações na água. Embora possa ficar submersa por quase uma hora, a foca, como todos os mamíferos, precisa respirar ar. Quando não encontra um buraco na superfície antártica, a foca crava seus caninos e estilhaça o gelo, criando um respiradouro. Um dado interessante, os filhotes da foca de Weddell nascem com mais ou menos 30 kg, e engordam 15 kg por semana graças aos altos teores de gordura do leite materno: até 60%, o dobro do contido no creme de leite!  
Fonte: Rede Ambiente

Enquanto Isso na Natureza...


Aumento de CO2 inicia processo de aquecimento global

A Terra esquenta primeiro, independentemente da incidência das emissões de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, ou ocorre o contrário? A dúvida já foi tema de diversas pesquisas científicas sobre o clima e lembra a velha questão da precedência entre o ovo ou a galinha. Porém, uma pesquisa recente mostra que, no fim da última era glacial, a ordem foi mesmo mais CO2 primeiro e temperatura aumentada depois. O artigo do pesquisador Jeremy Shakun, da Universidade de Harvard, foi publicado na revista Nature em abril. O estudo reuniu os dados da Antártida a outros registros pelo mundo. Em cem anos, os níveis de CO2 atmosféricos aumentaram na mesma proporção que todo o incremento em 10 mil anos no fim da última fase glacial, de acordo com a pesquisa. Até este estudo, não dava para saber qual tinha sido a ordem dos acontecimentos. "A aparente contradição tem a ver com a maneira como a neve se deposita", explicou à Folha.com Cristiano Chiessi, paleoclimatólogo, da USP. Os céticos argumentavam que o CO2 liberado pela queima de combustíveis fósseis não parecia ser o causador de mais calor no planeta em épocas geológicas anteriores. A ordem parecia ser inversa: primeiro a Terra esquentava e só depois a atmosfera recebia mais CO2. É que os principais registros sobre o clima do passado vêm de cilindros de gelo obtidos na Antártida. Em lugares de neves eternas, essa "biblioteca" gelada alcança centenas de milênios. A composição do gelo dá pistas sobre a temperatura na época em que a neve caiu, enquanto bolhas de ar presas na massa gelada indicam quanto CO2 havia no ar. "O problema é que essas coisas acontecem em ritmo diferente. Quando a neve cai, ela fica muito tempo permeável ao ar acima dela. Demora para as bolhas se formarem", justificou Chiessi.
Foto: Em cem anos, os níveis de CO2 atmosféricos aumentaram na mesma proporção que todo o incremento em 10 mil anos no fim da última fase glacial/Foto: Skip Bradley  
Fonte:EcoD

Dinossauros gigantes pesavam menos do que se acreditava

O braquiossauro era gigantesco, mas menos pesadão do que se imaginava, revelou um estudo feito com base em um novo método de cálculo publicado na edição do dia 6 de junho da revista Biology Letters da Sociedade Real britânica, que atribui ao animal um peso de "apenas" 23 toneladas. O braquiossauro foi um dos maiores animais terrestres conhecidos. Este dinossauro herbívoro tinha 25 metros de comprimento. Em ocasiões anteriores foram propostas várias estimativas de seu peso, a maior parte na casa das 40 toneladas, mas alguns cálculos dos anos 1960 se aproximavam das 80 toneladas. Agora, uma equipe de biólogos desenvolveu uma nova técnica para calcular com precisão o peso dos dinossauros. Os cientistas usaram laser para medir a quantidade mínima de pele necessária para "envolver" o esqueleto de grandes mamíferos atuais (bisão, touro, camelo, elefante, girafa, cavalo, rinoceronte e urso polar). Em seguida, estabeleceram uma relação entre este volume de "pele e ossos" e a massa corporal do animal. Depois, os biólogos aplicaram seu modelo matemático ao maior esqueleto de dinossauro do mundo, o 'Brachiosaurus brancai', do Museu de História Natural de Berlim, calculando o peso do animal em 23 toneladas, que se revelou muito inferior às estimativas anteriores feitas com métodos diferentes. Este novo método "é totalmente objetivo", disse à AFP o autor principal do estudo, Bill Sellers (Universidade de Manchester, Grã-Bretanha), destacando que a massa corporal é um parâmetro muito importante para os biólogos. Os cientistas consideram que se trata de "um método robusto" para estimar o peso a partir de um esqueleto reconstituído. "Nossos resultados sugerem que várias estimativas precedentes (para todos os dinossauros) são realmente muito pesadas", disse o professor Sellers. Para vários dinossauros, a diferença não seria tão importante quanto para o braquiossauro, mas é provável que "as estimativas mais leves" sejam as corretas, acrescentou o pesquisador.
Foto: Getty Images/Dinossauro herbívoro tinha 25 metros de comprimento, mas era mas leva do que se pensava  
Fonte: Último Segundo

