quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Jaburu: a maior ave do Brasil

Encontrada em diversas regiões do Brasil, o jaburu, também conhecido como tuiuú, é considerado o símbolo do Pantanal. Também visto em várias regiões da América Latina, este pássaro possui o voo mais alto das Américas do Sul e Central. Sua envergadura também é admirável. Ele chega a 2,80m de comprimento com as asas abertas e 1,40m de comprimento em pé. Seu peso varia entre 4Kg e 9Kg. O bico é preto e largo. O jaburu é uma ave pernalta, tem pescoço nu e preto, o papo é vermelho e também sem pelos. A plumagem do corpo é branca e a das pernas é preta. Os sexos são semelhantes na aparência, mas o macho é maior, o que pode ser notado quando as aves estão juntas.O habitat do jaburu são as margens dos rios, em árvores esparsas. A fêmea forma seus ninhos no alto dessas árvores com ramos secos e a ajuda do companheiro. Os ninhos são feitos em grupos de até seis, às vezes junto a garças e a outras aves. A fêmea põe de dois a cinco ovos brancos. Sua alimentação é, basicamente, composta por peixes, moluscos, répteis, insetos e até pequenos mamíferos. Também se alimenta de pescado morto, ajudando a evitar a deterioração dos peixes que morrem por falta de oxigênio nas épocas de seca.
Se você quiser saber mais sobre esta ave acesse nosso blog e terá mais informações sobre este belo animal.
Fonte: Rede Ambiente

Estudo com peixe pode revelar como animais evoluíram da água para terra


Cientistas da Universidade de Chigado, nos Estados Unidos, revelaram que um peixe típico de águas africanas pode ser a chave para entender como seres aquáticos deram origem, pouco a pouco, a animais terrestres. Um estudo sobre o tema foi divulgado na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences".Conhecido como peixe pulmonado africano (Protopterus annectens), o animal foi analisado por meio de vídeos que mostraram como os pequenos membros na região pélvica são responsáveis tanto por erguer o animal como por impulsioná-lo à frente. Peixes pulmonados são bastante usados em pesquisas em paleontologia por conta dos traços evolucionários únicos que possuem. Eles recebem esse nome por terem uma espécie de bexiga - diferente de um pulmão humano - que consegue fazê-los aproveitar o ar atmosférico para respirar. Para Heather King, autora principal do estudo, os peixes pulmonados são importantes por poderem ser ligados tanto a peixes comuns como a tetrápodes, animais que andam em quatro patas. Antes do estudo, os pesquisadores acreditavam que essa capacidade bípede só tinha começado a surgir nos primeiros tetrápodes no passado. Agora, eles afirmam que a evolução do caminhar pode ter começado nos ancestrais do peixe pulmonado africano. No laboratório, os cientistas criaram um tanque para verificar como os peixinhos usavam seus membros na região pélvica. O movimento deles foi gravado durante horas e em diferentes posições. No final do estudo, King e seus colegas descobriram que o animal usava os membros para emergir e para "disparar" na direção horizontal. Os membros se mexiam tanto em sincronia - para propulsão - quanto de forma alternada - para erguer. Já os membros localizados mais perto da cabeça do animal também eram parecidos com os posteriores, mas não eram usados para fins de locomoção, segundo os autores. Eles destacam que observar um descendente vivo se mexer pode dizer mais do que analisar um fóssil, já que muitos dos movimentos não são possíveis de serem estudados com detalhe somente com os restos mortais dos animais extintos. King acredita que a pesquisa mostra como as primeiras formas de locomoção mais próximas do caminhar humano podem ter surgido ao mesmo tempo nos primeiros terápodes e nos peixes pulmonados primitivos. Ou até antes nos animais aquáticos. Uma das teorias para a movimentação curiosa do peixe pulmonado africano sustentada por King é a de que o animal inflava a parte da frente do corpo com ar. Isso fazia com que o peixe flutuasse mais e facilitasse o trabalho dos pequenos membros.
Foto: Peixe pulmonado africano é estudado em laboratório. (Foto: Yen-Chyi Liu / Universidade de Chicago)
Fonte: G1

