domingo, 30 de setembro de 2012

Concurso elege 'astros' da fotografia espacial

A imagem de uma galáxia em forma de espiral, extremamente detalhada, foi a grande vencedora da competição Fotógrafo de Astronomia do Ano, promovida pelo Observatório Real britânico de Greenwich, em Londres. Essa foi a segunda vez que o autor da foto, Martin Pugh, foi selecionado pelos jurados do concurso, que incluem o célebre astrônomo britânico Patrick Moore. Além de um cheque de 1,5 mil libras esterlinas (quase R$ 5 mil), ele garantiu posição de destaque na mostra dos vencedores do concurso do Observatório Real, aberta no dia 20 de setembro. Em 2012, ano em que a transição de Vênus entre a Terra e o Sol foi o grande destaque da astronomia mundial, duas fotos foram selecionadas sobre o tema. Em uma delas, do fotógrafo Paul Haese, é possível ter-se uma noção da enorme dimensão do Sol em relação a Vênus - que é praticamente do tamanho da Terra. Outro destaque da mostra deste ano do Observatório Real é a impressionante foto de um menino de 13 anos, o americano Thomas Sullivan, que compôs uma imagem da Via Láctea usando como pano de fundo um cenário desértico da Califórnia. A Aurora Boreal do Hemisfério Norte foi também um dos temas escolhidos e aparece em diferentes imagens premiadas. A competição Fotógrafo de Astronomia do Ano já está no seu quarto ano e é promovida pelo Observatório Real em cooperação com a revista Sky at Night. A mostra do Observatório Real de Greenwich é gratuita fica aberta até o dia 5 de fevereiro de 2013, na sede da organização, em Greenwich, bairro da região sudeste de Londres.
Foto 1: Martin Pugh
Foto 2: Laurent V. Joli-Coeur
Foto 3: Arild Heitmann
Foto 4: Lóránd Fényes
Foto 5: Damian Peach
Foto 6: Rogelio Bernal Andreo
Foto 7: Jacob Marchio
Foto 8: Jathin Premjith
Foto 9: Tunç Tezel
Foto 10: Masahiro Miyasaka
Foto 11: Michael A. Rosinski
Foto 12: Robert Franke
Foto 13:Chris Warren
Foto 14: Paul Haese
Foto 15: Thomas Sullivan  




Fonte: estadao.com.br

Cientistas descobrem circuito neural que regula a fome

Pesquisadores americanos mapearam um circuito neural específico que controla a fome. Eles também conseguiram ligar e desligar este circuito, provocando reações imediatas em camundongos de laboratório. Mais do que uma chance de novas forma para regimes, os pesquisadores esperam com a descoberta desenvolver tratamentos para distúrbios relacionados à alimentação. Durante experimento, os cientistas conseguiram manipular o circuito neural de camundongos geneticamente modificados e bem alimentados, durante uma parte do dia onde os animais normalmente não comem. A equipe ligou e desligou a conexão de neurônios chamados AGRP, que ficam no hipotálamo com neurônios responsáveis pela liberação do hormônio ocitocina, em outra parte do hipotálamo. “Ao ligar e desligar o circuito neural os camundongos mudaram rapidamente de comportamento. Antes em estado letárgico, passaram rapidamente a procurar por alimento”, disse Scoot Sternson do Instituto Médico Howard Hughe e autor do estudo publicado esta semana no periódico científico Nature. Sternson afirma que manipular com precisão circuitos neurais é algo muito difícil. Para isso, os pesquisadores usaram uma combinação de ferramentas genéticas, virais e moleculares para atingir o circuito específico. Eles também usaram um método com luzes para sensibilizar os neurônios AGRP. A luz, enviada por meio por meio de um cabo de fibra ótica implantado no para o cérebro dos camundongos, ativava os neurônios chamados de AGRP, que controlam a fome. “Ao ativar os neurônios AGRP, rapidamente a fome foi ativada. Descobrimos que a fome induzida com a ativação dos neurônios AGRP exige a supressão dos neurônios de ocitocina”, disse Sternson. Os pesquisadores iniciaram o estudo após perceber que pessoas com síndrome de Prader Willi carecem de neurônios de oxitocina. Dentre os vários sintomas dos pacientes com esta doença genética, está a fome excessiva que não é sanada com a ingestão de alimentos. 
Foto: Divulgação/Igor Siwanowicz/Camundongo se alimente em resposta a ativação de neurônios responsáveis pela fome  
Fonte: Último Segundo

