quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Caça ilegal está exterminando os elefantes africanos

Em 30 anos de combate à caça ilegal, Paul Onvango nunca viu nada como isso. Vinte e dois elefantes mortos, incluindo vários filhotes, amontoados em uma savana, muitos mortos com uma única bala na cabeça. Não haviam rastros, nenhum sinal que os caçadores haviam esperado à espreita no chão. As presas foram retiradas, mas a carne não – e caçadores de subsistência sempre levam um pouco dela para a longa volta para casa. Dias mais tarde, no início de abril, os guardas do Parque Nacional Garamba, no Congo, viram um helicóptero militar de Uganda voando baixo pela área, em um voo não autorizado, mas que abruptamente desviou de rumo quando foi visto. Funcionários do parque, cientistas e autoridades congolesas acreditam que o exército ugandense – um dos parceiros mais próximos dos Estados Unidos na África -- foi o responsável pela morte dos 22 elefantes e levou consigo mais de um milhão de dólares (cerca de dois milhões de reais) em marfim. “Foram tiros muito bem dados,” disse Onvango, o chefe dos guardas-florestais de Garamba. “Eles mataram inclusive os bebês. Por quê? Parece que eles vieram para destruir tudo.” A África está enfrentando um massacre de elefantes de proporções épicas. Grupos conservacionistas dizem que caçadores ilegais estão exterminando dezenas de milhares de elefantes por ano, mais do que nas últimas duas décadas, com o comércio clandestino de marfim se tornando cada vez mais militarizado. Como os diamantes sangrentos de Serra Leoa ou os minerais do Congo, o marfim parece ser o novo financiador das guerras africanas, retirado de zonas de batalha remotas, facilmente convertido em dinheiro e agora abastece conflitos pelo continente. Alguns dos mais notórios grupos armados da África , como o Exército de Resistência do Senhor, o al-Shabab e os janiaweed de Darfur, estão caçando elefantes e usando suas presas para comprar armas e manter seu caos. Sindicatos de crime organizado estão se unindo a eles para transportar o marfim pelo mundo, explorando estados turbulentos, fronteiras falhas e oficiais corruptos da África Subsaariana até a China, dizem as autoridades. A maioria do marfim ilegal – segundo especialistas, cerca de 70% -- vai para a China. Embora os chineses cobicem o material há séculos, nunca antes tantos puderam pagar por objetos de marfim. O crescimento econômico chinês criou uma imensa classe média, que aumentou o preço do marfim para quase 2200 dólares por quilo nas ruas de Pequim. A demanda por marfim cresceu tanto que atualmente as presas de um único elefante adulto podem valer mais de dez vezes a renda anual média per capita de vários países africanos. “As grandes populações da África Ocidental já desapareceram, e aquelas no centro e no leste estão acabando rapidamente,” diz o ecologista Andrew Dobson, da Universidade de Princeton. “A questão é: você quer que seus filhos cresçam num mundo sem elefantes?” “Atiramos primeiro”: O Parque Nacional Garamba é um grande lençol verde de quase cinco mil quilômetros quadrados, no nordeste do Congo. É uma mare de grama alta, rios de água marrom, trechos de papiros e pássaros brancos e pretos voando pelo céu rosado. Fundado em 1938, Garamba é considerado um dos mais belos parques africanos, o sonho dos naturalistas. Mas atualmente o Garamba é um campo de batalha, com uma corrida de armas acontecendo na savana. Todas as manhãs, pelotões dos 140 guardas florestais do parque se armam com rifles, metralhadoras e granadas. Luis Arranz, o gerente do parque, quer aviões teleguiados de vigilância e a organização sem fins lucrativos que cuida do parque está considerando a compra de óculos de visão noturna, coletes antibala e caminhonetes com metralhadoras. “Não negociamos, não damos aviso, atiramos primeiro,” diz Onvango, que já trabalhou como guarda-caça no Quênia por mais de 20 anos. Ele perdeu seu emprego após um suspeito de caça ilegal morrer em sua custódia após ter sido açoitado. Em junho, ele ouviu uma rajada de balas. Seus guardas buscaram por horas na grama, até rastejando no solo, até encontrar caçadores ilegais mutilando vários elefantes. No momento que seu grupo atirou nos caçadores, todo mato se acendeu. Investigações posteriores mostraram que os caçadores eram membros do Exército de Resistência do Senhor (ESR), um grupo de rebeldes que circula na África central, matando aldeões e escravizando crianças. Tropas especiais americanas estão ajudando vários exércitos africanos a caçar o líder fantasma do grupo, Joseph Kony, que supostamente estaria se escondendo na República Africana Central. O marfim pode ser o último salva-vidas de Kony. Vários dissidentes do ERS disseram que Kony ordenou a matança de tantos elefantes quanto possível, e o envio de suas presas. “Kony quer marfim,” disse uma jovem sequestrada no início do ano perto de Garamba, que não quis ser identificada por ainda estar traumatizada. “Eu ouvi os outros rebeldes dizerem muitas vezes: ‘Precisamos conseguir marfim e mandá-lo para Kony”.
“Dinheiro fácil”: O lucro não é ignorado pelos soldados dos exércitos da África central, que muitas vezes recebem salários de 200 reais por mês, quando recebem algo. Em Garamba, os guardas florestais já prenderam muitos soldados congoleses, às vezes com presas e pedaços de carne de elefante, e as boinas vermelhas usadas pela elite da guarda presidencial. “Elementos de nosso exército estão envolvidos,” reconheceu o major Jean-Pierrot Mulaku, promotor militar. “É um dinheiro fácil”. De acordo com um relatório de 2010 do cientista americano John Hart, um dos maiores especialistas em elefantes no Congo, “os militares congoleses estão implicados em quase todas as caças ilegais de elefantes”, fazendo do exército “ o maior perpetrador da matança ilegal de elefantes” no país. Os guardas de Garamba e a inteligência militar do Congo dizem que eles também lutam rotineiramente contra soldados do Exército Popular de Libertação do Sudão (EPLS), o exército do Sudão do Sul. Um porta-voz do país negou o fato, dizendo que os soldados “não tinham tempo” para caçar. Mas a caça por helicóptero é novidade. O coronel Felix Kulayigye, porta-voz do exército ugandense, reconheceu que o helicóptero era um dos seus. Mas ele disse que a alegação de caça ilegal era um “boato sem fundamento” e que ele tinha certeza que o do Exército de Resistência do Senhor eram caçadores ilegais reconhecidos na região. Em junho, 36 presas foram confiscadas no aeroporto Entebbe em Uganda. Dezoito dos 22 elefantes mortos em Garamba em março eram adultos que tiveram suas presas arrancadas, o que daria 36 presas. Os pequenos tocos de marfim dos filhotes mortos foram intocados. A população total de elefantes na África é um mistério. A União Internacional para a Conservação da Natureza, uma rede global conservacionista, estima entre 472.269 a 689.671 indivíduos. Mas esta informação é de 2006. A caça ilegal aumentou drasticamente desde então, por todo o continente. Alguns dos elefantes vitimados recentemente foram mutilados sexualmente, com seus genitais ou mamilos cortados, possivelmente para serem vendidos – algo inédito para os pesquisadores.  
Como a guerra contra as drogas: Arranz, o diretor de Garamba, parece exausto. A história está contra ele. Garamba foi fundado há mais de 70 anos, em parte para proteger os raros rinocerontes brancos do norte, que já foram mais de mil na área. Mas muitos africanos acreditam que pó de chifre de rinoceronte cura câncer e outras doenças, e pode chegar a mais de 60 mil dólares por quilo, mais caro que ouro. Nas últimas décadas, enquanto o Congo mergulhava no caos, caçadores de rinoceronte entraram em Garamba. Os rinocerontes brancos dali eram os últimos em ambiente selvagem, mas os guardas não os veem há cinco anos. Garamba tem um número grande de desafios, muitos ligados à falência estatal do Congo. Alguns dos guardas florestais fazem caça ilegal, matando os animais que eles são pagos para proteger, com a justificativa que seus salários são baixos demais para sua subsistência. Os índices de caça ilegal estão em seu máximo na África central, um cinturão dos países mais problemáticos do mundo. No Chade, cavaleiros fortemente armados, reconhecidos como janjaweed pelos conservacionistas, mataram três mil elefantes em poucos anos. Garamba já teve 20 mil elefantes. No ano passado, eles eram 2.800. Este ano, devem chegar a 2.400. “É como a guerra contra as drogas,” diz Assanz. “ Se as pessoas continuam comprando marfim, é impossível impedir.”


