terça-feira, 4 de maio de 2010

Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha (31)




-Criado em 14/9/1998 pelo Decreto Federal 96.693;
-No Mar territorial brasileiro;
-Possui área de 11.270 hectares;
-Seu perímetro é de 60 Km;
-Possui clima tropical quente;
-Está distante 345 Km da costa do Rio Grande do Norte, região nordeste do Brasil;
-Formado por seis ilhas maiores – Fernando de Noronha, Rata, Maio, Lucena, Sela Gineta e Rasa;
-Originada de processos vulcânicos;
-A única ilha habitada é a de Fernando e Noronha, maior de todas, sem curso de água perene, e com apenas riachos, que secam na época da estiagem;
-A vegetação é semelhante ao do agreste, com cactos e arbustos de espinhos;
-Com extensos recifes de corais, com lagostas e uma gama enorme de espécies de peixes como as cocorocas, sargentinhos e frades-reais entre outros;
-Aparecem os cardumes de golfinhos e também de tubarões;
-As tartarugas-marinhas vão até Noronha para a desova;
-As aves são abundantes e entre elas estão a viuvinha-branca, a viuvinha-preta, fragata, rabo-de-junco e sebito.

Maria Celia Amorim

Animais Fedorentos do Mundo: Boi-almiscarado


-Ovibus moschatus;
-Ele se encontra extinto na Europa no seu estado selvagem;
-Tem como habitat a Groenlândia, Canadá e a Tundra Ártica;
-Chega a medir 2,3 metros;
-Tem 1,4 metros de altura;
-Pode pesar de 320 a 400 Kg;
-Podem viver até 20 anos;
-São herbívoros;
-A urina produzida por estes animais possui o odor forte o suficiente para fazer os olhos lacrimejarem;
-Também usam a urina para marcar seu território e também é importante no processo de acasalamento.

Fontes: Animais da Terra: dos Pólos ao Equador, Seleções do Reader's Digest; ambientebrasil.com.br; infoescola.com.br; animalnet.com.br.

Maria Celia Amorim

Cachoeiras do Planeta: Hannoki-no Taki


-Está localizada no Japão;
-É a mais alta queda d'água deste país;
-Tem a altura de 500 metros;
-No estado de Honshu.

Fontes: simonseeks.com; xotopia.net.

Maria Celia Amorim

segunda-feira, 3 de maio de 2010

O universo microbiano marinho







A genética revelou um universo oceânico de uma imensidão e diversidades até então desconhecidas e que ajudarão a compreender melhor o papel que desempenham estes micro-organismos no ecossistema. "O número total de espécies marinhas microbianas, incluindo bactérias, se aproxima de um bilhão, segundo suas características moleculares", afirma John Baross, biólogo da Universidade de Washington, Seattle. "A magnitude das descobertas sobre a fauna marinha foi uma das mais importantes no mundo microbiano", comentou Mitch Sogin, do Laboratório de Biologia Marinha de Massachusetts. Usando métodos tradicionais, os cientistas identificaram cerca de 20.000 gêneros microbianos marinhos, porém o sequenciamento do DNA revelaram mais detalhes sobre este mundo. A identificação de espécies microbianas, zooplâncton e larvas que vivem nos oceanos e a estimativa de seu número, assim como suas respectivas funções são essenciais para compreender o alcance e a estabilidade da cadeia alimentar da Terra, o ciclo do carbono e outras funções básicas do planeta, além disso, o potencial para a saúde em geral que estes micro-organismos representam. Estes micróbios ajudam a manter as condições necessárias para que a Terra seja habitável e são a base para o funcionamento do ecossistema do planeta. São essenciais para a reciclagem do CO2 que é absorvido pelos oceanos. Também têm a função de digerirem o nitrogênio, o enxofre, o ferro,o magnésio e outros, mantendo a estabilidade da composição da atmosfera. Também acabam por influenciar o clima, reciclar vários nutrientes e eliminam elementos contaminantes. Os pesquisadores também destacaram a recente descoberta de uma grande massa de microorganismos no fundo do Oceano Pacífico nas costas da América do Sul, com uma superfície equivalente à da Grécia. Segundo eles, esta grande estrutura de micróbios é uma das maiores que habitam o planeta. Além das bactérias e dos micróbios que habitam os oceanos, estão os que vivem simbioticamente na flora microbiana achada nos intestinos de centenas de milhares de animais marinhos. Isso equivaleria a milhões de espécies de micróbios e representaria um enorme campo de pesquisa para a próxima década.