Estudo com material mais forte que o aço pode impulsionar área da óptica

Cientistas espanhóis conseguiram pela primeira vez visualizar a captura e o confinamento da luz sobre o grafeno, material cem vezes mais forte que o aço, cujo estudo rendeu o Nobel de Física a um holandês em 2010. Os resultados aparecem na revista “Nature” desta semana, ao lado de uma pesquisa semelhante feita na Califórnia, EUA. Segundo os pesquisadores das universidades de Madri, Barcelona e San Sebastián, a incidência da luz sobre o grafeno tornou uma "folha" de átomos de carbono o candidato mais promissor para a detecção e o processamento de informações ópticas em escala nanométrica (molecular), usando a luz em vez da eletricidade. A capacidade de prender a luz em volumes muito pequenos pode dar origem a uma nova geração de nanossensores, com aplicações em áreas tão diversas quanto nanoeletrônica, nano-óptica, medicina, biodetecção e mecânica quântica. O pesquisador Javier García de Abajo diz que o grafeno é uma excelente opção para resolver um problema tecnológico de longa data que é modular a luz na velocidade dos atuais microchips. Essa observação prova o que físicos teóricos previram há muito tempo: que é possível interceptar e manipular a luz de maneira altamente eficiente, usando o grafeno como uma plataforma para sentir e processar dados ópticos. O grafeno é um material que, entre muitas outras funções fascinantes, tem um comportamento óptico extraordinário. Propriedades interessantes têm sido previstas para o caso em que a luz se une aos chamados “plásmons” do grafeno, que são como excitações de ondas nos elétrons de condução do material. Apesar disso, ainda não há nenhuma evidência experimental direta dessa hipótese. Isso porque o comprimento de onda dos plásmons é de 10 a 100 vezes menor que aquele capaz de ser visto com microscópios convencionais. Os pesquisadores mostraram as primeiras imagens experimentais de plásmons de grafeno. Eles usaram um microscópio de campo próximo que emprega uma ponta afiada para converter a luz de iluminação em um ponto de luz em escala nanométrica, que fornece um impulso extra necessário para os plásmons serem criados. Isso poderá permitir uma medição de seu comprimento de onda, segundo um dos principais autores, Rainer Hillenbrand. Como demonstrado pelos cientistas, os plásmons de grafeno podem ser usados para controlar eletricamente a luz, de maneira semelhante como é feito com elétrons em um transistor. Esse resultado, ressaltam os estudiosos, abre um novo campo de pesquisa e fornece um caminho viável para a afinação da luz ultrarrápida, que até então era impossível. 
Foto: Luz sobre 'folha' de átomos de carbono pode ajudar estudo óptico (Foto: nanoGUNE, IQFR-CSIC, ICFO) 
Fonte: G1