Foto 1: Coleção de presas de elefantes mortos por caçadores ilegais e por causas naturais é reunida pelos soldados do Congo. Foto: Tyler Hicks/The New York Times


Foto 2: Guardas florestais e soldados encontram carcaça de elefante vítima dos caçadores, numa parte remota do Parque Nacional de Gambara. Foto: Tyler Hicks/The New York Times


Foto 3: Guarda florestal carrega presas de elefante apreendidas no parque. Foto: Tyler Hicks/The New York Times


Foto 4: Pesquisador coleta amostra de osso para teste genético dos elefantes caçados, em Garamba. Foto: Tyler Hicks/The New York Times


Foto 5: Soldados congoleses patrulham o parque em busca de caçadores ilegais. Foto: Tyler Hicks/The New York Times


Foto 6: Grupos de elefante no Parque Nacional Garamba, no Congo. Foto: Tyler Hicks/The New York Times  


Fonte: Último Segundo

OMS alerta que mudanças climáticas causam uma série de doenças no Brasil

O Atlas da Saúde e do Clima, divulgado no dia 29 de outubro, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), alerta que no Brasil as temporadas de inundações e de seca geram a curto, médio e longo prazos uma série de doenças. Em 68 páginas, o estudo mostra que as preocupações se concentram no Sul em decorrência das inundações e dos deslizamentos de terras, considerados constantes, e no Norte devido à seca. Uma série de problemas de saúde, segundo o estudo, são gerados pelas mudanças no clima atingem milhões de brasileiros e provocam surtos epidêmicos de doenças, como diarreia, malária, dengue e meningite. Nas páginas de 27 a 30, o relatório informa que de 2000 a 2010 foram registrados 1.320 casos de inundações. O período apontado como a “pior seca dos últimos 60 anos” foi de 2004 a 2010, na Amazônia. O estudo revela que as doenças mais comuns causadas pelas alterações climáticas têm relação direta com uma série de fatores, como poluição e infraestrutura local. A maior parte das mortes, segundo o relatório, é entre bebês recém-nascidos. Há registros também de levados número de casos, nem sempre fatais, de pneumonia, diarreia e malária. Os especialistas advertem ainda para que as pessoas redobrem os cuidados com a exposição ao sol, pois há estudos que demonstram que as elevadas temperaturas e os raios de sol podem causar problemas à saúde. O alerta é para limitar a exposição ao sol, procurar lugares à sombra, usar roupas que protejam, chapéus e óculos. Também é recomendado o uso de protetor solar. Enchente é uma dos exemplos nos quais as mudanças climáticas pode afetar a saúde 
Foto: Ag. Brasil  
Fonte: EcoD

Estudo aponta surgimento de tipos sanguíneos há milhões de anos

Um novo estudo publicado no dia 22 de outubro na revista da Academia Americana de Ciências, a PNAS, aponta que o sistema sanguíneo ABO foi herdado pelo homem e por espécies de primatas de ancestrais que viveram no planeta há mais de 20 milhões de anos. Até agora, sabia-se que humanos e primatas como orangotangos, gibões, macacos e babuínos compartilhavam informações genéticas e também traços do sistema ABO de grupos sanguíneos, composto pelos tipos de sangue A, B, AB e O. Análises anteriores estabeleceram que dois aminoácidos responsáveis pelos sangues A e B eram idênticos ao dos seres humanos e de primatas. A nova pesquisa realizou a investigação genética do sangue de duas espécies de primatas do Velho Mundo -- Macaca mulata e Colobus Angolensis --, e com a espécie Hylobates lar, considerada do Novo Mundo. Com os resultados, um grupo internacional de pesquisadores indicou que o desenvolvimento do sistema sanguíneo é muito mais antigo do que os dados previamente conhecidos. No entanto, os cientistas não conseguiram responder como ocorreu a evolução do sangue e seu polimorfismo (divisão em tipos diferentes).  
Fonte: G1

Mariposa rara da Ásia é encontrada por família no Reino Unido

Um exemplar da mariposa atlas-gigante (Attacus atlas) com uma envergadura 30 centímetros foi encontrada na região de Ramsbottom, no Reino Unido por uma família britânica. O fato é surpreendente, já que esta espécie é vista apenas no Sudeste da Ásia, especialmente na Malásia. De acordo com a publicação inglesa “Daily Mail”, a mariposa foi encontrada no quintal de uma casa e deve ter escapado de uma coleção particular. O inseto foi levado em meados de agosto para um centro que trabalha com animais. No entanto, técnicos do local foram surpreendidos ao ver que a mariposa havia colocado ovos, que eclodiram recentemente. Segundo o jornal, as lagartas – que virarão mariposas em breve – medem cinco centímetros cada.
Foto: Imagem da mariposa Atlas-gigante, com 30 centímetros de envergadura, encontrada no Reino Unido (Foto: Reprodução/Daily Mail)
Fonte: G1

Austrália tinha marsupiais do tamanho de ovelhas

Parentes do tamanho de ovelhas dos atuais fascólomos viveram no topo das árvores australianas 15 milhões de anos atrás, informou uma paleontóloga nesta quinta-feira, ao ser premiada por sua descoberta. Karen Black, da Universidade de Nova Gales do Sul, afirmou que sua equipe descobriu o maior marsupial escalador de árvores do mundo em meio a fósseis encontrados no sítio Riversleigh World Heritage, no estado de Queensland. Os diprotodontes, pesando 70 quilos, eram similares aos atuais fascólomos, animais de pelo que vivem debaixo da terra e só são encontrados na Austrália, explicou Black, que se especializa na diversidade e na evolução dos marsupiais do país. Sua pesquisa se concentrou em uma caverna de 15 milhões de anos, repleta de fósseis e ossos e que contém crânios e esqueletos bem preservados do marsupial dipotodonte denominado Nimbadon. "O material fóssil do Nimbadon é um recurso incrivelmente raro e significativo, não só porque está excepcionalmente bem preservado, mas porque representa indivíduos de uma faixa etária que varia de minúsculos filhotes ainda em amamentação a adultos mais velhos", disse Black. "O material do Nimbadon permitiu fazer o primeiro estudo detalhado do desenvolvimento do crânio de um fóssil de marsupial, asssim como do desenvolvimento cerebral e de comportamento", acrescentou. A criatura teria sido o maior animal escalador de árvores da época, afirmou. "Provavelmente se assemelhava um pouco a um fascólomo de patas longas", acrescentou a cientista. A existência da caverna veio à luz em 2010. Segundo Black, aparentemente os animais mergulharam para a morte ao cair em uma entrada vertical, que estaria escondida pela vegetação. 
Foto: AFP O esqueleto do marsupial denominado Nimbadon, descoberto pela doutora Karen Black, da Universidade de Nova Gales do Sul  
Fonte: Último Segundo

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Agradecimento

Conforme artigo publicado por este blog “Hipopótamo nanico? Este raro animal está em extinção!”, em 10 de outubro de 2011, gostaríamos de destacar que esta foto, que ilustra a matéria publicada na Rede Ambiente, é de autoria de Raimond Spekking, que, gentilmente, nos enviou um comentário (na coluna de comentários e também na matéria acima citada) e ficamos muito gratos pela gentileza de sua contribuição. Parabéns, Raimond pela bela fotografia e obrigado por entrar em contato com nosso blog.

Tigres adotam 'turno da noite' para coexistir com humanos

Pesquisadores descobriram que os tigres de um parque do Nepal, na Ásia, estão adotando o "turno da noite" para coexistir pacificamente com seres humanos e evitar contatos agressivos. Os animais, estimados em 121 espécimes no Parque Nacional de Chitwan, usam as mesmas rotas e trilhas das pessoas, segundo o cientista Jianguo Liu, um dos co-autores da pesquisa publicada no periódico "Proceedings of the National Academy of Sciences". O grupo de pesquisadores espalhou câmeras de detecção de movimento pelo parque, para captar imagens dos tigres, de suas presas e das pessoas. Muitos habitantes dos arredores usam a floresta para conseguir lenha e alimentos, por exemplo. Os moradores circulam basicamente de dia, pelo registro das câmeras, assim como patrulhas militares em busca de caçadores ilegais de animais. Analisando milhares de gravações, Liu e outro cientista, Neil Carter, ambos ligados à Universidade Estadual de Michigan, nos Estados Unidos, chegaram à conclusão de que os tigres estão se tornando animais de hábito noturno. Em geral, os felinos deste tipo se movem tanto de dia quanto à noite. A análise dos cientistas mostra que, mesmo com a mudança de hábito, a população de tigres segue estável. O acesso aos alimentos e a proteção dos animais não diminuiu, mesmo com o aumento do número de pessoas vivendo no entorno do parque. Para Liu, o que está ocorrendo no Nepal é "muito interessante e pode dar pistas para como seres humanos e a natureza podem desenvolver-se juntos", disse ele no estudo. "A Sustentabilidade pode ser alcançada se nós tivermos uma compreensão das ligações complexas entre os dois mundos [humano e selvagem]." Para Carter, as condições no parque são boas e a quantidade de caçadores é relativamente pequena para ameaçar os animais. "Pessoas de diferentes grupos, incluindo turistas, andam pela floresta de Chitwan. Os tigres precisam usar o mesmo espaço das pessoas, e parecem ter achado uma solução a longo prazo. Aprendemos que


Foto 1: Tigre de hábitos noturnos em parque no Nepal; animal se adaptou, diz estudo (Foto: Universidade Estadual de Michigan/Divulgação)


