quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Livro reúne fotografias da diversidade da natureza no Brasil

Um livro lançado no dia 5 de setembro reúne fotografias inéditas da natureza brasileira em suas diferentes paisagens. A publicação contempla imagens da Amazônia, da Caatinga, do Cerrado, da Mata Atlântica, dos Pampas, do Pantanal e também dos oceanos. O projeto da organização ambientalista Conservação Internacional recebeu o nome de “Biomas brasileiros – retratos de um país plural”. A ideia dos organizadores é, por meio das fotos, “descrever o pano de fundo da construção de um novo e duradouro modelo de vida no planeta para o terceiro milênio”. Ao lançar o livro, Conservação Internacional destacou que o território brasileiro contém cerca de 20% das espécies e 12% da água doce do planeta, e que as reservas florestais têm participação importante na manutenção do clima.


Foto 1: Aves sobrevoam a Floresta Amazônica


Foto 2: Fotografia do Cerrado brasileiro


Foto 3: Florestais


Foto 4: Pássaro


Foto 5: Baleias


Foto 6: Uacari


Foto 7: Gado Brasileiro


Foto 8: Veados


Foto 9: Pampas


Foto 10: Monte Roraima


Foto 11: Floresta


Foto 12: Aracoari-castanho


Foto 13: Maria-leque---Onychorhynchu


Foto 14: Mico-leão-de-cara-dourada


Foto 15: Rio Amazonas


Foto 16: Seca


Foto 17: Tartaruga-verde


Foto 18: Vista aérea das serras  


Fonte: G1

Peixe-boi de água salgada consegue captar ruído ultrassônico

Barulho de motores de lanchas e de motos aquáticas pode prejudicar a audição do peixe-boi-marinho (Trichechus manatus), de acordo com estudo realizado pelo Laboratório e aquário marinho Mote, dos Estados Unidos. O resultado de análises feitas durante 14 anos, publicado nesta semana no “The Journal of Experimenta Biology”, mostra que por viverem na profundidade em algumas regiões da costa dos EUA, onde normalmente tem pouca luminosidade, os mamíferos aquáticos "reforçaram" sua audição e conseguem captar frequências ultrassônicas. Isto o ajudaria, por exemplo, a distinguir ruídos como o de uma lancha se aproximando -- um potencial caçador. Entretanto, segundo os pesquisadores, a detecção de barulho pode não ocorrer de forma completa quando os animais estão dormindo. Apesar da audição "eficiente", que, teoricamente, ajudaria essa espécie a sobreviver e escapar de ameaças, os cientistas querem descobrir o motivo do peixe-boi-marinho corre risco de desaparecer. Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), o peixe-boi de água salgada é considerado vulnerável na natureza. 
Foto: Exemplar de peixe-boi-marinho que vive em água salgada, na costa dos Estados Unidos (Foto: Divulgação)  
Fonte: G1