Unesco pede medidas para salvar Machu Picchu

Uma missão da Agência das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) mostrou-se preocupada após uma avaliação da preservação do sítio arqueológico de Machu Picchu, no Peru, e recomendou medidas de emergência contra a expansão desordenada do povoado de Aguas Calientes, que ameaça a cidadela inca, e a construção de uma via alternativa até o santuário. "As autoridades para proteger o sítio arqueológico de Machu Picchu, situado na região de Cuzco (sudeste), precisam tomar medidas de emergência rigorosas com relação ao crescimento desordenado do povoado de Águas Calientes", alertou Nuria Sanz, chefe para a América Latina e o Caribe da Unesco. O povoado de Águas Calientes, situado na parte baixa do complexo arqueológico, se tornou uma ameaça para o sítio por seu crescimento desordenado em número de habitantes, hotéis, restaurantes e comércio informal. "É preciso gerar uma dinâmica que permita um controle e regulamento exigente de respeito com o sítio, às autoridades pelo esforço que fazem, de respeito com o turista e serviços", disse Sanz à imprensa. O objetivo da visita da missão, celebrada entre segunda e quarta-feira, foi o de "colaborar" com as autoridades e encontrar a melhor solução para a conservação de Machu Picchu, destacou a Unesco. Sobre a zona de amortecimento, ameaçada com a construção de uma estrada alternativa de acesso ao santuário, Sanz afirmou que se recomenda à Unidade de Gestão do Santuário Histórico de Machu Picchu (UGM) o aporte de especialistas em geodinâmica, infraestrutura hidráulica e de comunicação para fazer uma avaliação técnica. As autoridades regionais devem estabelecer políticas que impulsionem um crescimento ordenado da economia nesta zona de amortecimento e não esperar que se torne uma "Águas Calientes II", destacou a missão. Também se recomendou ao governo peruano a criação de um painel internacional de assessores e técnicos que execute os planos de conservação de Machu Picchu. O Ministério da Cultura informou que a Unesco descartou, em seu relatório, que exista algum alerta ou sinal de alerta que ponha em risco a infraestrutura do complexo arqueológico. No entanto, o ministério destacou, em nota, que a missão apresentou o relatório preliminar às autoridades da UGM e também recomendou "tomar medidas de emergência rigorosas" diante do crescimento desordenado do povoado de Águas Calientes. Os especialistas da Unesco divulgarão um primeiro relatório de avaliação da conservação de Machu Picchu dentro de duas semanas e terão pronto o relatório final dentro de sete meses, pois reuniram muitos documentos que ainda precisam analisar, segundo a agência oficial Andina. Não é a primeira vez que a Unesco alerta para o crescimento desordenado do povoado e para a construção da via alternativa. No entanto, até o momento as autoridades locais não atenderam as recomendações. A famosa cidadela, construída no século XV pelo imperador inca Pachacutec, foi declarada patrimônio cultural da humanidade em 1983.Nos últimos anos foi apresentada uma série de observações relativas à acessibilidade do sítio, o manejo dos resíduos deixados pelos turistas e sua gestão por parte das autoridades locais. A cidade de pedra de Machu Picchu (que significa Montanha Velha), erguida no topo de uma montanha de 2.400 metros de altitude, foi um centro cerimonial ou sítio de descanso para nobres incas. Especialistas descartam que tenha sido uma fortaleza militar. Machu Picchu, cuja superfície foi edificada em pedra, tem 530 metros de extensão por 200 de largura, uma área de terraços agrícolas e outra de cômodos, além de 172 edifícios, no total, dentro de um santuário de 32.500 hectares. 
Foto: EFE Unesco defende medidas para proteger complexo arquitetônico de Machu Picchu  
Fonte: Último Segundo

Grupo arrecada dinheiro e decifra DNA de papagaio ameaçado

A última espécie de papagaio nativa do território dos Estados Unidos, o papagaio porto-riquenho (Amazona vittata) teve o seu código genético decifrado por cientistas da Universidade de Porto Rico, em Mayagüez, após uma campanha local para arrecadar recursos que envolveu pesquisadores, estudantes da instituição e a população do país. O estudo com o sequenciamento genético foi publicado no periódico "GigaScience" no dia 28 de setembro. O papagaio já foi abundante em Porto Rico, território dos EUA, mas a destruição de florestas ao longo do século 19 para a agricultura causou redução drástica na população destes animais, apontam os cientistas. Programas de reprodução em cativeiro recentes tiveram algum sucesso, mas o número dos papagaios na natureza continua muito baixo. Uma artista francesa, Audrey Guiblet, chegou a doar quadros do animal ameaçado de extinção para serem vendidos e ajudar na arrecadação dos US$ 20 mil necessários para pagar o sequenciamento do genoma. 
Foto: Papagaios de Porto Rico; espécie ameaçada teve o DNA sequenciado (Foto: Divulgação/Jose Almodovar/Universidade de Porto Rico)  
Fonte: G1

sábado, 29 de setembro de 2012

Sociedade britânica divulga lista das 100 espécies mais ameaçadas de extinção -Parte X



91 - Squatina squatina - São tubarões de corpo achatado e barbatanas peitorais largas, assemelhando-se às raias.

92 - Sterna bernsteini - Esta espécie pouco conhecida qualifica como criticamente em perigo, pois estima-se que uma pequena população, que está em declínio devido à recolha de ovos-distúrbio, ea perda de zonas húmidas costeiras. Da costa leste da China.


93 - Syngnathus watermeyeri - Syngnathus watermeyeri é uma espécie de peixe da família Syngnathidae. É endémica da África do Sul.


94 - Tahina spectabilis - é uma espécie rara de gigantesca palma que é encontrado apenas no Distrito Analalava do noroeste de Madagascar .


