sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Anfíbio com formato de cobra é descoberto no Rio Madeira, em RO

O trabalho de um grupo de biólogos no canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Santo Antônio, no Rio Madeira, em Porto Velho, resultou na descoberta de um anfíbio de formato parecido com uma cobra. Atretochoana eiselti é o nome científico do animal raro descoberto em Rondônia. Até então, só havia registro do anfíbio no Museu de História Natural de Viena e na Universidade de Brasília. Nenhum deles têm a descrição exata de localidade, apenas 'América do Sul'. A descoberta ocorreu em dezembro do ano passado, mas apenas agora foi divulgada. O biólogo Juliano Tupan, analista socioambiental da Santo Antônio Energia, concessionária da usina hidrelétrica, conta que foram encontrados seis exemplares do anfíbio, que ficou conhecido como cobra mole, durante o processo de secagem de um trecho do leito do rio. Os animais estavam no fundo do Rio Madeira entre pedras que compunham as corredeiras de Santo Antonio, no leito original do rio. “A Amazônia é uma caixa de surpresa em se tratando de anfíbios e répteis. Ainda há muita coisa para ser descoberta”, afirma o biólogo. Segundo Tupan, o ponto mais importante dessa descoberta é que agora se tem a noção de onde a Atretochoana eiselti pode ser encontrada. “Provavelmente em todo o Rio Madeira até a região da Bolívia”, diz. Os primeiros exemplares do anfíbio foram encontrados pela equipe de Juliano Tupan em dezembro do ano passado. Em janeiro passado ele encontrou mais dois exemplares, mas morreram. Juliano explica que a divulgação da descoberta foi feita somente agora porque estava em processo de validação e catalogação científica. “Resgatar um animal tão raro como este foi uma sensação fora do comum. Procurei referências bibliográficas, entrei em contato com outros pesquisadores e vimos que se tratava de Atretochoana eiselti”, lembra Juliano Tupan.
Parente de sapos e pererecas: O formato cilíndrico do corpo do anfíbio faz logo pensar que se trata de uma cobra meio esquisita. Mas Juliano explica que a Atretochoana eiselti não tem parentesco algum com répteis. “Esse anfíbio é parente próximo de salamandras, rãs, pererecas e sapos. Apenas se parece com uma serpente, mas não é”, afirma o biólogo. Dois exemplares da Atretochoana eiselti descobertos no Rio Madeira estão no Museu Emilio Goeldi, em Belém, PA. Juliano conta que cerca de dois meses após a descoberta no Rio Madeira um grupo de pescadores do Pará encontrou um exemplar na foz do Rio Amazonas, na região de Belém, PA.


Foto 1: Atretochoana eiselti foi descoberta no Rio Madeira (Foto: Juliano Tupan/Divulgação)


Foto 2: Anfíbio é chamado de cobra mole (Foto: Juliano Tupan/Divulgação)


Foto 3: Anfíbio estava no fundo do Rio Madeira (Foto: Juliano Tupan/Divulgação)


Foto 4: Atretochoana eiselti não tem pulmões, apesar de ser um animal considerado grande(Foto:Juliano Tupan/Divulgação)





Fontes: G1; estadao.com.br

Cientistas israelenses identificam 8 novas espécies encontradas em caverna

Cientistas israelenses completaram a identificação e a classificação de oito novas espécies de animais encontradas em uma caverna milenar e isolada, entre elas um escorpião e sete espécies de crustáceos transparentes e sem olhos. "A caverna é muito especial em termos de desenvolvimento de sua fauna. Tem um ecossistema único porque é totalmente endêmico. Essas espécies se desenvolveram nesta caverna durante milhões de anos e não são encontradas em nenhum outro lugar do mundo", explicou à Agência Efe o professor Amos Frumkin, diretor da pesquisa do Departamento de Geografia da Universidade Hebraica de Jerusalém.Segundo o especialista, "as espécies classificadas são datadas provavelmente da pré-história adiantada, mas permaneceram totalmente isoladas durante milhões de anos, sem contato com o exterior". A caverna foi descoberta em 2006 em uma pedreira de uma fábrica de cimento situada na cidade de Ramle, aos arredores de Tel Aviv, e ao longo destes anos os cientistas trabalharam em vários laboratórios do mundo para descrever e classificar as espécies encontradas, já que a ideia era comprovar que elas não existiam em nenhum outro lugar. O resultado da pesquisa revela sete espécies de artrópodes, da mesma família que os caranguejos, e um escorpião - ao que seus descobridores deram o nome de Israchanani -, todos eles cegos. A particularidade destes animais é que todos eles vivem da energia que procede da água sulforosa e sua sobrevivência não está baseada na fotossíntese, já que todos viviam sob ausência absoluta de luz. "Na água há microorganismos, bactérias, que usam este sulfureto através da quimiossíntese para produzir energia. Estes microorganismos são devorados por outros, que, por sua vez, também são devorados por outros, até chegar aos carnívoros. Há toda uma cadeia alimentícia na caverna, onde todos os organismos, menos um que está em disputa, são endêmicos e únicos", explicou. O investigador adverte que "é muito importante preservar o lugar porque trata-se de um ambiente único e muito interessante em termos científicos para responder perguntas como, por exemplo, quanto tempo estão aqui? Ou qual é a história geológica e biológica do sistema?", apontou Frumkin. A caverna, que está a 100 metros de profundidade, se estende ao longo de 2,7 quilômetros, sendo que sua caverna central possui 40 metros de comprimento. O local é composto de pedra caliça e, em tempos pré-históricos, esteve coberto pelo Mar Mediterrâneo. Ao sair do contato com a água salgada, a água chuva acabou criando erosões e espetaculares cavernas em seu interior, entre elas uma repleta de estalactites e estalagmites. Frumkin alerta sobre os perigos que espreitam a este pequeno ecossistema e adverte que "a redução da umidade poderia fazer com que água externa seja absorvida pela caverna que, além disso, está agora muito mais próxima da superfície devido à extração da pedreira".  
Fonte: estadao.com.br

Escassez de água pode forçar população a se tornar vegetariana, aponta estudo

Em 2015, até 605 milhões de pessoas continuarão sem acesso a água potável. A projeção é do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Uma das maiores consequências dessa situação é a escassez de alimentos. O relatório Alimentando um mundo sedento: Desafios e Oportunidades para a segurança hídrica e alimentar, divulgado em 27 de agosto, na Suécia, aponta que, devido a falta de água, a população terá que mudar seus hábitos alimentares, e substituir a carne por vegetais. Para os cientistas, a medida é uma opção para reduzir os riscos da escassez do recurso, uma vez que a dieta vegetariana poupa de cinco a dez vezes o consumo de água em relação a proteína animal. "A capacidade de um país de produzir alimentos é limitada pela quantidade de água disponível em suas áreas de cultivo", destaca o documento. A relatora especial das Nações Unidas para o direito humano à água e ao saneamento básico, Catarina de Albuquerque, afirmou que cerca de 70% dos recursos usados na agricultura são empregados na produção de alimentos considerados por ela como supérfluos. "A água utilizada para a agricultura não é toda para realizar o direito humano à alimentação. Aliás, 70% da água utilizada na agricultura serve para produzir alimentos de luxo, desnecessários, supérfluos para a realização ao direito à alimentação. É a carne que vem do Brasil ou as mangas que vêm da Argentina, os ananases da Costa Rica, as laranjas de Israel ou os tomates do Marrocos. São as t-shirts de algodão que vêm da Índia. Nós também temos que pensar no quanto estamos gastando de água.".Aliás, 70% da água utilizada na agricultura serve para produzir alimentos de luxo." 
Saneamento básico e desigualdades: Na Semana Mundial da Água, realizada de 16 a 22 de agosto, em Estolcomo (Suécia), o Unicef declarou que o acesso a água e ao saneamento básico depende do progresso na luta contra as desigualdades sociais. "O problema são as desigualdades. Isso quer dizer que muito do progresso que tem sido realizado, tanto em termos de água, como em termos de saneamento se verifica nas grandes cidades, em grandes centros urbanos. Isto quer dizer que aquelas pessoas que vivem em favelas ou em zonas rurais mais remotas têm sido esquecidas e deixam de ser contempladas no progresso que o mundo tem verificado ao longo dos últimos anos", explicou o órgão.

