domingo, 23 de dezembro de 2012

Desastres naturais colocam governos e opinião pública em alerta

Terremotos, furacões, tempestades e tsunamis sempre causaram pânico e morte em diferentes regiões do mundo. Apesar dos governos aperfeiçoarem as medidas para lidar com esses fenômenos, estabelecendo fortes programas de prevenção, muitos são os países que ainda não conseguem administrar o impacto das forças da natureza. No dia 16 de setembro é celebrado o Dia Internacional para a Prevenção contra Desastres Naturais. Relembre na galeria a seguir as últimas tragédias que mais chocaram a população mundial.


Foto 1: Japão 2011: O tsunami que devastou a costa nordeste do Japão, e que contribuiu para provocar os terríveis acidentes envolvendo a usina nuclear de Fukushima, formou ondas de até 23 metros de altura. A estimativa é que 15 mil morreram; o medo da contaminação radioativa ainda continua na região.

Foto 2: Haiti 2010: Um terremoto que atingiu sete pontos na escala Richter provocou uma tragédia em várias cidades do Haiti, principalmente na capital do país, Porto Príncipe. Desabrigados, feridos e mais de 50 mil mortos foi o saldo da passagem do fenômeno no local. Centenas de edifícios desabaram, inclusive o palácio presidencial de Porto Príncipe.

Foto 3: Mianmar 2008: O ciclone Nargis aterrorizou Mianmar por mais de 10 horas em 2208. Com ventos de até 190 km/h, o fenômeno deixou 78 mil mortos e provocou estragos principalmente na região litorânea, destruindo residências e modificando até os contornos das regiões à beira-mar.


Foto 4: Hungria 2007: A forte onda de calor que castigou a Hungria em 2007 provocou a morte de 500 pessoas. A temperatura média em julho permaneceu acima dos 30° em quase todas as regiões, inclusive na capital, Budapeste.

Foto 5: Indonésia 2006: A cidade de Yogyakarta, localizada na ilha de Java, território da Indonésia, foi a principal afetada pelo terremoto de 6,3 pontos na escala Richter que atingiu a região em 2006. O tremor provocou a morte de aproximadamente 6,2 mil pessoas e deixou mais de 200 mil desabrigadas.

Foto 6: Caxemira 2005: A região da Caxemira, localizada na fronteira entre Paquistão e Índia, foi palco de uma catástrofe provocada por um terremoto em 2005. Apesar do tremor ter durado apenas 10 segundos, prédios e casas desabaram mesmo em regiões de até 100 km de distância do epicentro. Cerca de 80,5 mil pessoas morreram.


Foto 7: Ásia 2004: Um dos mais violentos tsunamis que o mundo já vivenciou foi o que castigou oito países localizados no sudeste da Ásia em 2004. A força do maremoto deixou cinco milhões de pessoas desabrigadas e 158 mil mortas.


Foto 8: França, Espanha e Itália, 2003: Uma das mais intensas ondas de calor da atualidade castigou em 2003 várias regiões da França, Espanha e Itália e deixou mais de 50 mil mortos. A temperatura permaneceu acima dos 40° na maioria dos dias do mês de julho.

Foto 9: Afeganistão 2002: O Afeganistão vivenciou uma série de terremotos em 2002, que provocaram a morte de 2,5 mil pessoas. Apenas 24 horas após o primeiro tremor ter causado destruição e pânico nas cidades, outro forte tremor afetou ainda mais a região norte do país.

Foto 10: Índia 2001: Em 2001 a cidade de Gujarat, na Índia, foi aterrorizada por dois terremotos que, somados, deixaram mais de 50 mil mortos. Um mês após o primeiro tremor ter provocado destruição e a morte de 20 mil pessoas, outro tremor encerrou a tragédia com mais 30 mil mortos. 
Fonte: MSNVERDE

Túmulos de mais de 3 mil anos são encontrados no Paquistão

Arqueólogos italianos descobriram túmulos de mais de 3 mil anos no Vale do Swat, sugerindo que existiam ritos funerários complexos nesta região paquistanesa controlada pelos talibãs há alguns anos, indicou uma autoridade. Esta missão arqueológica italiana iniciou as escavações nos anos 50, no sítio de Udegram, no Swat, uma região do noroeste do Paquistão também conhecida como a "Suíça do Paquistão", devido a seus vales verdes que também escondem tesouros de um passado budista. Os arqueólogos, que sabiam da existência de uma necrópole pré-budista em Udegram, descobriram recentemente nesta região "cerca de 30 túmulos, reunidos e parcialmente entrelaçados uns sobre os outros", disse à AFP Luca Maria Olivieri, chefe da missão arqueológica italiana no Paquistão. "O cemitério parece ter funcionado entre o fim do segundo milênio antes de Cristo e a primeira metade do primeiro milênio" da mesma era, acrescentou.  
Ritos: "Estes túmulos nos dizem muito acerca destas culturas antigas... que tinham ritos funerários complexos", com uma primeira etapa de decomposição dos corpos em um túmulo aberto, depois da qual os ossos eram queimados parcialmente, e guardados em um túmulo fechado, antes que um montículo fosse erguido sobre ele, explicou Olivieri. Até o momento, os arqueólogos não encontraram evidências de armas, mas apenas fragmentos de ferro, "que são, talvez, um dos rastros mais antigos deste metal no subcontinente" indiano, acrescentou Olivieri. Esta região está repleta de sítios budistas, pouco visitados pelos turistas estrangeiros, e que são alvo dos insurgentes talibãs, hostis à herança desta religião. Os talibãs paquistaneses tomaram o controle do Swat entre 2007 e 2009, antes de serem derrubados por uma ofensiva do exército paquistanês. 
Foto: Túmulo encontrado no Paquistão (Foto: AFP) 
Fonte: G1

EUA incluem focas do Ártico em lista de animais em risco de extinção

Duas espécies de focas encontradas no Ártico foram incluídas em uma lista de animais em risco de extinção mantida pelos Estados Unidos, informa o órgão americano responsável pelos mares e pela atmosfera, o NOAA. Segundo o NOAA, a foca anelada (Pusa hispida) e a foca-barbuda (Erignathus barbatus) foram reconhecidas oficialmente como em risco devido à perda de habitat pelo derretimento do gelo no Oceano Ártico. Os ursos polares já integravam a lista, informou uma nota do órgão no dia 21 de dezembro. A Lei de Espécies Ameaçadas de Extinção dos EUA, que define uma lista de animais nestas condições que requerem cuidados especiais para sua preservação, diz que uma espécie em risco "é qualquer espécie que possivelmente se tornará ameaçada em um futuro próximo, em todo seu habitat ou em uma porção significativa dele". Portanto, as espécies de focas estão a um degrau de serem consideradas em grande ameaça de extinção, diz o NOAA. A decisão não vai resultar em restrições imediatas a ações humanas, como caça ou pesca de subsistência realizada por nativos no Alasca, diz o órgão dos EUA. No entanto, fundos federais que financiem projetos com potencial para atingir as espécies de focas devem ser revistos. A medida visa garantir proteção às focas, segundo o NOAA. 
Degelo no Ártico: "Nossos pesquisadores revisaram extensamente as melhores informações científicas sobre o assunto. Eles concluíram que houve redução significativa no gelo oceânico [do Ártico] e que esta mudança deve atingir a população de focas", disse o diretor de proteção ambiental do NOAA para o Alasca, Jon Kurland, em entrevista ao site da instituição. O órgão federal espera trabalhar em conjunto com o estado do Alasca e com comunidades nativas da região para "identificar regiões em que houve perda crítica de habitat para as duas espécies de focas". As mudanças climáticas que aceleraram o degelo no Ártico afetaram também a formação de neve ao longo do ano, o que deve atingir em cheio as focas aneladas, já que elas "protegem e cuidam de seus filhotes em cavernas de gelo na região", diz o NOAA.


