sexta-feira, 25 de setembro de 2009

PAPILOSCOPIA – MÓDULO 1



MÉTODOS DE IDENTIFICAÇÃO – MARCAS, MUTILAÇÕES E TATUAGENS

Desde os primórdios, o homem sempre se interessou pela identificação e na pré-história já podia se perceber isso quando ele marcava seus objetos, bem como lançava desenhos nas cavernas onde buscava abrigo, aplicando desenhos com as palmas das mãos (impressões palmares) ou digitais por decalque sobre argila e depois colorindo-os. Ainda não se tinha a preocupação em descrevê-los, mas marcavam-se os objetos para poder distinguí-los, ou seja, esse objeto era propriedade de uma certa pessoa. Com o tempo, o método foi sendo aplicado para identificar objetos que ele considerava como propriedade como animais, escravos e era usado também para marcar os bandidos para que eles fossem reconhecidos pela sociedade como pessoas indesejáveis ou perigosas para a sociedade. Os processos usados nessa ocasião eram o ferrete (marca feita com ferro em brasa) e a mutilação. Durante a Idade Média, na França e na Itália, o ferrete era usado para marcar os malfeitores. Na França, "F" (de fur, preço) para os ladrões e para as prostitutas era a flor-de-lis. Na Inglaterra, marcava-se na pele duas letras "BC", para aquele que era considerado mal-caráter (bad characther). Em 1658, foi determinado o emprego do ferrete estabelecendo, ao mesmo tempo, o uso de letras como “A” para os adúlteros e, em 1718, a letra “M” era marcada sobre o polegar esquerdo, enquanto que os traidores e autores de crimes bárbaros eram marcados com ferro em brasa com a letra “T”. Esse tipo de marca tinha dois objetivos: a punição e a identificação. Paralelamente, a esse tipo de prática incorporou-se a mutilação. Na Rússia cortava-se as narinas dos criminosos, enquanto que em Cuba era costume cortar as orelhas dos escravos. Mas, a origem dessa mutilações e marcas remonta a Antiguidade quando analisamos a história da época da Babilônia, no século XVIII, quando viveu o Rei Hamurábi, famoso por ter promulgado um Código de Leis, que leva o seu nome, descoberto, em 1901, na Pérsia (atual Irã), pelo assiriologista francês Jean Vincent Scheil. Esse código propunha certas penas qualificadas como expressivas por caracterizarem e identificarem os condenados. Havia a amputação de uma das mãos dos ladrões e da língua dos caluniadores, marcando as pessoas castigadas para o resto da vida, pois onde quer que fossem, todos saberiam de seus crimes.

Em Portugal, na Idade Média, era comum cortar as orelhas dos ladrões e mais tarde passaram a usar o ferrete, utilizado para marcar a testa do criminoso, de modo a caracterizá-lo na comunidade. Os ladrões reincidentes eram marcados na testa com um sinal e na terceira vez que fossem pegos eram enforcados. As marcas de rerro no rosto foram abolidas em 1524, mas as marcas em outras partes do corpo continuaram a ser feitas, tendo sido muito usadas no Brasil durante a escravidão. Em março de 1741, o Rei determinou que os negros que fugissem para os quilombos e fossem recapturados, seriam marcados com a letra "F". Se já estivessem marcados por uma fuga anterior, eles teriam suas orelhas amputadas, sendo que esse tratamento desumano foi abolido pela Constituição de 1824. Só mais tarde se pensou em fichar e marcar todas as pessoas de uma comunidade para fins de identificação. O precursor dessa ideia foi Bentham, que propôs que toda pessoa ao nascer fosse tatuada, com o próprio nome no braço. A ideia, é claro, não teve êxito por questões práticas e porque continuava sendo considerado algo infamante.

A história relata que os gregos e os romanos não consideravam a tatuagem uma prática respeitável e por isso a usavam para marcar escravos e criminosos. Não é a toa que a palavra usada para designar a tatuagem era stigma (cicatriz, marca, sinal infamante, ferrete, sinal natural do corpo, marcas das cinco chagas de Cristo, aquilo de que se marca, que se assinala). Se, para esses povos a tatuagem era um sinal infamante, só caberia marcá-la naqueles que cometiam atos ilícitos ou os que se encontram à mercê de seus senhores como os escravos. O termo tatuagem vem do dialeto falado na Polinésia, através do inglês tattoo, que significa marca feita profundamente na pele por meio de tintas. Mas, como falei anteriormente na época em que Bentham propôs tatuar todas as pessoas e sendo que o método trouxe uma série de incovenientes, este não foi aceito e já nessa época surgia a fotografia, reconhecida logo de pronto como de grande importância para a identificação. No entanto, eu falarei mais sobre isso em outra ocasião.
Fontes: Papiloscopia - Perlingeiro, Rogério Cosendey; Medicina Legal – Hercules, Hygino de C.; História Resumida do Direito – Pinheiro, Ralph Lopes.