Fonte:Yahoo notícias

Maria Celia Amorim

Mais Importante Sítio Paleontológico do Brasil



- Monumento Natural Vale dos Dinossauros;
-Abrangendo 30 localidades no alto sertão da Paraíba, nordeste do Brasil;
-Com maior incidência de pegadas de dinossauros no mundo;
-Dentro de uma área de mais de 1.730 Km²;
-Os achados mais importantes estão na Bacia do Rio do Peixe, no Município de Sousa, a 420 Km de João Pessoa, sendo o mais impressionante o do Lagedo Passagem das Pedras, onde se percebe a trilha percorrida por um Iguanodonte mantelli (vide foto 1), de 55 metros de comprimento, que viveu a 110 milhões de anos;
-Neste local existem rastros e trilhas de mais de 80 espécies de dinossauros;
-Os tamanhos variam de 5 centímetros a 40 centímetros;
-A maior das pegadas são de dinossauros carnívoros;
-Esses rastros têm pelo menos 143 milhões de anos;
-Existe ainda plantas fósseis, ossadas parciais de animais pré-históricos e pinturas rupestres.

Fontes: portalsaofrancisco.com.br; br.viarural.com; estadão.com.br; ab-arterupestre.org.br.

Maria Celia Amorim

É um comercial...mas imagina se isso pudesse acontecer

Árvore de Corante Vermelho: Urucum



-Seu nome tem origem no Tupi: “Uru-Ku” => Vermelho;
-Bixa orellana L.;
-É uma árvore com vargens espinhentas que guardam sementes vermelhas;
-É originária da Amazonas;
-Chega a 10 metros de altura;
-Da família Bixaceae;
-Também conhecida como açafrão-da-terra, açafroa, achote, bija, bixa, colorau, orucu, tintória, urucu, uru-uva, entre tantos outros nomes;
-Muito usada pelos índios brasileiros para proteger a pele dos raios solares e como repelente contra insetos. Também é usada para fins estéticos (tinta vermelha);
-Também serve como corante alimentício, o popular colorau e como conservante de alimentos;
-A pintura corporal vermelha dos índios os acompanha nos momentos de guerra ou por ocasiões de comemorações coletivas, feitas com tinta de urucum.

Fontes: plantamed.com.br; Grande Enciclopédia Larousse Cultural, Nova Cultural; portalsaofrancisco.com.br.

Maria Celia Amorim

domingo, 2 de maio de 2010

Parque Nacional da Lagoa do Peixe (30)


-Criado em 6/11/1986 pelo Decreto Federal 93.546;
-Localizado no Rio Grande do Sul, na região sul do Brasil;
-Com área de 34.400 hectares;
-Seu perímetro é de 160 Km;
-Seu clima é temperado, brando super-úmido;
-Está ao largo do litoral, Oceano Atlântico;
-É composto por dunas;
-Sofre forte influência marinha;
-Aparecem compondo a vegetação a espartina, macela graúda, brejo-de-praia e grama-rasteira-da-praia nos solos arenosos e com grande teor de salinidade;
-Mais para dentro das dunas aparecem a vegetação como a capororoca-vermelha, maria-mole, bugreiro e embuia;
-Mais para a margem da lagoa a vegetação é composta pelos juncos, grama-branca, rainha-dos-lagos e taboa;
-É um ecossistema rico em aves migratórias, aí estão o flamingo, o gaivotão, gaivota-maria-velha e fragata.

Maria Celia Amorim

Maior Predador de Peixes do Brasil: Boto-Cor-de-Rosa


-Inia geoffrensis;
-É um mamífero cetáceo da família dos Iniídeos;
-Das águas doces da Amazônia, da Bacia dos Rios Amazonas e Orinoco;
-Come entre 4 e 5 quilos de peixes por dia;
-São de hábitos diurnos;
-São muito dóceis;
-Estão ameaçados de extinção;
-São solitários;
-Podem chegar a 2,5 metros de comprimento e pesar 160 quilos;
-Reza a lenda da região norte do Brasil, que nas noites de lua cheia, ele sai do rio e se transforma: passando a ser meio boto e meio homem, para conquistar e seduzir as moças bonitas do lugar.

Fontes: abril.com.br; brasilescola.com; portalsaofrancisco.com.br; Animais da Terra: dos Pólos ao Equador, Seleções do Reader's Digest.