Foto 1: Filhote de foca anelada deixa caverna de neve; espécie vai receber medidas de proteção devido à ameaça, diz NOAA (Foto: Michael Cameron/NOAA/Reuters)


Foto 2: Foca-barbuda no litoral do Alasca, nos Estados Unidos (Foto: John Jansen/NOAA/Reuters)  



Fonte: G1

Cientistas criam antídoto para veneno letal de água-viva

Cientistas da Universidade do Havaí descobriram que a ação do veneno proveniente da queimadura da água-viva-caixa-australiana, que, segundo pesquisadores, é um dos animais mais letais do mundo, pode ser retardada com a administração de um composto com zinco. Uma pesquisa sobre o novo tipo de tratamento foi publicada no dia 12 de dezembro no periódico científico “PLoS ONE”. O veneno desses cnidários é capaz de matar rapidamente se entrarem na pele e atingirem o sistema sanguíneo. Em testes feitos com o sangue humano e com camundongos, foi possível verificar que o veneno, ao entrar em contato com poros da parede celular, faz com que as células vermelhas do sangue liberem uma grande quantidade de potássio, causando parada cardíaca e até morte. Segundo Angel Yanagihara, principal autor do estudo, o grupo de pesquisa buscou entender como o veneno da água-viva-caixa podia agir de forma tão rápida. Ele afirma que os estudiosos descobriram hemolisinas, um tipo de exotoxina produzida por bactérias, presentes no veneno da água-viva. Tais substâncias seriam responsáveis por uma “avalanche” de reações nas células. “Isso inclui uma liberação maciça, quase que instantânea, de potássio, que pode causar colapso cardiovascular agudo”, explicou o pesquisador em um comunicado. Os autores então trataram as células atingidas com um composto de zinco chamado de gluconato de zinco, que conseguiu inibir o processo de liberação do potássio. Eles verificaram que o composto tornou lenta a formação de poros na parede das células sanguíneas e elevou o tempo de sobrevivência de camundongos testados. A pesquisa sugere que a administração rápida do composto com zinco pode ser um potencial antídoto para salvar a vida de humanos vítimas de picadas das água-vivas. 
Foto: Imagem de exemplar da água-viva-caixa-australiana. Veneno deste animal pode ser letal para humanos (Foto: Robert Hartwick/PLoS ONE)  
Fonte: G1

Litoral do país perdeu 80% de recifes de corais em 50 anos

Estudo inédito realizado que monitorou a saúde dos recifes de corais aponta que nos últimos 50 anos o país perdeu cerca de 80% desse ecossistema devido à extração e à poluição doméstica e industrial. O restante existente está ameaçado pelos efeitos da mudança climática. O primeiro “Monitoramento de recifes de corais no Brasil”, executado de 2002 a 2010 pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), aponta os recifes que existem próximo a a grandes metrópoles do Nordeste, região onde se concentra esse ecossistema, são os mais prejudicados. Os dados do estudo serão divulgados durante a sétima edição do Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação, realizado em Natal (RN) pela Fundação Grupo Boticário. Coordenado pela professora Beatrice Padovani, do Departamento de oceanografia da UFPE, o monitoramento constatou a presença de recifes de corais desde a costa nordeste do Rio Grande do Norte até o Sul da Bahia, se espalhando por cerca de 2 mil km do litoral brasileiro. Os recifes de corais no país são ecossistemas costeiros compostos por ao menos 18 espécies diferentes de corais, além de algas e peixes como garoupas, peixes-papagaio e peixes-cirurgião. Podem ser encontrados até cem metros de profundidade ou na costa de grandes cidades, como Recife (PE), Maceió (AL) e Salvador (BA). Porém, constatar a presença de corais próximos às grandes capitais pode representar, em alguns casos, sua sentença de morte. Isso porque nessas regiões os recifes sofrem com o lançamento de esgoto não tratado direto no mar ou com a remoção ilegal de organismos. “Os danos são causados por impactos de origem terrestre como a poluição doméstica, industrial e da agricultura, o aumento da sedimentação (envio de terra para o fundo do mar) causado pelo desmatamento da Mata Atlântica e dos mangues, além do fácil acesso que leva à retirada de organismos para construção, ornamentação e pesca”, disse. Dados do estudo, baseados em pesquisas feitas anteriormente, mostram que em cinco décadas houve uma redução de 80% dos recifes de corais brasileiros. “Até a década de 1980, houve muita extração de corais para fabricação de cal no país. Essa remoção era feita com picaretas ou explosivos. Só houve uma redução após a criação de leis específicas”, disse Beatrice. Outro problema grave que afeta esse ecossistema é a sobrepesca, que ameaça espécies de peixe que dependem desses organismos. Segundo a pesquisa, mesmo com a criação de unidades de conservação de proteção integral ao longo do litoral, peixes maiores e com ciclo de vida longo continuam a ser afetados, como a garoupa e o budião. “Como essas espécies têm papel fundamental nos recifes, controlando outras populações, (...) as consequências da redução de exemplares são a perda da resiliência do ecossistema, ou seja, a diminuição da capacidade de retornar ao estado anterior quando perturbado”, explica a pesquisadora. 
Mudança climática pode afetar ainda mais ecossistema: Outro grande problema que ameaça os recifes brasileiros é o aquecimento dos oceanos, devido à elevação da temperatura global -- resultado da mudança climática. Eventos cíclicos de branqueamento e mortalidade de corais têm aumentado dramaticamente à medida que a temperatura do mar alcança valores mais altos e há maior ocorrência de eventos climáticos como El Niño (fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico perto dos trópicos). A acidificação dos mares, consequência das emissões de carbono da atmosfera, é outro fator agravante. A água capta esse carbono e se torna mais ácida. De acordo com a pesquisadora, o Brasil foi bastante atingido por branqueamento em 1998, 2003 e 2010. Em 1998 e 2010, 50% da população de corais ficou branca, mas a recuperação foi considerada boa – apesar de reduções localizadas de cobertura. “Em 2012, é provável a ocorrência de um novo El Niño. Os recifes que vão sofrer mais serão aqueles em pior estado de conservação, afetados pela poluição, e que podem ser afetados por doenças”, explica.  
Unidades de conservação protegem organismos: O estudo diz ainda que os recifes de corais mais protegidos no Brasil são aqueles localizados dentro de unidades de conservação, como no Arquipélago de Fernando de Noronha (PE). A pesquisa aponta para o poder público formas de aumentar a preservação deste ecossistema, como aumentar a recuperação de matas ciliares e controlar o manejo de bacias hidrográficas. “É preciso controle de poluição, turismo e pesca, proteção para os grupos de peixes mais afetados, incluindo as áreas de berçário e desova dessas espécies”, diz a pesquisadora. Ela cita ainda a importância de conservar as áreas de mangues, que têm ligação importante com os recifes – além de servir como ambiente alternativo para diversos animais e organismos marinhos ao longo de seu ciclo de vida. O programa de monitoramento será mantido pelo MMA, através do Instituto Chico Mendes (ICMBio).