Foto 1: Cerca de 70% do recurso usados na agricultura são empregados na produção de alimentos supérfluos, segundo relatora da ONU. Foto: CIMMYT

Foto 2: Para o Unicef, o saneamento básico tem ligação direta com as desigualdades sociais. Foto: izahorsky  


Fontes: EcoD; envolverde

Asfaltos ecológicos ganham força na Europa

Cada vez mais cidades em todo mundo aderem à soluções que buscam reduzir as emissões de gases tóxicos à atmosfera. A “estrada verde” é uma destas soluções que estão em forte evidência na Europa. A capital espanhola, Madri, entrou na onda e fez seu primeiro teste com o noxer, um óxido de titânio que absorve a fumaça dos tubos de descargas dos automóveis. Ele funciona como um fotocatalizador que utiliza a luz do sol para reter no asfalto os óxidos de nitrogênio, tão nocivos ao ser humano. Blocos de noxer pavimentaram diversas cidades no Japão e o primeiro teste foi realizado em Osaka,no ano de 1997. Outras cidades européias como Londres, Paris e Milão também já usaram o produto em caráter experimental. Madri é a primeira cidade espanhola a provar suas qualidades. De acordo com cientistas, o noxer é capaz de absorver 90% das impurezas dos automóveis em dias de sol forte. Quando nublado, é capaz de reter até 70%.  
Como funciona: A capa de noxer é aplicada sobre o asfalto e entra em ação quando está em contato com raios ultravioletas. Seu efeito permite que os gases emitidos pelos automóveis sofram uma reação química e fiquem presos na superfície do asfalto. Basta uma chuva ou lavagens das ruas para limpar os resíduos dos gases fazendo que eles descem pelo esgoto e não subam para atmosfera. Em seguida, o noxer já está pronto para funcionar em sua potência máxima.
Minimizar o ruído: Além de evitar as emissões de gases, os espanhóis querem também diminuir a poluição sonora das ruas. Uma mescla de asfalto com a borracha de aproximadamente 41 mil pneus reciclados garantirá a redução de três a cinco decibéis do nível de barulho produzidos pelos automóveis. Desde 2003, já foram instalados um milhão de metros quadrados de asfalto anti-ruído. Segundo a prefeitura de Madrid, as atualizações no sistema de pavimentação não só determinou a modernização das ruas e calçadas como também permitiu que a cidade agora tenha asfaltos mais sustentáveis, o que é melhor para o meio ambiente e principalmente para seus cidadãos. 
Foto: Asfaltos ecológicos estão em alta na Europa / Foto: Agência EFE  
Fonte: EcoD

Oásis no centro de capital saudita transforma a vida de moradores

Durante muitos anos, o fértil vale Wadi Hanifah, situado na capital da Arábia Saudita, Riad, foi um lixão que trazia riscos à saúde pública. Transformado em um parque com lagos, onde sopra uma agradável brisa fresca, Wadi Hanifah é hoje um oásis imenso e difícil de policiar -- o que faz dele um lugar onde cidadãos sauditas podem relaxar de verdade. Em uma das sociedades islâmicas mais fechadas e rígidas do mundo, o termo "relaxar" ganha sentidos inesperados: para uma mulher, ele pode significar, por exemplo, a possibilidade de que ela tire seu véu em um local público.  
Zona Industrial: De camiseta branca e óculos escuros, Hussein al-Doseri sorri e abre os braços, mostrando a paisagem com árvores e água fresca situada em um subúrbio industirlal no sul da capital saudita. "Antes, não havia serviços aqui, nem trilhas ou caminhos", ele diz. Usado como lixão e esgoto aberto durante anos, o vale foi alvo de um projeto de regeneração que já dura uma década. "Agora, estou aqui o tempo todo. Esse lugar é o oposto de Riad". Começando nas regiões altas da Arábia central, Wadi Hanifah se estende na direção sudeste por 120 km, terminando no deserto conhecido como Rub' al-Khali, ou 'lugar vazio'. O vale é seco durante a maior parte do ano, mas permanece fértil devido à presença de aquíferos abaixo da superfície (formações geológicas que podem armazenar água subterrânea).
Desequilíbrio: Durante milênios, muitos povos vêm cultivando a terra e fazendo comércio ao longo do vale. O vilarejo de Riad cresceu aos poucos, de maneira sustentável, nas proximidades do vale. Mas a partir da década de 1970, o ritmo acelerado do crescimento da cidade desequilibrou o delicado ecossistema local. Mineradoras passaram a extrair minério de Wadi Hanifah. O vale foi bloqueado por fazendas. Inundações sazonais passaram a carregar lixo a bairros residencias e, ao receder, deixavam água parada, trazendo riscos à população. Hoje, quase não há sinais de poluição no vale. Em Al-Elb, ao norte de Riad, palmeiras fazem sombras sobre áreas para piqueniques. Utilizando pedras e vegetação, os paisagistas criaram espaços que oferecem privacidade aos frequentadores. Enquanto seus pais descansam sob as acácias, crianças brincam em degraus de pedra que as levam em direção ao fundo do vale, ou exploram trilhas naturais. "Não há espaços abertos em Riad", disse o engenheiro Saud Al-Ajmi. "Wadi Hanifah tornou-se um lugar para respirar".  
Biorremediação: Desde 2001, a autoridade de desenvolvimento de Riad vem restaurando e regenerando o vale, retirando o lixo e replantando a flora nativa. Geralmente, em cidades grandes, quem quer ar fresco procura as regiões mais altas. Em Riad, você desce. O vale Wadi Hanifah funciona como um túnel de ventilação, levando a brisa fresca para a cidade para dispersar a nuvem de poluição e amenizar o calor. É como um oásis muito longo e estreito. No coração do projeto está uma usina de processamento que transforma água de esgoto em água limpa o suficiente para ser usada em irrigação e pesca. Com base em uma técnica conhecida como biorremediação, ou biotecnologia, a usina corrige danos causados ao meio ambiente por meio de processos naturais de biodegradação. Paisagistas canadenses, trabalhando com engenheiros britânicos, criaram uma série de pântanos intercomunicáveis -- três lagos grandes onde crescem algas. Essas algas formam a base de uma cadeia alimentar que inclui peixes, insetos e moluscos. À medida que a água flui por esses habitats pantanosos, processos naturais de oxigenação eliminam dela bactérias nocivas e poluentes. A biorremediação nunca havia sido aplicada em um projeto dessa magnitude. Animados com os bons resultados, cientistas estão estudando formas de aplicar a tecnologia em outras cidades.  
Orgulho e Identidade: O projeto em Wadi Hanifah beneficiou o ambiente e a economia, além de valorizar áreas que antes eram consideradas pouco desejáveis - as áreas em torno do vale. A iniciativa também teve um efeito moral, reconectando a capital saudita com um aspecto importante de sua identidade. Wadi Hanifah, lugar onde Riad nasceu, foi, durante anos, motivo de vergonha para seus cidadãos. A limpeza restaurou o orgulho dos moradores. O plano também desperta críticas. Custou quase US$ 1,5 bilhão e foi feito sem qualquer participação do público. Além disso, sua relevância é questionada em uma cidade onde, segundo relatos, um terço das moradias não tem esgoto. Por outro lado, a criação de um corredor verde de parques e lagos passando pelo meio da capital saudita está tendo consequências sociais inesperadas. As autoridades estão percebendo que simplesmente não podem policiar uma área tão grande. Tradicionalmente, Riad não tem entretenimento público -- não há cinemas, teatros ou espaços para música na cidade. Portanto, os únicos espaços de lazer são shopping centers e parques. Piqueniques são um programa popular entre os sauditas. E no fundo do refrescante vale Hanifah, em meio às sombras convidativas e o murmúrio de água fresca corrente, cenas incomuns começam a acontecer. Sauditas e estrangeiros começam a se misturar, de uma forma que seria impensável no passado. E mulheres estão até tirando seus véus - impunes.


Foto 1: Casal pesca à beira do rio que corta Riad (Foto: Matthew Teller/BBC)


Foto 2: Família se refresca no vale Wadi Hanifah (Foto: Matthew Teller/BBC)