Mesmo com resfriamento, 2012 deve bater recorde de calor, aponta ONU

Os dez primeiros meses de 2012 já são considerados como o nono período mais quente desde que as medições começaram a ser feitas, na segunda metade do século 19, mesmo com a ocorrência do fenômeno La Niña, responsável pelo resfriamento das águas do Oceano Pacífico. As informações foram divulgadas no dia 28 de novembro pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), que lançou novo relatório devido à realização da conferência climática da ONU, a COP 18, em Doha, no Qatar. De acordo com o documento, o ano de 2012 deve registrar novo recorde de calor até o seu final e já ficou marcado pela ocorrência de fenômenos climáticos extremos em todo o mundo, principalmente no Hemisfério Norte, que sofreu com grandes ondas de frio, de calor, além de um degelo do Ártico sem precedentes. "A extensão do gelo do Ártico atingiu um novo recorde negativo. A taxa alarmante do degelo deste ano destaca as profundas mudanças que ocorrem nos oceanos e na biosfera", disse Michel Jarraud, chefe da OMM. O Centro Nacional da Neve e do Gelo dos Estados Unidos (NSIDC) anunciou que em 16 de setembro o território congelado do Ártico era de 3,41 milhões de km², número muito menor se comparado ao último recorde negativo registrado em 2007, quando restaram apenas 4,17 milhões km² (houve perda de 760 mil km² a mais que naquele ano). No geral, houve uma perda de 11,8 milhões de km² desde 20 de março deste ano – considerada pelos cientistas a maior perda de gelo durante um verão detectada por satélites.  
Resfriamento não impediu aumento da temperatura: O relatório aponta ainda que efeitos naturais de resfriamento, como o La Niña, “não alteram a tendência de aumento da temperatura global a longo prazo devido à mudança climática, resultante das atividades humanas". O documento aponta que a superfície do oceano nos primeiros nove meses de 2012 ficou 0,45 ºC acima da média registrada entre 1961 e 1990. Até o fechamento do relatório, em outubro, a quantidade de ciclones tropicais foi de 81, chegando próximo à média de 85 tempestades anuais, registrada entre 1981 e 2010. Na região do Atlântico Norte, a temporada de furacões ficou acima da média pelo terceiro ano consecutivo, sendo que o fenômeno Sandy, que atingiu vários países, entre eles os Estados Unidos, foi a tempestade mais grave. Ainda de acordo com o relatório, as altas temperaturas afetaram especialmente a América do Norte, Sul da Europa, regiões Oeste e Central da Rússia e o Noroeste da Ásia. Foram registrados cerca de 15 mil recordes de calor foram quebrados em diversas regiões dos EUA. O documento aponta também para a escassez de chuvas no México e no Brasil. "A mudança climática está ocorrendo diante de nossos olhos e deve continuar como resultado das concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera, que têm aumentado constantemente", acrescentou um comunicado divulgado pela OMM. 
Foto: Imagem mostra camada de gelo no Ártico no verão, quando o derretimento na área polar se acentua (Foto: Divulgação/Nasa/Universidade de Washington)  
Fonte: G1

Plantações de dendê cercam habitat de orangotangos em Sumatra

As plantações de dendê cobrem 1.600 hectares da floresta de Tripa, refúgio de cerca de 700 orangotangos dos 6.600 que sobrevivem na ilha indonésia de Sumatra. Tripa pertence ao ecossistema de Leuser, uma grande extensão de selva na qual há 8.500 tipos de plantas, árvores de até 70 metros de altura e mais de 350 espécies raras de pássaros, 194 de répteis e 129 de mamíferos. Nesta floresta do noroeste do arquipélago indonésio, os orangotangos dividem espaço com elefantes, rinocerontes e os tigres da Sumatra. "Leuser é um lugar único e um dos de maior biodiversidade do mundo. Abriga uma grande variedade de ecossistemas, mangues, turfeiras, praias, florestas tropicais de terras baixas, zonas de montanhas e alpinas", explicou Arantzazu Acha, coordenadora dos projetos ambientais da Organização da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) na Indonésia. Uma massa florestal densa, úmida e impenetrável que está cercada pelos dendezeiros, uma árvore procedente da África que consome grandes quantidades de água, que não permite que nenhuma outra planta cresça ao redor e da qual os animais selvagens não se aproximam. O indonésio Irwandi Yousef, que assinou quando era governador da província de Aceh a concessão de 1.600 hectares à empresa Kallista Alam para o cultivo de dendê, reconheceu que o contrato foi "moralmente errôneo", embora o tenha defendido como uma forma de chamar a atenção mundial sobre as florestas da Sumatra. "A comunidade internacional acredita que nossas florestas são um depósito livre para seu dióxido de carbono", disse Yousef à imprensa nesta semana. O ex-governador desta região autônoma compartilha com o Governo central de Jacarta a opinião que a proteção da floresta e dos animais que nela habitam deve ser compensada com ajudas econômicas. "(Todos) dizem que querem ar limpo e proteger as florestas (...) mas o que fazem é inalar nosso ar sem pagar nada", apontou o destacado político da região. Os ecologistas asseguram que as explorações de azeite de dendê se transformaram nas últimas décadas no pior inimigo dos orangotangos, espécie em perigo crítico de extinção e extremamente vulnerável devido à sua lenta reprodução e à necessidade de um habitat amplo. O parque nacional de Leuser está protegido por uma ferrenha legislação, o que não pode ser dito quanto ao ecossistema a que pertence, que cobre 2,6 milhões de hectares e onde muitas áreas dependentes da vontade política para a preservação. Segundo a coordenadora da Unesco, "uma das principais razões para a diminuição das povoações de animais de vida selvagem é o desaparecimento de seu habitat". E, precisamente, a maioria das espécies em perigo "tem seu habitat primário nas florestas tropicais de terras baixas, abaixo dos 900 metros, que são as áreas mais propicias para as expansões agrícolas, especialmente, os cultivos extensivos de dendê", acrescentou Arantzazu. Entre 1985 e 2007, 49,3% das florestas da Sumatra desapareceu devido à exploração agrícola, a maior parte em zonas de pouca altitude e habitadas por orangotangos, segundo os dados da Unesco. Cerca de 80% das florestas são agora de dendezeiros, árvore da qual se extrai um produto vegetal empregado para fazer biocombustíveis e cosméticos, e que deu lugar a uma indústria da qual a Indonésia é o principal abastecedor em nível mundial. A Indonésia é o terceiro país do mundo com maior superfície florestal e o que registra a taxa de desmatamento mais alta, o que contribuiu para que agora seja o terceiro principal emissor de dióxido de carbono, atrás de China e Estados Unidos. 
Foto: EFE; Orangotangos no Parque Nacional de Gunung Leuser, em Sumatra  
Fonte: Último Segundo