Foto 1: Recife saudável em Fernando de Noronha (PE). A espécie na fotografia é a 'Montastrea cavernosa', dominante na região de Noronha. (Foto: Divulgação/Zaira Matheus)

Foto 2: À esquerda, mergulhador durante monitoramento de recifes de corais. À direita, corais saudáveis e branqueados em Maracajau (RN). (Foto: Divulgação/Zaira Matheus)



Foto 3: Desde Atol das Rocas, no Rio Grande do Norte (primeiro ponto amarelo no topo do mapa), até Abrolhos, no Sul da Bahia (último ponto azul do mapa). Monitoramento englobou 2 mil km de recifes de corais. (Foto: Divulgação)  


Fonte: G1

Animal mais antigo viveu 30 milhões de anos antes do previsto

Pesquisadores da Universidade de Alberta, no Canadá, descobriram no Uruguai uma prova física de que animais existiram há 585 milhões de anos, 30 milhões de anos antes que as evidências científicas mostravam até agora. Os resultados do estudo estão publicados na revista “Science”. Até então, o fóssil mais antigo do mundo tinha 555 milhões de anos e havia sido localizado na Rússia. O achado foi por geólogos da equipe de Ernesto Pecoits e Natalie Aubet, que encontraram trilhas fossilizadas de um animal semelhante a uma lesma, com cerca de 1 centímetro de comprimento. O rastro foi deixado em um terreno sedimentar com lodo. A equipe chegou à conclusão de que as trilhas foram feitas por um bicho primitivo bilateral, que se diferencia de outras formas de vida simples por ter uma simetria superior diferente da parte inferior, além de um conjunto único de “pegadas”. Os pesquisadores dizem que as faixas fossilizadas indicam que a musculatura desse animal mole lhe permitia mover-se pelo solo raso do oceano. O padrão de movimento da “lesma” indica uma adaptação evolutiva para buscar comida – o material orgânico do sedimento. A idade precisa dos rastros foi calculada pela datação de uma rocha vulcânica que se “intrometeu” na rocha sedimentar onde os caminhos foram achados. O processo incluiu um retorno ao Uruguai para coletar mais amostras da rocha fossilizada e várias sessões de análise por um método chamado espectrometria de massa, que identifica diferentes átomos presentes em uma mesma substância. Ao todo, os autores do estudo levaram mais de dois anos para ficarem satisfeitos com a precisão da idade de 585 milhões de anos. Segundo o paleontógo Murray Gingras, da mesma equipe, é comum que animais de corpo mole desapareçam, mas suas trilhas virem fósseis. O geomicrobiólogo Kurt Konhauser diz que a descoberta abre novas questões sobre a evolução desses animais – como foram capazes de se mover e procurar alimento – e as condições ambientais envolvidas. Além desses pesquisadores, o trabalho contou com a participação de Larry Heaman e Richard Stern. 
Foto: Rastros de animal são comparados ao tamanho de uma moeda canadense, para dar a dimensão do tamanho das 'pegadas' deixadas por 'lesma' primitiva (Richard Siemens/Universidade de Alberta). 
Fonte: G1

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Cientista batiza novas aranhas em homenagem a Obama e Bono Vox

Um pesquisador do Museu de História Natural da Universidade de Auburn, nos Estados Unidos, descobriu 33 novas espécies de aranha na região sudoeste do país. Duas foram batizadas com nomes de celebridades: Aptostichus barackobamai, em homenagem ao presidente dos EUA, Barack Obama; e Aptostichus bonoi, cujo nome homenageia Bono Vox, vocalista do grupo de rock irlandês U2. odas as espécies pertencem ao gênero Aptostichus, que agora passa a conter 40 espécies, sendo uma delas já famosa - ela leva o nome de Aptostichus angelinajolieae, homenagem à atriz Angelina Jolie, e foi descoberta em 2008 pelo pesquisador Jason Bond, da Universidade de Auburn, o mesmo encontrou as 33 novas espécies. Outras homenagens feitas pelo pesquisador são as aranhas Aptostichus edwardabbeyi, cujo nome remete ao ambientalista Edward Abbey; e a Aptostichus chavezi, uma homenagem ao ativista César Chávez, que atuou pelos direitos civis, segundo o estudo. A pesquisa com os detalhes das novas espécies foi publicada no periódico "ZooKeys", no dia 19 de dezembro. Aranha de alçapão: Os aracnídeos descobertos são do tipo conhecido popularmente nos EUA como "trapdoor spider" (aranha de alçapão), e foram encontrados na Califórnia e em outros estados. As aranhas deste tipo são raramente vistas, porque vivem em buracos no solo cobertos por "alçapões", formados com uma mistura de teia, terra, folhas e galhos de plantas. Estas "tampas" das tocas permitem que a aranha se esconda de dia e fique à espreita de presas desavisadas que passem à noite, de acordo com o estudo. "As aranhas deste grupo, em particular, estão entre algumas das mais belas com as quais eu já lidei. Algumas espécies possuem listras no abdômen que lembram a pele de um tigre", disse Bond, na pesquisa.  
As espécies recém-descobertas são: Aptostichus dantrippi, Aptostichus cabrillo,Aptostichus pennjillettei, Aptostichus asmodaeus, Aptostichus nateevansi, Aptostichus chiricahua, Aptostichus icenoglei, Aptostichus isabella, Aptostichus muiri, Aptostichus barackobamai, Aptostichus sinnombre, Aptostichus hedinorum, Aptostichus aguacaliente,Aptostichus chemehuevi, Aptostichus sarlacc, Aptostichus derhamgiulianii, Aptostichus anzaborrego, Aptostichus serrano, Aptostichus mikeradtkei, Aptostichus edwardabbeyi,Aptostichus killerdana, Aptostichus cahuilla, Aptostichus satleri, Aptostichus elisabethae,Aptostichus fornax, Aptostichus lucerne, Aptostichus fisheri, Aptostichus bonoi, Aptostichus cajalco, Aptostichus sierra, Aptostichus huntington, Aptostichus dorothealangeae e Aptostichus chavezi.


Foto 1: Aranha fêmea da espécie 'Aptostichus barackobamai', batizada em homenagem ao presidente Obama (Foto: Divulgação/"ZooKeys")



Foto 2: Estruturas da espécie de aranha 'Aptostichus bonoi' (Foto: Divulgação/"ZooKeys")


Foto 3: Aranha macho da espécie 'Aptostichus barackobamai' (Foto: Divulgação/"ZooKeys")


Foto 4: Aranha fêmea da espécie recém-descoberta 'Aptostichus chavezi' (Foto: Divulgação/"ZooKeys")


Foto 5: Aranha fêmea da espécie recém-encontrada 'Aptostichus cabrillo' (Foto: Divulgação/"ZooKeys")


Foto 6: Aranha macho da espécie 'Aptostichus angelinajolieae', descoberta em 2008 pelo mesmo pesquisador (Foto: Divulgação/"ZooKeys")  