95 - Telmatobufo bullocki – É uma espécie de anfíbio criticamente em perigo.Esta espécie é conhecida de apenas alguns locais na Faixa Costeira, Nahuelbuta, Arauco Província, Chile.


96 - Tokudaia muenninki - O rato de Muennink (Tokudaia muenninki) só é encontrado na ilha de Okinawa, no Japão.


97 - Trigonostigma somphongsi - Endêmica a oeste da Tailândia. Já desapareceu do que área de coleta, devido à construção de três grandes barragens interrompendo a inundação anual do rio e destruindo os seus ciclos de procriação.


98 - Valencia letourneuxi - Valencia letourneuxi é uma espécie de peixe da família Cyprinodontidae. Pode ser encontrada nos seguintes países: Albânia e Grécia. Os seus habitats naturais são: rios, marismas de água doce, nascentes de água doce e lagoas costeiras de água salgada. Está ameaçada por perda de habitat.


99 - Voanioala gerardii - Voanioala gerardii, comumente conhecido como o coco Floresta, é uma espécie de planta com flor. É endêmica de Madagascar . Está ameaçada por perda de habitat , e estima-se que existam menos de 10 árvores maduras restantes.
100 - Zaglossus attenboroughi - Zaglossus attenboroughi, denominada equidna-de-bico-longo-das-cíclopes, é uma espécie de equidna endêmica da Indonésia. Esta espécie é conhecida de um único espécimen coletado em 1961 da montanha Berg Rara nas Montanhas Cíclopes, no extremo norte da província de Papua.  

Fontes: Último Segundo; Grande Enciclopédia Larousse Cultural, Nova Cultural; Wikipedia; IUCN-RedList. 
Maria Celia Amorim

Baleia rara é avistada pela primeira vez no ano

Uma baleia rara foi avistada no litoral da Austrália pela primeira vez este ano. A espécia jubarte branca foi batizada de Migaloo, ou "cara branco", em idioma aborígene. Em 1991, o Migaloo tornou-se a primeira baleia jubarte branca a ser avistada. Esta época marca o começo da migração da espécie. Cerca de 17 mil baleias desse tipo passam o ano percorrendo as águas entre a Antártica e o norte da Austrália. 
Foto:Cerca de 17 mil baleias desse tipo passam o ano percorrendo águas da Antártica à Austrália (Foto: BBC)  
Fontes: G1; Último Segundo

Rinocerontes são mortos e têm chifres retirados na África do Sul

Quatro rinocerontes foram encontrados mortos e sem os chifres no dia 28 de setembro em uma reserva da África do Sul, segundo informou o jornal britânico “Daily Mail”. Os corpos foram encontrados em uma reserva particular de Eastern Cape, província do país, e a polícia ambiental acredita que os chifres foram removidos com a ajuda de procedimento cirúrgico. As mortes foram registradas em reservadas privadas, o que é alarmante, de acordo com a publicação, já que a segurança nesses locais é reforçada. Desde o início do ano, 400 rinocerontes foram caçados no país. Os criminosos cobiçam os chifres dos animais, usados como remédio para diversos tipos de doença na China e no Sudeste Asiático. A peça é vendida por peso e tem preço comparável ao do ouro. O número oficial de 2012 indica uma tendência de alta na matança de rinocerontes, já que em 2010 foram registradas 333 mortes, e em 2011, 448. O número de prisões relacionadas a esse tipo de exploração também tem aumentado. Em 2012, até julho, 176 pessoas foram detidas, contra 232 em todo o ano passado, e 165 em 2010. A região com maior número de mortes de animais é o famoso Parque Kruger, no norte do país, onde aconteceram 164 dos 281 casos de mortes ilegais. 
Foto: Reprodução/Daily Mail  
Fonte: G1