Engenheiros criam mãos robóticas com tato

Engenheiros nos EUA dizem ter construído mãos robóticas capazes de diferenciar diferentes texturas. Equipadas com sensores de toque conhecidos como BioTac - que usam algoritmos inteligentes -, estas mãos selecionam, monitoram e interpretam o que detectam com seus dedos mecânicos. Os dedos robóticos têm o mesmo tamanho de um dedo humano e "impressões digitais" na superfície capazes de sentir texturas. Estas impressões digitais permitem a percepção dos materiais tocados, por meio de vibrações. O trabalho da equipe liderada por Gerald Loeb e Jeremy Fishel da Escola de Engenharia Viterbi, filiada à Universidade do Sul da Califórnia, foi divulgado na publicação Frontiers of Neurorobotics. Quando o dedo, coberto com uma "pele" flexível cheia de fluído, passa sobre uma textura, a pele vibra de diferentes maneiras. Essas vibrações são capturadas por um transmissor de som localizado dentro dos dedos de metal. Assim, a mão robótica detecta o tipo de textura, a forma e as propriedades térmicas do objeto. E com mais precisão do que o dedo humano. Ela pode detectar 117 materiais comuns, com uma precisão de 95%. Os criadores dizem que a tecnologia pode ser útil na fabricação de próteses equipadas com o sentido do toque. O projeto foi financiado pela Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos para desenvolver melhores mãos protéticas para amputados.
Fonte: estadao.com.br.

domingo, 24 de junho de 2012

África tem reservas subterrâneas gigantes de água

Cientistas dizem que o continente africano, conhecido pelo clima seco, tem enormes reservas subterrâneas de água. No mais completo mapa já feito da escala e distribuição da água existente embaixo do deserto do Saara e em outras partes da África, os especialistas dizem que esses reservatórios subterrâneos poderiam fornecer água suficiente para o consumo e agricultura em todo o continente, mas admitem que o processo de extração pode ser complexo. O trabalho, publicado na revista científica Environmental Research Letters, diz ainda que muitos dos antigos aquíferos africanos foram preenchidos pela última vez 5 mil anos atrás.  
Escassez: Estima-se que mais de 300 milhões de pessoas na África não tenham acesso a água potável e a demanda deve aumentar consideravelmente nas próximas décadas, devido ao crescimento populacional e à necessidade de irrigação para plantações. Rios e lagos estão sujeitos a enchentes e secas sazonais, que podem limitar a disponibilidade da água. Atualmente, apenas 5% das terras cultiváveis africanas são irrigadas. Agora, os cientistas da British Geological Survey (BGS) e da University College London (UCL) esperam que o novo mapeamento chame atenção para o potencial dos reservatórios subterrâneos. "As maiores reservas de água subterrâneas ficam no norte da África, em grandes bacias sedimentares, na Líbia, Argélia e Chade", diz Helen Bonsor, da BGS. "A quantidade armazenada nessas bacias é equivalente a 75 metros de água sobre aquela área. É uma quantidade enorme."  
Estratégia: Devido a mudanças climáticas que transformaram o Saara em um deserto ao longo dos séculos, muitos dos aquíferos subterrâneos receberam água pela última vez há mais de 5 mil anos. Os cientistas basearam suas análises em mapas de governos dos países africanos, assim como em 283 estudos de aquíferos. Eles afirmam que muitas das nações que enfrentam escassez de água têm, na verdade, reservas consideráveis embaixo do solo. No entanto, os pesquisadores alertam que a perfuração de poços tubulares profundos pode não ser a melhor maneira de extrair a água, já que poderiam esgotar a fonte rapidamente. "Poços profundos não devem ser perfurados sem que haja um conhecimento detalhado das condições das reservas locais. Poços simples e bombas manuais, desenvolvidos de forma cuidadosa e nos locais certos, têm mais chance de ser bem-sucedidos", disse Alan McDonald, principal autor do estudo. Helen Bonsor concorda que meios de extração mais lentos podem ser mais eficientes. "Muitos aquíferos de baixo volume estão presentes na África subsaariana. No entanto, nosso trabalho mostra que com exploração e construção cuidadosas, há água subterrânea suficiente na África para fins de consumo e irrigação comunitária", diz ela, acrescentando que as reservas poderiam contrabalançar os problemas causados pela mudança climática. "Mesmo nos menores aquíferos em áreas semi-áridas, com baixíssimo índice de chuvas, as reservas subterrâneas ainda durariam algo entre 20 e 70 anos", afirma Bonsor. "Então, nos índices atuais de extração para consumo e irrigação em pequena escala, os reservatórios fornecem e continuarão a fornecer proteção contra as variações do clima."  
Fonte: estadao.com.br