Análise de fósseis revela detalhes de asas ancestrais

Novo estudo publicado no dia 21 de novembro na revista científica "Current Biology" mostra que uma espécie de pássaro pré-histórico e outra de dinossauro alado tinham uma versão bastante primitiva de asas. A pesquisa liderada por Nicholas Longrich, da Universidade Yale, nos EUA, mostra que esses animais passavam a maior parte do tempo em árvores. Segundo o autor, após analisar fósseis com bastante cuidado, será possível entender como essas espécies evoluíram. Isso nos faz repensar a capacidade aérea nas fases iniciais da evolução aviária", disse o coautor Anthony Russell, da Universidade de Calgary, no Canadá. Também contribuiu para o estudo o pesquisador Jakob Vinther, da Universidade de Bristol, no Reino Unido. O arranjo de penas disposto nas asas dos pássaros atuais teria evoluído em algumas dezenas de milhões de anos, e se mantido estável nos 130 milhões de anos seguintes. De acordo com Longrich, o Archaeopteryx lithographica tinha várias camadas de penas para voos longos. Já o Anchiornis huxleyi apresentava tiras de penas sobrepostas, de forma semelhante a um pinguim. Esses "elos perdidos" representaram uma transição entre os dinossauros e os pássaros atuais. Lentamente, as asas do Anchiornis e do Archaeopteryx se tornaram mais avançadas, até chegar à versão de hoje. "Vemos que as penas evoluíram inicialmente para isolamento térmico. Outras mais complexas evoluíram para serem exibidas. Estas acabaram se mostrando excelentes membranas que poderiam ser usadas para locomoção aérea, o que só mais tarde se tornou o que consideramos 'bater voo'", disse Vinther. Os autores destacam que as asas primitivas trabalhavam como simples aerofólios usados para planar, e talvez fossem movimentadas em alta velocidade. Mas voos em baixa velocidade e decolagens do solo seriam muito mais difíceis ou mesmo impossíveis.

Foto 1: Em cima, asa esquerda de 'Archaeopteryx lithographica' e close de coberturas primárias e dorsais de penas do animal (dir.); abaixo, asa direita e detalhes de coberturas primárias (Foto: Current Biology/Divulgação)


Foto 2: Detalhe do interior de uma asa de 'Anchiornis huxleyi' (Foto: Current Biology/Divulgação)  


Fonte: G1

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Cientista busca bactérias em cavernas para criar novos antibióticos

