
Os Aquecedores à gás, do tipo “de passagem” têm se constituído em potenciais causadores de acidentes domésticos envolvendo intoxicações por inalação de gás monóxido de carbono que, frequentemente, levam os seus usuários à morte. O Instituto de Criminalística do Paraná atende uma média de 08 (oito) casos por ano de morte por intoxicação nessas circunstãncias. O gás é gerado pela queima incompleta do combustível em função da falta de manutenção dos queimadores dos aquecedores e também em função da falta de ventilação adequada nos ambientes onde estão instalados.O gás tem uma característica singular de não apresentar cheiro nem gosto, por isso que em alguns casos adiciona-se um comoposto à base de enxofre para chemar a atenção em casos de vazamento. Mas, há casos que a pessoa inala o gás sem perceber qualquer anormalidade. Quando a intoxicação chega a um determinado nível pode ocorrer o desmaio da vítima e provavelmente ocorrerá a morte. O aquecedor deve ser instalado em lugar ventilado, deve obrigatoriamente possuir chaminé de exaustão e deve passar por uma manutenção, no mínimo anual, para a regulagem dos queimadores, sendo que os fabricantes fornecem a informação correta de como se deve instalar o equipamento. Se a chama apresentar coloração azul é sinal que os queimadores estão regulados e a combustão está sendo completa e não deverá estar sendo produzido o gás letal. Se a chama apresentar coloração amarela é sinal que os queimadores estão sem regulagem e a combustão não está sendo completa e o gás monóxido está sendo produzido e, neste caso, há risco à saúde. O Aquecedor deve ser submetido imediatamente à manutenção.
Fonte: Instituto de Criminalística do Paraná
Ricardo Ferreira da Silva