Plástico se multiplica no Pacífico e muda a vida do ecossistema local

A quantidade de fragmentos plásticos flutuando no oceano Pacífico cresceu cem vezes nos últimos 40 anos, segundo um levantamento feito pelo Instituto de Oceanografia Scripps e publicado no periódico Biology Letters. Grande parte desse lixo se acumula em correntes entre o Havaí e a Califórnia, formando uma 'ilha de plástico' e mudando profundamente o ecossistema local. O lixo que não afunda acaba se fragmentando em pequenos pedaços e virando parte da alimentação dos animais marinhos. Outro estudo do instituto Scripps mostra que 9% dos peixes coletados em uma expedição feita em 2009 tinham resíduos plásticos em seus estômagos. Outras consequências inesperadas foram identificadas pelos pesquisadores: uma espécie de inseto marinho, por exemplo, está usando o plástico como uma plataforma para depositar os seus ovos. O efeito, nesse caso, é que a população do inseto (Halobates sericeus) aumentou. Isso mostra, ao mesmo tempo, que as espécies marinhas terão que se adaptar cada vez mais à presença objetos flutuantes na água, explicam os cientistas. 'O plástico adicionou milhões de superfícies duras ao oceano Pacífico. Isso representa uma grande mudança (ao ecossistema)', explica Miriam Goldstein, pesquisadora do Scripps. Expedição: O estudo do Scrippps foi feito com base em uma expedição, na costa da Califórnia, em 2009, comparando os dados coletados com outros que datavam até aos anos 1970. Notou-se que o lixo no Pacífico aumentou tanto em quantidade quanto em peso. O maior temor são os efeitos tóxicos que esses materiais possam ter no oceano, mas isso ainda precisa ser estudado mais a fundo, afirma Goldstein.
Foto: BBC Brasil  
Fonte: MSNVERDE

Enquanto Isso na Natureza...


Associação

O camarão da espécie Periclimenes yucatanicus se associa a anêmona do mar para atrair peixes que ele limpa e come detritos como parasitas e algas. A relação de simbiose beneficia tanto o camarão quanto o peixe.
Foto: Paul Sutherland / National Geographic Image Sales; Nas águas da ilha de Bonaire, no Caribe, forma-se a composição de cores da anêmona do mar e do camarão 
Fonte: Último Segundo

Cientistas franceses conseguem reanimar células-tronco de pessoas mortas

Cientistas franceses conseguiram reanimar células-tronco de músculos e medula óssea procedentes de pessoas que já estavam mortas há 17 dias, informa o periódico Nature Communications em um artigo divulgado em junho na França. Uma equipe de pesquisadores do Instituto Pasteur demonstrou que é possível reativar as células-tronco musculares de cadáveres humanos, transplantá-las e fazer com que outras novas nasçam em perfeito estado. Os cientistas descobriram que estas células não morriam junto com a pessoa. Isso porque, as mesmas reduziam sua atividade ao mínimo e, após se desfazer das mitocôndrias (pequenos corpos que auxiliam sua respiração), ficavam em estado de hibernação. Desta forma, as células conseguiam sobreviver mesmo em um meio tão hostil, sem oxigênio e no meio de um banho de ácido, assim como no caso de uma lesão muscular: "dormindo e esperando a tempestade passar", como afirmou o professor Fabrice Chrétien ao jornal Libération. "Essa reserva de células-tronco poderia servir para fazer transplantes de medula óssea, utilizados no tratamento de leucemia e doenças sanguíneas, entre outras afecções. Elas também poderiam suprir a falta de doadores", explicou Chrétien, que dirigiu o estudo ao lado do pesquisador Shahragim Tajbakhsh. Apesar dos avanços, que também foram testados com sucesso em ratos, o experimento revelou um aumento de um tipo de substância denominada ROS, que, por sua vez, apresenta uma incompatibilidades com as células e o genoma, apontou o professor Jean-Marc Lemaitre ao jornal Le Figaro. Por conta deste fato, o estudo ainda precisa apurar se estas novas células, mesmo em perfeito estado, podem esconder más-formações ainda não detectadas. 
Foto: Fabrice Chretien /Imagem mostra células-tronco musculares ativas que foram retiradas de uma pessoa morta há 17 dias  
Fonte: Último Segundo