Maria Celia Amorim

Os Animais Dão um Show 9

Rio mais poluído do Brasil: Tietê


-Nasce na Serra do Mar, em Salesópolis a 96 Km de distância da Capital São Paulo;
-Em sua nascente ele é limpo e puro;
-Percorre 1.100 Km até desaguar no Rio Paraná;
-Em seu trajeto percorre várias localidades e recebe tantos afluentes que o torna mais volumoso;
-Até a Cidade de Mogi das Cruzes ainda tem oxigênio e vida aquática;
-Quando chega perto da capital recebendo grande carga de detritos domésticos e industriais se torna um dos mais poluídos do mundo;
-Seu nível de poluição atinge o ponto máximo quando atravessa o Município de São Paulo;
-Sua qualidade de água e represas está longe do ideal.

Fontes: G1, globo.com; tvcultural.com.br.; Grande Enciclopédia Larousse Cultural, Nova Cultural.

Maria Celia Amorim

sábado, 1 de maio de 2010

Quem é o Dono do Céu e do Brilho das Águas - Cacique Seattle




Carta dirigida pelo cacique Seattle, da tribo Duwamish, do Estado de Washington, dirigida ao Presidente dos Estados Unidos, Franklin Pierce, em 1855, no qual respondia à proposta do Governo de comprar a terra dos índios, pertencente à sua tribo.

O Grande Chefe mandou dizer que deseja comprar a nossa terra. O Grande Chefe assegurou-nos também de sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não precisa de nossa amizade. Vamos, porém, pensar em sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará nossa terra. O Grande Chefe de Washington pode confiar no que o Chefe Seattle diz, com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na alteração das estações do ano. Minha palavra é como as estrelas - elas não empalidecem.

Como pode querer comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal idéia nos é estranha. Se não somos donos da pureza do ar ou do esplendor da água, como então pode comprá-los?
Cada torrão desta terra é sagrado para meu povo. Cada folha reluzente do pinheiro, cada praia arenosa, cada véu de neblina na floresta escura, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados nas tradições e na consciência do meu povo. A seiva que circula nas árvores carrega consigo as recordações do homem vermelho. O homem branco esquece a sua terra natal, quando - depois de morto - vai vagar por entre as estrelas. Os nossos mortos nunca esquecem esta formosa terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela é parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs: o cervo, o cavalo, a grande águia - são nossos irmãos. As montanhas rochosas, as fragrâncias dos bosques, o calor que emana do corpo de um potro e o homem - todos pertencem à mesma família.

Portanto, quando o Grande Chefe de Washington manda dizer que deseja comprar nossa terra, ele exige muito de nós. O Grande Chefe manda dizer que irá reservar para nós um lugar onde possamos viver confortavelmente. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Portanto vamos considerar a sua oferta de comprar a nossa terra. Mas não vai ser fácil, não. Porque esta terra é, para nós, sagrada. Esta água brilhante que corre nos rios e regatos não é apenas água, mas sim o sangue de nossos ancestrais. Se lhe vendermos a terra, terá que se lembrar que ela é sagrada e terá de ensinar a seus filhos que é sagrada e que cada reflexo espectral n água límpida dos lagos conta os eventos e as recordações da vida de meu povo. O rumorejar da água é a voz do pai de meu pai. Os rios são nossos irmãos, eles apagam nossa sede. Os rios transportam nossas canoas e alimentam nossos filhos. Se lhe vendermos nossa terra terá de se lembrar e ensinar a seus filhos que os rios são irmãos nossos e seus, e terá de dispensar aos rios a afabilidade que daria a um irmão.

Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um lote de terra é igual a outro, porque ele é um forasteiro que chega na calada da noite e tira da terra tudo que necessita. A terra não é sua irmã, mas sim sua inimiga, e depois de a conquistar, ele vai embora. Deixa para trás os túmulos de seus antepassados, e nem se importa. Arrebata a terra das mãos de seus filhos e não se importa. Ficam esquecidas a sepultura de seu pai e o direito de seus filhos à herança. Ele trata sua mãe - a terra - e seu irmão - o céu - como coisas que podem ser compradas, saqueadas, vendidas como ovelhas ou miçangas cintilantes. Sua voracidade arruinará a terra, deixando para trás apenas um deserto. Não sei. Nossos modos diferem dos seus. A vista de suas cidades causa tormento aos olhos do homem vermelho. Mas talvez isto seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que de nada entende.