 Fonte: G1

Ozônio pode ser usado para eliminar fungos e toxinas da castanha-do-Pará

Os embargos praticados pela União Europeia contra a castanha-do-brasil, mais conhecida como castanha-do-Pará, devido à presença de fungos produtores de substâncias tóxicas (micotoxinas), têm chances de serem reduzidos em breve. É o que mostra a tese de doutorado do engenheiro agrônomo e pesquisador da Embrapa Agroindústria de Alimentos, Otniel Freitas-Silva, na Universidade do Minho, em Portugal, e que se baseia no uso do ozônio. A castanha-do-brasil costuma ser contaminada pelo fungo Aspergillus flavus, micro-organismo responsável pela produção de micotoxinas que se fixam na superfície dessa semente e, em elevadas concentrações, podem oferecer risco à saúde do consumidor. Freitas-Silva disse à Agência Brasil que o ozônio é um oxidante natural que já vem sendo utilizado no tratamento de águas residuais de efluentes. De custo baixo, já que apenas o oxigênio entra na sua produção, o ozônio poderia ser usado para a descontaminação das castanhas. “Tem que ser um processo que não agrida o meio ambiente, que seja compatível com um produto orgânico como a castanha, tem que ter um certificado de segurança desse produto. Então, a gente vislumbrou o uso do ozônio para fazer esses testes”. Testes pilotos feitos em Portugal mostraram a eficácia do processo de lavagem da castanha para diminuir a contaminação superficial. O ozônio aumenta também a segurança do produto, uma vez que tem efeito contra algumas bactérias associadas à falta de cuidados no manuseio, na pós-colheita da castanha. A ideia, segundo o pesquisador da Embrapa Agroindústria de Alimentos, é instalar o projeto, por meio de parceria, em uma usina de beneficiamento da castanha em uma cooperativa da Região Norte brasileira, “possivelmente no Acre”. Freitas-Silva esclareceu que as negociações ainda não foram fechadas. Ele acredita que o uso do ozônio na etapa de lavagem do produto, além de proteger a castanha da contaminação por micotoxinas, dará maior qualidade ao produto. “Só isso já é um ganho bastante acentuado”. O trabalho vai avaliar também os impactos do processo no sistema produtivo. Freitas-Silva admitiu que o ozônio pode reduzir custos e aumentar as vendas de castanha-do-Pará. Haverá, de início, um custo adicional pela introdução de uma metodologia nova mas, depois que o sistema for implantado, o pesquisador acha que a tendência, a partir do aumento da qualidade, é diminuir os custos. A meta é estender o projeto a todas as cooperativas de castanha. “É divulgar esse processo, para que haja interesse, porque você não incorpora nenhum produto químico à castanha, utiliza apenas oxigênio para produzir ozônio e é um processo relativamente barato”.
Foto: Arquivo/AE; A castanha-do-brasil costuma ser contaminada pelo fungo Aspergillus flavus, que cria micotoxinas  
Fonte: estadao.com.br

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Expedição revela beleza de caverna de cristal na Ucrânia

Um fotógrafo se juntou a uma equipe de exploradores e registrou imagens impressionantes do interior de uma caverna remota na Ucrânia. Em março deste ano, o fotógrafo Oleg Grigorev, desceu mais de 12 metros junto com a equipe levando, além da câmera, uma pequena bolsa com suprimentos. A caverna explorada pela equipe foi a Mlynki, na região de Ternopil, conhecida pelos cristais coloridos de gipsita que cobrem suas paredes e brilham com a luz. O fotógrafo desceu com a ajuda de cordas pelas passagens estreitas junto com os exploradores. Em seguida, eles passaram horas se movendo pelo labirinto de passagens estreitas. 'Para chegar à base (dentro da caverna) onde íamos passar a noite, tivemos que rastejar por horas', disse. 'Foi muito difícil (...). Havia buracos profundos, grandes salões, galerias, morcegos, poeira, belos cristais no nosso caminho. E nós estávamos com sede.' 'Mas valeu a pena. É muito difícil descrever minhas primeiras impressões da caverna e é impossível traduzir a beleza da caverna em palavras', afirmou Oleg. O fotógrafo afirma que é impossível também fazer uma foto que consiga capturar toda a beleza do local, e é preciso 'ver a caverna pessoalmente para perceber como é bonita'. 'À luz de velas, os cristais são coloridos como um arco-íris, parecia que eu estava vendo o nascer do sol em Marte.' Todos tiveram que tomar cuidado para não tocar os cristais de gipsita que cobrem as paredes, pois, um contato leve pode contaminar os cristais com um fungo que pode destruir as formações minerais.
Fotos: Expedição revela beleza dos cristais coloridos de gipsita que brilham com a luz Oleg Grigorev/Caters 
Fontes: G1; Último Segundo; estadao.com.br; MSNVERDE

Estratégia única de mastigação permite que lagarto corte alimento em pedaços

A forma como o lagarto da Nova Zelândia de nome tuatara se alimenta difere de todos os outros animais, relatam pesquisadores em um novo estudo. A tuatara consegue cortar alimentos como uma faca afiada, deslizando a mandíbula inferior para frente e para trás. Durante a mastigação, a mandíbula inferior une-se à superior, preenchendo o espaço entre duas fileiras de dentes superiores. Em seguida, a mandíbula desliza apenas alguns milímetros para frente e os dentes afiados cortam o alimento. "Isso parece permitir à tuatara ter acesso a uma dieta vasta: uma grande quantidade de insetos, besouros, insetos sem asas, cigarras, aranhas, lesmas, e também outras espécies de lagartos, sapos e aves marinhas", afirmou Marc E.H. Jones, biólogo evolutivo da University College London, faculdade da Universidade de Londres, e primeiro autor do estudo, publicado no periódico The Anatomical Record. A técnica de mastigação desafia a noção estabelecida de que os animais com sistemas de mastigação complexos possuem metabolismo alto. A tuatara "não possui metabolismo mais alto, nem é mais ativa que outros répteis de seu tamanho", afirmou Jones. O cientista colaborou com pesquisadores da Universidade de Hull, na Inglaterra, no desenvolvimento de uma simulação de computador dos movimentos de mastigação da tuatara. Isso permitiu aos cientistas estudar a movimentação da cabeça e da mandíbula do réptil, uma espécie protegida, sem precisar fazer radiografias. Registros fósseis indicam que os ancestrais da tuatara começaram a desenvolver essa estrutura de mandíbula para a estratégia única de mastigação há aproximadamente 180 milhões de anos. "Esse período é aproximadamente o mesmo em que os mamíferos começaram a desenvolver seus mecanismos de mastigação", afirmou Jones.
Foto: University College London via The New York Times/Técnica de mastigação permite que lagarto da Nova Zelândia tenha uma dieta vasta
Fonte: Último Segundo

Tubarão-raposa é visto saltando fora da água na costa britânica



O predador, que geralmente é visto na Ásia e América do Norte, deixou os passageiros do barco surpresos ao saltar próximo ao navio de pesquisas Sulaire. O tubarão-raposa (Alopias vulpinus) chama atenção pela enorme barbatana caudal. 
Foto: Tubarão-raposa foi flagrado saltando fora da água na costa do País de Galês. (Foto: Reprodução/Daily Mail)  
Fonte: G1

Serra Pelada busca 'garimpo sustentável'

Um convênio entre a USP e a Cooperativa dos Garimpeiros dos Minérios de Serra Pelada (Coomispe) quer promover o fim do uso do mercúrio na reabertura de uma das mais famosas jazidas minerais do mundo. À espera de propostas de grandes empresas mineradoras, a associação paraense buscou apoio técnico para criar um modelo de negócio que evite a contaminação ocorrida há três décadas, no auge da corrida do ouro na região. A Coomispe, uma das oito cooperativas que obtiveram Permissão de Lavra Garimpeira (PLG) outorgada pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNMP), será assessorada pelo recém-criado Núcleo de Apoio à Pequena Mineração Responsável. "Vamos definir um plano de negócio com base na mineração sustentável para ser apresentados aos investidores", afirma o professor Giorgio de Tomi, responsável pelo núcleo da USP. Com pouco mais de 4 mil associados, a Coomispe dispõe de uma área de 628 hectares próxima a Curionópolis para a exploração de ouro, prata, platina, paládio e silício. Segundo Tomi, a ideia é evitar os problemas enfrentados pela Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp), única até agora a ter fechado um contrato para extração. "Essa primeira cooperativa estava muito despreparada ao fechar acordo com a empresa canadense (Colossus). Dificilmente conseguirá colocar em prática uma solução sem mercúrio", diz o professor. Ainda em fase inicial de negociação, o acordo entre a USP e a Coomispe será votado em assembleia pelos garimpeiros. Caso seja aprovado, o projeto dependerá de estudos de campo para determinar a quantidade de recursos necessários. "A única certeza que temos é de que usaremos o 'estado da arte' da mineração, que é a técnica com o uso de cianeto. Caso contrário, a USP não entraria no projeto, pois não faria sentido promovermos tecnologias com mercúrio", afirma Giorgio de Tomi. Para Luiz Carlos Martins, diretor comercial da Coomispe, um projeto mais moderno será decisivo para atrair investidores. "Estamos na maior região de minério do País e a USP tem a melhor tecnologia. Queremos um modelo que sirva de exemplo para as outras cooperativas, pois assim nos tornaremos mais competitivos." Segundo ele, o reinício da mineração em Serra Pelada deverá levar de dois a três anos. Região amazônica: Um grupo técnico da Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Amazonas se reuniu ontem para definir mudanças na Resolução 011/2012, que regulamenta o uso de mercúrio nos garimpos do Estado. No dia 30, a minuta com as alterações será apresentada ao conselho da secretaria - a proposta deve incluir prazos para o banimento do mercúrio e eventuais punições. A resolução causou polêmica entre ambientalistas locais, que acusam o governo de legitimar o uso do mercúrio na extração de ouro em rios amazônicos, que por suas caraterísticas naturais já possuem uma alta concentração da substância. Além disso, alguns pesquisadores da área ambiental alegaram não terem sido consultados durante a elaboração do documento. Por isso, foram realizadas na última semana dois encontros técnicos para debater a questão. Entre as mudanças cogitadas está o zoneamento da regulamentação: em locais como a região do Alto Rio Negro, que possuem níveis mais altos de mercúrio, poderia haver uma meta mais urgente para a proibição do elemento químico. 
Foto: José Luís da Conceição/AE/Secretaria do Meio Ambiente do Amazonas também estuda proposta para banir mercúrio 
Fontes: estadao.com.br; EcoD