Ricardo Ferreira

MUDAMOS O MUNDO.....PARA PIOR?

Grandes Buracos do Mundo: Tubo de Udachnaya



Também chamado de tubo da sorte, está localizado na República de Sakha, na Rússia, no Campo Daldyn-Alakit. É uma mina de diamantes e foi descoberta em 1955 funcionando desde então. Tem mais de 600 metros de profundidade

Recordes Brasileiros: Menor Ave



-Beija-flor, chupa-flor, pica-flor, guanambi, guanumbi, guainumbi ou cuitelo;
medem de 6 a 12 centímetros de comprimento e de 2 a 6 gramas de peso;
possuem mais de 300 espécies;
em geral são muito coloridos e se alimentam de néctar das flores e de pequenos insetos;
voam em “ponto fixo”, isto é, pairam no ar, sem pousar sobre as flores.

Fonte:Grande Enciclopédia Larousse, Nova Cultural; Zoologia Geral, Tracy I. Storer, Robert L. Usinger, Companhia Ed. Nacional; Animais da Terra: dos Pólos ao Equador, Seleções do Reader's Digest.
Maria Célia Amorim

Árvore Símbolo do Sul do Brasil: Araucária



-Araucaria brasiliensis;
-Natural de florestas e campos do Sul do Brasil;
-As sementes (pinhões), reúnem-se em grandes cones (pinhas) e são de grande valor alimentício;
-A madeira, branca e macia, é usada em marcenaria;
-São coníferas.
Fonte: Grande Enciclopédia Larousse Cultural, Nova Cultural; Biologia Vegetal, Raven, Evere, Curtis, Guanabara Dois.
Maria Célia Amorim

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Laboratório vai investigar componentes do cigarro

Essa chegou há pouco e vamos dar em primeira mão. A luta contra o tabagismo vai ganhar um reforço a partir do próximo ano. A partir de 2010, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) inicia a construção do Laboratório de Controle de Produtos Derivados do Tabaco. A unidade, com sede no Rio de Janeiro, na Ilha do Fundão, vai integrar a Rede Mundial de Laboratório de Tabaco (TobLabNet), e será referência para os países da América Latina e Caribe na análise de produtos derivados do tabaco. Atualmente, as análises dos componentes do cigarro tem que ser feitas fora do Brasil, já que não há tecnologia no país para isso. Anualmente, 200 mil brasileiros morrem em decorrência de doenças relacionadas ao tabaco. A previsão do custo desse projeto é de R$ 8 milhões.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Anvisa

PERÍCIA CÍVEL OU JUDICIAL – MÓDULO 3


Na justiça estadual é muito comum o perito trabalhar nas varas cíveis, de família ou de fazenda pública, ou, então, na justiça especial junto às varas de trabalho. Na justiça federal, o perito, normalmente, vai atuar nas varas cíveis. Um juiz poderá responder por mais de uma vara, situação que ocorre em algumas comarcas do interior, que possuem poucos magistrados, ou, então, em casos de férias ou de licenças quando um juiz acaba acumulando mais de uma vara e nesses casos é chamado de juiz substituto. Com isso, se um perito já atua para um determinado juízo, passando a ser de confiança desse magistrado, ele acaba sendo chamado para atuar em mais perícias. Para ser um perito judicial, o postulante poderá fazer visitas aos juízes, diretamente nas varas, expondo o motivo pelo qual deseja atuar como perito daquele juízo e nesse caso é aconselhável ter em mãos uma carta de apresentação expondo um pouco as suas qualificações e indicando também os tipos de laudos que você está habilitado a fazer. Nessa oportunidade, como falei é interessante apresentar essa carta com um pequeno currículo e um cartão de visitas com os seus contatos, endereço, telefones e e-mails, já que se ocorrer uma chance de nomeação, o perito já poderá ser intimado naquele endereço que foi informado, o que facilita em muito o contato. Uma outra prática comum no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro é que o perito já possuindo pelo menos 3 laudos pode buscar se cadastrar na DIPEJ, Divisão de Perícia Judicial, uma espécie de banco de dados com nomes de peritos que, normalmente, acabam sendo solicitados pelos juízes diretamente nesse órgão.