Foto 2: Casal de tigres se encontra à noite em parque (Foto: Universidade Estadual de Michigan/Divulgação)  


Fonte: G1

Venda de ossos de leão vira novo 'negócio' da máfia na África do Sul

Os ossos de leões que vivem na África do Sul, utilizados para fazer poções tradicionais, se transformaram no novo negócio das máfias asiáticas que se dedicam ao tráfico do chifre de rinoceronte, ao qual são atribuídas propriedades medicinais na Ásia. O novo objetivo das máfias ficou evidente em setembro de 2011, quando a polícia sul-africana conseguiu desmontar a maior rede de tráfico de chifres de rinoceronte até o momento, da qual participava um criador de felinos, que se dedicava à falsificação de permissões de caça para ambas as espécies. Dados do governo afirmam que 13 rinocerontes foram mortos em 2007 e 448 em 2011. Já em 2012, segundo a rede de Parques Nacionais da África do Sul (Sanparks), 270 rinos pereceram sob as ações ilegais de caçadores. "As mesmas máfias que traficam chifres de rinoceronte estão comercializando ossos de leão", assegura Jo Shaw, especialista em Comércio e Tráfico de Espécies do Fundo para a Proteção da Vida Selvagem da África Austral (EWT). Devido ao aumento da demanda nos mercados asiáticos, o preço de um esqueleto de leão subiu de US$ 4 mil em 2010 para US$ 10 mil este ano, segundo site da ONG britânica Lion Aid. 
Foto: Exemplares de Leões africanos têm sido caçados e mortos para extração de ossos, que são vendidos para o mercado asiático. Tradicionalistas da região acreditam em cura com poções que utilizam esqueleto. (Foto: Reprodução/Chris vd Merwe) 
Fonte: G1

Cachorro-vinagre é visto em Minas Gerais depois de 170 anos

Uma rara espécie encontrada em Minas Gerais somente em 1842, quando foi descrita pelo dinamarquês Peter Lund, “pai da paleontologia brasileira”, foi registrada recentemente no Parque Estadual Veredas do Peruaçu, no Cerrado mineiro. Segundo a WWF, os últimos relatos oficiais do animal eram de seus rastros e dois animais mortos. O comportamento arredio e ausência de informações sobre os seus hábitos deram ao cachorro-vinagre (Speothos venaticus) a fama de um fantasma. A filmagem do cachorro-vinagre ocorreu devido às “armadilhas fotográficas”, fruto da parceria entre o WWF-Brasil e o Instituto Biotrópicos. “Há sete anos tentávamos registrar a espécie na região. Nem acreditei quando vi a filmagem”, comemora o biólogo Guilherme Ferreira, do Biotrópicos. O cachorro-vinagre tem pelagem marrom escura, corpo alongado de até 70 cm, tem pernas e orelhas curtas e pesa cerca de 5 quilos. O nome tem duas origens possíveis: sua cor e sua urina, que possui um forte cheiro, similar ao vinagre. O animal pode ser encontrado no Cerrado, Mata Atlântica e Amazônia e é um dos menores e mais sociais canídeos da América do Sul, uma vez que forma bandos permanentes com até dez companheiros.  
Conservação: A região que vive o bicho, também chamado de cachorro-do-mato-vinagre (Speothos venaticus), sofre com o acelerado desmatamento. E a parca informação sobre o comportamento da espécie dificulta a adoção de estratégias para sua preservação. Além do desmate, conflitos com populações, ataques e transmissão de doenças por animais de estimação são outros problemas enfrentadas por esses canídeos. A escassez da espécie fizeram especialistas do mundo inteiro tentarem reproduzi-lo em cativeiro, o que foi feito com sucesso na Alemanha. Do país vieram vários desses espécimes para zoológicos brasileiros, onde atualmente o cachorro-vinagre começa a se multiplicar.  
Foto: A dificuldade de encontrá-los na natureza faz cientistas reproduzi-los em cativeiros. Foto: Schinke Fonte: EcoD

Mariposa macho virgem é apressada

É um caso típico de afobação. Estudo feito por pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, descobriu que quando a mariposa fêmea libera feromônio, machos virgens tendem a não esperar que os músculos se aqueçam para só então perseguir a fêmea. A pressa, segundo o estudo, acaba prejudicando a qualidade do voo e, com isso, o macho não alcança a fêmea. No estudo, publicado pelo periódico cientifico Journal of Experimental Biology no mes de junho, os pesquisadores constataram que machos da espécie Helicoverpa zea alçam voo com os músculos ainda frios, o que diminui a autonomia e pode fazê-los perder a viagem – e a cópula. “Acreditava-se que os insetos faziam seu aquecimento sempre a mesma velocidade independente do estímulo que recebessem e que decolassem quando seu tórax alcançava uma temperatura ótima para um bom voo. Nosso trabalho mostra que o pré-aquecimento em insetos (mariposas) é dependente do estímulo e que a decolagem pode ocorrer com o tórax abaixo da temperatura ideal para um voo potente. Quando uma fêmea esta por perto esses insetos arecem viver o dilema entre levantar voo rapidamente ou ter potência”, explicou Neil Vickers, um dos autores do trabalho. Vickers explica que os músculos usados pelos insetos para o voo estão entre os mais caros metabolicamente no reino animal. É preciso muito oxigênio para que o voo seja bem sucedido. Não é apenas, na cópula, no entanto, que o odor é peça fundamental para as mariposas. Basicamente boa parte da vida delas é pautada por ele. É o cheiro das flores, por exemplo, que faz com que as mariposas escolham de onde pegar o néctar. Agora os pesquisadores querem descobrir como as mariposas fazem para controlar o aquecimento dos seus músculos.
Foto: José Crespo/ University of Utah/ Afobado: Mariposas machos virgens põe tudo a perder quando fêmea libera feromôneo
Fonte: Último Segundo

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

'Perereca de vidro' pesquisada no AM chama atenção pela transparência

Com apenas 24 milímetros de comprimento quando adulto, a Hyalinobatrachium iaspidiense, popularmente conhecida como ‘perereca de vidro’, vem chamando a atenção de pesquisadores no Amazonas, principalmente devido à sua transparência. A espécie foi descoberta por pesquisadores durante levantamentos noturnos na área da Cachoeira da Onça em Presidente Figueiredo, município do Amazonas, distante 170 km de Manaus, no ano de 2002. De dorso verde-claro com pontos negros, ventre transparente, íris verde-amarelada e a ponta dos dedos em de ‘T’, a perereca de vidro ainda é pouco conhecida no meio científico. “Os homens não dão muita atenção para os anfíbios, os achando nojentos e que não servem para nada. Porém, desconhecem que esses animais possuem grande importância no equilíbrio do meio ambiente”, afirmou Marcelo Lima, biólogo do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Segundo ele, as pererecas de vidro são essenciais para a existência das cobras, pois são presas deles. Com um possível desaparecimento da espécie, faz com que os seus predadores também corram risco de extinção. “Pode-se afirmar que atitudes como a remoção de mata ciliar (vegetação próxima à margem dos rios) deixam a espécie mais vulnerável, pois ela é sensível às modificações ambientais e não podem ficar muito tempo exposta ao sol, correndo o risco de ter a pele ressecada e morrer”, explicou o biólogo. Considerada uma espécie notívaga, ou seja, que prefere sair no período da noite, a perereca de vidro se alimenta de invertebrados, principalmente insetos, e tem como predadores as aranhas e serpentes, além do próprio homem, que a extingue sem se dar conta, segundo Marcelo Lima. Sobre o modo de reprodução, o pesquisador explica que todas as espécies de perereca de vidro conhecidas desovam sobre folhas acima da água. “Em média, as fêmeas depositam cerca de 20 ovos no período chuvoso, entre dezembro e maio. Os ovos se desenvolvem por alguns dias ali. Depois, os girinos rompem a cápsula do ovo, caem na água e permanecem até completarem o desenvolvimento”, afirmou o biólogo, que ainda disse ser desconhecido o tempo de desenvolvimento do animal.


