terça-feira, 26 de abril de 2011

Macacos reconhecem 'amigos' em fotos




Um estudo de pesquisadores alemães indicou que macacos adultos são capazes de reconhecer seus "amigos" em fotografias. Na pesquisa, macacos-de-gibraltar selvagens passaram mais tempo analisando as fotos de animais que eles não conheciam. Os mais novos ficaram interessados e ao mesmo tempo confusos diante das imagens, às vezes tocando ou saudando a foto. Em um artigo na revista científica Animal Cognition, os cientistas do Centro de Primatas e da Universidade de Gottingen, na Alemanha, concluem que estes animais aprendem, com a idade, a entender o que as fotos representam. "Nós não esperávamos que eles respondessem dessa maneira às fotos", disse a coordenadora do estudo, Julia Fischer. "Pensamos que as fotos não seriam relevantes para eles, porque na vida real eles não têm nada assim." Para a pesquisadora, "agora que sabemos (que eles reconhecem espontaneamente as fotografias), poderemos estudá-los em um ambiente muito mais natural, através de jogos". A pesquisa de campo foi conduzida no parque natural de Rocamadour, no sudoeste da França, com macacos que não haviam sido treinados. A equipe estava munida de folhetos contendo as fotos dos animais para ajudá-los na identificação dos indivíduos de cada grupo. "Um dos macacos agarrou um livro de fotos e começou a olhar para as fotos. Um estudante me perguntou se eu achava que ele estava reconhecendo o macaco da foto. Eu não sabia", contou Julia Fischer. A pesquisadora e sua equipe montaram então um experimento simples, dando aos macacos fotos de animais do mesmo grupo e de outros grupos. Os pesquisadores observaram que, quando os macacos adultos recebiam fotos de um rosto familiar, passavam a vista rapidamente. "Animais adultos passaram mais tempo olhando para os animais desconhecidos, sugerindo que eles reconheciam os membros do seu grupo pelas fotos", afirmou a professora. Já os animais mais jovens, embora demonstrassem muito interesse, ficaram claramente confusos com as fotos. "Alguns não souberam o que fazer e acabavam saudando as fotos", disse a professora Fischer.


Fonte: estadao.com.br

Cultivo de cana-de-açúcar diminui as temperaturas locais



Uma pesquisa publicada pela “Nature Climate Change” mostra como a cana-de-açúcar atua na redução das temperaturas no âmbito local. Comparada com outras culturas, ela reflete mais a luz do sol e a água que ela “exala” é mais fria. Segundo a avaliação dos cientistas, quando a vegetação original foi substituída por plantações e pastagens, a temperatura subiu em média 1,55 °C. Contudo, quando estes foram substituídos pela cana-de-açúcar, a temperatura caiu em 0,93°C, em média. As medições foram feitas na Região Centro-Oeste do Brasil, onde a vegetação nativa predominante é o cerrado. “O ponto-chave da pesquisa é que, até hoje, na maioria das vezes em que pensamos nos impactos da mudança climática feita pelo homem, falamos em emissão de carbono, mas há também o impacto direto, que é muito local”, explicou o autor Scott Loarie, do Instituto Carnegie, dos EUA. Apesar de os dados terem sido coletados no Brasil, nenhum cientista brasileiro está entre os responsáveis pelo estudo. Dentre os efeitos locais, o que mais influencia é o que os cientistas chamam de albedo, que é, grosso modo, a maneira como a luz do sul é refletida. “Se você cortar todos as árvores da zona boreal – Canadá e Sibéria –, você emite uma grande quantidade de carbono e espera aquecer a Terra. Mas, ao mesmo tempo, as árvores são muito escuras e absorvem muita luz do sol, e isso se tornaria um campo nevado que refletiria a luz. O albedo é mais forte, então você estaria, na verdade, resfriando a Terra”, exemplificou o cientista. Para Loarie, as discussões sobre mudanças climáticas deveriam levar mais em conta os aspectos globais. “Eu acho que há um argumento forte de que muitas pessoas estão mais preocupadas com como será o clima onde elas moram que com a temperatura média global, que é um conceito abstrato”, argumentou.
Foto: Produção de cana-de-açúcar (Foto: Reprodução /TV Globo)