Brasileiros se dizem motivados a comprar produtos 'verdes', diz pesquisa

A maioria dos consumidores brasileiros se declarou motivada a comprar produtos fabricados de maneira ambientalmente correta, segundo uma pesquisa divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente. Segundo a pesquisa, 85 por cento dos consumidores se declararam mais propensos à compra de produtos se forem fabricados sem agredir o meio ambiente. Outros 81 por cento afirmaram que teriam maior interesse em um produto cultivado organicamente. "A tendência no Brasil, hoje, é de valorizar e comprar o orgânico", disse a jornalistas a secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, Samyra Crespo, ao apresentar a pesquisa. Foram ouvidas 2.201 pessoas entre os dias 15 e 30 de abril nas cinco regiões do país. A enquete, realizada pela CP2 Ppesquisas, também revelou que 76,5 por cento dos entrevistados não consideram "exagerada" a preocupação nacional com o meio ambiente, enquanto 19 por cento veem exagero. Confrontados com a afirmação de que o conforto do progresso importa mais que a preservação da natureza, 82 por cento dos entrevistados discordaram. Apenas 16 por cento concordaram com a tese. Segundo a secretária, a pesquisa demonstra ainda que os brasileiros mantêm um costume, enraizado na cultura, muito prejudicial ao meio ambiente: o uso de sacolas plásticas . A sondagem aponta que 58 por cento dos entrevistados nunca levaram a própria sacola ou carrinho para acomodar as compras e 59 por cento dos que participaram sequer tentaram evitar o uso de sacolas plásticas. Segundo Samyra, as sacolas estão associadas a enchentes, a mortes de animais e levam centenas de anos para se degradar. "É uma política do Ministério do Meio Ambiente. Nós consideramos e assumimos oficialmente que as sacolas plásticas são um flagelo ambiental", afirmou Samyra, explicando que as sacolas estão associadas às enchentes, a mortes de animais e levam centenas de anos para degradar. 
Foto: Getty Images/Segundo o governo, população está tendendo a valorizar produtos que não agridam o meio ambiente  
Fonte: Último Segundo

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Migração do 'homo sapiens' causou extinção dos neandertais

O humano moderno (Homo sapiens) contribuiu mais para o desaparecimento de seus primos, os neandertais, do que os desastres naturais na Europa, segundo um estudo publicado nesta semana pela revista da Academia de Ciências Americana, a "PNAS". De acordo com os cientistas, a saída dos humanos modernos da África para a Europa foi uma ameaça maior para as populações nativas de neandertais do que a maior erupção vulcânica de todo o continente europeu ocorrida há 40.000 anos. O geógrafo John Lowe, da Universidade Royal Holloway de Londres, analisou os depósitos de cinzas vulcânicas invisíveis a olho nu coletados no Mar Egeu, na Líbia e em quatro cavernas da Europa. Estas cinzas provinham de uma enorme erupção vulcânica maciça conhecida como Campanian Ignimbrite, cujos restos cobriram uma área de 30.000 km² no Mediterrâneo. Os cientistas usaram estas cinzas para sincronizar os eventos arqueológicos e os dados pré-históricos do clima. Os restos de neandertais e outras amostras de sua existência começaram a declinar muito antes da erupção e os períodos de mudanças climáticas extremas, concluíram os cientistas. 
Migração estabelecida: Os índices nestas partículas de cinzas sugerem que os humanos modernos já tinham se estabelecido em uma zona ampla e diversa do leste europeu e do norte da África quando ocorreu a erupção. Apesar de que pequenos grupos de neandertais, muito nômades, pudessem ter sobrevivido inicialmente, os humanos modernos contribuíram com a extinção. Estas cinzas vulcânicas mostram que a Europa sofreu uma mudança climática abrupta entre 30.000 e 40.000 anos atrás, quando os neandertais tinham desaparecido em grande parte. Esta pesquisa questiona as teorias existentes até agora de que as mudanças climáticas provocadas por erupções vulcânicas maciças na Europa teriam causado a extinção dos neandertais, abrindo o caminho para o desenvolvimento dos humanos modernos na Europa e na Ásia.



Foto 1: Estátua mostra como seria exemplar de neandertal, em museu na Croácia (Foto: Frumm John/Hemis.Fr)



Foto 2: AP/Estátuas mostram como os neandertais teriam se parecido, em museu alemão 




Fontes: G1; Último Segundo

Gelo do Mar Ártico sofre recuo recorde

A área de gelo do Oceano Ártico apresentou um encolhimento recorde, superando o mínimo anterior de 2007, em um sinal de como a mudança climática está transformando a região, de acordo com algumas estimativas científicas. "Atingimos a área mínima de gelo hoje, dia 23 de agosto. Nunca se mediu menos do que agora", disse à Reuters Ola Johannessen, diretor fundador do Nansen Environmental and Remote Sensing Center, na Noruega. "Está abaixo do mínimo de 2007." No entanto, o National Snow and Ice Data Center (NSIDC), dos Estados Unidos, considerado por muitos a principal autoridade com relação ao gelo marinho, projetou que o recorde de extensão mínima de 2007 deverá ser quebrado na semana que vem. A redução registrada no verão em geral continua em setembro. Outros cientistas que monitoram o gelo interpretam os dados de satélite de formas ligeiramente diferentes. Um painel sobre o gelo compilado pelo Instituto Dinamarquês de Meteorologia (DMI) mostrou que a extensão de gelo encolheu um pouquinho a mais que o mínimo de 2007. O DMI informou que discordaria do NSIDC para julgar quando o recorde foi batido. O gelo tem encolhido constantemente nas últimas décadas no Ártico, ameaçando o sustento das pessoas nativas e a vida selvagem. A mudança também tem ajudado a abrir uma área rica em petróleo e gás e traz a promessa de rotas marítimas novas e mais curtas. "Isso se deve à mudança climática", disse Nicolai Kliem, chefe do serviço de gelo do DMI, sobre o declínio do gelo no verão no longo prazo. Cientistas calculam que o gelo marinho no verão poderá desaparecer por completo nas próximas décadas. O recuo do gelo pode estar se autoalimentando. O gelo reflete a luz solar de volta ao espaço e, à medida que encolhe, expõe a água escura que absorve mais calor, acelerando o derretimento. 
Foto: Getty Images/Urso Polar no território de Svalbard, no Ártico: recuo da cobertura de gelo da região este ano foi recorde  
Fonte: Último Segundo

Descobertas imagens pornográficas feitas por homens das cavernas

Talvez isso fosse a pornografia do homem das cavernas. Pesquisadores descobriram ilustrações da anatomia feminina em uma caverna na França de 37 mil anos de idade. Trata-se da "evidência mais antiga de imagem explícitas", afirmou Randall White, antropólogo da Universidade de Nova York e um dos pesquisadores que trabalham no projeto. Ele e seus colegas relataram as descobertas na edição atual do periódico Proceedings of the National Academy of Sciences. Entre os desenhos estão o que parecem ser imagens da vulva feminina, formadas de um círculo com uma pequena fenda em um dos lados. "Vemos essas imagens repetidamente", afirmou White. Há também imagens bastante simples: perfis de animais, incluindo cavalos e grandes felinos que se assemelham a leões. A arte foi descoberta na cobertura desmoronada de uma caverna, no sítio arqueológico de Abri Castanet, no vale do rio Vézère, sul da França. Os seres humanos daquele tempo viviam em cavernas como essas, afirmou White, e foi um período de nascimento da cultura. "Eles produziam contas de marfim e outros afirmou. "Adornavam o corpo de um modo complexo." White e sua equipe continuam o trabalho de escavação no sítio e, por meio de mais interpretações dessa arte, esperam conseguiram compreender melhor a cultura dessas pessoas. "Esperamos ser capazes de mapear a distribuição das imagens da cobertura e todas as atividades daquele tempo", afirmou. "Talvez haja uma relação entre a arte da coberturae o estilo de vida deles."


Foto 1: The New York Times Pesquisadores americanos encontraram desenhos da anatomia feminina de 37 mil anos em uma caverna francês.