Foto 1: Pequeno anfíbio, que pode chegar até 24 milímetros de comprimento quando adulto, recebeu este nome devido à pele transparente (Foto: Marcelo Lima/Inpa)


Foto 2: De dorso verde-claro e ventre transparente, espécie ainda é pouco conhecida (Foto: Marcelo Lima/Inpa)


Foto 3: Em média, as fêmeas depositam cerca de vinte ovos no período chuvoso, entre dezembro e maio (Foto: Marcelo Lima/Inpa


Foto 4: Segundo pesquisador, as pererecas de vidro são essenciais para a existência de animais como a cobra. O desaparecimento desses anfíbios também coloca em risco a existência de seus predadores(Foto: Reprodução / Inpa)  

Fonte: G1

Eu sou a Morsa


Nesta foto uma morsa-atlântica macho repousa em uma plataforma de gelo perto de Nunavut, no Canadá. Este animal ártico é um dos maiores da fauna da região. 
Foto: Paul Nicklen / National Geographic Image Sales  
Fonte: Último Segundo

Predador exposto previamente a odor de presa tende a ignorá-la

Um estudo feito em conjunto pela Universidade de Sydney e pela Universidade New South Wales, na Austrália, sugere que predadores expostos previamente ao cheiro de suas presas tendem a ignorá-las mais vezes e, com isso, pode haver aumento na chance de sobrevivência destes animais. A pesquisa, publicada no dia 15 de outubro pelo periódico "PNAS", usou ovos de aves e populações de ratos (Rattus rattus) criados de forma selvagem. Os ratos foram expostos previamente ao odor do ninho das aves, para medir se haveria ou não mudança no comportamento de predação. Após uma semana de monitoramento, os ratos pré-expostos ao cheiro dos ninhos passaram a ignorá-los mais vezes e comer menos os ovos, segundo o estudo. Os ovos introduzidos no ambiente algum tempo após o odor tiveram 62% mais chance de não serem devorados. Para os cientistas, os predadores podem ter aprendido a ignorar uma pista falsa, que não daria a eles nenhuma comida, e associado o odor a uma falsa recompensa. No caso de ovos que eram introduzidos no ambiente ao mesmo tempo que os ratos e o odor dos ninhos, não houve modificações no comportamento de predação. O estudo sugere que a pré-exposição ao cheiro pode levar, no futuro, à criação de métodos para proteger espécies ameaçadas de extinção que não envolvam a morte dos predadores. "Técnicas baseadas na pré-exposição olfativa podem dar a uma presa maiores chances de sobrevivência em períodos de vulnerabilidade, como por exemplo logo após a reintrodução em um ambiente", dizem os pesquisadores. 
Foto: Rato da mesma espécie utilizada no estudo pelas universidades australianas (Foto: Divulgação/Universidade de Califórnia, Irvine)  
Fonte: G1

Centenas de borboletas são vistas em reserva do México após migração

Centenas de borboletas-monarcas (Danaus plexippus) foram flagradas voando juntas no Santuário Chincua Serra, no México, após a migração anual que ocorre entre outubro e março. Os insetos saem de países como Estados Unidos e Canadá em busca de um clima mais quente na região central mexicana. Para isso, percorrem mais de 4 mil km de distância, durante cerca de 4 meses. As imagens acima foram feitas pelo fotógrafo Joel Sartore. A reserva chega a hospedar anualmente até 1 bilhão de borboletas, que se concentram em árvores e abrem bem as asas para absorver os raios solares e se manter aquecidas. De madrugada, elas voam e se acasalam. As monarcas têm uma expectativa de vida de apenas dois meses, o que acaba demandando quatro gerações para completar uma viagem de ida e volta aos países de origem delas. 
Foto: Borboletas se aglomeram nas árvores e abrem bem as asas para manter calor (Foto: Daily Mail/Reprodução)  
Fonte: G1

Tire suas dúvidas sobre Reciclagem

Do momento em que acordamos até a hora de irmos dormir, geramos uma média de 1kg de lixo, todos os dias. Somando os resíduos de toda a população mundial teremos, ao final de 24 horas, 6,6 milhões de toneladas a mais de papel, plástico, isopor, ferro, resíduos hospitalares e industriais, orgânicos, borracha, madeira, vidro e outra infinidade de materiais, poluindo e degradando o meio ambiente. Países, como os Estados Unidos por exemplo, consomem hoje o dobro do que era consumido há 50 anos. E o que é pior, 99% desses produtos se tranformam em lixo em menos de seis meses. Para agravar a situação, a grande maioria desses resíduos é depositado em locais impróprios, poluindo o ar, o solo e os lençóis freáticos. Aqui no Brasil, 75% dos detritos sólidos acabam em lixões a céu aberto, atraindo animais peçonhentos e doenças para a população. De todo esse material, apenas 4% é reciclado. A melhor forma de ajudar a diminuir essa produção de lixo é seguindo à regrinha do RRR (Reduzir, Reutilizar, Reciclar). Agregar consumo consciente, reutilização de produtos em bom estado e reciclagem daqueles que não podem mais ser utilizados é a melhor combinação para quem quer contribuir com o meio ambiente. Coleta seletiva: Todo processo de reciclagem começa com a coleta seletiva. Ela é a forma encontrada para segregar os materiais que podem ser reciclados, evitando a contaminação, aumentando o valor agregado dos materiais e diminuindo os custos da reciclagem. Os resíduos são separados de acordo com o tipo de cada um: Papel - coletor azul Metal - coletor amarelo Vidro - coletor verde Material Orgânico - coletos marrom Plástico - coletor vermelho Madeira - coletor preto Não Recicláveis - coletor cinza Para realizar esse tipo de coleta basta segregar o lixo nos coletores indicados e entregá-lo em um posto de coleta. Muitas cidades já possuem o tipo de coleta porta a porta, com caminhões que percorrem as residências em dias e horários que não coincidam com a coleta normal de lixo. Nesses casos, os moradores colocam os materiais nas calçadas, separados em contêineres diferentes. Outra opção são os Postos de Entrega Voluntária (PEV), em que pequenos depósitos são colocados em diferentes locais da cidade e cada um leva, espontaneamente, os recicláveis até lá. Existem também os Postos de Troca, onde você recebe pelo material entregue, e o Programa Interno de Coleta Seletiva (PICs), que é realizado em instituições públicas e privadas, em parceria com associações de catadores. Procure na sua região qual a melhor opção para você. Caso você more em um condomínio onde não exista a coleta seletiva, a primeira medida é conscientizar seus vizinhos da importância da prática, tanto para a sociedade quanto para o meio ambiente. Isso pode ser feito através de palestras, cartazes informativos ou manuais de coleta seletiva. Quando todos concordarem em colaborar, vocês deverão preparar um Projeto de Reciclagem, onde será considerada a logística do prédio e a forma como o lixo será coletado. Feito isso, vocês deverão adquirir os coletores específicos e fazer com que sejam devidamente sinalizados. Pronto, agora é só separar cada resíduo em seu local específico e entregá-lo no local adequado. Fazendo isso você estará ajudando a diminuir o consumo de matérias primas, a poluição do solo, água e ar, melhorando a limpeza da cidade e a qualidade de vida da população. A reciclagem também prolonga a vida útil dos aterros sanitários, gera empregos para a população não qualificada e receita para os micro e pequenos empresários. 
Você Sabia? 
1000 quilos de papel reciclado = 20 árvores poupadas 
1000 quilos de vidro reciclado = 1300 quilos de areia extraída poupada 
1000 quilos de plástico reciclado = milhares de litros de petróleo poupados 
1000 quilos de alumínio reciclado = 5000 quilos de minérios extraídos poupados 
Tempo de decomposição do lixo: 
Papel: 2 a 4 semanas 
Corda: 3 a 4 meses 
Chiclete: 5 anos
Lata de alumínio: 500 anos 
Plástico: 450 anos 
Vidro e pneus: tempo indeterminado  
Foto: Movimento Panamby Fonte: EcoD

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Perigo no ar: Brasil é segundo maior poluidor da América Latina

Ansiedade, depressão, dificuldades de aprendizado, anemia crônica, estresse, alergia, doenças respiratórias, ataque cardíaco, redução de peso e estresse. O que todas essas patologias têm em comum? A influência. De acordo com estudos científicos, todas essas doenças possuem alguma associação com a poluição atmosférica, com o agravante de que dessa causa não há como se esconder: mesmo que você não more em um grande centro urbano, as partículas não têm limites geográficos, viajando centenas de quilômetros. O estudo intitulado Estado das Cidades da América Latina e Caribe, divulgado no dia 21 de agosto, emite mais um alerta à população brasileira sobre a qualidade do ar nas grandes metrópoles. Em uma comparação entre grandes países e regiões do continente, a pesquisa revela que o Brasil é o segundo maior poluidor da América Latina, perdendo apenas para o México. Os dois países juntos respondem por mais da metade das emissões de poluentes latino-americanas. Entre as grandes cidades, somente Belo Horizonte se salva. As demais demonstram uma concentração muito maior do que a recomendada pela Organização Mundial da Saúde (20 microgramas por m³). O relatório aponta que 38% da poluição emitida na América Latina é oriunda do escapamento de carros, ônibus e caminhões. Fortaleza é a pior nesse sentido. A concentração de poluentes na atmosfera chega a 80 microgramas/m³, 30 a mais do que a capital paulista, por exemplo. Mobilidade: O grande vilão da história é, como se pode imaginar, o setor de transporte. O relatório aponta que 38% da poluição emitida na América Latina é oriunda do escapamento de carros, ônibus e caminhões. Problema que pode virar solução, uma vez que o estudo constata que a mobilidade das cidades latino-americanas está baseada no transporte individual. Uma expansão do transporte público coletivo mataria dois problemas com um tiro só: além de reduzir congestionamentos, diminuiria os altos índices de poluição urbana, visto que emite menos poluentes do que os meios de transporte particulares (em razão da proporção).