O profissional que busca trabalhar nessa área, precisa entender e perder a inibição, no sentido de que o juiz desempenha uma função pública (distribuição de justiça) e marcar uma entrevista rápida com o magistrado, sem tomar-lhe muito o tempo, para oferecer o seu trabalho como perito não causa nenhum dano e também não é um favor. Porque, quando o perito procura o juiz para oferecer os seus serviços, na verdade, ele está colaborando com o trabalho do Judiciário. Quando o perito é constantemente nomeado, ele deve se sentir honrado. Primeiro pela confiança depositada nele pelo juiz e em segundo porque demonstra o reconhecimento da qualidade técnica do seu trabalho. É muito comum que um juiz seja promovido para uma outra comarca e que continue trabalhando com seus peritos de confiança. Isso é interessante porque abre a possibilidade para que esse perito seja conhecido em um novo foro, além daquele que já vem atuando e, com isso, abre-se o leque de trabalho. Mesmo um juiz dispondo de um perito que lhe costuma prestar serviços, ele pode nomear outros para que não haja exclusividade ou para não sobrecarregar aquele perito que, normalmente, é nomeado. O magistrado também pode nomear outros peritos sempre que achar necessário e, às vezes, até para comparar a qualidade dos trabalhos (laudos). Por esses motivos, a atividade de perito não é fixa para ninguém e está sempre abrindo campo de trabalho para novos profissionais.

As perícias podem ser judiciais e extrajudiciais. As primeiras são aquelas que ocorrem no âmbito da justiça, em diferentes tipos de ações, em que o perito para poder atuar no processo precisa ser nomeado pelo juiz. Já as extrajudiciais são aquelas que não envolvem a justiça e que o perito pode ser escolhido livremente pelas partes envolvidas na questão que podem optar por uma forma diferente de resolver o litígio sem ser pela via judicial. O perito cobra honorários observando alguns detalhes de suma importância: responsabilidade que terá, o valor do objeto que é a causa da demanda judicial, tempo de trabalho e o nível de complexidade da perícia, devendo arbitrar o valor a ser cobrado após analisar os autos do processo. Cada parte pagará a remuneração do seu assistente técnico (é o perito indicado para acompanhar o processo e também para rebater o laudo pericial); a do perito será paga pela parte que requerer o exame, ou pelo autor da ação quando requerido por ambas as partes ou determinado pelo juiz de ofício (sem necessidade de ouvir a manifestação das partes sobre isso), como consta no art. 33 do CPC (Código de Processo Civil). O juiz poderá determinar que a parte responsável pelo pagamento dos honorários do perito deposite a quantia em juízo com o valor correspondente a essa remuneração. O dinheiro recolhido em depósito bancário à ordem do juízo e com correção monetária, será entregue ao perito após a entrega do laudo, sendo facultada a liberação parcial dos honorários, quando necessária e quando for solicitada, através de petição pelo perito ao juiz, como está no art. 33, parágrafo único do CPC.

Como já vimos anteriormente a prova pericial se subdivide em EXAMES, VISTORIAS E AVALIAÇÕES. O perito é um auxiliar da justiça, um profissional da confiança do juízo. É como se diz na prática, ele é uma 'longa manus' do juiz, ou seja, seu representante para atuar naquele caso, a fim de usar o seu conhecimento técnico sobre um assunto objeto de uma disputa judicial. A realização da perícia é um direito que assiste as partes envolvidas no processo, dentro do Princípio do Contraditório, que somente poderá ser negado se para a produção da prova não for necessário conhecimento técnico sobre o tema, ou se for desnecessária em vista de outras provas produzidas dentro do processo ou se for impraticável a sua verificação. O EXAME é relativo a pessoa, coisas móveis e semoventes (animais). VISTORIA é a mesma inspeção só que aplicada a imóveis. Quando o assunto é valor, diretos ou obrigações , chama-se arbitramento. AVALIAÇÃO é estimar valores para coisas, direitos e obrigações. A designação da perícia, geralmente, ocorre após a fase de audiência de conciliação, quando se tenta promover um acordo entre as partes. Não havendo consenso e divergências quando ao bem jurídico em questão, valor ou validade, o perito é nomeado para atuar no caso e dizer para o juiz se aquela prova é válida ou não e de uma certa forma determinar o seu peso dentro do conjunto probatório no processo.

Ricardo Ferreira

Recorde da Natureza – Ilha do Bananal





Situada no Estado do Tocantins, Brasil, esta é a maior ilha fluvial do Planeta. Tem uma área de 2.000.001 hectares e está localizada entre os rios Araguaia e Javaés. Desde 1959 é uma reserva ambiental.