Fonte: G1

Fotógrafo flagra cobra capturando perereca no Equador




O fotógrafo Luis Fernando Espin registrou o exato momento em que uma cobra capturou uma perereca na Bacia Amazônica, no Equador. Espin contou que o réptil levou mais de 45 minutos para devorar a presa, segundo o jornal inglês "Daily Telegraph".
Foto: Reprodução/Daily Telegraph




Fonte: G1

segunda-feira, 25 de abril de 2011

“Bichos Feios”: Babirusa







-Babyrousa babyrussa;
-Da família Suidae;
-É um suíno de aspecto incomum;
-É um animal originário da Indonésia;
-Esta espécie foi classificada como "vulnerável" pelo IUCN e listada pelo U.S. ESA como "em perigo de extinção", em 1996, quando sua população selvagem estaria em torno de 4000 a 5000 animais;
-Mede entre 85 centímetros e 1,05 metros;
-Pesa cerca de 90 Kg até 220 Kg;
-São onívoros, isto é, comem de tudo, mas têm preferencia por folhas, bagas ou frutos;
-Os caninos dos machos também crescem por sobre a face, sem função conhecida e sendo o único animal que possui esta estrutura;
-Podem ser encontrados em solos úmidos, florestas pantanosas ou mesmo nas florestas tropicais;
-São exímios nadadores;
-Sua pele é enrugada e de cor cinza-marrom;
-O babirusa também chafurda na lama como outros porcos, para retirar de seu corpo os parasitas e insetos que ali se encontram;
-Eles se comunicam por gemidos ou grunhidos.

Fontes: Grande Enciclopédia Larousse Cultural, Nova Cultural; saudeanimal.com.br; lazoo.org; indonesiafauna.com.

Maria Celia Amorim

O maior peixe-de-bico do mar



O nome técnico do Meca ou Espadarte é Xiphias gladius. Ele vai da cor marrom ao azul-escuro ou cinza, mais escuro no dorso e brancacento no ventre. Há exemplares quase escuros, apenas com uma fina estria pálida no perfil ventral; faces branco-prateadas. Chega a 4,5 m e 600 kg, geralmente menor. Vive em todas as águas quentes e temperadas do mundo, no Atlântico Ocidental desde a Nova Escócia ao norte da Argentina. Vive no mar aberto, a mais de 600 metros de profundidade, e tolera temperaturas de 5 a 27 graus celsius, preferindo a temperatura entre 18 e 22 graus. A temperatura de seu corpo é ligeiramente maior que a da água circundante, graças ao seu peculiar aparelho circulatório. Caça peixes como atuns e dourados, além de lulas e zooplancton, e pode usar seu “bico” para matar, atordoar ou cortar suas presas. O Meca pode ser agressivo, com casos de ataque a barcos, pescadores e mesmo a veículos de exploração submarina profunda ou plataformas de pesquisa. Em águas tropicais a reprodução do Meca acontece durante todo o ano com picos na primavera e verão, enquanto nas temperadas a reprodução concentra-se no período entre a primavera e o meio do outono. A quantidade de ovos varia de 1,4 a 4,2 milhôes de ovos por fêmea. O desenvolvimento das larvas, que nascem com poucos milímetros de comprimento, é incrível: exemplares com pouco mais de 1 ano de idade podem chegar a 120 cm e 15 kg. Vivem mais de 12 anos, possivelmente 16. Por sua carne ser excelente e de grande importância comercial ,o Meca está ameaçado em muitas regiões de mundo, mas exatamente por essas razões os estudos a respeito são deficientes. No Pacífico, navios do Japão e da Coréia capturam enormes quantidades, sem discernir tamanho. Já ao largo da Venezuela, num passado recentemente, foram dizimados por pesqueiros norte-americanos. No Mediterrâneo, é presa comum de redes e objeto da pesca com arpão nas costas italianas. As águas chilenas produzem os maiores do mundo e o recorde mundial ocorreu em maio de 1953 com um exemplar de 536,15 kg.


Fonte: Rede Ambiente

O menor peixe do mundo



Cientistas anunciam o descobrimento do menor peixe do mundo, com apenas 7,9 mm de comprimento quando adulto. Ele vive em pântanos na ilha de Sumatra, na Indonésia, tem o nome científico de Paedocypris progenetica. Ele gosta de águas ácidas, 100 vezes mais do que o normal para a região. “Este é um dos peixes mais estranhos que vi em toda minha vida”, declara o cientista Ralf Britz, do Museu de História Natural de Londres, que analisou seu esqueleto e a complexa estrutura de suas nadadeiras ventrais. “Ele é minúsculo, vive no ácido e usa suas nadadeiras para agarrar, como mãos. Espero podermos descobrir mais sobre ele antes que seu habitat desapareça”.