Foto 2: Reprodução/PNAS As imagens de um círculo com um traço, que representariam a vulva feminina, estão espalhadas pelo teto da caverna Abri Castanet.  


Fonte: Último Segundo

Pegada de dinossauro é descoberta em 'quintal' da Nasa nos EUA

Uma pegada fossilizada foi encontrada no campus da agência espacial americana (Nasa) em Greenbelt, no estado de Maryland, nos Estados Unidos. A descoberta foi feita pelo pesquisador Ray Stanford, especialista em "caçar" dinossauros, segundo o site do jornal "The Washington Post". As análises de Stanford apontam que a pegada pertence a um nodossauro, grande animal herbívoro e com uma potente carapaça. O dinossauro deixou a marca há 112 milhões de anos aproximadamente, aponta o "Washington Post". A descoberta no "quintal" da Nasa ocorre em um local onde a agência mantém cerca de 7 mil cientistas, engenheiros e técnicos com os olhos "voltados" para o espaço. Stanford acredita que o nodossauro estava correndo quando deixou a pegada, possivelmente fugindo de um predador. No dia 17 de agosto, ele levou uma comitiva de oficiais da Nasa para o local onde está a marca, afirma o site do jornal. A pegada de 35 centímetros de largura causou frenesi entre os cientistas e levou o grupo a reconhecer que ela deve pertencer a um dinossauro. Um especialista chamado por Stanford, David Weishampel, que atuou como consultor na produção do filme "Jurassic Park" em 1993 e escreveu o livro "Dinossauros da Costa Oeste", sobre a presença dos répteis pré-históricos nos EUA, disse que a pegada é real, de acordo com o "Washington Post". "Como cientista, eu sou cético sobre coisas como isso. Mas ali tem todos os detalhes que você precisa. Tem as marcas dos dedos e uma impressão de calcanhar que está começando a se desgastar", disse ele para o site. "Eu adoro o paradoxo", disse Stanford ao "Washington Post". "Cientistas espaciais andam por aqui, e estavam passando por onde este grande e pesado dinossauro caminhou há 112 milhões de anos. É tão poético." 
Foto: Boneco simulando nodossauro é colocado dentro de fóssil de pegada do animal pré-histórico (Foto: Reprodução/The Washington Post)  
Fonte: G1

Perto da costa, jubartes correm perigo

Quando a baleia Touche está com fome, ele circula embaixo de um cardume de peixes, formando uma rede de ar com as bolhas que são formadas conforme ela nada em círculos. Então, ela sobe até a superfície do Golfo de Maine, encurralando os peixes ainda mais. Finalmente ela abre sua mandíbula larga, e engole tudo que consegue e relaxa, respirando profundamente na superfície da água. Então ele mergulha novamente e repete este procedimento diversas vezes. A estratégia de Touche para se alimentar, capturada em junho por um sistema eletrônico de rastreamento, é de grande interesse para os cientistas que acompanham as baleias jubarte no Atlântico Norte ao longo do Cabo Cod. "Toda vez que saímos e colocamos outro rastreador em uma baleia, nós aprendemos algo novo", disse Dave Wiley, diretor de pesquisa do Santuário Marítimo Nacional de Stellwagen Bank, em Massachusetts, que voltou para terra recentemente após ter permanecido em alto mar durante duas semanas com pesquisadores de várias instituições. Para Wiley, a descoberta mais impressionante é que cada baleia jubarte tem seu próprio conjunto de comportamentos, muitas vezes confundindo-os a generalizar informações sobre a espécie. Como resultado, os relatórios de Wiley sobre as jubartes estão cheios de ressalvas. "É frustrante, complicado e fascinante, tudo ao mesmo tempo", disse. Mais amplamente, ele e seus colegas esperam usar seus achados para realizar mudanças nas regras de pesca e transporte marítimo com intuito de proteger as jubartes. O santuário de Stellwagen é um habitat privilegiado para um pequeno peixe agulha que atrai um grande número de predadores, desde baleias e golfinhos, a badejos e atuns. No entanto, a proximidade do santuário da costa - 40 quilômetros de Boston e cinco quilômetros da ponta do Cape Cod – também significa que ele é muito utilizado por seres humanos. Em um dia ensolarado de verão, suas águas ficam repletas de barcos de observação de baleias e milhares de navios de pesca comercial e de recreação, além de veleiros e iates - e isso é só na superfície. Nas suas profundezas pode-se ver cordas de conexão de potes de lagosta e redes de pesca, que se estendem como se fossem redes de tênis. De acordo com Wiley, a maioria das mortes de jubartes causadas por humanos ocorrem quando as baleias são atingidas pela passagem de navios ou ficam presas em redes de pesca. Mas as autoridades não conseguem reduzir os riscos, porque não sabem o suficiente sobre como as baleias se movem debaixo d'água. "Nosso objetivo é coletar dados para poder influenciar nas políticas da região", disse Wiley. Desde 2002, Wiley e um grupo de colegas saem para alto mar por duas semanas durante o verão e conseguiram colocar cerca de 90 rastreadores em baleias Jubartes, em alguns casos, nas mesmas baleias ao longo de vários anos. Os dados dos rastreadores são sobreposto com estudos acústicos de biomassa de presas e, nos últimos dois verões, imagens das chamadas National Geographic Crittercams, que trazem de volta vídeos mostrando como as baleias usam diferentes partes de seus corpos enquanto se alimentam e como coordenam seus movimentos quando viajam em grupos. Os dados revolucionaram a pesquisa e a preservação das jubartes no santuário, mostrando aos cientistas onde as baleias passam a maior parte de seu tempo quando se encontram em uma coluna de água, enquanto estão mergulhando, o que fazem em diferentes profundidades, como se movem ao redor e quando vocalizam. Lentamente, mas constantemente, esta pesquisa tem dado bons frutos. Em 2007, as rotas de navegação entre Boston e Nova York, que cruzam o santuário de Stellwagen, foram deslocadas para evitar com que navios e barcos atravessassem em áreas com uma densa população de baleias, em parte porque os dados que Wiley havia coletado, mostraram que as jubartes passavam cerca de 60 % do seu tempo cerca de 15 metros da superfície, praticamente do lado da profundidade que os cascos dos navios atingem.. Em 2009, a Organização Nacional de Oceanos e Atmosfera começou a exigir que a pesca utilizasse cordas que afundam ao invés das tradicionais cordas flutuantes para amarrar potes de lagosta e armadilhas para caranguejos. As cordas que flutuam perto do fundo do mar representam um risco potencial quando as baleias mergulham para o fundo do mar, mas ninguém percebeu isso até que os dados levantados em Stellwagen mostrou que as baleias mergulhavam para o fundo do mar e nadavam entre as cordas. Embora as jubartes no santuário, que foi inaugurado em 1992, estão mais protegidas do que costumavam ser, de acordo com os pesquisadores, não há espaço para melhorias. Cada santuário marinho nacional desenvolve seus próprios regulamentos. No santuário Stellwagen, as pessoas são proibidas de jogarem materiais perigosos ou de realizarem qualquer atividade que possa alterar o fundo do mar. No entanto, não há regulamentação em relação a pesca ou a passagem de barco por lá, apesar de alguns estatutos federais e estaduais sazonais serem realizados as vezes que acabam afetando suas águas. Wiley sugeriu como um começo, que os limites sejam mais rígidos em relação a distância, velocidade e abordagem de barcos de observação de baleias e que isso iria fazer com que as baleias ficassem mais seguras. Dada a extensão das intrusões humanas, as pessoas perguntam por que ele simplesmente não vai estudar as baleias em águas mais calmas. Para ele, a resposta é óbvia. "Você pode ir para qualquer lugar e estudar os animais e descobrir o que eles fazem", disse Wiley. "Mas se você quiser fazer algo por eles, você precisa estar trabalhando em locais onde eles estão em risco, e eles estão em risco aqui."