Pesquisadores brasileiros testam bactérias no combate à poluição por petróleo

Um estudo realizado por pesquisadores do Instituto de Microbiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IM/UFRJ) pode ajudar a recuperar ambientes poluídos por petróleo de forma natural. O projeto divulgado no dia 18 de junho, pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), usa bactérias para degradar combustíveis fósseis, que são baseados em carbono. O processo, chamado de bioremediação, consiste em selecionar e multiplicar em laboratório microorganismos do local, e os soltá-los no meio ambiente. “Uma vez degradado o combustível, a população de bactérias vai diminuindo naturalmente, devido à menor oferta de nutrientes,” explicou Alexandre Rosado, pesquisador do instituto. Segundo o pesquisador, a fermentação aeróbia de bactérias do tipo Pseudomonas sp., isoladas em poços de petróleo, produz o biossurfactante (nome técnico do composto orgânico) que, por sua vez, permite acessar e degradar as cadeias de carbono do petróleo para obter energia. O resultado é uma espécie de “biodetergente” que desaparece à medida que também diminui a presença do combustível fóssil na área afetada. Mas para ser eficiente, o biodetergente exige que o local afetado tenha uma flora bacteriana capaz de processar combustíveis fósseis, condicionou Rosado. “Desenvolvemos um projeto de limpeza no mangue que, normalmente, demoraria 30 anos para se limpar sozinho. Com o uso da bioremediação, o lugar está recuperado em apenas três anos”, concluiu o pesquisador da UFRJ. 
Foto: Ambientes ameaçados poderão ser limpos de forma natural/Foto: Marine Photobank 
Fonte: EcoD

sábado, 23 de junho de 2012

Salinidade do mar indica alteração dos ciclos hidrológicos pelas mudanças climáticas

Os níveis de salinidade do mar vêm sendo modificados pelas mudanças climáticas, segundo revelou um estudo australiano, publicada pela revista Science. A pesquisa analisou dados dos oceanos entre 1950 a 2000 e concluiu que as mudanças climáticas têm acelerado o ciclo hidrológico. A salinidade é indicativa de mudanças no ciclo de chuva e evaporação. Uma das autoras, Susan Wijffels, afirmou que o nosso ciclo hidrológico se intensificou significativamente nos últimos anos e que é possível que o mesmo fenômenos esteja ocorrendo na terra. "O que isto realmente quer dizer é que a atmosfera pode realmente transportar mais água das áreas que estão secando para as áreas que têm grande ocorrência de chuvas mais rapidamente", afirmou à agência AFP. Ou seja, cada vez mais, as áreas úmidas ficarão mais úmidas e que as áreas secas ficarão mais secas. Ela ressalta ainda que a superfície terrestre é composta majoritariamente de oceanos e a maior parte da evaporação que move nosso ciclo hidrológico acontece nos mares. 
Foto: A salinidade é indicativa de mudanças no ciclo de chuva e evaporação/Foto: sxc.hu  
Fonte: EcoD

Cientistas da USP são homenageados com novas espécies de insetos

Duas novas espécies de insetos, pertencentes ao grupo envolvido na transmissão da leishmaniose, foram nomeadas em homenagem a dois pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP). As espécies foram descobertas pela professora Eunice Bianchi Galati, do Departamento de Epidemiologia da FSP, juntamente com Fredy Galvis Ovallos, seu orientando do Programa de Pós-Graduação. Os nomes dos insetos, Nyssomyia delsionatali e Nyssomyia urbinattii, homenageiam respectivamente Delsio Natal, docente aposentado do Departamento de Epidemiologia da FSP, e Paulo Urbinatti, pesquisador do mesmo departamento. De acordo com a FSP, ambos contribuíram para ampliar o conhecimento da entomologia em saúde pública e investigaram a área onde os insetos foram coletados. "A denominação de uma espécie deve ser feita em latim e descrita de forma a se destacar do texto (itálico, negrito, etc.). Podemos dar um nome homenageando uma pessoa ou lugar, ou em referência a uma característica morfológica do inseto ou de seu comportamento, ou de área onde habita, etc. A seguir ao nome da espécie, acrescenta-se o nome do(s) autor(es) e o ano da descrição. O nome da espécie deve sempre ser precedido pelo do gênero a que pertence", explicou Galati. "Quando se homenageia uma pessoa, podemos nos referir a parte de seu nome ou ao nome completo. Se o nome for composto, os dois nomes devem ser escritos juntos. Se a homenagem é feita a alguém do sexo masculino, acrescenta-se ‘i’ ao final do nome, e se for do sexo feminino, ‘ae’", disse. Galati conduz o projeto de pesquisa "Estudo da capacidade vetorial de Migonemyia migonei e de Pintomyia fischeri para Leishmania", apoiado pela FAPESP. A descrição das duas espécies foi feita na edição de março do Journal of Medical Entomology, sendo os desenhos da cabeça do macho e da fêmea de Ny. Urbinattii tema na capa da revista. 
Foto: Paulo Roberto Urbinatti/Divulgação; Inseto acima foi chamado de Nyssomyia delsionatali, em homenagem a Delsio Natal  
Fonte: estadao.com.br