Bactérias encontradas em cavernas podem ajudar a produzir os antibióticos necessários contra infecções resistentes a remédios já disponíveis no mercado, segundo a bióloga Hazel Barton, da Universidade de Akron, em Ohio, EUA. Barton faz buscas por bactérias em cavernas profundas, como a de Lechuguilla, no estado do Novo México. Ela diz que os primeiros resultados mostram que o ambiente pode ajudar na batalha contra as "superbactérias". "Há ambientes únicos e pouco explorados, povoados por micro-organismos, que só agora estamos começando a entender que têm a chave para novas drogas", disse Barton. De acordo com ela, os cientistas costumam procurar novos antibióticos na natureza porque a estrutura complexa desses medicamentos faz com que seja quase impossível sintetizá-los em laboratório. "Da miríade de antibióticos que surgiu no mercado nos últimos 60 anos, 99% são derivados de outros micro-organismos, especialmente bactérias e fungos encontrados no solo", explica. "Mas essa fonte está começando a se tornar escassa, e os cientistas estão prestando atenção a ambientes mais exóticos e extremos, como cavernas." 
Disputa por alimento: De acordo com a pesquisadora, a explicação para o potencial antibiótico dos micro-organismos de cavernas está provavelmente no isolamento do lugar. "A caverna de Lechuguilla tem mais de 365 metros de profundidade e exige que a descida até as amostras seja feita em cordas presas ao teto. A coleta acontece em áreas tão remotas que temos que acampar lá dentro por dias, às vezes", diz. "Essa distância também quer dizer que essas bactérias não foram perturbadas por nenhum tipo de atividade em milhões de anos." Por causa da dificuldade de conseguir alimento no ambiente da caverna, os micro-organismos são forçados a competir entre si. Barton explica que, por causa do tamanho reduzido das cavernas, as opções dessas bactérias são limitadas – elas não têm dentes ou patas para lutar. Por isso, usam sua capacidade biossintética para produzir antibióticos umas contra as outras. "Quimicamente, antibióticos são muito mais complexos que drogas antivirais ou anticâncer e se parecem mais com uma teia de aranha, com padrões intricados de conexões", explica. "Eles mimetizam os padrões celulares para bloquear ou mesmo destruir estruturas importantes dentro de uma bactéria." Os micro-organismos encontrados em Lechuguilla foram examinados por Barton em colaboração com cientistas de outras universidades dos EUA e do Canadá. "Só uma (das amostras) produziu 38 componentes antimicrobianos, incluindo o que parece ser um novo antibiótico. Para colocar isso em perspectiva, há menos de cem antibióticos que já foram descobertos e descritos, e uma única cultura isolada de uma caverna produziu quase um terço deles", afirma a pesquisadora. 
Resistência: Outras avaliações mostraram a Barton que, em 93 das 4 mil culturas isoladas na caverna, as "superbactérias", resistentes a diversos antibióticos, também estavam presentes. "Apesar do fato de que esses organismos estiveram isolados por milhões de anos e nunca foram expostos a antibióticos humanos, eles eram resistentes a praticamente todos os antibióticos usados atualmente." "Assim como algumas de nossas bactérias das cavernas produzem muitos antibióticos, algumas eram resistentes a muitos também – só uma delas era resistente a 14 (tipos)." Mas Barton diz que, nas amostras coletadas, foi possível identificar um mecanismo de resistência antibiótica que não havia sido visto antes. "A resistência aos antibióticos está programada nas bactérias. Sem mudar nosso comportamento em relação à prescrição e ao mau uso dos antibióticos, nunca vamos derrotá-las", diz.



Foto 1: Caverna no Novo México (EUA) contém bactérias isoladas (Foto: Max Wisshak/Cortesia Hazel Barton)



Foto 2: Bióloga espera que bactérias ajudem a criar novos remédios (Foto: Max Wisshak/Cortesia Hazel Barton  


Fontes: G1; Último Segundo; estadao.com.br

Plante espécies nativas

Ajude a manter vivas as milhares de espécies de plantas espalhadas por todo o mundo. Uma boa forma de fazer isso é plantando espécies nativas da sua região em sua rua, quintal ou no parque perto da sua casa. Procure uma organização responsável e verifique quais espécies são naturais daquele local. Depois é só comprar as sementes ou mudas, plantar e observar o mini-ecossistema que irá se desenvolver junto com aquela árvore. As espécies nativas são aquelas que podem ser encontradas naturalmente em um determinado local. Elas são importantes, pois ajudam a equilibrar o ecossistema e agregar organismos interdependentes em um mesmo ambiente.  
Fonte: EcoD