Foto 1: The New York Times/Pesquisadores observam salto de jubarte na costa de Massachusetts, Estados Unidos


Foto 2: The New York Times/Grupo de jubartes aparece na superfície com as bocas cheias de peixes, em Cape Cod  


Fonte: Último Segundo

Cutia rouba sementes escondidas e ajuda palmeira a se reproduzir

Um novo estudo publicado na última edição da revista "PNAS", da Academia Nacional de Ciências dos EUA mostra que o hábito da cutia de roubar sementes escondidas por suas companheiras pode ter ajudado uma palmeira a sobreviver na floresta tropical do Panamá. Essa palmeira, conhecida localmente como “chunga”, tem frutos suculentos com sementes grandes, aparentemente adaptadas para serem comidas e dispersadas por animais de porte maior, como os mastodontes, extintos naquela região há 10 mil anos. Sem esses bichos grandes, capazes de engolir as sementes e defecá-las longe do local onde a ingeriram, seria de se esperar que a planta deixasse de se reproduzir e desaparecesse. No entanto, como ela segue existindo, um grupo de cientistas da Europa e dos EUA instalou câmeras na floresta, e pequenos sensores nas sementes para entender como novas palmeiras poderiam crescer em lugares distantes de outros exemplares da mesma espécie. Eles descobriram que as cutias têm o hábito de enterrar essas sementes e, mais que isso, roubá-las dos buracos cavados pelas companheiras. Eles descobriram que havia sementes que eram desenterradas e novamente escondidas até 36 vezes antes de serem realmente comidas. Assim, mais de um terço das sementes foi parar a mais de cem metros dos pés que as geraram.
Foto: Cutia come a suculenta fruta da palmeira na floresta do Panamá. (Foto: Christian Ziegler/Divulgação)  
Fonte: G1

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Pesquisa do Butantan: proteína de lagarta pode ajudar na cicatrização

Pesquisadores do Instituto Butantan, em São Paulo, descobriram uma proteína, encontrada em lagartas, que pode ajudar na cicatrização e regenerar tecidos do corpo humano. A pesquisa foi desenvolvida por um grupo de pesquisadores do Laboratório de Bioquímica e Biofísica do instituto e, segundo a Secretaria de Saúde de São Paulo, pode ajudar no tratamento de diversas doenças degenerativas, além da asma, do diabetes e de queimaduras. Em entrevista à Agência Brasil, a diretora do laboratório, Ana Marisa Chudzinski-Tavassi, disse que a descoberta sobre essa proteína ocorreu após anos de estudos da lagarta Lonomia. “No Sul do Brasil, essa lagarta é o motivo de acidentes em pessoas e esses acidentes geram problema de coagulação e hemorragias, podendo até ocasionar hemorragia cerebral e levar ao óbito”. Foi por essa razão que os pesquisadores começaram a estudá-la, tentando descobrir qual era o mecanismo de ação de seu veneno. Na segunda etapa do estudo, os pesquisadores começaram a verificar outros componentes do veneno. Eles notaram que essa proteína, encontrada inicialmente nos extratos dos espinhos dessas lagartas, protege as células da morte e estimula a produção de moléculas importantes na regeneração. “Ela também aumenta a capacidade metabólica da célula, ou seja, sua energia, fazendo com que o processo seja mais rápido”, explicou. Durante o estudo, os pesquisadores perceberam que, ao usar a proteína, a cicatrização em animais ocorreu de forma 40% mais rápida, sem a formação de queloides (espécie de calombo ou ranhuras) na cicatrização. “A forma de cicatrização é muito perfeita”, disse. Outra aplicação dessa proteína seria no combate às rugas. “Acreditamos que ela também possa ser utilizada como um dermocosmético, ajudando como um antienvelhecimento”, disse a diretora. Até o momento, a substância foi aplicada em animais portadores de asma e úlceras diabéticas, e os primeiros resultados demonstraram a eficiência do medicamento na cicatrização do local afetado. O medicamento ainda será testado em humanos. “Acreditamos que, se bem trabalhado, em um ano devemos ter resultados suficientes de segurança para depois podermos começar testes clínicos”, disse. Segundo ela, a indústria farmacêutica estima que, no máximo em quatro anos, esse medicamento possa ser comercializado e usado em humanos.


Foto 1: SXC/Divulgação; Com ajuda da proteína, a forma de cicatrização em humanos pode ser muito mais completa


Foto 2:O medicamento ainda será testado em humanos/ Foto: .Krol.  


Fontes: estadao.com.br; G1; EcoD

Fruta Nativa e bem Conhecida no Brasil: Araçá



 

-Psidium sp;
-Pertence a família Myrtaceae;
-Medem de 3 a 6 metros, podendo chegar a 10 metros;
-O seu tronco é liso e descamante;
-Os sabores são bastante variados, tendo frutos com sabor de abacaxi, morango, pêra, maracujá e até maçã;
-Seu perfume também é acentuado;
-Esta é uma fruta pequena, tem como cores predominantes o alaranjado e o amarelo-claro;
-É usado no preparo de sorvetes e refrescos, além de doces;
-Existem vários tipos de araçá, sendo os mais comuns o araçá-vermelho, o araçá-de-cora, o araçá-de-praia, o araçá-do-campo, o araçá-do-mato, o araçá-pêra, o araçá-rosa e o araçá-piranga;
-Esta planta veio da África (Angola) e se adaptou muito bem a região sudeste brasileira;
-Suas flores são brancas e pequenas;
-Seus frutos são amarelos e redondos;
-Ela é rica em vitamina C, sendo mais ácida que a goiaba;
-Existem vários tipos como os rasteiros, os arbustivos, os arbóreos e os trepadores;
-Esta planta está presente nos mais variados ecossistemas brasileiros: como no Cerrado, nos Pampas Gaúchos, na Mata Atlântica, no Pantanal e na Amazônia;
-O nome Araçá significa “fruta que tem olhos”, referente ao receptáculo da flor.
Fontes:Grande Enciclopédia Larousse Cultural, Nova Cultural; rs.com.br; portalsaofrancisco.com.br; inpa.gov.br; poderdasfrutas.com; horti.com.br.
Maria Celia Amorim

Girafa 'vela' filhote morto e levanta discussão sobre luto de animais

Um curioso incidente a respeito de uma girafa morta reabriu a discussão sobre se os animais sofrem por seus mortos. Zoólogos testemunharam uma girafa mãe se recusando a sair de perto do corpo de seu filhote morto, no terceiro incidente do tipo registrado. Outros animais sociais, como elefantes e chimpanzés, são conhecidos por examinar atentamente os corpos de seus mortos, especialmente de parentes próximos. Esse tipo de comportamento levanta discussões sobre a possibilidade de que os animais tenham um "modelo mental" de morte. Detalhes do último incidente foram publicados no "African Journal of Ecology". O professor de zoologia Fred Bercovitch, pesquisador do Primate Research Institute & Wildlife Research Centre na Universidade de Kyoto, no Japão, e da Giraffe Conservation Foundation, com sede em Surrey, na Grã-Bretanha, testemunhou um desses episódios. Enquanto observava girafas no South Luangwa National Park, na Zâmbia, Bercovitch testemunhou uma girafa se inclinar sobre seu filhote natimorto. Ela passou vários minutos lambendo o filhote, antes de levantar. A girafa repetiu o comportamento algumas vezes, ficando ao todo mais de duas horas examinando do filhote que perdeu.
Comportamento: Esse comportamento é surpreendente por diversas razões. As girafas fêmeas raramente passam tempo sozinhas, e no entanto esta passou horas com seu filhote morto, longe das outras fêmeas. As girafas também raramente se inclinam, a não ser para beber ou comer. E, a não ser por dois outros episódios semelhantes, as girafas não costumam ser vistas examinando atentamente seus mortos. "A reação maternal a seu filhote morto não foi tão prolongada quanto a observada em elefantes africanos", escreveu Bercovitch. Elefantes e chimpanzés, ambos vivendo em grupos altamente sociais, já foram observados aparentemente sofrendo a perda de seus mortos. Os elefantes ficam agitados quando um membro de sua manada morre, examinam o morto e geralmente protegem os corpos. Há registros de chimpanzés carregando seus filhotes mortos. Geralmente, filhotes mais velhos são carregados por mais tempo.
Episódios: No caso das girafas, em um dos três episódios registrados até agora, em 2010, no Quênia, uma girafa fêmea passou quatro dias ao lado do filhote de um mês que havia acabado de morrer. O comportamento foi observado pela bióloga Zoe Muller. Dezessete outras girafas fêmeas cercaram o corpo do filhote em diferentes momentos ao longo dos quatro dias. No incidente da Zâmbia, testemunhado por Bercovitch no fim do ano passado, a girafa ficou duas horas com o filhote, que aparentemente nasceu morto. O terceiro episódio foi registrado em 2011, na Namíbia, quando uma manada de girafas parou para inspecionar o local em que uma jovem fêmea havia morrido três semanas antes. Uma girafa macho parou de caminhar e farejou o terreno. Quatro outros membros da manada examinaram o local da mesma maneira.
Laços: No entanto, enquanto o comportamento de elefantes e primatas tem sido usado para sugerir que alguns mamíferos são capazes de conceituar a morte, Bercovitch se mantém cauteloso. Os episódios claramente mostram que girafas mães formam laços com seus filhotes de maneira mais profunda do que se pensava, diz Bercovitch. Mas a importância da descoberta também pode residir mais no fato de que amplia o número de espécies que reagem quando parentes ou membros de seu grupo morrem. Somente ao coletar evidências de várias espécies os cientistas poderão começar a investigar se os animais sofrem por seus mortos, e em que momento da evolução essa característica apareceu.
Foto: Girafa 'vela' filhote morto (Foto: Zoe Muller/BBC)
Fone: G1
 