Fonte: Geografia do Brasil. Aspectos Físicos, econômicos e sociais, Ed. Moderna
Maria Célia Amorim

Recordes Brasileiros - Maior Mamífero Terrestre: Anta




-Tapirus terrestris;
-Possui 2 metros de comprimento em média;
-Possui 1 metro de altura e pesa até 300 quilos;
-É herbívoro;
-Possui nariz alongado em curta tromba, com 4 dedos nas patas dianteiras e 3 nas traseiras;
-Vive perto de lagoas e rios;
-Também chamada de Anta-gameleira, Anta-sapateira, Anta-yuré, Batuvira. Tapir ou Pororoca.
Fonte:Grande Enciclopédia Larousse, Nova Cultural; Animais da Terra: dos Pólos ao Equador; Zoologia Geral, Villee, Walker, Barnes, Ed. Interamericana.

Maria Célia Amorim

MEDUSAS GIGANTES

Grandes Buracos do Mundo – Mina Bingham Canyon



Localizada em Utah, nos Estados Unidos, é uma escavação feita pelo homem que começou em 1863 e continua até hoje. O fosso da mina tem aumentado em tamanho constantemente e seu estado atual é de 5,5 quilometros de profundidade e 4,0 quilometros de largura. É uma mina de diamantes.
Maria Célia Amorim

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

RAIVA OU HIDROFOBIA



Devido ao caso do pernambucano Marciano Menezes, que sobreviveu a Raiva (ver matéria postada no dia 19/09), por ter sido mordido por um morcego enquanto dormia, resolvi escrever sobre esta doença. É uma doença que mata, com a maior mortalidade entre todas as doenças infecciosas, e ele foi o terceiro caso de cura no mundo e o primeiro no Brasil. Esta doença é uma zoonose (doença de animal) causada pelo vírus da família Rhabdovirinidae, do gênero Lyssavirus, sendo um RNA-vírus, com a forma de uma bala de espingarda. Ela é transmitida ao homem pela saliva de animais infectados como cães, gatos, morcegos e outros, em geral depois da mordida. O vírus penetra pela lesão da pele ou ferida e segue atráves dos nervos até encontrar o Sistema Nervoso Central (SNC), onde se multiplica determinando o quadro clínico. Tudo começa com a mordida ou arranhadura e logo acontece o período de incubação, que pode ser de 10 dias a vários meses, sendo em média de 5 a 6 semanas, nunca sendo menos de 3 semanas e podendo, raramente, chegar a 2 anos. A evolução da doença é rápida e fatal. O vírus se multiplica, inicialmente, no músculo ou tecido conjuntivo na lesão, logo indo para os terminais nervosos locais, depois para os neurônios (células nervosas) até a medula espinhal, depois para o tronco cerebral. Daí vai para toda a massa cinzenta do cérebro. Distribui-se pelos nervos periféricos do resto do corpo, também afetando as glândulas salivares, outros órgãos e o coração.
A raiva tem como sintomas, primeiramente, um comichão no local da mordida, logo após aparecem as náuseas e vômitos, com mal estar e mau humor. Na segunda fase, surgem os espasmos musculares intensos na faringe e laringe com dores para engolir até mesmo a água. Logo surgindo a hidrofobia - aversão a água - e a morte, sendo certa em 100% dos casos. Após a mordida ou arranhadura, o local deve ser lavado com água e sabão e, em seguida, deve-se procurar ajuda médica. Como o início da doença demora, há tempo para proceder desta forma, pois é impossível saber se o animal está infectado ou não e também ser ministrada a vacina no paciente, para ganhos de imunidade. Todos os anos 10 milhões de pessoas recebem vacina após terem sido mordidas por animais. E cerca de 40.000 a 70.000 pessoas não vacinadas morrem. A vacina contra a raiva foi descoberta pelo microbiologista e químico francês Louis Pasteur (1822-1895), com seus estudos com medula de cães raivosos. Ele produziu uma vacina pela atenuação de um vírus isolado, que denominou "vírus das ruas" e depois passou a ser chamado de "vírus fixo". A produção da vacina concretizou-se em 1884. Para o diagnóstico são feitos exames laboratoriais como a imunofluorescência para detectar antígenos deste vírus. É feito a identificação de corpúsculo de Negri (inclusões nas células nervosas do cérebro do animal contaminado), também é feito o isolamento do vírus a partir de saliva ou do LCR (líquido cefalorraquidiano). A inoculação em camundongos brancos do tecido nervoso do animal suspeito, como prova biológica, também é importante, pois o roedor reproduz todos os sintomas da doença, se o resultado for positivo.
Para a profilaxia da doença, deve-se seguir medidas rigorosas, fora a vacinação das pessoas mordidas (vacina anti-rábica), deve-se manter o animal suspeito em observação por 10 dias, não matar o cão, dando-lhe água e comida e observando sua reação. Vacinar cães e gatos anualmente nas campanhas ministradas pelo Ministério da Saúde ou mesmo fora delas, como rsponsabilidade dos donos dos bichinhos, é de suma importância, porque a raiva deste modo pode ser prevenida. Notificar os casos, avisar a vigilância sanitária, investigar os focos, os animais que morderam ou que estejam agindo de forma "diferente" devem ser capturados e examinados e a educação sanitária onde é feita a conscientização da população sobre os riscos desta doença e passadas informações. Também deve ser feito quarentena nos cães admitidos no país. O cuidado para quem trabalha ou estuda cavernas (espeleólogos) deve ser observado, pois este vírus pode ser veiculado pelo ar, onde se acumulam dejetos de morcegos em aerossóis, afetanfo o aparelho respiratório ou mesmo pelo manuseio de animais contaminados nesses locais. Na América Latina, o morcego hematófago é o principal transmissor da raiva para o gado bovino e equino, estimando-se uma perda entre meio e 1 milhão de animais por ano. Os cães quando estão doentes recusam alimentos e tornam-se esquivos à aproximação de pessoas. Depois tornam-se agressivos e procuram morder. Também salivam muito e a baba fica espessa, cambaleiam e não bebem mais água, devido a paralisia dos músculos da mandíbula. Logo em seguida, ficam tristes e até podem estranhar o dono, falecendo em seguida. RECOMENDAÇÕES DA OMS (Organização Mundial da Saúde) - Pág. 154. E. Sounis, Epidemiologia. Para prevenir o aparecimento da raiva humana, a OMS recomenda que a vacina anti-rábica seja aplicada imediatamente depois que se produza a lesão, durante 14 dias consecutivos, pelo menos. No caso de mordeduras mais graves ou múltiplas este período deve estender-se até 21 dias. E para garantir que em todos os casos seja administrada uma dose de reforço aos 10 e 20 ou mais dias depois da última dose diária de vacina. Devemos fazer a nossa parte: cuidando dos animais, do meio ambiente e mantendo a vida saudável.
Fonte: Pelczar, Reid, Chan, Microbilogia, Ed. McGraw Hill; Richard Gordon, A Assustadora História da Medicina, Ed. Prestígio; E. Sounis, Epidemiologia, Livraria Atheneu, Ed. da Universidade do Paraná; Jornal "O Dia", pág. 24 (19/09/2009); Grande Enciclopédia Larousse, Nova Cultural; Procedimentos para a Manipulação de Microorganismos Patogênicos e/ou Recombinantes na FioCruz.Comissão Técnica de Biossegurança da FioCruz (CTBio-FioCruz), Ministério da Saúde.
Maria Célia Amorim