Fonte: Rede Ambiente

Tigre: um animal ameaçado



Já existiram oito subespécies de tigre mas três foram extintas durante o Século XX. Ao longo dos últimos 100 anos, a caça e a destruição de florestas reduziram a populações de tigre de mais de 100 mil indivíduos para menos de 2.500. Os tigres são caçados como troféus, além disto, partes do corpo dos animais são usadas na medicina tradicional chinesa. O resultado é que as cinco subespécies restantes correm risco de extinção. Os tigres são os maiores felinos e são reconhecidos por sua força.Foto: Steve Winter / National Geographic Image Sales.


Fonte: Último Segundo

domingo, 24 de abril de 2011

Capital Brasileira do Fumo: Arapiraca







-Localizado no estado de Alagoas, região nordeste do Brasil;
-Está a 123 Km da capital do estado, Maceió;
-No início a região era habitada pelos índios Caetés, tribo canibal da região nordeste;
-Foi fundada em 1924 e em 1938 tornou-se município;
-Seu clima é o sub-tropical úmido;
-Possui área de 351 Km²;
-Esta cidade está a 265 metros acima do nível do mar;
-Arapiraca conta com duas bacias hidrográficas: as dos rios Piauí e Perucaba, sendo afluentes dos rios Traipú e Marituba;
-A região também dispõe de duas lagoas: a do pé-Leve e a do Cágado;
--Ela foi na década de 1970 a maior produtora de fumo do Brasil, daí este nome;
-Arapiraca é conhecida por possuir uma área contínua mais extensa de plantação de tabaco do mundo.

Fontes: Grande Enciclopédia Larousse Cultural, Nova Cultural; a-brasil.com; estado-de-alagoas.com; achetudoeregiao.com.br.

Maria Celia Amorim

A Terra vista de cima













Para comemorar o dia da Terra, que foi no dia 22 de abril, veja uma seleção de imagens de satélite que captaram pontos especiais do planeta
Foto 1: NASA/GSFC/METI/ERSDAC/JAROS, and U.S./Japan ASTER Science Team; A imagem parece algo de outro mundo, mas é o lago Dagze Co, no Tibete
Foto 2: NASA/GSFC/METI/ERSDAC/JAROS, and U.S./Japan ASTER Science; A imagem de satélite do glacial Susitna, no Alasca, usou luz infravermelha que deixou a vegetação vermelha enquanto o glacial e a poeira aparecem nas outras tonalidades
Foto 3: NASA; O rio Nilo e seu delta aparecem como um brilhante caule de flor na imagem tirada a noite
Foto 4: NASA; A visão aparente calma a partir da ISS mostra a força do furação Earl que atingiu Porto Rico em agosto de 2010
Foto 5: NASA; A variedade geológica de Tassili n¿Ajjer, no Saara, foi captada com uso luz infravermelha. Areia aparece em tons de amarelo e castanho e rochas graníticas, em vermelho
Foto 6: NASA; Um grande encontro se arma no céu do Atlântico. O furacão Daniele (centro) está próximo ao furação Earl(esquerdo abaixo)e também se vê uma depressão tropical (direita)
Foto 7: NASA; Bem acima do continente africando uma enorme nuvem cumulusnimbus - conhecida por seu poder de gerar trovoadas - se forma no céu
Foto 8: NASA; O rio Lenaé, o mais oriental dos três grandes rios da Sibéria que desaguam no Oceano Ártico, é também um dos maiores rios do mundo
Foto 9: NASA; A Apollo 8 foi a primeira missão tripulada para a Lua em 1968. Na imagem, a Terra vista a partir da Lua
Foto 10: NASA; Imagem da Apollo 17 capturou os dois hemisférios da Terra. A foto foi a primeira visão do gelo polar sul. Também é possível ver quase toda a costa da África
Foto 11: NASA; O mundo não dorme. A imagem composta mostra uma visão global da Terra à noite, a partir de mais de 400 imagens de satélite
Foto 12: NASA; Imagem capta a atmosfera terrestre a partir da ISS
Foto 13: NASA; Imagem captada na estação espacial do vulcão Cleveland jogando sua nuvem de cinzas na atmosfera em 2006
Fonte: Último Segundo