Foto 1: Ativista protesta contra a poluição em uma bicicletada em São Paulo/ julianadiehl


Foto 2: Imagem: Reprodução  

Fonte: EcoD

Cientistas apontam existência de dentes em peixe pré-histórico

Cientistas analisaram fósseis de um tipo de peixe pré-histórico, conhecido como placodermo, para estudar as origens de dentes e das mandíbulas nos vertebrados. O estudo, publicado na edição online da revista "Nature" do dia 17 de outubro, foi realizado pela Universidade de Bristol, pelo Museu de História Natural de Londres (ambos na Grã-Bretanha), pela Universitade de Curtin, na Austrália, e pela Universidade de Zurique, na Suíça. O peixe, da classe Placodermi, é um dos mais antigos vertebrados conhecidos a ter mandíbula, de acordo com o estudo. Os cientistas, no entanto, confirmaram no estudo que estes animais deveriam possuir dentes verdadeiros, com dentina e cavidade para a polpa. Até agora, pesquisadores acreditavam que eles possuíam estruturas que imitavam dentição ou, até, não possuíam dentes de forma alguma. Apesar da descoberta, o estudo aponta que as mandíbulas dos Placodermi eram primitivas em comparação com outros vertebrados e que sua forma de substituição dos dentes perdidos era diferente de outros animais. O estudo aponta que os dentes estiveram presentes até nos vertebrados mais primitivos, ao contrário do que se imaginava. "Ossificações dentais superiores e inferiores ocorrem nos placodermos", disseram os cientistas na pesquisa publicada na "Nature". Estes peixes, avaliam os pesquisadores, "são cruciais para entender a evolução dos dentes e mandíbulas". 
Foto: Escultura mostra como seria um peixe da classe 'Placodermi' (Foto: Divulgação/Esben Horn/"Nature")  
Fonte: G1

Muita Água

As cataratas entre o Brasil e a Argentina impressionam pela quantidade de água, esta quantidade é enorme – são mais de 6 milhões de litros por segundo – e formam as Cataratas do Iguaçu, na fronteira entre o Brasil e a Argentina.
Foto: Frans Lanting/ National Geographic Image Sales
Fonte: Último Segundo

Insetos ajudam a solucionar crimes

Fãs de séries policiais americanas, como CSI, já conhecem um pouco sobre a entomologia forense, o campo da ciência que usa insetos para ajudar a solucionar crimes. Para o britânico Martin Hall foi preciso um certo período de adaptação entre o seu emprego no Museu de História Nacional de Londres, onde pesquisava doenças e sua ligação com insetos, às horríveis cenas e cheiros com as quais teve de lidar quando foi trabalhar para a polícia pela primeira vez, em 1992. Os restos mortais de uma jovem mulher foram encontrados em uma floresta, em Dorset, no sul da Inglaterra, e Hall foi chamado para ajudar nas investigações. "Eu me vi, de repente, em um ambiente que não poderia ter imaginado nos meus sonhos mais loucos", disse Hall.
Insetos e larvas: Analisando a idade e os tipos de insetos e larvas encontrados na cena do crime, ele pode descobrir pistas sobre quanto tempo o corpo havia passado no local. "Estudamos o inseto mais velho no corpo, o que nos dá uma boa indicação de quanto tempo a pessoa passou ali. Se o corpo está do lado de fora, no verão, sabemos que seria encontrado por insetos em 24 horas, então a idade dos insetos no corpo é importante", explica o entomologista. "Também analisamos outros aspectos. Os insetos são consistentes com o local? O corpo poderia ter sido transportado para lá?" As informações ajudaram a polícia a dar um foco para a investigação, limitando o período no qual a vítima teria sido colocada ali. A partir dali, ele passou a ser cada vez mais requisitado pela polícia e, hoje, este tipo de trabalho ocupa praticamente metade de sua semana, analisando amostras ou desenvolvendo pesquisa. "Há geralmente uma ligação entre os insetos que se alimentam do corpo e a causa da morte, um tiro, por exemplo. Também é possível encontrar DNA humano, resíduos de pólvora e restos de drogas a partir de moscas que se alimentaram de um corpo humano".  
Assassinatos: Em média, Hall lida pessoalmente com algo entre 10 e 20 casos por ano. Os mais recentes incluem o assassinato de Alisa Dmitrijeva, de 17 anos, encontrada morta em terras de propriedade da rainha, em Sandringham, no dia 1º de janeiro. Ele também participou das investigações da morte de cinco prostitutas, em Suffolk, em 2006, e diz que a adaptação à função policial foi difícil. "A primeira vez que você vê um corpo é um pouco perturbadora, mas estou relativamente confortável com isso agora” . O entomologista de 57 anos -- que começou a colecionar besouros e moscas-varejeiras durante a infância, em Zanzibar, na África -- pode passar de algumas horas a dias inteiros em um local de crime. "Você só tem uma chance de coletar provas e é fundamental que não se perca nada", disse Hall. "Você tem que pensar como uma larva. Onde eu iria se fosse uma larva? O que eu faria?" Apesar de hoje ser chefe de pesquisa do departamento de entomologia do Museu de História Natural de Londres, Hall diz que trabalhar com crimes é "extremamente gratificante". "Muitas pessoas passam a vida inteira trabalhando duro com pesquisa e não veem nada produtivo saindo disso. Para mim, é ótimo ter um resultado após alguns meses, no fim de cada caso criminal". 
Foto: Entomologista forense diz que é preciso pensar como uma larva (Foto: BBC)  
Fonte: G1

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Estudo do Inpa cataloga insetos aquáticos da Amazônia

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), através do Programa de Apoio a Núcleos de Excelência em Ciência e Tecnologia (Pronex), desenvolve desde 2009 um levantamento das espécies de insetos aquáticos em Manaus e municípios da região metropolitana. A bióloga e coordenadora do projeto, Neusa Hamada, explicou que o estudo se enquadra na entomologia, que consiste na ciência que estuda os insetos sob todos os seus aspectos e relações com o homem, as plantas e os animais. “O foco de estudo é o levantamento através do inventário da diversidade de insetos aquáticos da região, conhecendo a biologia e a ecologia para utilizá-la como ferramenta na avaliação de classe ambiental, além da divulgação e popularização da ciência”, destacou Neusa Hamada, ressaltando que o projeto teve início na década de 1980. A especialista enfatizou que a relevância dos estudos dos insetos aquáticos refere-se à necessidade do conhecimento da diversidade, objetivando saber quando o sistema ambiental está sendo modificado em virtude de impactos provocados pelo homem. “Entres as situações que podem causar impacto as espécies de insetos, a construção de estradas e hidrelétricas, o descarte irregular de substâncias químicas em igarapés são as principais causas. Os insetos funcionam como termômetro, isto é, o seu comportamento são indicadores desse impacto. Além disso, os resultados dos estudos de entomologia são importantes para definição de áreas de preservação ambiental e parques. Por isso, precisamos conhecer a diversidade e a distribuição desses insetos”, ressaltou Neusa Hamada. De acordo com a coordenadora da pesquisa, para definição de parques e áreas ambientais, o comportamento de um grupo específico de insetos aquáticos mais sensíveis aos impactos é verificado minuciosamente. “A qualquer alteração que o ambiente sofre já reflete na composição e na presença dos insetos pertencentes ao grupo EPT (Epehemeroptera, Plecoptera e Trichoptera)”, esclareceu a bióloga. Segundo Neusa Hamada, 20 pessoas entre pesquisadores, alunos de mestrado, doutorado e graduação, estão envolvidas nos estudos dos insetos aquáticos, que tem como campo de pesquisa Manaus e região metropolitana, além dos municípios amazonenses de São Gabriel da Cachoeira, Barcelos, Presidente Figueiredo, Novo Airão, Manacapuru e Rio Preto da Eva.