Bactérias transgênicas evitam que inseto transmita malária

Cientistas americanos descobriram que bactérias geneticamente modificadas podem evitar que o mosquito transmissor da malária passe a doença adiante. Os resultados do estudo estão publicados na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS). Os pesquisadores do Instituto de Pesquisa de Malária da Universidade Johns Hopkins, no estado de Maryland, alteraram os genes de uma espécie de bactéria chamada Pantoea agglomerans, encontrada no intestino do inseto do gênero Anopheles. Assim, o micro-organismo começou a secretar substâncias tóxicas ao parasita da malária – protozoário dos gêneros Plasmodium falciparum (que atinge o homem) e Plasmodium berghei (comum em roedores) –, sem prejudicar o mosquito ou o ser humano, que acaba se infectando pela picada da fêmea do inseto. Os autores dizem que o índice de redução de parasitas no Anopheles chegou a 98%. E a prevalência de mosquitos portadores desses protozoários diminuiu até 84%. Segundo o pesquisador Marcelo Jacobs-Lorena, os cientistas já tentaram criar mosquitos transgênicos, mas essa seria uma abordagem mais simples para prevenir a contaminação. Em todo o mundo, a malária mata mais de 800 mil pessoas por ano, muitas delas crianças. Foto: Uma das espécies do 'Anopheles', que ataca mais na Ásia (Foto: Hugh Sturrock/Wellcome Images) Fonte: G1

Ilha de Páscoa

Estátuas gigantes de moai pontuam a encosta gramada de um vulcão extinto na Ilha de Páscoa. Estas grandes esculturas provavelmente foram construídas por colonizadores polinésios que chegaram à ilha do Pacífico há 800 anos. 
Foto: James Blair / National Geographic Image Sales  
Fonte: Último Segundo

Cientistas criam fibras orgânicas que se constroem sozinhas

Duas equipes de pesquisadores franceses conseguiram criar nanofibras orgânicas com múltiplas utilidades no campo da microeletrônica capazes de construir-se por si próprias, o que permite reduzir os custos para sua produção, anunciou o Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS) da França. O experimento, realizado por especialistas do CNRS e da Universidade de Estrasburgo, mostra que as fibras, de poucos nanômetros de espessura, se reproduzem simplesmente com a aplicação de um flash luminoso, processo muito mais simples e barato que o empregado para fabricar outros materiais como os nanotubos de carbono. "A vantagem destes novos filamentos é que reúnem o bom dos dois materiais condutores de eletricidade (os polímeros orgânicos plásticos e os metais): são leves e flexíveis como os primeiros e conduzem a eletricidade quase como os segundos", explicou à Agência Efe um dos autores do estudo, Nicolas Giuseppone. A equipe do CNRS já tinha conseguido obter em 2010 este tipo de nanofibra ao modificar quimicamente moléculas de sínteses, as chamadas triaryl-aminas, utilizadas há décadas para produzir um tipo de fotocópia. Porém, as propriedades condutoras dos novos filamentos não haviam sido evidenciadas até agora. Ao lado de Bernad Doudin e seu grupo de pesquisadores da Universidade de Estrasburgo, Giuseppone pôs as novas moléculas em contato com um microcircuito eletrônico composto por eletrodos de ouro e aplicou um campo elétrico entre elas. O experimento revelou, por um lado, que as fibras se construíam "por si só no lugar correto" entre os eletrodos, o que permitia poupar a manipulação dos componentes, algo "muito complicado em tão pequena escala", segundo Giuseppone. Além disso, mostrou que os filamentos eram capazes de transmitir densidades de corrente "extraordinárias", muito similares às do cobre, algo "extremamente importante e raro", ressaltou o cientista, dada a má condutividade geral dos componentes orgânicos. Agora, os pesquisadores buscam comprador para este novo material, que poderia integrar-se à escala industrial em aparelhos eletrônicos como telas flexíveis, células solares, transistores e nanocircuitos impressos, entre outros, com um custo e um peso inferior aos habituais.  
Fonte: estadao.com.br

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Sociedade britânica divulga lista das 100 espécies mais ameaçadas de extinção -Parte IX



81 - Rafetus swinhoei - Rafetus swinhoei tem sido tradicionalmente caçados para consumo subsistente e local. Do Sul da China e norte do Vietnã.
82 - Rhinoceros sondaicus – Rinoceronte de Java oiginalmente, estava distribuído nas ilhas de Java e Sumatra, e através do Sudeste asiático até à Índia, a oeste, e à China, ao norte. Há cerca de 150 anos, sua distribuição já estava reduzida a três populações separadas. Atualmente é encontrado apenas no Parque Nacional de Ujung Kulon, na ilha de Java, Indonésia. A população do Parque Nacional de Cat Tien, no Vietnã, foi extinta em 2010.