Fonte: G1

Brasília abriga exposição de patrimônios mundiais listados pela Unesco

Você sabe quais são os 19 sítios culturais e naturais do Brasil que foram reconhecidos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como patrimônios mundiais da humanidade? A cidade de Brasília inaugurou no dia 17 de dezembro uma exposição que reúne 59 painéis sobre o tema na Estação Central do Metrô. O evento comemora os 25 anos da inscrição da capital federal na lista. Organizada pela Unesco e pelo governo do Distrito Federal, a exposição deverá passar por outras estações de metrô em 2013. A lista da Unesco tem mais de 900 bens inscritos em todo o mundo. De acordo com o secretário de turismo do Distrito Federal, Luis Otávio Neves, a mostra é uma homenagem à importância de Brasília, que segundo ele se tornou um grande marco da modernidade. Para o representante da Unesco no Brasil, Lucien Muñoz, a responsabilidade de cuidar de Brasília, como Patrimônio Histórico, não deve ser só do governo, mas também de toda a sociedade. Entre os demais sítios da Unesco no Brasil estão: Ouro Preto, Olinda, o Parque Nacinal da Serra da Capivara, a Mata Atlântica e a Praça de São Francisco, na cidade de São Cristóvão, no Sergipe, entre outros bens. Sítios brasileiros e datas de inscrição como patrimônios da humanidade 
1. Cidade Histórica de Ouro Preto (1980) 
2. Centro Histórico de Olinda (1982) 
3. Centro Histórico de Salvador (1983) 
4. Missões Jesuíticas de São Miguel (1985) 
5. Santuário do Bom Jesus de Matosinhos (1985) 
6. Parque Nacional do Iguaçu (1986) 
7. Brasília (1987) 
8. Parque Nacional da Serra da Capivara (l981) 
9. Centro Histórico de São Luís (1997) 
10. Centro Histórico de Diamantina (1999) 
11. Mata Atlântica - Reservas do Sudeste (1999) 
12. Costa do Descobrimento (1999) 
13. Área de Conservação do Pantanal (2000) 
14. Parque Nacional do Jaú (2000) 
15. Ilhas Atlânticas Brasileiras - Reservas de Fernando de Noronha e Atol das Rocas (2001) 
16. Áreas protegidas do Cerrado: Chapada dos Veadeiros e Parque Nacional das Emas (2001) 
17. Centro Histórico de Goiás (2001) 
18. Praça de São Francisco, na cidade de São Cristóvão, SE (2010) 
19. Rio de Janeiro, paisagens cariocas entre a montanha e o mar (2012) 
Foto: Brasília, Ouro Preto, Salvador e Rio de Janeiro integram a lista da Unesco  
Fonte: EcoD

Árvores da Amazônia podem resistir a aquecimento da Terra

Análise genética feita em árvores por pesquisadores dos Estados Unidos e do Reino Unido aponta que muitas espécies existentes na Amazônia continental conseguiriam sobreviver aos efeitos mudança climática causada pela atividade humana, aponta estudo divulgado no dia 13 de dezembro no periódico científico “Ecology and Evolution”. Um sequenciamento genético feito em espécies de árvores encontradas no bioma conseguiu detectar mutações que datam de 8 milhões de anos. Tais evoluções encontradas indicaram que as árvores sobreviveram a períodos anteriores com alta temperatura global, comparados àqueles que podem ser registrados futuramente no planeta devido às emissões de gases-estufa – conforme previsão do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC). No entanto, incêndios florestais provocados e a superexploração de recursos naturais ameaçam o futuro do bioma, que cobre uma extensão de 7,8 milhões de km² e abrange nove países da América do Sul (Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela). De acordo com pesquisadores, durante o período Mioceno (entre 11,5 milhões a 5,3 milhões de anos atrás) as temperaturas que atingiram a região amazônica se aproximavam à projeção do IPCC para 2100, utilizando o pior cenário de fortes emissões de carbono. Relatório do grupo divulgado em 2007 aponta para uma alta de  6,4 ºC se a população e a economia continuarem crescendo rapidamente e se for mantido o consumo intenso dos combustíveis fósseis (pior cenário). Isso poderia causar secas extremas no bioma e um fenômeno chamado de savanização, quando a floresta mudaria de perfil, com uma existência maior de plantas que conseguem sobreviver a altas temperaturas (seleção natural), assim como aquelas que já existem no cerrado brasileiro. Previsão do IPCC aponta aumento médio global das temperaturas entre 1,8 ºC e 4,0 ºC até 2100, com possibilidade de alta para 6,4 ºC, no pior cenário  
Maior proteção contra ação humana: Os cientistas analisaram 12 espécies de árvores existentes em regiões do Panamá e Equador. Além disso, foram usadas amostras encontradas no Brasil, Peru, Guiana Francesa e Bolívia. Christopher Dick, autor do estudo e professor da Universidade Michigan, nos EUA, afirma que a pesquisa fornece evidências de que as árvores da Amazônia que já enfrentaram temperaturas altas podem até tolerar, a curto prazo, mudanças ambientais futuras. No entanto, Simon Lewis, University College London e da Universidade Leeds, ambas britânicas, que também participou do estudo, adverte que a sobrevivência dessas espécies às alterações climáticas dependerá de uma maior proteção da floresta, que enfrenta forte influência humana – o que não acontecia há milhões de anos. Por conta disto, pede uma maior política de conservação para combater o desmatamento voltado à agricultura ou mineração. “Nós também precisamos de ações mais agressivas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, com o intuito de minimizar o risco da seca e impactos das queimadas, além de garantir o futuro da maioria das espécies amazônicas”, explica o pesquisador em comunicado.  
Desmate avança na Amazônia sul-americana em 10 anos: Entre 2000 e 2010, a Amazônia continental perdeu o total de 240 mil km² devido ao desmatamento, o equivalente a uma Grã-Bretanha, de acordo com dados reunidos pela Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciadas (RAISG), divulgados por 11 organizações não governamentais. É como se, em 11 anos, “sumisse do mapa” área equivalente a quase seis vezes o tamanho do estado do Rio de Janeiro. Os números integram o documento “Amazônia sob pressão”, que reúne informações sobre a degradação registrada ao longo da última década na região englobada pelo bioma. No período, o Brasil foi o principal responsável pela degradação da floresta (80,4%), seguido do Peru (6,2%) e Colômbia (5%). A quantidade é proporcional à área de floresta englobada pelo país (uma participação de 64,3% no território amazônico). Apesar do número alto, nos últimos anos o Ministério de Meio Ambiente tem divulgado redução na degradação da Amazônia Legal (que abrange nove estados do país). De acordo com dados do sistema Prodes (Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal), entre agosto de 2011 e julho de 2012 houve a perda de 4.656 km² de floresta, área equivalente a mais de três vezes o tamanho da cidade São Paulo. O índice é 27% menor que o total registrado no período entre agosto de 2010 e julho de 2011 (6.418 km²).  
Ameaças e pressões: Sobre a influência humana na floresta amazônica, o documento divulgado por ONGs afirma que todas as sub-bacias do bioma foram afetadas por algum tipo de ameaça ou pressão -- construção de estradas, exploração de petróleo e gás, construção de hidrelétricas, implantação de garimpos para mineração, desmatamento e queimadas. Em relação à construção de estradas, o documento diz que planos para conectar os oceanos Atlântico ao Pacífico aceleram a pressão sobre a Amazônia, e que o Peru e a Bolívia são os países que detêm o maior número de rodovias construídas no meio da floresta. O relatório aponta também que em toda a Amazônia existem 171 hidrelétricas em operação ou em desenvolvimento, além de 246 projetos em estudo. No caso da mineração, as zonas de interesse somam 1,6 milhão de km² (21% do território do bioma), em especial na Guiana. Sobre a exploração de petróleo e gás, atualmente existem 81 lotes sendo explorados, mas há outros 246 que despertam interesse da indústria petrolífera. Referente às queimadas, o relatório diz que o sudeste da Amazônia, entre o Brasil e a Bolívia, concentra a maior quantidade de focos de calor -- a região recebe o nome de "arco do desmatamento". Esta faixa territorial vai de Rondônia, passando por Mato Grosso, até o Pará.
 