Foto 1: Pesquisadores do Inpa em coleta de campo dos insetos aquáticos no Amazonas (Foto: Divulgação)


Foto 2: Inseto aquático conhecido como João Pedreiro (Trichoptera) coletado no Amazonas por pesquisadores do Inpa (Foto: Divulgação)


Foto 3: Inseto aquático Siriruia (Ephemeroptera) uma das espécies encontradas em solo amazonense que integra inventário do Inpa (Foto: Divulgação)  

Fonte: G1

Águia é flagrada capturando enguia em lago na Alemanha




O fotógrafo Patrick Pleul flagrou o exato momento em que uma águia capturou uma enguia no lago Breiter Luzin em uma reserva natural perto Feldberg, na Alemanha. A cena foi registrada no dia 12 de outubro.
Foto: Águia foi flagrada capturando enguia no lago Breiter Luzin. (Foto: Patrick Pleul/AFP)
Fonte: G1

Possível mascote dos Jogos de 2016, mico é alvo de projetos para salvá-lo


A conservação do mico-leão-dourado (Leontopithecus Rosalia) ganhou força com a possibilidade do animal se tornar mascote das Olimpíadas de 2016. Endêmico do litoral do Rio de Janeiro (vive somente nessa região), esta espécie de mico é considerada ameaçada de extinção – tem uma população estimada em 1.600 animais (em 1960, existiam apenas 300), segundo levantamento feito por biólogos. Natural da Mata Atlântica, o mico-leão-dourado sofreu uma grave redução de exemplares devido ao desmatamento do bioma, que abrange 15 estados brasileiros. No entanto, esforços realizados por ambientalistas conseguiram aumentar a população de primatas. Organizações não governamentais querem elevar para mais de 2 mil a quantidade de exemplares, patamar considerado sustentável, e para isso contam com um projeto de reflorestamento anunciado pelo governo do Rio de Janeiro, que pretende plantar 34 milhões de árvores até 2016. A medida tem o objetivo de absorver os gases causadores do efeito estufa que serão gerados por obras de infraestrutura para as Olimpíadas realizadas no Rio, além das atividades durante os jogos.
Degradação: Rica em biodiversidade, até 60% das espécies de plantas da Mata Atlântica são endêmicas, ou seja, só existem ali. O bioma se estende pela porção mais populosa do país, mas da área que originalmente ocupava, restam apenas 22,23% de sua vegetação -- segundo o Ministério do Meio Ambiente. De acordo com Marcia Hirota, da Fundação S.O.S. Mata Atlântica, o reflorestamento proposto pelo governo fluminense é uma meta ambiciosa. “Com este tipo de política pública, o Rio pode se tornar um exemplo para outros estados que estão em situação mais crítica”, disse.


Foto 1: Espécie brasileira, mico-leão-dourado é está ameaçado de extinção(Foto: Felipe Dana/AP)


Foto 2: A população deste primata se concentra, principalmente, no estado do Rio de Janeiro (Foto: Felipe Dana/AP)


Fonte: G1

Químico se aproxima do toque de Midas

Num laboratório do elegante prédio de química da Universidade Princeton, pesquisadores empregam uma caçada moderna a uma força fugidia: a alquimia. Ao longo dos séculos, alquimistas tentaram em vão transformar metais comuns, como ferro e chumbo, em metais preciosos como ouro e platina. Hoje, Paul Chirik, professor de química em Princeton, obteve uma nova conquista nessa antiga busca.  Chirik, descobriu como fazer o ferro funcionar como platina, em reações químicas essenciais à manufatura de materiais básicos. Embora ele não possa (infelizmente) transformar um pedaço de minério de ferro numa pilha de joias valiosas, sua versão da alquimia é muito mais prática – e as implicações são de grande alcance. O processo pode gerar uma nova era de tecnologias flexíveis de fabricação, enquanto permite que empresas evitem elementos escassos quando os preços subirem ou quando sua obtenção se tornar ecológica ou geopoliticamente arriscada. "Nenhum químico imaginaria que o lítio estava em falta", afirmou Chirik, "mas o que acontece se você colocar uma bateria de lítio em cada carro? É por isso que a química precisa estar à frente da curva. Precisamos de soluções adaptáveis". Apesar do custo e da relativa escassez de metais preciosos – irídio, platina, ródio –, dependemos deles para fabricar produtos de denim a cerveja, produtos farmacêuticos a células de combustível. Os elementos são usados como catalisadores, substâncias que iniciam ou habilitam reações químicas. O trabalho de Chirik envolve catalisadores dissolvidos, que são misturados ao produto final. As moléculas do catalisador se dissipam durante a reação. Por exemplo, uma solução contendo platina é usada para produzir emulsificantes de silicone, compostos que alimentam produtos como maquiagens, utensílios de cozinha e colas. Pequenas quantidades do caro metal estão espalhadas por todas essas coisas; sua calça jeans, por exemplo, contém partículas irrecuperáveis de platina. "Não estamos prestes a acabar com a platina", declarou Matthew Hartings, químico da Universidade American em Washington, "mas esse processo gasta platina de maneira não sustentável". Basicamente, a química de Chirik envolve uma molécula de ferro em outra molécula orgânica, chamada de ligante. O ligante altera o número de elétrons disponíveis para formar ligações. Ele também serve como suporte, dando um formato às moléculas. "A geometria é muito importante na química", disse Hartings. "Os ligantes de Chirik ajudam o ferro a ter a geometria correta para ajudar essas reações." Além do ferro, o laboratório de Chirik também trabalha com cobalto, que fica ao lado do ferro na tabela periódica. Usando o cobalto, explicou Chirik, os cientistas geraram "uma reação totalmente nova que ninguém jamais viu". Ela produz novos tipos de plástico usando materiais iniciais muito baratos. Mas o preço do cobalto subiu muito desde que o laboratório iniciou suas pesquisas, graças ao uso do elemento nas baterias de dispositivos como iPads e iPhones. "O iPad alterou completamente o preço do cobalto", disse Chirik. "Algo que antes era lixo, hoje é valioso." Embora o aumento de custo possa minar o incentivo econômico para usar os materiais de cobalto de Chirik, isso parece enfatizar perfeitamente seu ponto fundamental sobre a necessidade de flexibilidade. "Existe um grande apelo – e lógica – para focarmos em elementos mais abundantes ao projetarmos catalisadores", afirmou Roderick Eggert, professor de economia e negócios na Escola de Mineralogia do Colorado. A ampla maioria das substâncias químicas que produzimos e usamos para fabricar outros produtos exige catalisadores. E muitos catalisadores usam metais nobres como platina, paládio e ródio, que são caros. Meio quilo de platina custa cerca de US$ 22 mil. Meio quilo de ferro, por sua vez, sai por 50 centavos. Ainda na faculdade de química, Chirik trabalhou em reações que usavam irídio como catalisador. Meio quilo de irídio custa cerca de US$ 16 mil. O chefe de Chirik mantinha o composto a base de irídio trancado numa gaveta de sua mesa. "Eu tinha de andar do escritório dele até o laboratório segurando aquilo com as duas mãos, e não podia conversar com ninguém", contou Chirik. A experiência o deixou com uma semente de ideia. "Por que não podemos fazer isso com algo mais barato?" Numa tarde de primavera no laboratório de Princeton, um aluno de pós-graduação mexia numa caixa de luvas, câmara a vácuo que impede o ferro de enferrujar. A ferrugem é uma potencial desvantagem de usar ferro na fabricação, e o controle disso pode ser desafiador e caro. "Não estamos falando sobre fazer um prato de macarrão em casa", disse Chirik, referindo-se ao volume de produtos químicos envolvidos nas reações em escala industrial. Resta saber, completou ele, se os temores sobre o uso de uma substância "sensível ao ar" supera os temores sobre custo e impacto ambiental dos metais preciosos. E há outros obstáculos. Chirik mostrou duas pequenas placas de flocos de silicone, usadas para produzir cola de envelopes. Uma ele fez usando ferro, a outra com platina. Elas eram indistinguíveis. Conseguir essa façanha, no entanto, não foi nada fácil – o processo consumiu uma década de trabalho. "Uma das razões pelas quais nos envolvemos com esse tipo de química é que compostos contendo metais geram cores muito legais, e é divertido de assistir", explicou Chirik. "Mas se você está produzindo algo que entrará num produto de consumo, a cola de um envelope, a sola de um sapato, um ingrediente de xampu, você realmente não quer que ele seja preto." A Chevron e a Momentive, um fabricante de silicone, estão financiando o trabalho de Chirik. A Merck também é parceira na pesquisa (muitos processos de fabricação de medicamentos usam ródio ou paládio). Um produto em desenvolvimento é um pneu para economia de combustível que emprega um novo processo, mais limpo e sem subprodutos, usando ferro em vez de platina. Segundo Hartings, da Universidade American, usar materiais abundantes onde for possível pode liberar os materiais mais escassos para aplicações onde eles são realmente essenciais. "Há menos motivos para uma mineração louca quando se tem outro produto que funciona igualmente bem", afirmou ele. Os pesquisadores no laboratório de Chirik também estão buscando maneiras de usar catalisadores para converter nitrogênio do ar em formas usadas em diversos produtos, de fertilizantes a fibras de tapetes. O método atual, chamado processo Haber-Bosch, é tão intenso que responde por 1 por cento do uso de energia mundial. A sustentabilidade costuma focar em "reciclar latas e usar carros com melhor quilometragem por litro", disse Chirik. Embora importantes, esses esforços são apenas parte do quadro. Há também a forma como os produtos são feitos. "Quando você compra calças jeans, algum estranho elemento da tabela periódica foi usado para produzi-las", explicou Chirik. "Ou você pensa que estava fazendo algo de bom ao comprar um Prius, mas ele traz um monte de neodímio que vem de uma mina na Mongólia." "Se pudermos fazer a transição para um mundo completamente abundante de terra", concluiu ele, "conseguiremos surtir um enorme impacto".
Foto: Getty Images /Pepita de platina: químico conseguiu fazer com que ferro se comporte como o elemento, catalisando reações importantes para a indústria
Fonte: Último Segundo