Estudo mostra que seca pode afetar fluxo de água dentro de árvores

Pesquisa divulgada no dia 21 de novembro pela revista científica “Nature” aponta que uma maior frequência na quantidade de secas no planeta, consequência de alterações climáticas, poderia causar um colapso no fluxo de água existente no interior das árvores e proporcionar uma maior mortalidade de espécies. O transporte de água da raiz das árvores para partes mais altas ocorre por um conjunto de canais conhecido como xilema. Uma possível escassez de fluidos no solo prejudicaria o ciclo natural das árvores, que teriam de "forçar" a extração de água do solo. De acordo com o estudo, essa sucção intensa dentro do xilema geraria bolhas de ar, que podem entupir canais que transportam água para partes mais altas da planta - um resultado que é conhecido como falha hidráulica e que pode levar à morte da árvore. Cientistas da Universidade de Ulm, na Alemanha, estudaram esse fluxo natural em 226 árvores localizadas em 81 diferentes locais do mundo. Eles observaram a pressão do xilema dessas espécies durante um período de estresse hídrico (ausência de chuvas). Segundo o estudo, foi constatado que metade das árvores analisadas apresentaram problemas no transporte interno de água.  
Maioria vulnerável: Havia a expectativa de que árvores presentes em locais áridos teriam mais chances de sobrevivência por estarem adaptadas ao clima. Ao mesmo tempo, aquelas dependentes do clima úmido ficariam mais vulneráveis com uma maior escassez de chuvas. No entanto, 70% das árvores estudadas apresentaram dificuldades no funcionamento do xilema, independente de sua localização. Os cientistas afirmam que plantas com flores, também chamadas de angiospermas, correm mais risco de serem afetadas do que pinheiros e seus familiares, conhecidos com gimnospermas. 
Foto: Árvore na floresta amazônica (Foto: Museu da Amazônia / Vanessa Gama)  
Fonte: G1

Neandertais tomavam camomila

Um grupo internacional de pesquisadores descobriu que Neandertais conheciam as propriedades medicinais e nutricionais de algumas plantas, como a camomila, e incluíam vegetais em sua dieta. Pesquisadores chegaram a estas conclusões a partir da análise do tártaro presente nos dentes de cinco fósseis de adultos e de um jovem do sítio arqueológico de El Sídron, na Espanha. Até pouco tempo atrás, pensava-se que os Neandertais, que foram extintos há cerca de 30 mil e 24 mil anos, eram predominantemente carnívoros. No entanto, cada vez mais estudos, como este publicado na revista alemã "Naturwissenschaften", mostram que a espécie também se alimentava de vegetais, sobretudo em latitudes mais ao sul, disse Antonio Rosas, diretor do grupo de paleoantropologia do Museu Nacional de Ciências Naturais e um dos autores do trabalho. "Observamos que, sobretudo em latitudes mais ao sul da Europa, como em El Sidrón, os Neandertais tinham um componente vegetal nada desdenhável em sua dieta", explicou. Os pesquisadores encontraram nos dentes fósseis moléculas de amido, presentes em tubérculos, legumes e frutas secas. O tártaro cresce nos dentes por uma superposição de camadas e entre elas ficam armazenadas moléculas e compostos químicos. Além disso, o estudo constatou que pelo menos um dos indivíduos analisados tinha ingerido plantas de sabor amargo, como aquiléa e camomila, disse em uma nota de imprensa Stephen Buckley, do centro BioArCh, da Universidade de York. "O fato de usarem este tipo de planta com pouco valor nutritivo é surpreendente. Nós sabemos que os Neandertais as usavam amargas, portanto provavelmente eles selecionavam as plantas por razões que vão além de seu sabor", afirmou Buckley. Antonio Rosas disse que a partir da descoberta de compostos químicos derivados da camomila se conclui que a espécie sabia de suas propriedades medicinais. Karen Hardy, da UAB, ressaltou que "a variedade de plantas que identificamos sugere que os indivíduos Neandertais que viveram em El Sidrón tinham um conhecimento sofisticado do meio natural, que incluía a habilidade para selecionar e usar certas plantas por seu valor nutricional e curativo". "A carne era claramente primordial, mas nossa pesquisa evidencia uma alimentação bastante mais complexa do que sabíamos até agora", explicou Karen. A presença de componentes vegetais na dieta da espécie não é a única descoberta do trabalho. Segundo Rosas, foram encontradas evidências de fumaça no tártaro, provenientes, ao que tudo indica, de alimentos feitos à lenha. O sítio arqueológico de El Sidrón, descoberto em 1994, possui a maior coleção de Neandertais da Península Ibérica. 
Foto: BBC/Neandertais foram extintos há cerca de 30 mil e 24 mil anos  
Fontes: Último Segundo; G1; estadao.com.br