Não há um lugar sequer calmo nas cidades do homem branco. Não há lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o tinir das asas de um inseto. Mas talvez assim seja por ser eu um selvagem que nada compreende. O barulho parece apenas insultar os seus ouvidos. E que vida é aquela se um homem não pode ouvir a voz solitária do curiango ou, de noite, a conversa dos sapos em volta de um brejo? Sou um homem vermelho e nada compreendo. O índio prefere o suave sussurro do vento a sobrevoar a superfície de uma lagoa e o cheiro do próprio vento, purificado por uma chuva do meio-dia, ou rescendendo a pinheiro. O ar é precioso para o homem vermelho, porque todas as criaturas respiram em comum - os animais, as aves, o homem. O homem branco parece não perceber o ar que respira. Como um moribundo em prolongada agonia, ele é insensível ao ar fétido. Mas se lhe vendermos nossa terra, terá de se lembrar que o ar é precioso para nós. Que o ar reparte seu espírito com toda a vida que ele sustenta. O vento que deu ao nosso bisavô o seu primeiro sopro de vida, também recebe seu último suspiro. E se lhe vendermos nossa terra, deverá mantê-la reservada, feito um santuário, como um lugar em que o próprio homem branco possa ir saborear o vento, adoçado com a fragrância das flores campestres.

Assim, pois, vamos considerar sua oferta para comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, farei uma condição: o homem branco deve tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos.
Sou um selvagem e desconheço que possa ser de outro jeito. Tenho visto milhares de bisões apodrecendo na pradaria, abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem em movimento. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais importante do que o bisão que (nós - os índios) matamos apenas para o sustento de nossa vida. O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem, o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Porque tudo quanto acontece aos animais, logo acontece ao homem. Tudo está relacionado entre si. O Grande Chefe deve ensinar a seus filhos que o chão debaixo de seus pés são as cinzas de nossos antepassados. Para que tenham respeito ao país, conte a seus filhos que a riqueza da terra são as vidas dos nosssos parentes. Ensine a seus filhos o que temos ensinado aos nossos: que a terra é nossa mãe. Tudo quanto fere a terra, fere os filhos da terra. Se os homens cospem no chão, cospem sobre eles próprios.

De uma coisa sabemos: a terra não pertence ao homem: é o homem que pertence à terra. Disto temos certeza. Todas as coisas estão interligadas, como o sangue que une uma família. Tudo está relacionado entre si. Tudo quanto agride à terra, agride os filhos da terra. Não foi o homem quem teceu a trama da vida; ele é meramente um fio da mesma. Tudo que ele fizer para a trama, à si próprio fará. Os nossos filhos viram os seus pais humilhados na derrota. Os nossos guerreiros sucumbem sob o peso da vergonha. E depois da derrota passam o tempo em ócio, envenenando seu corpo com alimentos adocicados e bebidas ardentes. Não tem grande importância onde passaremos os nossos últimos dias - eles não são muitos. Mais algumas horas, mesmo alguns invernos, e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nesta terra ou que tem andado em pequenos bandos pelos bosques, sobrará para chorar, sobre nossos túmulos, um povo que um dia foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso. Nem o homem branco, cujo Deus com ele passeia e conversa de amigo para amigo, pode ser isento do destino comum. Poderíamos ser irmãos apesar de tudo. Vamos ver. De uma coisa sabemos que o homem branco venha talvez, um dia a descobrir: nosso Deus é o mesmo Deus. Talvez julgue, agora, que o pode possuir do mesmo jeito como deseja possuir a nossa terra; mas não pode. Ele é Deus da humanidade inteira e é igual sua piedade para com o homem vermelho e o homem branco.