Golfinho fica em alerta por até 15 dias sem ficar cansado

Pesquisa divulgada no dia 17 de outubro na publicação científica “PLoS ONE” afirma que golfinhos conseguem ficar em alerta contra possíveis ataques por até 15 dias consecutivos, sem precisar de descanso, graças à característica de adormecer apenas metade de seu cérebro por vez. O estudo, conduzido pela Fundação Nacional de Mamíferos Marinhos dos Estados Unidos, afirma que esses animais utilizam essa técnica de "ecolocalização" por até duas semanas seguidas. Na prática, mesmo dormindo, os golfinhos conseguem identificar seres e objetos próximos, monitorar seu ambiente a partir de uma avaliação da frequência de sons e, consequentemente, fugir se for preciso. Os investigadores estudaram dois exemplares de golfinhos: Say, uma fêmea de 30 anos, e Nay, um macho de 26 anos. Ambos foram colocados em um ambiente de testes na Baía de San Diego. A partir das observações feitas pelos pesquisadores, foi possível descobrir que esses mamíferos aquáticos eram capazes de cumprir a tarefa biológica de “sentinela” sem aparentar sinais de fadiga por, pelo menos, cinco dias consecutivos. A fêmea, no entanto, realizou tarefas adicionais por mais dez dias. Os cientistas acreditam que a técnica dos golfinhos de dormir “desligando” apenas uma metade do cérebro por vez foi desenvolvida para que esses animais sejam capazes de respirar na superfície de ambientes marítimos mesmo quando estão adormecidos.
Foto: Espécime fêmea de golfinho chamada Say, que fez parte dos testes de cientistas americanos (Foto: Divulgação/Brian Branstetter)
Fonte: G1

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Pescador encontra fóssil de preguiça gigante em lagoa no Sul do RS

Um fóssil do fêmur de uma preguiça gigante que viveu há cerca de 10 mil anos foi encontrado por um pescador no fundo da Lagoa Mirim, em Santa Vitória do Palmar, na Região Sul do Rio Grande do Sul. A peça arqueológica foi autenticada por especialistas e agora faz parte do acervo do museu da cidade. De acordo com o diretor do Museu Municipal Coronel Tancredo Fernandes de Mello, o pesquisador Jamil Corrêa Pereira, a preguiça gigante viveu na região durante o período Pleistoceno. Pelas características do fóssil, era de um animal com cerca de seis metros de altura e que pesava cinco toneladas. “Temos mais material desta espécie, como um crânio encontrado em outro local. O nome científico é Megatherium americanum. Este animal era bastante encontrado no Rio Grande do Sul, no Uruguai e na Argentina”, diz o pesquisador. O fêmur da preguiça gigante veio preso à rede do pescador Oldemar Borges. O homem, que vive da pesca há 27 anos, disse que o objeto foi achado em um local conhecido como Pontal das Areias, no dia 13 de outubro. Conhecido na região como Nenê, o pescador conta que, no mesmo local, há cerca de dois anos, um companheiro encontrou outro fóssil, a parte da mandíbula de um mastodonte, que hoje também está exposta no museu. O elefante pré-histórico estava sem os dentes e, por isso, não foi possível fazer uma análise da sua idade, segundo Jamil. Santa Vitória do Palmar é considerada um dos maiores sítios paleontológicos do estado. Diversos fósseis já foram encontrados no município. Por isso mesmo, o museu faz um trabalho de conscientização, principalmente com os pescadores da região, para que avisem se encontrarem algum objeto parecido com um fóssil. “Já vi muito companheiro achar ossos estranhos e jogar de volta na água. A gente não sabia o que era. Agora vamos prestar mais atenção”, diz Nenê. O fêmur da preguiça gigante será catalogado e, posteriormente, estudado. Uma equipe deve ir de barco até o local onde o material foi pescado para fazer novas buscas por fósseis, principalmente durante o verão, quando o nível da Lagoa Mirim baixa e facilita o trabalho dos pesquisadores.


Foto 1: Fêmur de uma preguiça gigante ficou preso na rede do pescador (Foto: Guacira dos Santos/Divulgação)


Foto 2: Fêmur da preguiça gigante encontrado pesa cerca de seis quilos (Foto: Guacira dos Santos/Divulgação)


Foto 3: Parte da mandíbula de um mastodonte também já foi encontrada em Santa Vitória do Palmar (Foto: Guacira dos Santos/Divulgação)  



Fonte: G1

Árvores doentes podem aumentar aquecimento global

Árvores doentes podem estar gerando metano, um dos gases responsáveis pelo aquecimento global, segundo cientistas da Universidade de Yale, nos Estados Unidos. Eles pesquisaram 60 plantas na floresta de Yale Meyers, na região nordeste do estado de Connecticut, e encontraram concentrações do gás 80 mil vezes maiores do que o normal. Em condições comuns, a presença do metano é de menos de duas partes por milhão na atmosfera. Nas partes ocas das árvores doentes, os pesquisadores encontraram níveis médios de 15 mil partes por milhão de metano no ar. A pesquisa foi divulgada na revista "Geophysical Research Letters" ("Cartas de Pesquisa Geofísica"). A concentração do metano nas árvores doentes chega a ser inflamável, segundo o coordenador do estudo, Kristofer Covey, da Universidade de Yale. O pesquisador aponta que as condições encontradas nas árvores são normais em vários locais de floresta no mundo, o que indica que os cientistas podem ter achado uma nova fonte de produção do metano "em escala global". As árvores doentes têm um potencial de aquecimento global equivalente a 18% do carbono capturado pelas mesmas florestas, reduzindo o benefício climático que elas criariam em cerca de um quinto, segundo Covey. "Se nós extrapolarmos o que foi encontrado [no estudo] para florestas em escala global, o metano produzido pelas árvores representaria 10% das emissões do mundo", afirmou Xuhui Lee, co-autor da pesquisa e professor de meteorologia em Yale. Ele reconhece que os cientistas "não sabiam da existência" deste processo de criação do metano.
Mais velhas: As árvores que produzem metano são mais velhas e doentes, com idade entre 80 e 100 anos. No caso da floresta de Yale, elas estão sendo afetadas por um fungo que cria condições favoráveis para a proliferação de microorganismos que fabricam o gás. Ninguém havia pensado que a ideia de podridão causada por fungos, um problema comum em florestas, poderia estar ligado à produção de gases-estufa e ao aquecimento global, reforçam os cientistas.  
Fonte: G1

Nova experiência tenta resolver mistério da Ilha de Páscoa

Uma nova teoria tenta solucionar o mistério de como as colossais estátuas da Ilha de Páscoa foram movidas. Os moais (como são chamados) viajaram por 18 quilômetros das pedreiras onde foram esculpidos, sem a ajuda de rodas, guindastes ou animais de carga. Cientistas testaram muitas ideias no passado, imaginando que os habitantes da ilha usaram uma combinação de rolamentos, cordas e plataformas de madeira. Mas agora, uma dupla de arqueólogos criou uma nova teoria: talvez as estátuas foram “projetadas para se mexer” em um movimento de balanço, usando apenas a força humana e cordas. Terry Hunt da Universidade do Havaí e Carl Lipo, da Universidade Estadual da Califórnia em Long beach trabalharam em conjunto com o arqueólogo Sergio Rapu, que faz parte da população dos nativos da ilha do Pacífico Sul, para desenvolver sua teoria. Eles observaram que as barrigas redondas do moais permitia que as estátuas fossem empurradas para frente, e bases pesadas em forma de D podem ter permitido a carregadores que as rolassem e balançassem de lado a lado. No ano passado, em um projeto patrocinado pelo Conselho de Expedições da National Geographic, Hunt e Lipo demonstraram que um grupo de 18 pessoas poderia, com apenas três pedaços de corda resistente e um pouco de prática, manobrar com rapidez e facilidade uma réplica de um moai de três metros de altura e cinco toneladas por algumas centenas de metros. Em 1986, o engenheiro checo Pavel Pavek trabalhou com o explorador norueguês Thor Heyerdahl e um grupo de 17 ajudantes para levantar um moai de quatro metros de altura e nove toneladas para mover um moai com movimentos de torção, mantendo a estátua em pé em todos os momentos. Mas a experiência danificou a base do moai e teve que ser interrompida. Um ano mais tarde, o arqueólogo americano Charles Love e um time de 25 pessoas conseguiu deixar de pé um modelo de quatro metros e nove toneladas em uma plataforma, e movimentou o conjunto com toras, avançando 45 metros em dois minutos. Mas nada disso parece convencer muitos dos cerca de dois mil Rapanui (como são chamados os descendentes dos colonizadores polinésios da ilha). Para eles, a resposta é simples. “Nós sabemos a verdade,” diz Suri Tuki, 25 anos, guia turística. “As estátuas andavam”. 
Foto: James Blair / National Geographic Image Sales; Os moais da Ilha de Páscoa provavelmente foram construídos por colonizadores polinésios há 800 anos  
Fonte: Último Segundo