Fósseis na Espanha podem ser do mais velho ancestral de panda gigante

Dois fósseis descobertos na Espanha podem ser dos mais antigos ancestrais conhecidos do panda gigante asiático. O achado foi feito pela equipe do pesquisador Juan Abella, do Museu Nacional de Ciências Naturais e do Instituto Catalão de Paleontologia, e publicado no dia 14 de novembro na revista científica "PLoS One". As mandíbulas e os dentes de 11,6 milhões de anos representam um novo gênero dessa família de pandas. Os ossos revelam que esses ursos, da espécie Kretzoiarctos beatrix, estavam adaptados para comer material vegetal resistente, como o bambu. O panda gigante, nativo da China, é o único membro vivo da espécie a ter esse tipo de hábito alimentar. "O novo gênero que descrevemos nesse trabalho não é apenas o primeiro urso registrado na Península Ibérica, mas também o primeiro da linhagem do panda gigante", destaca Abella.


Foto 1: Mandíbulas e dentes achados (Foto: Abella J, Alba DM, Robles JM, Valenciano A, Rotgers C et al/Divulgação)


Foto 2: Pandas gigantes são naturais da China e estão seriamente ameaçados de extinção (Foto: Reuters)  


Fonte: G1

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Fotógrafo africano capta silhueta de animais selvagens

O fotógrafo zimbabuano Brendon Cremer mostra a silhueta dos maiores e principais animais de parques ecológicos africanos em suas fotos. Cremer escolheu as primeiras horas da manhã e o entardecer para conseguir flagrar apenas as sombras dos animais com o belo céu africano ao fundo. As fotos foram feitas em reservas e parques nacionais da África do Sul, onde o fotógrafo mora atualmente, e em Botsuana. Cremer precisou de cinco anos de planejamento para conseguir estas fotos."Saio muito para fazer fotos, mas oportunidades para fazer fotos como estas não surgem com frequência. É preciso um tempo longo para planejar, mas fico muito satisfeito quando vejo os resultados finais", afirmou o fotógrafo.



1 – Elefante



2 – Macaco



3 – Búfalo



4 – Manada



5 – Abutre



6 – Abutre a espreita



7 – Árvores



8 – Ave
 


9 – Leoa
 


10 – Leoa
 


11 – Herbívoros  


Fontes: MSNVERDE; Último Segundo

Nova espécie de lagartixa é descoberta no nordeste da Austrália

Cientistas australianos confirmaram a descoberta de uma nova espécie de lagartixa-dragão achada há vários anos no nordeste da Austrália, informou no dia 26 de novembro a imprensa local. A Diporiphora ameliae foi descoberta em uma estância de criação de gado na cidade de Longreach, no oeste do estado de Queensland, por uma equipe de cientistas liderada pelo biólogo Angus Emmott. O especialista explicou à rádio australiana ABC que as regiões áridas do país têm a maior diversidade de répteis do mundo. "Na Austrália, há cerca de mil espécies de répteis, e a cada ano são descobertas entre 20 a 50 novas", acrescentou o especialista. Emmott comentou que batizou o réptil com o nome de sua filha Amelia, que acaba de completar 21 anos. 
Foto: Lagartixa-dragão foi achada há anos e agora se confirma como nova espécie (Foto: ABC News/Reprodução) 
Fontes: G1; estadao.com.br