Pesquisa sugere 'insetos detetives' da Amazônia para solucionar crimes



Em abril de 2004, a polícia de Rondônia encontrou 26 corpos de garimpeiros mortos por índios cinta-larga em uma área remota de floresta amazônica no estado. Os corpos foram enviados a Porto Velho e, de lá, um perito encaminhou larvas de insetos coletadas para um grupo de pesquisadores em Brasília (DF), que puderam aplicar pela primeira vez em um caso real da Amazônia a técnica da entomologia forense, por meio da qual "insetos detetives" ajudam a solucionar crimes. A técnica aprimorou o trabalho de investigadores e não foi necessária para indicar pistas sobre o crime, já que os próprios índios confessaram as mortes. Mas marcou o início da aplicação, na Amazônia, de uma prática hoje comum entre polícias conhecidas em todo o mundo, como o FBI, dos Estados Unidos, e a Scotland Yard, do Reino Unido. Agora, cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), sediado em Manaus (AM), unem esforços para estudar e disseminar a técnica entre polícias em todo o Brasil. O principal desafio é avaliar o comportamento de insetos de diferentes espécies e criar catálogos com informações científicas que podem fornecer no futuro dados importantes em investigações. "Uma das primeiras perguntas que a criminalística e a medicina legal têm de responder quando um corpo é encontrado na cena de um crime é há quanto tempo ele está ali", diz Alexandre Ururahy Rodrigues, membro da Associação Brasileira de Entomologia Forense e coordenador de um experimento que começa em julho na Reserva Florestal Adolpho Ducke, em Manaus. "A entomologia forense só ocorre porque existe uma gama grande de insetos necrófagos, que se alimentam de material orgânico em decomposição. Eles fornecem os melhores indicadores". Segundo Rodrigues, o cadáver em decomposição exala um odor que atrai esses insetos, entre os quais moscas varejeiras e besouros são muito comuns. "Se tiverem acesso direto ao corpo, os insetos começam sua colonização em questão de minutos. As fêmeas colocam larvas no cadáver e começa um ciclo que varia de acordo com a espécie e a condição climática. Mas a avaliação dos insetos ajuda a estimar o tempo entre a morte e a descoberta do corpo", diz ele. A espécie de mosca varejeira Hemilucilia semidiaphana, por exemplo, tem um ciclo de 12 dias entre a colocação do ovo e a fase adulta do inseto em temperatura ideal, de acordo com Rodrigues. Como as condições de clima mudam, a pesquisa realizada a partir de julho avaliará o ciclo dos insetos durante o verão e o inverno amazônico. "Se você observar a mesma espécie no Sul e no Sudeste do Brasil durante o inverno, o ciclo será mais longo", diz o pesquisador. O estudo usará porcos domésticos, já que a legislação brasileira não permite o uso de corpos humanos em decomposição. De acordo com Rodrigues, os porcos já são usados em pesquisas semelhantes em outros países e serão escolhidos animais com cerca de 60 quilos, para simular um humano adulto. Além de ajudar a estimar o tempo de morte de uma vítima, a análise do comportamento dos "insetos detetives" pode esclarecer ferimentos encontrados nos cadáveres. "Alguns insetos podem produzir ferimentos às vezes confundidos com lesões que podem ter causado a morte".
Foto: Moscas varejeiras, como a Chrysomyia albiceps e a Hemilucilia semidiaphana, estão entre o 'insetos detetives' usados para solucionar crimes. (Foto: Arquivo Pessoal/ Alexandre Rodrigues)

Fonte: G1

Borboleta são catalogadas na África Central



Mais de 180 espécies de borboleta foram catalogadas num raio de 10 km no centro do Parque Nacional de Dzanga-Ndoki, na República Centro-Africana, anunciou o dirigente de missão conjunta Philippe Annoyer. A expedição "Sangha", planejada pela associação Insetos do Mundo, foi realizada no final de 2010 perto do rio Sangha, permitindo observar e colher milhares de amostras entomológicas. Estão, entre elas, pelo menos 180 espécies diferentes de borboletas, 50 de louva-a-deus e 61 de libélulas. O sítio, constituído de 7 lagos, é "verdadeiramente rico", comentou o entomologista falando de uma zona "colorida de borboletas", com grandes extensões abertas no meio da floresta tropical e um bioma muito diversificado (lagos, pântanos, vegetação rasteira...). A missão "Sangha", que reúne vários cientistas franceses (entomologistas, botânicos, ornitólogos...) e pesquisadores da Universidade de Bangui, tornou também possível observar 61 espécies de pássaros e colher centenas de mostras de plantas, líquens e musgos.