Las Vegas tem o maior prédio do mundo feito de garrafas de vidro

Pode não parecer, mas todo esse prédio na foto, localizado em Las Vegas, nos Estados Unidos, foi feito a partir de 500 mil garrafas de vidro reciclada, o que poderia preencher um espaço equivalente a oito campos de futebol. O Morrow Royal Pavilion funciona atualmente como uma fábrica e pode ser o maior edifício do mundo feito desse material, segundo o portal Psfk. Todas as garrafas utilizadas na estrutura foram coletadas pelo Realm of Design, em hotéis nas proximidades de Las Vegas Strip. Ao olhar para a fachada da estrutura de 30 mil metros quadrados, é impossível dizer que garrafas de vidros foram usadas na construção. Isso porque o processo envolveu a trituração das garrafas em pedaços bem pequenos no qual foi misturado com outros materiais, e logo em seguida colocado em moldes para formar os tijolos chamados de “greenstone”. O projeto foi encomendado pela Scott McCombs, um empresário, e foi inspirado no England's Swarkestone Hall Pavilion.
Fotos: As garrafas utilizadas foram trituradas e misturadas com outros materiais na criação dos tijolos/Divulgação
Fonte: EcoD

Ocupações ameaçam animais selvagens no Zimbábue

Dezenas de milhares de animais selvagens enfrentam uma onda da extermínio no Save Valley, no sudeste do Zimbábue. As propriedades estão sendo ocupadas por políticos do partido do presidente Robert Mugabe, segundo denúncia da ONG Save Conservancy Vale. A área, correspondente a 2,6 mil quilômetros quadrados, foi concedida a um grupo de 25 líderes do partido ZANU-PF, sob um programa assistencial com o objetivo de privilegiar negros e está sendo usada para caça e arrendamento. Mugabe é acusado pela instituição de usar a cor como argumento racial para obter ganhos de curto prazo. De acordo com o grupo, milhares de pessoas também estão sendo ameaçadas após a concessão das terras. "Os seres humanos se comportam como animais quando destroem não só a geração atual, mas também as futuras." Vários investidores ocidentais, como o Fundo Mundial da Vida Selvagem e grupos de conservação na Europa e nos Estados Unidos, financiaram programas de pesquisa em Save. Autoridades da União Europeia (UE) no Zimbábue alertaram que as aquisições de terras na região colocam em risco acordos bilaterais de preservação da natureza entre o Zimbábue e os países europeus.
Fonte: estadao.com.br

Homem morre após ser contaminado por antraz na Rússia


Uma pessoa morreu contaminada por antraz e outras 10 que podem ter sido contagiadas com esta doença infecciosa encontram-se hospitalizadas na Sibéria, anunciaram as autoridades russas. Um morador do povoado de Drujba, localizado na região de Tselinny (Sibéria ocidental), morreu no dia 25 de agosto no hospital central de Biysk, indicou o comitê de investigação em um comunicado. "No total, 10 pessoas encontram-se internadas no serviço de cuidados contra infecções do hospital de Biysk e dois casos de antraz foram confirmados", declarou, por sua vez, o ministério russo de Situações de Emergência em um comunicado. Um executivo de 38 anos morreu no dia 25 de agosto depois de ter sido contaminado ao cortar pedaços de carne de uma vaca supostamente infectada com antraz em Drujba, um pequeno povoado de 740 habitantes, informou a rede de televisão russa Vesti. A esposa dele, assim como seu filho de 11 anos, estão entre as pessoas hospitalizadas que podem ter sido contagiadas pelo antraz, segundo a Vesti. Uma dezena de vacas morreu nestes últimos dias em Drujba, segundo os moradores da localidade. Foi instaurado um período de quarentena na região para "reduzir os riscos de propagação desta doença", indicou o ministério das Situações de Emergência.
Foto: Bacillus anthracis
Fonte: G1

Terremoto de 2011 no Japão afetou a ionosfera, diz Nasa

O violento terremoto seguido por tsunami que atingiu o norte do Japão em março de 2011 afetou também os céus, perturbando os elétrons no topo da atmosfera, segundo a Nasa. A onda de energia do fenômeno sísmico alcançou a ionosfera, camada mais alta e fina da atmosfera, entre 80 e 805 quilômetros acima da superfície terrestre. É nessa camada que a radiação ultravioleta solar decompõe as moléculas e cria uma névoa de elétrons e íons. Em imagens divulgadas na sexta-feira, a Nasa mostrou como as perturbações terrenas do terremoto e do tsunami ecoaram no movimento de elétrons muito distantes. Esse movimento foi monitorado por meio dos sinais de GPS trocados entre satélites e receptores em terra. Cientistas já haviam visto esse fenômeno antes, em tsunamis ocorridos em Samoa (2009) e Chile (2010). O episódio japonês, no entanto, ocorreu em uma região mais monitorada por uma densa rede de receptores de GPS, segundo nota da Nasa. O mesmo tsunami causou um grave acidente nuclear na usina de Fukushima.
 
Foto 1: AFP Casal anda em meio a destroços da cidade japonesa de Rikuzentakata, completamente arrasada pelo terremoto
 
Foto 2: Nasa/Reprodução; Movimento foi monitorado por meio dos sinais de GPS trocados entre satélites e receptores em terra
 
 
Fontes: Último Segundo; estadao.com.br

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Verdades e mitos sobre a reciclagem

Quando se fala em resíduos, excesso de lixo e poluição logo se pensa em reciclagem. O termo vem sendo utilizando, cada dia com mais freqüência, desde a década de 80, quando os problemas ambientais e a escassez de recursos começaram a preocupar as pessoas ao redor do mundo. Contudo, com a popularização da prática surgiram também os mitos e as inverdades sobre o assunto. Para poder tratar o lixo de forma correta e reduzir os impactos ambientais de tudo aquilo que jogamos fora é preciso ter atenção e se informar sobre o assunto.  
Todo produto com o símbolo de reciclável é ou será reciclado? Nem sempre. Os símbolos de reciclabilidade foram desenvolvidos para ajudar a identificar e separar materiais como vidro, plástico, papel/papelão, alumínio e aço para reciclagem. Muitas empresas já utilizam esse tipo de marketing como forma de agregar valor ao seu produto, mas é preciso ficar atento. Aquele símbolo significa que os materiais são potencialmente (e tecnicamente) recicláveis e não que serão efetivamente reciclados. Ou seja, pode acontecer, mas não necessariamente irá acontecer. Por isso, não se engane, procure saber a origem daquela embalagem e, quando for descartá-la, jogue-a em um coletor específico para aquele material.  
Os materiais podem ser eternamente reciclados? Falso. Muitas pessoas pensam que os materiais podem ser infinitamente reciclados, sempre originando outro produto com as mesmas propriedades do antigo, mas não é isso que acontece. O papel, por exemplo, em um determinado momento, precisará da adição de fibras de celulose “virgens”, o que acarreta novos danos como a extração de novas árvores, solo, água e energia. O plástico é outro material que nunca terá seu ciclo de reaproveitamento fechado. Um produto feito de plástico nunca será reciclado e transformado em outro igual, e sim em um produto diferente, muitas vezes com a inclusão de matéria prima originada do petróleo. Esse fato já provoca a reação de muitos ambientalistas, principalmente nos Estados Unidos, que já exigem a retirada de produtos como as garrafas pets de circulação.  
Materiais como papel, vidro, metal e plástico são sempre recicláveis? Falso. Grande parte desses materiais possui altos níveis de reciclabilidade, mas nem todos. Produtos como espelho, lenço de papel, papel higiênico, papel amassado, absorvente, fralda descartável, louça, barbeador descartável, papel-carbono, esponja de aço, etiqueta adesiva, clipe e grampo, cabo de panela, tomada, vidro, e muitos outros, não podem ser reciclados. Portanto, fique atento e saiba se aquilo que você está jogando fora poderá ser reciclado.  
Reciclar é barato? Nem sempre. Geralmente reciclar é mais barato que produzir algo a partir de matérias primas virgens. Isso não significa, contudo, que ela não gere custos nem danos ambientais. Um produto feito de materiais reciclados muitas vezes precisa da inclusão de novas matérias primas, energia para sua produção, além de uma série de outros gastos. Isso sem contar nos materiais, como pilhas e baterias, que possuem um processo de reciclagem bastante complexo e caro. Por conta desses valores, os produtos reciclados nem sempre são mais baratos. Isso porque, além dos custos citados, a escala de produção dos produtos reciclados são bastante reduzidas, em comparação com os demais produtos industrializados. A melhor forma de baratear esses produtos é comprando e dando preferência ao que for reciclado. Dessa 
forma, os grandes empresários poderão perceber o potencial econômico desses materiais e investir neles.
Reciclando vamos salvar o mundo? Falso. A reciclagem é uma prática repleta de benefícios. Ela diminui o volume de lixo nos aterros, evitando a poluição do ar, solo e lençóis freáticos, ajuda a reduzir a quantidade de matérias primas que seriam extraídas para a produção de bens de consumo e ainda contribui com pequenas comunidades, como catadores de lixo e cooperativas. No entanto, a reciclagem não é a solução. Se queremos garantir os recursos naturais e preservar de fato o planeta, precisamos agir segundo as normas dos três R´s. Primeiro, reduzir a quantidade de resíduos gerados, depois, reutilizar os materiais até que eles não tenham mais serventia, e aí sim, reciclar.