Oakland instala primeira rede urbana de sensores de CO2 do mundo

Cientistas da Universidade de Berkeley estão instalando a primeira rede urbana de sensores de CO2 do mundo. Segundo o grupo, o sistema é um dos mais precisos já construídos. A rede permitirá o acompanhamento em tempo real do nível de dióxido de carbono no ar, facilitando o desenvolvimento de políticas públicas mais efetivas e a fiscalização da eficácia das já existentes. Além do CO2, a rede denominada Beacon vai medir monóxido de carbono, dióxido de nitrogênio e os níveis de ozônio, relatando todos os seus dados em seu site. Para popularizar o conhecimento sobre o sistema, os sensores estão sendo instalados próximos a escolas locais, a fim de despertar a curiosidade dos estudantes e estimulá-los a buscar mais informações sobre as mudanças do clima. No total, serão instalados 40 sensores, todos pequenos, fáceis de operar e de custo reduzido. Para os organizadores, talvez o resultado mais positivo a ser obtido pela rede seja realmente esse: incentivar a formação e mobilização dos jovens estudantes na área, influenciando futuros líderes a lidar com essas questões e reconhecer sua importância. 
Foto: A rede permitirá o acompanhamento de emissões em tempo real/Foto: reprodução  
Fonte: EcoD

Arqueólogo encontra marcações de 28 mil anos em caverna da Austrália

Marcações encontradas em uma caverna no norte da Austrália podem ser as mais antigas obras de arte feitas em pedra já descobertas no país, afirma o arqueologista Bryce Barker, da Universidade de Queensland do Sul. Segundo ele, as marcas aborígenes foram feitas no abrigo conhecido como Nawarla Gabarnmang há 28 mil anos. Barker disse que fez a descoberta há um ano, mas somente agora os testes de carbono para verificar a idade das marcações foi concluído. Os resultados de sua pesquisa devem sair na próxima edição do Journal of Archaeological Science. Segundo ele, as marcações foram feitas com carvão, o que possibilitou calcular a idade da arte em pedra por datação de carbono. Boa parte das marcas é feita por tinta mineral, o que impossibilita ter a certeza do período em que foram feitas. "É inequivocadamente a mais antiga arte em pedra da Austrália" e uma das mais velhas do mundo, diz Barker. Sally May, arqueóloga da Universidade Nacional Australiana, descreveu a descoberta como "bastante significativa". "Não acho que ninguém vai se surpreender com a idade das marcações, porque sabemos que os humanos habitavam a região há muito tempo e não razões para a acreditar que eles não faziam arte", disse. Ainda de acordo com a pesquisa de Barker, há evidências de que a caverna onde as marcações foram encontradas foi ocupada por humanos por 45 mil anos. 
Foto: Marcações aborígenes foram encontradas no norte da Austrália, na região conhecida como 'Outback'/Bryce Barker/AP  
Fonte: estadao.com.br

Barulho de trânsito faz gafanhotos 'cantarem' mais alto

Conhecidos por seu "canto", os gafanhotos ajustam o volume da melodia diante do barulho do trânsito, revela um estudo publicado no dia 13 de novembro pela revista "Functional Ecology", da Sociedade Britânica de Ecologia. Estudos anteriores já haviam identificado o impacto de um ambiente ruidoso nos sons emitidos por pássaros, baleias e até rãs, mas esta é a primeira vez que o fenômeno é observado entre insetos, destaca a Sociedade Britânica de Ecologia. Uma equipe de biólogos da Universidade de Bielefeld (Alemanha), dirigida por Ulrike Lampe, capturou 188 espécimes do machos de gafanhotos Chorthippus biguttulus, que têm um canto metálico característico. Metade foi capturada em locais tranquilos e a outra metade em zonas próximas a estradas de muito movimento. O "canto" destes gafanhotos, que na realidade produzem o som ao esfregar as patas posteriores nas asas dianteiras, tem a função de atrair as fêmeas. Os cientistas analisaram em laboratório as diferenças entre os "cantos" dos dois grupos de gafanhotos, incitados pela presença de fêmeas, e concluíram que os insetos capturados próximos as estradas produzem sons diferentes dos demais. "Constatamos que em ambientes ruidosos os gafanhotos aumentam o volume da parte de baixa frequência de seu canto. Algo lógico, já que o ruído do tráfego pode ocultar sinais nesta parte do espectro" sonoro, explicou Lampe. Segundo os cientistas, estes resultados são importantes porque evidencia que o ruído do tráfego pode transtornar o sistema de reprodução dos gafanhotos, "impedindo que as fêmeas ouçam corretamente os cantos nupciais dos machos". 
Foto: Gafanhotos usados na pesquisa viviam perto de vias barulhentas (Foto: Ulrike Lampe/Universidade de Bielefeld)  
Fontes: G1; Último Segundo