Fonte: Yahoo Notícias

sábado, 23 de abril de 2011

Macaco predador de Sementes: Cuxiu Preto








-Chiropotes satanas;
-É um macaco brasileiro;
-Pertencem a família Pitheciidae;
-Habitam a zona da floresta tropical densa na Amazônia Oriental, estando restrito a região do Rio Tocantins no estado do Pará e ao Rio Grajaú no Maranhão;
-São animais diurnos;
-Se alimentam de folhas, castanhas, flores e de frutos;
-Pesam em torno de 3,1 Kg;
-Medem entre 30 e 60 centímetros de comprimento;
-Sua cauda chega a medir 50 centímetros;
-Tanto os machos quanto as fêmeas possuem uma densa barba;
-A maior parte de seu pelo é preto;
-É um animal muito veloz e arisco;
-O cuxiu gosta das sementes quando estão verdes e macias;
-Vivem em grandes grupos de até 40 indivíduos;
-É considerado o mais ameaçado dentre todos os primatas da Amazônia brasileira;
-Está classificado como espécie vulnerável pela IUCN(1978) e em perigo pela USDI(1980);
-Ele também é caçado por sua carne e por causa de seu rabo que é vendido como espanador.

Fontes: Atlas da Fauna Brasileira, MA/IBDF-MEC/FENAME, Edições Melhoramentos; ambientebrasil.com.br; faunadocerrado.blogspot.com; cienciahoje.uol.com.br; portalamazonia.com.br.

Maria Celia Amorim

Plantas são clonadas como sementes pela primeira vez



Estudo publicado pela Science aponta pela primeira vez a clonagem de plantas como sementes. Esse é um marco para ciência, que poderá pesquisar mais profundamente sobre o poder das plantas a serem criadas por culturas híbridas. Simon Chan, um dos autores do estudo e professor de biologia vegetal da Universidade da Califórnia reconhece o bom aproveitamento das culturas híbridas. Ele afirmou que a maior parte das variedades de cultura existentes se deu através desse método, que pode reter características favoráveis de geração em geração e a eficácia dele só esbarra quando se trata da reprodução. Os híbridos podem perder as características deles no momento da reprodução, chegando a mudar de tamanho o fruto e perder resistência, o que acaba transformando os espécimes. O professor argumenta ainda que com o processo de clonagem é boa chance de produção de híbridos geneticamente idênticos aos clones em algumas culturas. Em outras, como as de árvores frutíferas, o processo de clonagem a partir das mudas não é possível. Outro processo curioso quando o assunto é clonagem é a apomixia. Pouco conhecida pela população, a apomixia se dá quando as plantas produzem sementes realmente clones de si mesmas, mesmo sem reprodução. Isso acontece sobretudo nas ervas daninhas. Na pesquisa que vem sendo feita sobre o assunto, a expectativa é concluir o novo método da “apomixia artificial”, que será quando plantas, como o alface e o tomate, consigam fecundar a si mesmas gerando sementes clonadas. Há uma diferença visível entre eles: na apomixia, os óvulos e espermatozóides são haplóides- ou seja, metade do número de cromossomos do pais, na clonagem entretanto o óvulo fertilizado e a planta adulta são diplóides, ou seja, um conjunto completo de cromossomos. Já o óvulo fertilizado e a planta adulta são diploides - ou seja, um conjunto completo de cromossomos. Os pesquisadores descrevem o resultado como um passo para a 'apoximia artificial'. Pedidos de patentes provisórias sobre o trabalho já foram solicitadas.

Fontes: EcoD; estadao.com.br.