Leoa com juba é avistada em região de país africano

Uma leoa com juba foi avistada em uma área de reserva situada no delta do Rio Okavango, em Botsuana, na África. Fotografias do animal foram divulgadas na última semana e tiveram sua autenticidade confirmada no dia 12 de outubro pela ONG Panthera, de preservação de grandes felinos. Segundo o presidente da Panthera, Luke Hunter, em entrevista a "National Geographic", a explicação mais provável para o fenômeno é uma predisposição genética dos leões na região africana. Leoas de juba e com características masculinas são vistas regularmente na área, de acordo com Hunter. Ele disse ao blog que acha possível que os animais com a anomalia sejam parentes. Segundo o presidente da Panthera, a anomalia pode ocorrer na fase embrionária das leoas dentro do útero ou no momento do nascimento dos filhotes. 
Foto: Fotografia mostra leoa com juba em área de Botsuana, na África (Foto: Reprodução/Panthera)  
Fonte: G1

Consumo de produtos em um país impacta a conservação de espécies

Você sabia que tomar um café colombiano em um restaurante na Alemanha, afeta a conservação de macacos nas florestas da Colômbia? Pois bem! Pesquisadores cruzaram dados ecológicos de espécies ameaçadas com dados logísticos de comércio internacional e descobriram que o segundo é responsável por 30% das ameaças a biodiversidade global. O estudo que mapeou o consumo de produtos em um país e como ele afeta a sobrevivência de espécies em outro, foi publicado na revista Nature e incluiu desde commodities primárias, como soja, carne, leite, madeira e minérios, até produtos finais industrializados, como iogurtes, chocolates, chapas de aço, móveis e materiais de construção. No total, foram analisadas mais de 5 bilhões de relações comerciais, envolvendo 15 mil produtos de 187 países e relacionadas a 25 mil registros de espécies ameaçadas. Os resultados classificaram os países em:
Importadores líquidos de biodiversidade: o consumo de produtos importados nesses países coloca mais espécies em risco fora do país do que a exportação o faz dentro do próprio país. Os maiores importadores de biodiversidade são os Estados Unidos, Japão e Alemanha.
Exportadores líquidos de biodiversidade: depende do número de espécies que são ameaçadas pelas suas exportações. Indonésia, Madagascar e Papua Nova Guiné são os maiores exportadores.
O objetivo do estudo, segundo os autores, é lembrar que as ameaças à biodiversidade devem ser avaliadas em escala global, e não apenas local. Os resultados, segundo eles, dão embasamento para medidas de rastreamento, certificação e até penalização de produtos nocivos à biodiversidade.
O Brasil: Na lista o Brasil aparece como um importador líquido de biodiversidade, ou seja, o país coloca mais espécies em risco com o que compra do que com o que vende. Segundo o estudo, os produtos importados pelo país impactam negativamente 76 espécies, versus 35 espécies que são afetadas domesticamente por suas exportações - principalmente de commodities como carne e grãos. "Eu diria que o Brasil se saiu muito bem, considerando o tamanho do país e a pressão que ele recebe internacionalmente", afirmou ao Estado o pesquisador Barney Foran, da Universidade de Sydney (Austrália), um dos autores do estudo. "Porém, não há espaço para complacência."
Foto: O objetivo do estudo é mostrar que as ameaças à biodiversidade devem ser avaliadas em escala global/sxc.hu
Fonte: EcoD

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Conheça as 7 economias mais expostas às mudanças climáticas

Sete países de economias diferentes, distribuídos por regiões distintas do globo, mas com um ponto em comum: a vulnerabilidade quando o assunto são as mudanças climáticas. O que os difere, nesse sentido? A capacidade para lidar com o problema. Isso é o que mostra um novo relatório da consultoria britânica de risco Maplecroft, divulgado dia 24 de agosto, pela Exame. O relatório destaca que, embora os desastres naturais ocorram em todo o mundo, a todo o tempo, alguns países acabam sofrendo menos com os estragos por conta da capacidade de recuperação. Embora a maior parte do Japão (40% da população) esteja mais susceptível a enfrentar ciclones tropicais do que as Filipinas, por exemplo, se ambos os países sofressem eventos semelhantes, morreriam 17 vezes mais pessoas nas Filipinas que no Japão, segundo estimativas da ONU. O nível de risco foi calculado por meio de uma série de fatores, incluindo a robustez econômica, a força de governança e a infraestrutura. Conheça o Top 7! Foto: Eskinder Debebe/UN
7) Índia: O segundo país mais populoso do mundo é também um dos mais vulneráveis aos desastres naturais. Quase toda a Índia tem um grau elevado ou extremo de sensibilidade, devido à pressão da população e seu ritmo de crescimento econômico, que gera tensão aguda na demanda por recursos naturais. Esta situação é agravada por um alto grau de pobreza, sistema de saúde precário e dependência agrícola de grande parte da população. Para não falar da insegurança energética – grande consumidor de combustíveis fósseis baratos, como carvão, que contribuem fortemente para as altas emissões, a Índia enfrentou um apagão histórico em agosto, que deixou mais da metade do país no escuro. Uma catástrofe natural de grandes proporções pode afetar profundamente a economia indiana. Foto: Getty Images
6) Filipinas: As Filipinas são um país especialmente suscetível ao aquecimento global, com consequências que refletem direto na economia e na segurança alimentar do país. A consultoria destaca alguns fatores que têm contribuído para a maior incidência de desastres, como níveis de precipitação alta, a rápida urbanização e o desmatamento ilegal, que expõem o solo à degradação. Eventos climáticos extremos afetam uma de suas principais atividades agrícolas, o cultivo de arroz, grão também onipresente na dieta da população local. Segundo o Banco de Desenvolvimento Asiático, se não forem tomadas medidas para adaptar o país aos efeitos das mudanças climáticas, a produção de arroz do país pode cair até 70% até 2020. O problema é que o país é relativamente fraco na hora de se preparar para responder às emergências. Foto: Getty Images
5) México: A exposição aos furacões é uma constante no México, principalmente nos litorais do país com o Atlântico e o Pacífico. A cada ano, o aumento da frequência de perdas econômicas causadas por esses fenômenos vem afetando profundamente a produção agrícola. Há mais de duas décadas sem receber ajuda relevante do governo, o setor agrícola carece de investimento em diversos fatores de produção, de maquinaria à logística. Foto: Wikimedia Commons
4) Taiwan: Terremotos e tufões são os dois principais riscos naturais em Taiwan. Na segunda semana de agosto, o governo determinou a retirada de 3.000 pessoas e mobilizou centenas de soldados ante a aproximação do tufão Tembin, que ameaça a ilha com fortes ventos e chuvas torrenciais. A exposição do país a fortes ciclones tropicais foi demonstrada pelo tufão Morakot, em agosto de 2009. O impacto econômico da tempestade foi limitado porque a maioria dos danos se concentraram nos setores da agricultura e do turismo, que compreendem uma porção relativamente pequena de produção global da economia do país. Mas, segundo o relatório da Maplecroft, o custo e as implicações do tufão Morakot teriam sido substancialmente maiores se as tempestades atingissem áreas chaves de produção, como os centros industriais. Foto: Getty Images
3) China: Dada a escala da economia, um evento extremo apresenta riscos significativos que vão além das fronteiras do país. O relatório da Maplecroft destaca que boa parte da produção econômica se concentra ao longo da zona costeira no Leste da China, em particular em torno do Mar Amarelo, área exposta a terremotos. O perigo no gigante asiático mora próximo de seus rios, incluindo o Yangtsé, o maior do país. Em dias de fortes chuvas, eles transbordam, inundam as cidades e estragam plantações. A classificação da China entre os países sob “risco extremo” reflete a exposição econômica chinesa a este e outros desastres naturais. Foto: Getty Images
2) Estados Unidos: Classificado pelo relatório como país de "risco extremo", os Estados Unidos ocupam a segunda posição no ranking de maior exposição aos desastres naturais. A temporada de furacão norte-americana de 2011 foi uma das mais intensas da história dos EUA, com mais de 1.100 tornados registrados. Os incêndios devastadores, como o que atingiu o Colorado em junho, são outra constante na região, e também a seca, que chegou a níveis recordes em 2012, afetando o preço dos grãos em todo o mundo. Mas, segundo o relatório, esses eventos extremos são contrabalanceados por um sistema eficaz de infraestrutura do governo e boa resiliência socioeconômica, ou seja - o país é capaz de recuperar bem dos danos e perdas causadas pelas tempestades severas e tornados. Foto: Getty Images
1) Japão: A exposição da economia japonesa aos perigos naturais é avaliada como de "risco extremo" pela Maplecroft. Por ser a terceira maior economia do mundo, um desastre de grande magnitude, como o tsunami que atingiu o país em março de 2011, causa impactos financeiros que podem ser sentidos mundialmente. Os danos na usina nuclear de Fukushima afetaram o fornecimento de energia para a região, mas também a produção industrial. Em números gerais, o tsunami no Japão foi o evento sísmico global mais caro da história, com custo estimado em 210 bilhões de dólares. No entanto, ressalta a Maplecroft, o país tem resiliência exemplar e os esforços de construção e reconstrução garantem a retomada do crescimento econômico.Foto: Getty Images  
Fonte: EcoD