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

'National Geographic' escolhe melhores trilhas de caminhada do mundo

A revista National Geographic Traveler escolheu as melhores trilhas para fazer caminhada em todo o mundo. A lista inclui caminhos na África, em Israel, no Japão e no Tibete, entre rotas de peregrinação religiosa e trilhas pitorescas, como uma praia nos Estados Unidos que é famosa por naufrágios no começo do século 20. A seleção inclui dicas sobre caminhos alternativos, distâncias e pontos mais importantes de cada um dos passeios.

Foto 1: Nesta foto está o cânion Tararecua, no México. Também conhecido como Cânion de cobre, ele é formado na verdade por diversos cânions escavados pelos seis rios que se transformam no Rio Fuerte, no deserto de Chihuahua Janusz Wrobel, Alamy/Cortesia National Geographic

Foto 2: A trilha de Yoshida, no Monte Fuji, se tornou uma tradição cultural no Japão. O caminho mais popular tem 12 quilômetros de uma subida famosa pela sua dificuldade, mas realizada por cerca de 300 mil viajantes todos os anos. Foto: Lemuel Montejo, Getty Images/Cortesia National Geographic

Foto 3: A praia de Shi Shi, na Costa do Naufrágio, em Washington (EUA) é, segundo a publicação, um programa ideal para caminhadas em família, porque permanece natural e sem a presença de resorts. São cerca de 50km pela costa. No entanto, o local não é propício para esportes aquáticos. Em 1903 e em 1920, navios afundaram naquele local, deixando dezenas de mortos Taylor S. Kennedy, National Geographic/Cortesia National Geographic

Foto 4: A travessia do norte da cordilheira de Drakensberg passa pela África do Sul e por Lesoto. As montanhas são chamadas pelo povo Zulu de "ukhahlamba", ou "barreira de lanças". É a maior cordilheira do sul do continente africano e termina no Anfiteatro, um muro de de cerca de 5 km de extensão e mais de mil metros de altura. O parque é considerado patrimônio mundial pela Unesco Ariadne Van Zandbergen, Alamy/Cortesia National Geographic

Foto 5: A peregrinação até o monte Kailash, no Tibete, tem 51 km de extensão, mas não leva até o topo do monte, que é considerado sagrada para o hinduísmo; o budismo; o jainismo; a religião ayyavazhi, um ramo do hinduísmo e a antiga religião tibetana bon. Por causa disso, o caminho percorre somente os arredores da montanha, passando por locais de meditação em cachoeiras e uma caverna sagrada Michael Runkel, Robert Harding/Corbis/Cortesia National Geographic

Foto 6: O caminho francês até Santiago de Compostela, no norte da Espanha é uma rota de comércio desde a Roma Antiga e de peregrinação católica desde a Idade Média. Acredita-se que os restos de São Tiago Maior estão preservados na catedral, a parada final da trilha de 760 km. Há pelo menos oito caminhos sinalizados na Europa para chegar até a cidade, mas o caminho francês, que começa em Saint-Jean-Pied-de-Port, é considerado uma das melhores trilhas da Europa Samuel Aranda, Corbis/Cortesia National Geographic

Foto 7: A trilha nacional de Israel percorre até mil quilômetros em meio ao deserto, passando por vários kibutzim e pelas cidades de Tel Aviv e Jerusalém. O caminho também leva o visitante a locais históricos e de importância religiosa como o mar da Galileia, o rio Jordão e outros, e termina no balneário de Eilat, no mar Vermelho. Segundo a National Geographic, a trilha é segura e afastada dos pontos de conflito no país Yagil Henkin, Alamy/Cortesia National Geographic 
 Fonte: Estadao.com.br