Foto: Garimpo ilegal localizado no meio da floresta amazônica, na fronteira entre a Bolívia e Brasil (Foto: Jorge Silva/Reuters)  


Fonte: G1

Cientistas acham bactérias vivendo em condições extremas na Antártica

Pesquisadores americanos anunciaram a descoberta de bactérias que vivem em um lago salgado da Antártica sem luz nem oxigênio, um ambiente extremo que pode existir em outras partes do nosso Sistema Solar. Esse lago, chamado Vida, tem concentrações muito elevadas de substâncias como amoníaco, nitrogênio, hidrogênio, enxofre e óxido nitroso. O local abriga micro-organismos sob 20 metros de gelo, com uma taxa de salinidade superior a 20% e temperatura inferior a 13° C negativos. "A descoberta desse ecossistema nos dá pistas não apenas sobre outros ambientes gelados e isolados da Terra, mas também sobre um modelo de vida em outros planetas cobertos de gelo que podem abrigar depósitos de sal e oceanos, como Europa, uma das luas de Júpiter", disse Nathaniel Ostrom, da Univerisdade de Michigan e coautor do trabalho publicado na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS). As altas concentrações de hidrogênio e óxido de nitrogênio em forma gasosa provavelmente proporcionam a fonte de energia química para a existência desse ecossistema isolado, estimam os cientistas. Esses gases se formam a partir de reações químicas da água muito salgada com rochas ricas em ferro. "Não conhecíamos até agora quase nada sobre esses processos geoquímicos e da vida microbiana nesses ambientes gelados, especialmente em temperaturas abaixo de zero", disse Alison Murray, do Instituto de Pesquisas do Deserto na Universidade de Nevada. Apesar das temperaturas baixas, da ausência de luz e da forte salinidade, a Antártica abriga uma fauna abundante de bactérias capazes de sobreviver sem energia solar. Estudos prévios no lago Vida revelam que esses ecossistemas bacterianos estiveram isolados de qualquer influência externa por quase 3 mil anos, ao contrário de outros ambientes extremos que vivem sem luz próximos a fontes hidrotermais no fundo dos oceanos. 
Foto: Lago Vida, na Antártica, está a - 13º C (Foto: Courtesy of Emanuele Kuhn/Desert Research Institute/Reno NV)  
Fontes: G1; Último Segundo

Pesquisadores monitoram tubarões-brancos na costa leste dos EUA

Uma equipe de pesquisadores e pescadores está colocando marcadores de satélite nas barbatanas de tubarões-brancos na costa leste americana. O objetivo do projeto Ocearch é entender a movimentação da espécie pelo Oceano Atlântico e protegê-la de eventuais ameaças. Os animais chegam a pesar 1,5 tonelada e a medir quase 5 metros de comprimento. Eles foram encontrados ao longo do litoral de Chatham, na região do canal Cape Cod, no estado de Massachusetts. Os tubarões-brancos, considerados um dos predadores mais temidos da natureza, são monitorados de forma pouco convencional. Os pesquisadores usam iscas para atrair os animais, levam-os até o navio e retiram amostras de sangue, sêmen e tecidos para serem estudadas posteriormente. Com o satélite em tempo real, será possível traçar um mapa de localização, velocidade e acústica dos indivíduos cada vez que as barbatanas dorsais deles chegarem até a superfície.


Foto 1: Fêmea de tubarão-branco foi chamada de Mary Lee e será monitorada por satélite (Foto: Ocearch/Divulgação)


Foto 2: Capitão Brett McBride aparece com a fêmea 'Genie', cuja barbatana ganhou satélite (Foto: Stephan Savoia/AP)


Foto 3: Após ser fisgado até o navio, tubarão-branco é virado de costas e expele água (Foto: Stephan Savoia/AP)  



Fonte: G1

Cidade austríaca usa anticoncepcional para diminuir a população de pombos

Para conter a infestação de pombos que assolavam suas ruas, a cidade austríaca de Linz (norte) decidiu adotar um método, no mínimo, curioso. Os governantes locais começaram a dar anticoncepcionais às pombas, misturado nos alimentos. Segundo as autoridades, o método foi lançado há dez anos e dá resultados. Em 2001, quando Linz iniciou a alimentação das pombas do centro da cidade com alimentos com inibidores da fertilidade, a população destes pássaros era cerca de 20 mil. Este ano, segundo anunciou o prefeito, o número chegou aos 9 mil. Os inibidores, produzidos na Alemanha, não representa risco para outros animais, como os cachorros. Segundo as autoridades locais, o método é eficaz para reduzir a quantidade de pombas sem prejudicá-las. A batalha de Linz contra as pombas, incluiu ainda o lançamento de uma campanha de informação para que a população local deixe de alimentar estes animais. 
Foto: nmorao  
Fonte: EcoD

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Em extinção, maior folha do mundo ainda é encontrada no Amazonas

Em uma expedição pela bacia do Rio Madeira, em plena Floresta Amazônica, o doutor especialista em florística e fitossociologia Carlos Alberto Cid Ferreira, encontrou uma de suas maiores paixões: a Coccoloba spp. (Polygonaceae), considerada pelo Guinness Book a maior folha dicotiledônea do mundo e que chega a ter 2,50 metros de comprimento por 1,44 metro de largura na fase adulta. Considerado pela comunidade científica como o maior coletor de plantas herborizadas da Amazônia brasileira, Cid Ferreira comemora em 2012 trinta anos da viagem em que descobriu as folhas gigantes. O projeto intitulado 'Flora Amazônica' foi uma parceria entre o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e o Jardim Botânico de Nova York. Segundo o pesquisador, a Coccoloba é um fenômeno da natureza. "É incrível como uma planta que tem somente um caule lenhoso, consegue levar os nutrientes do solo até suas folhas e desenvolvê-las até chegarem a tamanha envergadura", afirmou o botânico. "Outro fator interessante é que ela trabalha durante vinte e quatro horas por dia. Diferentemente das plantas comuns, a Coccoloba armazena energia durante o dia e realiza a fotossíntese durante a noite também", declarou.
Em busca da Coccoloba pela Amazônia: Depois do Projeto 'Flora Amazônica', o pesquisador passou a ter como uma de suas metas na carreira encontrar outros locais da Amazônia outras árvores com as folhas gigantes, como aconteceu em matas secundárias das margens do rio Canumã, afluente do rio Madeira. "Encontramos a Coccoloba no município de Borba no estado do Amazonas, distante 151 km de Manaus. Tiramos diversas fotos, mas na ocasião, não trouxe nenhum exemplar". Mais tarde, em 1993, pesquisadores do INPA e do IBAMA, realizaram uma excursão à Flona do Jamarí (RO), onde foram coletadas, de uma único espécie, duas folhas que mediam respectivamente 2,50 m x 1,44 m e 2,10 m x 1,32 m. Atualmente, estas amostras estão registradas e catalogadas no acervo do INPA, sendo uma incorporada ao acervo científico do herbário e outra na exposição cientifica permanente da Casa da Ciência. O botânico contou ainda que possui sua própria coleção de folhas da Coccoloba. "Tenho cerca de sessenta folhas, armazenadas em casa, para estudo particular. Mas estou querendo me separar delas. Quero doá-las à alguma escola da rede pública ou para algum museu da cidade", afirmou. "Não sou um pesquisador ciumento", completou sorrindo o doutor especialista em florística e fitossociologia.  
Alerta para o Brasil: Para Cid Ferreira, o Brasil é o único país onde é possível encontrar a Coccoloba, porém teme que o avanço sem a devida preservação do meio ambiente na região amazônica coloque as folhas gigantes em risco. Como exemplo, ele cita o cenário que encontrou ao retornar à Flona do Jamarí, em 2010. "Devido à construção de estradas e ao desmatamento, algumas árvores foram perdidas e sobraram somente oito no local", declarou. A burocracia do país e a falta de incentivos do Governo Federal, de acordo com o pesquisador, atrapalham para o incentivo à preservação da Coccaloba. "Em 2006, durante a Copa do Mundo na Alemanha, devido à toda essa burocracia no país, perdemos a oportunidade de conseguir um patrocínio da Brahma, que queria fazer uso da imagem da Coccoloba. Apesar de todas as minhas expedições e das dos outros botânicos que vieram antes de mim, conhecemos somente 2% da flora amazônica. Os indígenas são botânicos melhores que nós", completou.