Entenda como a geração de energia elétrica afeta o meio ambiente




A geração de energia elétrica sempre provoca algum efeito na natureza, mas cada processo tem suas particularidades.
Hidroelétrica - Mais de 80% da energia gerada no Brasil vem de usinas hidroelétricas. Essa energia é gerada pela correnteza dos rios, que faz girar turbinas instaladas em quedas d’água. De modo geral, a tecnologia é considerada limpa, uma vez que praticamente não emite gases de efeito estufa, que fortalecem o aquecimento global. O grande problema ambiental – e também social – causado pelas hidroelétricas é a necessidade de represar os rios. Vastas regiões são alagadas, o que provoca não só a retirada das populações humanas do local, como alterações no ecossistema. Por conta disso, projetos de usinas para o Norte do Brasil – como a polêmica obra de Belo Monte – preveem reservatórios menores. Contudo, isso torna a geração mais dependente do volume de água e, portanto, exige que haja outras fontes de energia para garantir o abastecimento constante.
Eólica - A grande dependência do clima também é um problema das usinas eólicas – nas quais o vento move hélices que acionam turbinas. Esta alternativa não pode ser usada sozinha, é preciso que haja um sistema para complementá-la, mas faz sucesso por ser ecologicamente correta. “É energia de mais baixa emissão de gás de efeito estufa”, afirma Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de Clima e Energia da organização ambientalista Greenpeace. Uma alternativa é fazer com que eólicas e hidroelétricas se completem. “No Nordeste, os ventos sopram mais forte justamente na época mais seca”, exemplifica Mauricio Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), empresa pública vinculada ao Ministério de Minas e Energia. Esse é o tipo de usina que mais cresce no mundo. Contudo, não é muito potente, e é preciso instalar várias usinas lado a lado para se obter bons resultados. Na Europa, já há comunidades que reclamam da poluição visual, que prejudica o turismo.
Termoelétrica - As usinas termoelétricas são o tipo mais comum do mundo. Nela, é queimado um combustível – carvão e gás natural são os mais usados – para ferver água. O vapor gira uma turbina e assim gera energia. “São imprescindíveis”, acredita José Manuel Diaz Francisco, coordenador de comunicação e segurança da Eletronuclear, subsidiária da Eletrobrás. “São usinas mais baratas, com tecnologia consolidada e possuem a vantagem de garantir um suprimento de energia que não depende das condições”, completa. O processo de queima da água, no entanto, traz um efeito indesejado. “Tem os piores impactos ambientais em termos de emissão de gases de efeito estufa e poluição do ar”, afirma Baitelo, do Greenpeace. Tem os piores impactos ambientais em termos de emissão de gases de efeito estufa e poluição do ar". As termoelétricas a carvão respondem por mais de 40% da produção mundial de energia; as movidas a gás ocupam o segundo lugar na lista, com cerca de 21%. Entre os dois, o carvão é mais barato, porém polui mais. Além de emitir mais gás carbônico – responsável pelo aquecimento global –, causa poluição local, emitindo substâncias como enxofre e óxido nitroso, que afetam a respiração. Hoje em dia, há filtros capazes de reduzir esses efeitos, mas eles encarecem a construção das usinas. No Brasil, uma alternativa mais ecológica é o uso da biomassa. Quando se usa material orgânico – o mais comum no país é o bagaço da cana –, a combustão não emite gases de efeito estufa. Isso acontece porque o gás carbônico liberado é utilizado pelas plantas na fotossíntese, fechando o ciclo do carbono. Os custos são semelhantes aos das termoelétricas a carvão.
Nuclear - O termo mais correto para denominar uma usina nuclear é “termonuclear”. Seu funcionamento é idêntico ao das demais usinas termoelétricas, a diferença está no combustível. A fissão nuclear do urânio – ou do plutônio – gera o calor e produz, por outro lado, material radioativo que tem de ser monitorado por milhares de anos, o que é apontado como o principal problema por todos os especialistas ouvidos. Embora acidentes sejam raros, o risco não pode ser considerado pequeno. “Risco é a probabilidade de ocorrer um acidente multiplicada pela magnitude do dano. A probabilidade de acidente é baixíssima, mas os efeitos são muito graves”, explica Schaeffer, da UFRJ. “É como ter medo de andar de avião: há menos acidentes que carro, mas, quando há, são mais graves”, completa. Apesar do risco de acidentes, a energia nuclear é benéfica ao meio ambiente em um aspecto. “O combustível em um reator nuclear não é queimado, portanto não há emissão de gases poluentes”, destaca José Manuel Diaz Francisco, da Eletronuclear.
Fotovoltaica - Os painéis fotovoltaicos são feitos de materiais semicondutores à base de silício. Quando recebem radiação solar, liberam elétrons e geram energia. “É uma beleza, mas é caríssimo”, resume Schaeffer, da UFRJ. Para ele, o uso só se justifica em situações pontuais, em locais de acesso muito difícil. Caso contrário, só é viável se houver subsídios. Baitelo, do Greenpeace, diz que faltam tais incentivos no país. “É a mais cara no Brasil porque não temos legislação”, reclama. Tolmasquim, da EPE, aponta também que a capacidade de geração de cada painel é muito pequena, de forma que uma usina teria de ocupar uma área muito maior que uma termoelétrica para produzir a mesma energia. Para José Manuel Diaz Francisco, o investimento vale a pena. “É uma tecnologia que precisa ser incorporada ao cotidiano de prédios e residências para atender a demandas pequenas. Não nos podemos deixar de integrar este tipo de tecnologia, pois é necessário diversificar a matriz energética”, argumenta.
Foto 1: Usina hidroelétrica de Itaipu, na fronteira entre Brasil e Paraguai (Foto: AP)
Foto 2: Parque eólico de Osório, no Rio Grande do Sul (Foto: Bernardo Fiusa/Divulgação)
Foto 3: Usina nuclear na França (Foto: François Mori/AP)