Foto 1: Portal de compras governamentais


Foto 2: A Tarde  



Fonte: EcoD

Filhote de leão encontra pai pela primeira vez em parque africano



Um filhote de leão brincou com seu pai pela primeira vez na reserva nacional de Masai Mara, no Quênia, país localizado na África. O bebê, com cerca de dois meses de vida, parecia nervoso quando se aproximou do adulto no primeiro momento. A cena foi capturada pela fotógrafa Suzi Eszterhas, segundo o jornal "Daily Mail". Ela passou meses seguindo os leões para fazer a imagem do encontro entre pai e filho. Além do leãozinho, dois de seus irmãos, também filhotes, foram fotografados. Segundo Suzi, a leoa que deu à luz aos bebês acompanhava de perto o contato entre pai e filhos para garantir que não haveria agressividade contra os leõezinhos. 
Foto: Leãozinho morde orelha do pai durante primeiro encontro entre os dois (Foto: Reprodução/"Daily Mail")  
Fonte: G1

Degelo no Himalaia pode ser maior do que se pensava

Um estudo publicado na revista "Nature" no dia 22 de agosto mostra que o derretimento de gelo no Himalaia pode ser maior do que o estipulado no último levantamento, divulgado em fevereiro deste ano. Na pesquisa anterior, foram analisadas informações do satélite GRACE ("Experimento Climático e Reparação da Gravidade"). Cientistas estimaram, na época, que o Himalaia perdia cerca de cinco gigatoneladas de gelo por ano. Para o novo estudo, foram usados dados de um satélite da agência espacial americana (Nasa) o ICESat, lançado em 2003 para medir mudanças na cobertura de gelo nas calotas polares. O novo estudo mostra que o Himalaia perdeu 12 gigatoneladas de gelo por ano entre 2003 e 2008, mais do que o dobro do previsto anteriormente. Como o ICESat é preparado para medições nos polos, seus dados tiveram que ser revisados sistematicamente pelos cientistas, segundo a "Nature". As geleiras do Himalaia incluem partes da China, Paquistão, Índia e Nepal, além do famoso Monte Everest e o K2, a segunda montanha mais alta da terra.  
Diminuição: O derretimento significou uma diminuição de 21 centímetros de gelo no Himalaia por ano, segundo o cientista que lidera a pesquisa, Andreas Kääb, da Universidade de Oslo (Noruega). O valor "ainda é menor do que a estimativa global para [o derretimento] de geleiras e calotas polares", segundo a Nature. Kääb afirma que os dados não são conclusivos, já que há perda de gelo maior ou menor dependendo da região do Himalaia. No noroeste da Índia, por exemplo, as geleiras derreteram 66 centímetros por ano. O resultado pode ser usado como base para pesquisas futuras, mas uma análise do destino das geleiras exigiria coleta de dados por décadas, afirma Kääb. Para ele, o objetivo maior do estudo é "mostrar uma nova forma de usar os dados do ICESat". Em um primeiro estudo usando dados do satélite GRACE, em 2010, cientistas avaliaram que as geleiras do Himalaia e do planalto tibetano enfrentavam perda de cerca de 50 gigatoneladas de gelo por ano, devido ao derretimento. Este resultado, no entanto, foi refutado pela pesquisa de fevereiro deste ano, que avaliou os mesmos números e chegou a outra conclusão.


Foto 1: Imagem aérea da geleira e do lago de Imja, no Nepal, região do Himalaia. O lago surgiu em 1960, segundo cientistas (Foto: J. Kargel/Universidade do Arizona/Divulgação)


Foto 2: Região da geleira de Kimjung, no Himalaia (Foto: S. Bajracharya/Divulgação)


Foto 3: Imagem gerada por satélite mostra a região da geleira de Imja, no Nepal (Foto: T. Bolch/Universidade de Zurique/Divulgação)  



Fonte: G1

Perfurar poços de petróleo pode causar pequenos tremores

Terremotos ao norte do estado do Texas, nos EUA, estão ocorrendo a poucos quilômetros de poços usados para a produção de petróleo e descarte de fluídos. A abertura dos poços está potencializando a formação dos tremores, segundo uma pesquisa da Universidade de Austin, também no estado texano. O estudo foi publicado nesta semana na revista da Academia Nacional de Ciências dos EUA (PNAS). Nenhum dos abalos sísmicos registrados nos dois anos da pesquisa representaram perigo à população, dizem os cientistas. O pesquisador responsável pelo estudo, Cliff Frohlich, enfatiza, no entanto, ser claro "que os poços estão aumentando a chance dos terremotos ocorrerem". Frohlich analisou dados de abalos sísmicos registrados entre novembro de 2009 e setembro de 2011 por uma rede de sismógrafos conectados via internet. Foram avaliadas informações da fronteira com o Canadá até o Golfo do México. A potência dos aparelhos permitiu que o pesquisador detectasse tremores com magnitude menor do que 1,5 graus, muito fracos para serem sentidos pelas pessoas. Frohlich descobriu que os terremotos com posição mais confiável identificados na pesquisa ocorriam em oito grupos localizados a 3,2 quilômetros de um ou mais poços de injeção das substâncias na terra após a produção de petróleo. O estudo sugere que tremores "disparados" pelos poços são muito mais comuns do que o que se imaginava. A pesquisa foi divulgada no mesmo momento em que os impactos ambientais dos chamados "fraturamentos hidráulicos" de rochas para exploração de petróleo e gás natural têm preocupado setores da sociedade americana, inclusive congressistas. Frohlich pondera que seu estudo não aponta maiores riscos pelo uso do "fraturamento hidráulico" do que os conhecidos anteriormente. "Pode ser que a injeção [de fluídos no solo] desencadeie um terremoto se os fluídos atingirem e causarem fricção em uma falha geológica que está pronta para deslizar [causando um abalo]. Esta não é a situação em muitas lugares", afirmou o pesquisador à PNAS. Foto: Engenheiro instala equipamento para medição de abalos sísmicos em Idaho, nos EUA (Foto: Perle Dorr/IRIS Consortium)  
Fonte: G1

Cientistas sul-africanos acham fósseis de ancestral do homem

Partes do esqueleto de um ancestral humano achadas em uma rocha na África do Sul foram anunciadas por cientistas. Foi a primeira vez que um achado arqueológico foi comunicado ao vivo pela internet, como forma de atrair a comunidade científica e o público leigo. Acredita-se que os ossos, incrustados em uma rocha sólida de 1 metro de diâmetro, pertençam ao hominídeo 'Karabo', da espécie Australopithecus sediba. O exemplar foi descoberto em 2009 no sítio arqueológico de Malapa, região do país rica em cavernas e explorada desde 1935. As novas partes foram encontradas nesse mesmo local, por pesquisadores do Instituto Wits para a Evolução Humana, da Universidade de Witwatersrand, em Joanesburgo. Há uma mandíbula, um fêmur (o maior osso do corpo humano, localizado na perna), costelas, vértebras e fragmentos de membros. Segundo o pesquisador Lee Berger, especialista em paleoantropologia, algumas partes nunca foram vistas de forma tão completas em fósseis de ancestrais humanos. Se elas realmente forem de Karabo, esse será provavelmente o esqueleto de hominídeo mais completo que existe. O conteúdo da rocha foi examinado por um escaner de tomografia computadorizada e, para um observador leigo, os ossos ficam invisíveis. Em breve, um espaço deve ser construído no museu Maropeng, que abriga 13 áreas de escavação de fósseis na região, para que o esqueleto possa ser visto ao vivo ou online. Os australopitecos – do latim australis ("do sul") e do grego pithekos ("macaco") – formam um gênero de vários hominídeos extintos, bastante próximos aos do gênero Homo, ao qual pertence o homem. O Australopithecus sediba (que significa "fonte de água") viveu entre 1,78 milhão e 1,95 milhão de anos.


Foto 1: Dente encontrado na rocha pode ser de crânio de hominídeo descoberto em 2009 (Foto: Alexander Joe/AFP)


Foto 2: Rocha de um metro de diâmetro contém fragmentos fósseis de ancestral humano (Foto: Alexander Joe/AFP)



 Fonte: G1