Esta terra é querida por ele e causar dano à terra é cumular de desprezo o seu criador. Os brancos vão acabar; talvez mais cedo do que todas as outras raças. Continuem poluindo as suas camas e hão de morrer uma noite, sufocados em seus próprios dejetos! Porém, ao perecerem, eles brilharão com fulgor, abrasados pela força de Deus, que os trouxe a este país e, por algum desígnio especial, lhes deu domínio sobre esta terra e sobre o homem vermelho. Esse destino é para nós um mistério, pois não podemos acreditar como será quando todos os bisões forem massacrados, os cavalos bravios domados, as brenhas das florestas carregadas de odor de muita gente e a vista das velhas colinas empanada por fios que falam. Onde ficará o emaranhado da mata? Terá acabado. Onde estará a águia? Irá acabar. Restará dar adeus à andorinha e à caça. O fim da vida é o começo da luta para sobreviver. Compreenderíamos talvez, se conhecêssemos com o que sonha o homem branco, se soubéssemos quais as esperanças que transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, quais as visões do futuro que oferece às suas mentes, para que possam formar desejos para o dia de amanhã. Somos, porém, selvagens. Os sonhos do homem branco são para nós ocultos. Por serem ocultos, temos que escolher nosso próprio caminho.
Se consentirmos em vender a nossa terra, será para garantir as reservas que nos prometeu. Lá talvez possamos viver nossos últimos dias, conforme desejamos. Depois que o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará vivendo nesta floretas e praias, porque nós a amamos, como ama um recém-nascido o bater do coração de sua mãe. Se lhe vendermos a nossa terra, ame-a como nós a amávamos. Proteja-a, como nós a protegíamos. Nunca esqueça de como era esta terra, quando dela tomou posse. E com toda a sua força, o seu poder e todo o seu coração: - conserve-a para seus filhos e ame-a como Deus nos ama a todos. De uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus. Esta terra é por ele amada. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nossos destino comum.

Fonte: Traduzido dos fragmentos publicados na revista Norsk Natur 10 (1), 1974, Oslo e United Nations Environment Programme - Media Pack'76, por Roberto Tamara.

Um dos maiores desastres ambientais dos EUA

Pássaros cobertos por óleo são vistos na Ilha Brenton Sound, no Golfo do México, ao sul de Lousiana.

Algumas espécies estão em risco após o vazamento de petróleo no Golfo do México, em frente ao litoral da Louisiana, que se transformou numa catástrofe para os EUA. São tartarugas marinhas, atum azul, cachalotes, gaivota, garça vermelha, pelicano marrom, pato pintado, entre outras espécies. O vazamento de óleo que chegou a uma ilha perto do Delta do Rio Mississipi e ameaça a fauna e a flora da região, pode ser o maior desastre ambiental da história dos EUA provocado por vazamentos de petróleo. Até então, o Exxon Valdez, que em 1989 despejou 41 milhões de litros de óleo em uma área de vida selvagem no Alasca, tinha sido o mais prejudicial. Porém, segundo o The Independent , a calamidade ambiental no Golfo do México, onde estão sendo despejados pelo menos cinco mil barris por dia, pode ser pior, justamente porque uma plataforma petrolífera - e neste caso são três vazamentos em dutos de um poço submarino a 1.525 metros de profundidade - pode despejar uma quantidade muito maior de óleo do que um navio, que transporta uma quantidade limitada. A secretária de Segurança Nacional dos Estados Unidos divulgou que o "Valdez tinha uma quantidade mensurável de óleo porque era um navio. Mas e agora?". Louisiana abriga cerca de 40% dos pântanos e mangues americanos e é o habitat de inúmeras espécies de peixes e aves. Os danos ao meio ambiente são enormes e os principais impactos são para a vida marinha e o mercado pesqueiro, já que a temporada de pesca de Texas, Louisiana e Mississipi reabriu no dia 19 de abril.
Fontes: Terra, Globo Online e G1
Ricardo

Diga apenas que fui um bom amigo...

Estou fechando o dia um pouco saudosista e introspectivo. Essa mensagem é uma das coisas mais bonitas que já li nos últimos tempos. Um momento de reflexão para esse fim de semana.

Abraços a todos.

Ricardo

Animal mais Raro da Fauna Brasileira: Arara spix



-Também conhecida como ararinha azul;
-É a menor arara brasileira;
-Cyanopsitta spixii;
-É protegida mas caçada;
-Suas penas são usadas em enfeites como brincos, cocares, flechas e outros adornos;
-Em 2002 o IBAMA decretou a extinção da espécie, ano em que foi encontrado o último exemplar conhecido em vida livre, na cidade de Curaçá na Bahia;
-Existem 3 exemplares no Zooloógico de São Paulo;
-Não se reproduz em cativeiro;
-Só era encontrado no sul do estado do Piauí e noroeste da Bahia;
-Tem o tamanho de um papagaio médio, 56 centímetros de comprimento;
-Possui cauda longa com 35 centímetros de comprimento;
-Vive em cativeiro até 35 anos;
-Pesa em média 350 gramas.

Fontes: portalsãofrancisco.com.br; vidaanimal; Animais da Terra: dos Pólos ao Equador, Seleções do Reader's Digest.

Maria Celia Amorim