83 - Rhinopithecus avunculus - Avistamentos de Tonkin o macaco de nariz arrebitado tornaram-se cada vez mais raro. O primata foi pensado para ser extinto até 1990, quando uma pequena população foi descoberta em Na Asa Distrital de Tuyen Quang província do Vietnã.


84 - Rhizanthella gardneri - Rhizanthella gardneri é uma planta de origem australiana saprófita pertencente a familia Orchidaceae. As saprófitas são orquídeas raras, que não tem clorofila e usam restos de animais ou plantas em decomposisão para se alimentar.


85 - Rhynchocyon spp. - Ele tem uma das gamas mais restritas de qualquer um dos musaranhos-elefantes, e está ameaçada pela destruição e fragmentação de seu habitat florestal.



86 - Risiocnemis seidenschwarzi - Risionocnemis seidenschwarzi é endêmica filipino que é provável confinado a um local em Cebu. Está criticamente em perigo.



87 - Rosa arabica – São plantas européias.


88 - Salanoia durrelli - A vontsira Durrell (Salanoia durrelli) foi o 1º mamífero carnívoro descoberto em Madagascar em 24 anos e seu habitat está sendo invadido sofre com a expansão agrícola.


89 - Santamartamys rufodorsalis - O rato árboreo de Santa Marta (Santamartamys rufodorsalis) não foi visto entre 1898 e 2011 no norte da Colômbia .


90 - Scaturiginichthys vermeilipinnis - Scaturiginichthys vermeilipinnis é uma espécie de peixe da família Pseudomugilidae. É endémica da Austrália.

Entre chimpanzés, uso de ferramentas varia conforme o grupo

Dependendo de onde a refeição é servida, a pessoa talvez coma com vontade usando garfo e faca, pauzinhos ou as mãos. Constatou-se que o chimpanzé possui um tipo de variação cultural semelhante. Grupos vizinhos desses animais possuem modos diferentes de abrir nozes, relata um novo estudo, publicado no periódico Current Biology. Os pesquisadores notaram que um grupo de chimpanzés selvagens do Parque Nacional de Tai, na Costa do Marfim, prefere usar ferramentas de pedra para abrir nozes por meio de golpes. Outros dois grupos de chimpanzés usaram ferramentas de pedra no início da temporada, quando as nozes estavam mais duras, mas mudaram para ferramentas de madeira conforme elas foram amolecendo. As preferências dos grupos de chimpanzés também diferiam em relação ao tamanho da madeira, afirmou Lydia Luncz, primeira autora do estudo e primatologista do Instituto Max Planck de Antropologia Evolucionária, em Leipzig, na Alemanha. Os chimpanzés exibem um tipo de preferência cultural na escolha de ferramentas, afirmou a estudante de pós-graduação. "Trata-se apenas de uma preferência, pois eles cresceram assim", afirmou. Ocasionalmente, quando não havia pedras suficientes à disposição, os chimpanzés que preferiam ferramentas de pedra recorriam ao uso de madeira. "Eles sabem como fazer isso", afirmou Luncz. "Eles apenas não gostam." Ela também percebeu que as fêmeas deixam seus grupos sociais na puberdade para se juntar a novos grupos. Nessa época, elas são especialistas em abrir nozes. Contudo, parece que adotam os métodos de abrir nozes utilizados por seu novo grupo, afirmou Luncz. "Do contrário, haveria uma mistura. Mas vemos diferenças claras entre os grupos", afirmou. Embora os grupos de chimpanzés sejam vizinhos e interajam com frequência, as interações nunca são amigáveis e eles não aprendem uns com os outros. "É uma guerra constante", afirmou. "Eles não interagem de um modo que possibilite observar um ao outro abrindo nozes." Foto: MPI f.Evolutionary Anthropology/Sonja Metzger Chimpanzé usa martelo de madeira para quebrar nozes  
Fonte: Último Segundo

Nova espécie de rato 'banguela' é descoberta na Indonésia

Cientistas descobriram uma nova espécie de rato nas florestas de uma ilha da Indonésia. Ao contrário de outros roedores, o Paucidentomys vermidax não possui a maioria dos dentes, inclusive os molares. Ele não mastiga ou rói sua comida, segundo o site de notícias ambientais "The Earth Times". O rato se alimenta de minhocas e vermes encontrados na terra com ajuda de seu grande focinho, segundo o site de notícias. Como possui apenas dois longos dentes incisivos, o Paucidentomys vermidax os usa para morder e depois sugar as minhocas. O animal foi identificado por pesquisadores de várias instituições, como o Museu Zoológico Bogoriense, da Indonésia; o Museu Victoria, da Austrália; e a Universidade mcMaster, do Canadá. O registro da descoberta foi realizado na publicação científica "Biology Letters". Ratos parecidos são encontrados nas Filipinas e na Nova Guiné, segundo o "The Earth Times", mas em geral eles possuem dentição e molares reduzidos. A nova espécie é menor do que os roedores do gênero Echiothrix, que vivem em regiões das Filipinas, afirma o site.