Fonte: G1

Descoberto primeiro dinossauro 100% chileno



O Atacamatican, um gigantesco dinossauro herbívoro que habitou o norte do Chile há cerca de 100 milhões de anos, converteu-se na primeira espécie descrita exclusivamente como chilena, segundo um estudo divulgado e validado pela revista científica Anais da Academia Brasileira de Ciências. "O Atacamatitan chilensis é o primeiro dinossauro a ser batizado no Chile", afirmou o paleontólogo David Rubilar, integrante da equipe que realizou a descoberta. "Esta nova espécie fóssil permitirá ampliar o conhecimento dos dinossauros na América do Sul e representa uma grande contribuição para a paleontologia nacional", acrescentou o pesquisador. Trata-se de uma nova espécie de dinossauro gigante, o titanossauro, de caráter herbívoro, com pescoço e cauda muito longos, de cerca de oito metros de comprimento e com cerca de cinco toneladas. A particularidade desse dinossauro são suas pernas mais magras, reflexo da geografia do local onde esses animais viveram no passado e de sua alimentação, segundo o cientista. "Sua particularidade foi diagnosticada a partir das vértebras do dorso e da cauda e pelo formato do fêmur, mais fino do que em que qualquer titanossauro já descoberto", explicou Rubilar. "Não é nem o maior nem o menor, sua principal característica distintiva está no fêmur", acrescentou o especialista. Os restos desse dinossauro foram encontrados em 2000 onde fica hoje o deserto do Atacama, o mais árido do mundo, localizado no extremo norte do Chile com uma extensão de mais de 100.000 km2 e com períodos de até 300 anos sem chuvas. "O Atacamatican se alimentava dos frutos das araucárias, o que indica que, naquela época, o deserto do Atacama não era um lugar tão árido como agora", explicou Rubilar, paleontólogo do Museu de História Natural do Chile.
Foto: AFP ; Ilustração do 'Atacamatican chilensis', dinossauro que viveu há 100 milhões de anos no Chile.


Fonte: Último Segundo

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Árvore Símbolo de Minas Gerais: Pequizeiro







-Caryocar brasiliense;
-É uma árvore nativa do cerrado, cerradões e em matas secas brasileiras;
-Também conhecida como pequerim, piqui, pequiá-pedra, amêndoa-de-espinho entre outros;
-Da família Caryocaraceae;
-Seus ramos são grossos e tortuosos;
-Sua casca é cinzenta;
-É uma árvore que floresce de agosto a novembro;
-Dele podemos retirar o azeite de pequi;
-Seus frutos são também consumidos cozidos, puros ou juntamente com arroz e frango;
-Seu caroço é dotado de muitos espinhos;
-Ela está na relação das espécies com risco de extinção;
-É uma das árvores mais importantes economicamente, além de fazer parte da paisagem;
-Seu fruto é rico em vitaminas A, B e C, cálcio, fósforo, ferro e cobre;
-O pequizeiro é uma árvore que dela se aproveita praticamente tudo;
-É muito bem adaptada a regiões de pouco chuva e de pouca irrigação;
-Em Minas Gerais, o fruto é encontrado em maiores quantidades na região de Montes Claros, no norte do Estado.

Fontes: biologo.com.br; ecologiaonline.com; ruralnews.com.br; poratlsaofrancisco.com.br; tudosobreplantas.com.br.

Maria Celia Amorim