Foto 1: Árvore foi encontrada pela primeira vez em 1982, em Borba (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)



Foto 2: Folha da Coccoloba, exposta no Inpa, possui 2.50m de comprimento (Foto: Tiago Melo/G1 AM)



Foto 3: Árvore foi encontrada pela primeira vez em 1982, em Borba (Foto: Tiago Melo/G1 AM)  



Se você quiser saber mais sobre esta planta, procure pelo nome Coccoloba em pesquisar e terá mais imformações. 
Fonte: G1

'Rio ancestral' formou Grand Canyon há 70 milhões de anos, sugere estudo

Cientistas da Universidade do Colorado, em Boulder, nos EUA, analisaram grãos de minérios do fundo do Grand Canyon para um estudo, publicado  na revista "Science". A pesquisa indica que boa parte do desfiladeiro foi formada há cerca de 70 milhões de anos, principalmente na porção oeste. O estudo afirma ainda que o Grand Canyon foi provavelmente formado por um "rio ancestral", antecessor do atual Rio Colorado, que corria há milhões de anos em direção contrária às águas atuais, segundo a pesquisadora Rebecca Flowers, uma das autoras da pesquisa. A profundidade do desfiladeiro chega a ser de 1,5 km em alguns pontos, com cerca de 450 km de extensão no total. A análise aponta uma mudança no período aceito tradicionalmente como o de formação do Grand Canyon, no Arizona, e acrescenta mais 60 milhões de anos à "idade" do desfiladeiro, afirma o estudo. Para chegar ao resultado, a equipe de cientistas usou um método que analisa o decaimento radioativo de átomos de tório e urânio para se tornarem átomos de hélio, fenômeno que ocorreu com um minério conhecido como apatita, encontrado no Grand Canyon. Os átomos de hélio ficaram presos nos grãos de minério conforme eles foram resfriados e se moveram em direção à superfície, durante a formação do Grand Canyon, segundo a cientista. Ao analisá-los, a "história" gravada nos grãos de apatita permitiu aos cientistas estimar quanto tempo se passou desde a formação do Grand Canyon, disse a pesquisadora. "Nossa pesquisa implica que o Grand Canyon foi escavado de algumas centenas de metros até a sua profundidade atual há cerca de 70 milhões de anos", disse Flowers.  
Controvérsia: Há muita controvérsia quanto à idade e à formação do Grand Canyon. Uma série de pesquisas sugere que o desfiladeiro tem uma história complexa, e que nem toda a estrutura pode ter se formado ao mesmo tempo. Em estudo publicado anteriormente, em 2008, Flowers e seus colegas mostraram que a porção leste do Grand Canyon provavelmente se formou há 55 milhões de anos, apesar de o fundo do desfiladeiro, na época, não haver sofrido erosão - hoje a região está mais funda, o que exigiria novos estudos. "Houve um ressurgimento de trabalhos científicos sobre o Grand Canyon nos últimos anos, porque agora nós temos técnicas novas que permitem datar rochas que antes não conseguíamos", disse a pesquisadora. 
Foto: Vista aérea do Grand Canyon. Desfiladeiro foi formado há 70 milhões de anos, sugere estudo (Foto: AFP)  
Fontes: G1; Último Segundo; estadao.com.br

Fóssil de marsupial gigante pré-histórico é achado na Austrália

Os restos fossilizados de um diprotodonte, marsupial gigante do tamanho de um rinoceronte que vive na Terra na era geológica Pleistoceno – entre 2,5 milhões e 11,5 mil anos atrás –, foram encontrados no norte da Austrália. O esqueleto foi descoberto por um trabalhador em uma fazenda de gado que fica a 10 horas em carro da cidade de Darwin, no Território Norte, e foi entregue às autoridades do país, segundo informou a agência local AAP. Os restos do primeiro diprotodonte descobertos na região não incluem o crânio, mas as costelas, o quadril, a espinha dorsal e as patas traseiras. O cientista Adam Yates, do departamento de Ciências Terrestres do Museu da Austrália Central, espera que a descoberta ajude resolver o mistério em torno do desaparecimento desses animais, que alguns analistas acreditam ter sido causado pelo homem, enquanto outros o atribuem a diferentes fatores. "Qualquer jazida da era do gelo no norte tropical da Austrália é muito, mas muito rara", disse Yates, que considera que a chegada dos seres humanos à Austrália foi significativa para explicar a extinção da megafauna dessa ilha-continente. O diprotodonte era um marsupial parecido com o vombate, embora tivesse o tamanho de um rinoceronte ou um hipopótamo. Esses animais de 3 metros de comprimento e 2 metros de altura tinham um par de dentes incisivos proeminentes, mas eram herbívoros e habitavam as florestas abertas e planícies semi-áridas da Austrália.