Foto 1: Espécie de rato recém-descoberta não mastiga alimentos por não possuir boa parte dos dentes (Foto: Kevin Rowe/Museum Victoria/AP)



Foto 2: Roedor da espécie 'Paucidentomys vermidax' (Foto: Kevin Rowe/Museum Victoria/AP)  




Fonte: G1

Estado da Austrália pretende matar tubarões que se aproximem de praias

O governo do estado da Austrália Ocidental anunciou no dia 27 de setembro um plano para capturar e matar os tubarões que se aproximarem demais das praias, como medida de proteção após um ano no qual foram registradas cinco vítimas fatais por ataques desses animais. "Em cem anos, houve 12 vítimas mortais por ataques de tubarão, mas nos últimos 12 meses morreram cinco pessoas", declarou o governador do estado, Colin Barnett, ao canal de TV americano ABC. O plano anunciado por Barnett está avaliado em US$ 6,85 milhões (R$ 13,9 milhões). O Departamento de Pesca ficará encarregado de rastrear e sacrificar os tubarões que representarem um perigo para os banhistas. O órgão também vai acompanhar os hábitos dos animais para estabelecer um perímetro de segurança. "Essa nova medida nos ajudará a entender o comportamento dos tubarões que chegam às praias e oferecerá uma maior proteção às pessoas", disse o político australiano. Antes da medida, o Departamento de Pesca só podia matar um tubarão depois que o animal atacasse um banhista. "Está claro que algo mudou e temos que ser mais cuidadosos", frisou Barnett. A organização protetora dos animais Wilderness Society, da Austrália Ocidental, rejeitou o plano, afirmando que o sacrifício de tubarões de maneira preventiva não é a solução para o problema. 
Foto: Pescadores submarinos encontram tubarão em mar da Austrália (Foto: Reprodução)  
Fonte: G1

Tubarões raros são descobertos por estudante dos EUA em expedição

Um universitário dos Estados Unidos encontrou vários tubarões raros em uma expedição de dois meses ao sul do oceano Índico. Entre as descobertas estão possíveis oito novas espécies de tubarão, afirmam cientistas da Universidade do Estado da Califórnia (CSU), onde estuda o jovem Paul Clerkin. Os animais foram recolhidos em uma área remota nas profundezas do Índico, segundo uma nota oficial do Laboratório Marinho Moss Landing, ligado à universidade, ao qual o aluno está vinculado. Para chegar até o local, foi necessário viajar uma semana de barco em mar aberto com pescadores, disse Clerkin ao site do laboratório. Ele espera confirmar a descoberta das novas espécies analisando 86 amostras de material genético e dados de cada um dos animais encontrados. Para Dave Ebert, diretor do laboratório, o achado pode ser o mais importante sobre este tipo de peixe desde a descoberta do tubarão branco. "Tubarões brancos são protegidos na América e em muitos lugares do mundo, enquanto estas novas espécies eram desconhecidas e por isso não puderam ser preservadas", afirmou o pesquisador. A expedição encontrou ainda tubarões da espécie Pseudotriakis microdon, considerados muito raros. Segundo Clerkin, os pescadores no barco capturaram dezenas, o que pode servir para analisar se os tubarões desta espécie "são realmente poucos ou apenas vivem em locais profundos e de difícil acesso".


Foto 1: O estudante Paul Clerkin com tubarão da espécie 'Pseudotriakis Microdon', natural de águas profundas e considerado difícil de encontrar(Foto: Moss Landing Marine Laboratories/Divulgação)


Foto 2: Clerkin com mais um tubarão raro; expedição capturou oito animais que podem ser de novas espécies (Foto: Moss Landing Marine Laboratories/Divulgação)  


Fonte: G1