A RESPIRAÇÃO DO PLANETA

Recorde: Maior Floresta Urbana



A maior floresta urbana é a Floresta da Tijuca, localizada na Cidade do Rio de Janeiro, no meio do coração da cidade. A floresta foi replantada no século XIX, após ter sido desmatada para o cultivo do café. Possui cerca de 3.200 hectares e tem a grande vantagem de misturar centenas de espécies da fauna e da flora só encontradas na Mata Atlântica. Atualmente, passa novamente por problemas de desmatamento para a ocupação irregular.
Maria Célia Amorim

Recordes Brasileiros: Peixe mais Rápido



-Aguilhão-vela;
-Istiophorus albicans;
-Chega a nadar 115 Km/h;
-Possui uma barbatana dorsal dupla que parece uma vela;
-Seu corpo pode chegar a 3,4 metros de comprimento e pode pesar até 90 quilos.

Fonte:Grande Enciclopédia Larousse, Nova Cultural; Zoologia Geral, Villee, Walker, Barnes, Ed. Interamericana.

Grandes Buracos do Mundo – Cratera do Meteoro Barringer




Localizado em Winslow, no Arizona, esta formação é uma cratera de impacto de aproximadamente 1,5 Km de diâmetro e 200 metros de profundidade. Foi formada pela queda de um meteorito há 50 mil anos. Acredita-se que ele tivesse uma massa de 300.000 toneladas e que viajasse a uma velocidade de 60 mil Km/h. Esta cratera é a mais visitada por turistas.