Foto 1: Modelo de diprotodonte é exibido no Museu Australiano em Sydney (Foto: Greg Wood/Arquivo AFP)


Foto 2: Marsupial se parecia com um vombate, mas tinha tamanho de um rinoceronte (Foto: Greg Wood/Arquivo AFP)


Foto 3: Efe/Diprotodonte caminhava em quatro patas e tinha o tamanho de um rinoceronte  


Fontes: G1; estadao.com.br

Estudo aponta eventos no início do envelhecimento celular

Cientistas do Centro de Pesquisa de Câncer Fred Hutchinson, em Seattle, nos EUA, publicaram na revista "Nature" um artigo em que apontam eventos-chave que ocorrem no início do processo de envelhecimento celular, como resultado de uma série de estudos feitos ao longo de dez anos com leveduras – um tipo de fungo. As pesquisas, coordenadas por Daniel Gottschling e Adam Hughes, podem ajudar para entender melhor como os genes e o meio ambiente, incluindo a restrição calórica na dieta, são capazes de influenciar a longevidade e a incidência de câncer e doenças neurodegenerativas. Os autores identificaram que a presença de acidez em uma estrutura celular chamada vacúolo, e também o funcionamento das mitocôndrias – "usinas de energia" que atuam na respiração celular – são fundamentais para explicar o processo de envelhecimento. Os vacúolos são organelas que armazenam líquidos resultantes da nutrição ou da excreção celular, e ficam localizados dentro do citoplasma – parte da célula entre o núcleo e a membrana externa que a delimita. Nos animais, essas função é exercida pelos lisossomos. Nesses trabalhos, os cientistas descrevem um novo mecanismo que pode ter um paralelo nas células humanas. As pesquisas começaram quando Gottschling e Hughes procuravam nas mitocôndrias a fonte dos danos relacionados à idade. "Normalmente, as mitocôndrias são tubos bonitos e longos, mas, à medida que as células envelhecem, elas se tornam robustas e fragmentadas", explicou Gottschling, que também é professor associado do Departamento de Ciências do Genoma na Universidade de Washington. Essas mudanças vistas em leveduras também acontecem nos humanos, como em neurônios e células do pâncreas. O fator responsável por alterar as mitocôndrias e torná-las distorcidas e disfuncionais tem sido um mistério, mas agora os pesquisadores descobriram que mudanças específicas nos vacúolos desencadeiam os problemas nas mitocôndrias. Os vacúolos têm duas principais tarefas: degradar proteínas e armazenar "blocos de construção" moleculares nas células. Para desempenhar tudo isso, o interior deles é altamente ácido. No caso das leveduras, o vacúolo se torna menos ácido relativamente cedo em relação ao tempo de vida delas, e essa queda impede o armazenamento de alguns nutrientes. Isso acaba destruindo a fonte de energia das mitocôndrias, fazendo com que elas se rompam. Ao impedir essa diminuição na acidez dos vacúolos, a função das mitocôndrias foi preservada e as células das leveduras viveram por mais tempo. O que provoca essa queda de acidez, porém, ainda é desconhecido. "Ficamos surpresos ao descobrir que era a função de armazenamento, e não de degradação de proteínas pelos vacúolos, que parece causar a disfunção mitocondrial nas células de envelhecimento", disse Hughes. A descoberta inesperada levou os autores a começarem a investigar os efeitos da restrição calórica – conhecida por prolongar a vida de leveduras, vermes, moscas e mamíferos – sobre a acidez dos vacúolos. Foram consideradas as semelhanças entre a biologia de leveduras e das células humanas. Os pesquisadores também observaram que as leveduras "mães" tinham uma menor acidez nos vacúolos que as filhas recém-nascidas. Isso poderia ajudar a explicar, ainda, como o simples ato da divisão celular contribui para o envelhecimento. 
Foto:Imagem microscópica da levedura da espécie 'Saccharomycopsis fodiens' (Foto: B. Schlag-Edler) Fonte: G1

Molusco da Antártica é capaz de mudar de sexo

Cientistas do centro nacional de oceanografia de Southampton descobriram que um molusco na Antártica é capaz de mudar de sexo. De acordo com os especialistas, a natureza hermafrodita da espécie Lissarca miliaris aumenta sua eficiência reprodutiva nas águas gélidas do extremo sul do planeta. O invertebrado foi descoberto em 1845 e teve a sua reprodução estudada em 1970, mas a novidade, publicada no jornal científico "Polar Biology", só foi descoberta agora. Os estudos anteriores focaram na presença de ovos dentro das conchas de fêmeas, que eram "chocadas" pelos seus corpos. Nesta pesquisa, os cientistas estudaram a reprodução em um nível celular e constataram a presença de pequenos ovos nos machos da espécie. O novo estudo sugere que a espécie, no seu estágio inicial de desenvolvimento, se reproduz como macho, e passa a ter órgãos reprodutores femininos quando está grande o suficiente para poder chocar uma quantidade grande de ovos. "Nós também descobrimos que depois que o macho se transforma em fêmea, ele mantém o tecido do aparelho reprodutivo masculino por um longo período", acrescentou o pesquisador. A Lissarca miliaris é um tipo de bivalve, por estar envolta em duas conchas, e possui várias adaptações para se reproduzir com mais eficiência, como o fato de chocar os seus ovos e a mudança de sexo. "Hermafroditismo não é necessariamente incomum nos bivalves da Antártica e, com muitas espécies a serem estudadas, pode haver muito mais a ser descoberto", disse Adam Reed, que chefiou o estudo. O trabalho foi desenvolvido na estação britânica de pesquisa no Polo Sul. "O estudo mostra o quanto nós ainda não sabemos sobre a forma de vida dos invertebrados da Antártica e o quanto ainda há para ser estudado", conclui o pesquisador.


Foto 1: O molusco 'Lissarca milaris' aumenta sua eficiência reprodutiva, ao mudar de sexo. (Foto: Divulgação/National Oceanography Centre)


Foto 2: Na foto, é possível ver os ovos do molusco 'Lissarca milaris'. (Foto: Divulgação/National Oceanography Centre)  


Fonte: G1

Cientista imagina forma de vida alienígena alternativa

Uma cientista britânica divulgou desenhos de como imagina seres alienígenas que poderiam ter se desenvolvido em um mundo com as características de Titã, uma das lua de Saturno. As criaturas imaginadas por Maggie Alderin-Pocock lembram águas-vivas e poderiam, segundo ela, flutuar sobre nuvens de gás metano, recolhendo nutrientes químicos por fendas que servem de bocas. Bolsas com formas de cebolas se moveriam para cima e para baixo para ajudar na movimentação, e feixes de luz seriam usados para a comunicação. Assim como os seres humanos não sobreviveriam sob as condições da atmosfera de Titã, as águas-vivas alienígenas seriam corroídas na atmosfera de oxigênio terrestre. Os alienígenas foram imaginados por Alderin-Polock como parte da promoção de um novo programa apresentado por ela no canal de documentários Eden, transmitido por cabo e satélite na Grã-Bretanha.  
'Imaginação limitada': 'Nossas imaginações são naturalmente limitadas pelo que vemos no nosso entorno, e o senso comum é de que a vida precisa de água e é baseada em carbono. Mas alguns pesquisadores estão desenvolvendo trabalhos muito instigantes, jogando com ideias como formas de vida baseada em silício', observa Alderin-Pocock. Ela observa que o silício está logo abaixo do carbono na tabela periódica e que os dois elementos têm muitas semelhanças químicas. Além disso, o elemento seria amplamente disponível no universo. 'Talvez podemos imaginar instruções semelhantes para a formação do DNA, mas com silício em vez de carbono. Ou então a vida alienígena poderia não seguir nada parecido com o DNA', diz. Ela diz que as últimas descobertas sobre planetas orbitando em volta de outras estrelas na Via Láctea a levam a acreditar que até quatro civilizações extraterrestres desenvolvidas poderiam existir nesses locais. Mas ela adverte que a longa distância entre elas e a Terra significa que é remota a capacidade dos humanos de encontrá-los ou mesmo de comprovar sua existência. 'A sonda Voyager 1, que leva gravações de saudações da Terra em diferentes línguas, vem viajando pelo Sistema Solar desde os anos 1970 e somente agora chegou ao espaço profundo', observa. 'Para chegar à estrela mais próxima do sistema Solar, Proxima Centauri, poderia levar 76 mil anos', diz. 
Foto: Cientista imagina forma de vida alienígena alternativa (Foto: BBC)  
Fontes: G1; Último Segundo; estadao.com.br

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

A Sociedade Ecológica Britânica organizou um concurso de fotografia que premiou as melhores imagens de natureza do ano.

A Sociedade Ecológica Britânica organizou um concurso de fotografia que premiou as melhores imagens de natureza do ano. A coleção inclui uma variedade de sapos, morcegos, lagartos, uma raposa-do-ártico, bisões selvagens no Oeste americano e um elefante que tentou invadir uma casa para obter água após descobrir que a fonte onde costumava beber havia secado na Namíbia. A exposição completa está sendo exibida durante o encontro anual da entidade na Universidade de Birmingham neste mês de dezembro.


Foto 1: Lagartixa Kabaena fotografada na Indonésia (Foto: Silviu Petrovan/via BBC)


Foto 2: Foto de lagartas foi finalista na categoria Ecossistemas e Comunidades (Foto: Ute Bradter/via BBC)


Foto 3: Elefante busca água em uma casa, na Namíbia (Foto: Hannah Peck/via BBC)  


Fonte: G1

Raposa vermelha rara pode ter sido flagrada por ONG nos EUA

Um animal que se parece com uma rara raposa da montanha foi flagrado por câmeras fotográficas da organização não-governamental Cascadia Wild na cidade de Portland, localizada no estado americano de Oregon, no norte da Califórnia. A espécie era dada como desaparecida da região. Os cientistas querem agora colher amostras de saliva e pelo do mamífero para fazer testes de DNA e comprovar se ele se trata da raposa vermelha de Serra Nevada, um dos bichos mais raros da América do Norte. 
Foto: Cascadia Wild/AP  
Fonte: G1

Relatório apresenta 126 espécies descobertas no Sudeste Asiático

Um relatório apresentado no dia 18 de dezembro por cientistas organização ambiental WWF traz 126 novas espécies registradas ao longo de 2011 no Sudeste Asiático. A lista é dominada por plantas, mas inclui animais desde uma rã que canta como um pássaro até um morcego assustador. As espécies foram descobertas na bacia do rio Mekong, que engloba Camboja, Laos, Myanmar, Tailândia, Vietnã e da província chinesa de Yunnan, no sudoeste do país. Segundo o relatório, a maior parte dessas espécies já está sob risco de extinção. As principais causas para isso são o desmatamento e a construção de barragens de grande porte no Mekong, que alteram todo o ecossistema da região, considerado um dos mais diversos do mundo. “A boa notícia são as descobertas. A má notícia é que está cada vez mais difícil [trabalhar] no mundo da conservação e da sustentabilidade ambiental”, resumiu Nick Cox, gerente do Programa de Espécies da Bacia do Mekong no WWF.


Foto 1: Morcego foi descoberto na região central do Vietnã (Foto: Gabor Csorba/WWF/AFP)


Foto 2: Sapo recebeu o nome de 'yin-yang' pelo desenho dos olhos (Foto: Jodi J.L. Rowley/WWF/AFP)  


Fonte: G1

Estudo diz que espécie de tartaruga de Galápagos não está extinta

A morte da tartaruga-gigante das Ilhas Galápagos, apelidada de George Solitário, não representou a extinção de sua espécie, revelou um estudo divulgado no dia 21 de novembro. Cientistas descobriram genes deste exemplar em 17 indivíduos, que vivem no Parque Nacional de Galápagos, no Equador. A morte do quelônio, em 24 de junho, "não representa o fim da espécie de tartarugas-gigantes da ilha pinta, da espécie Chelonoidis abingdonii", de onde era originário Gerorge, destacou a direção da reserva natural em um comunicado. Segundo o documento, a pesquisa realizada em conjunto com a Universidade de Yale, dos Estados Unidos, demonstrou a existência de 17 tartarugas com ascendência da ilha Pinta, que habitam o vulcão Wolf, da ilha Isabela. "O estudo identificou nove fêmeas, três machos e cinco jovens com genes da espécie de tartarugas gigantes da ilha Pinta, depois de analisar mais de 1.600 amostras coletadas em 2008, no vulcão Wolf", destacou o comunicado. De acordo com os cientistas, a descoberta marca o primeiro passo rumo à recuperação da espécie Chelonidis abingdonii, por meio de um programa de reprodução e criação em cativeiro. George morreu de causas naturais após décadas de esforços científicos para conseguir a sua reprodução. Os cientistas lutaram para evitar a extinção da subespécie e tentaram, por diversas vezes, cruzar o exemplar macho com fêmeas de características genéticas semelhantes. O sonho estava a ponto de ser concretizado 15 anos depois, quando uma fêmea com que a tartaruga acasalou, finalmente, pôs ovos. Mas eles não eram férteis. Embora tenha morrido sem produzir descendentes, George deixou um legado pela luta da conservação das espécies de tartarugas. 
Foto: O exemplar de tartaruga-gigante de Galápagos chamado George Solitário morreu em junho deste ano (Foto: Rodrigo Buendia/AFP)  
Fonte: G1

União Europeia está perto de proibir prática do finning em tubarões

O Parlamento Europeu apoiou uma proibição geral do finning, prática em que a barbatana de tubarões é removida e o animal, muitas vezes ainda vivo, é descartado no mar por não ser economicamente interessante trazê-lo para terra. A proibição, proposta há um ano pela Comissão Europeia, quer vetar quaisquer tentativas de remoção de barbatanas de tubarões em navios que trafeguem por águas da União Europeia e em embarcações registradas na UE que trafeguem por águas internacionais. O aumento pela procura de barbatanas de tubarões, principalmente para a elaboração de sopas na Ásia, ameaça várias espécies deste predador marinho, que tem um papel vital na manutenção do equilíbrio de ecossistemas marinhos. De acordo com dados da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), cerca de um terço de todas as espécies de tubarões estão ameaçadas de extinção. Esses animais são particularmente vulneráveis à sobrepesca, já que sua taxa de crescimento é lenta e há uma pequena quantidade de espécimes jovens. O voto do Parlamento Europeu ainda precisa ser aprovado pelos países-membros para que o projeto de lei se torne definitivo.  
Prática é fiscalizada no Brasil: No Brasil, a prática do finning é considerada ilegal. De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), o país foi o primeiro no âmbito da Comissão internacional para a Conservação do Atum Atlântico (ICCAT) a propor uma medida de controle sobre a atividade, por meio de publicação de portaria. A regra autoriza a comercialização de barbatanas em percentual máximo de 5% do peso das carcaças, a fim de controlar o limite que corresponde à proporção aceitável de barbatanas em relação às carcaças desembarcadas. Em agosto deste ano, portaria Interministerial publicada no "Diário Oficial da União" afirma que tubarões e arraias capturados nas regiões Sudeste e Sul por redes de pesca devem ser devolvidos ao mar "obrigatoriamente com as nadadeiras naturalmente aderidas ao corpo".


Foto 1: O finning consiste na retirada da barbatana do tubarão e posterior descarte do resto do corpo do animal (Foto: Divulgação/João Paulo Krajewski)


Foto 2: Kamran Jebreili/AP/Sopa feita com a barbatana do tubarão é popular na China  


Fontes: G1; estadao.com.br