Área de Mata Atlântica existente no Rio de Janeiro será mapeada em 2012


Neste mês de janeiro, o governo do Rio de Janeiro deve iniciar o censo da Mata Atlântica, que vai verificar a quantidade e a qualidade das florestas existentes no estado, além de contribuir para formulação de políticas públicas voltadas à preservação ambiental. O levantamento, que deve durar oito meses, analisará regiões de mata nativa ou reflorestadas do Rio, mapeará as espécies predominantes, os problemas existentes nas áreas preservadas e também vai reunir informações para o Inventário Florestal Nacional, organizado pelo Ministério do Meio Ambiente e que reunirá dados dos biomas do país. O investimento estimado é de R$ 5 milhões. De acordo com Alba Simon, superintendente de Biodiversidade e Florestas da Secretaria Estadual do Ambiente (SEA), serão colhidas amostras de 320 pontos do estado para análise do solo e das espécies de plantas existentes. Também será realizado um inventário de carbono, ou seja, será possível estimar quanto está armazenado de CO2 no solo onde estão as árvores. “De todo o território do estado, 27% é de cobertura florestal. Agora, vamos colocar uma lupa e realizar um retrato real, talvez cruel, da biodiversidade”, afirma Alba.
Pressão econômica: A superintendente cita que as florestas têm sofrido uma forte pressão devido ao desenvolvimento econômico do estado e que há necessidade de criar maneiras de evitar o avanço de licenças de instalação de novos empreendimentos indústriais sobre áreas de preservação. “Estamos licenciando muitos empreendimentos de alto impacto. Isso significa mais pressão sobre os fragmentos florestais. Precisamos saber a situação da vegetação em áreas, por exemplo, que estão próximas à construção de novos portos ou de complexos petroquímicos”, explica. De acordo com estudo divulgado em setembro pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), entre 2011 e 2013 o estado vai receber investimentos privados que somarão R$ 181,4 bilhões. O montante dividido por cada quilômetro quadrado do estado (43,7 mil km², segundo o IBGE) equivale a R$ 4 milhões.
Combate a crimes ambientais: De acordo com Alba, as unidades de conservação e parques também serão monitorados. Para isso, imagens de satélite serão analisadas nos próximos seis meses para detectar possíveis infrações. “Queremos verificar se existe a necessidade de criação de novas áreas de preservação ou mesmo se será preciso modificar as categorias de conservação já existentes", disse. Também será realizado um questionário com famílias que moram dentro dessas regiões ou nas proximidades e que utilizam os recursos naturais. “Queremos saber a percepção dessas pessoas em relação à água e à floresta. Elas responderão como as espécies nativas contribuem na renda familiar”, disse Telmo Borges, coordenador do inventário florestal no estado.
Foto: Área de Mata Atlântica no estado do RJ. Censo ajudará na criação de políticas de preservação. (Foto: Divulgação/Governo do Rio de Janeiro)
Fonte: G1

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Turistas viram 'caçadores' de aurora boreal em países do Ártico

Enquanto que nos Estados Unidos os chamados "caçadores de tempestades" tentam perseguir tornados e furacões, na região do Polo Norte existem grupos que "caçam" auroras boreais, ou luzes do Norte. Estes grupos percorrem regiões da Finlândia e da Noruega atrás das melhores chances de registros do fenômeno de luzes. Muitos contam com a ajuda de empresas de turismo especializadas em aurora boreal. Este foi o caso de Andy Keen, que há cinco anos deixou o emprego na Grã-Bretanha, onde dirigia uma instituição de caridade, e se mudou para Ivalo, um vilarejo remoto no norte da Lapônia, Finlândia, a 68 graus de latitude, dois graus acima da linha do Círculo Ártico. "Vi um documentário na televisão a respeito das luzes do Norte. Então fui até lá para ver. Agora, estou viciado", disse. Keen fundou a Aurorahunters ("Caçadores de Aurora"), que leva sete turistas por semana para viagens em partes mais remotas da região, em busca de auroras boreais. "A razão de eu ter escolhido este lugar é que a população é muito baixa, há pouca luz ou poluição sonora e é um território perfeito para a aurora", disse.
Fotos: Andy Keen
Fonte: MSNVERDE

Risco de bioterrorismo pode aumentar após censura de revista científica


Uma série de laboratórios em todo mundo pode transformar o vírus da gripe aviária em armas de bioterror capazes de provocar uma pandemia humana. Os esforços do governo norte-americano para censurar a pesquisa devem apenas aumentar o risco de que elementos perigosos tentem usar o vírus como arma. Especialistas afirmam que uma exigência sem precedentes do Painel Consultivo para Biossegurança (NSABB), dos Estados Unidos, para que a revista científica 'Science' não divulgue detalhes da pesquisa sobre a gripe aviária H5N1 não deve deter as pessoas mal-intencionadas. Ironicamente, o fato de o potencial do H5N1 ter se tornado manchete pode dar ideias a pessoas erradas. "Qualquer coisa assim tem o potencial de dar ideias a rebeldes", disse Peter Openshaw, diretor do centro para infecção respiratória e do Imperial College, da Grã-Bretanha. "Há muitas pessoas loucas por aí e há também pessoas com ideias fixas na extremidade da norma política. Os dois grupos têm o potencial de causar danos." A gripe aviária H5N1 é bastante letal a pessoas que forem contaminadas diretamente por aves infectadas. Desde que o vírus foi detectado pela primeira vez em 1997, cerca de 600 pessoas o contraíram e mais da metade delas morreu. Até agora, no entanto, ele não sofreu mutação para uma forma capaz de ser disseminada facilmente de pessoa a pessoa. Cientistas de todo mundo têm trabalhado há anos tentando descobrir quais mutações dariam ao H5N1 a capacidade de se espalhar com facilidade de uma pessoa para outra e ao mesmo tempo manter suas propriedades letais. Os Institutos Nacionais de Saúde dos EUA financiaram dois grupos de pesquisa, um na Holanda e outro no Estado norte-americano de Wisconsin, para estudar como o vírus pode ser mais transmissível em humanos. O objetivo era saber como conter uma ameaça à saúde pública no caso de uma mutação natural, mas agora o NSABB diz que quer censurar a publicação dos estudos para impedir que a informação caia em mãos erradas. "É um trabalho muito importante que mostrou com relativa facilidade que é possível transformar o H5N1 em um vírus transmissível de mamífero para mamífero", disse Openshaw.
Foto: Gripe aviária H5N1 é bastante letal a pessoas que forem contaminadas diretamente por aves infectadas
Fonte: estadao.com.br

A girafa perambula pelo delta de Okavango, em Botsuana, um dos maiores deltas interiores do mundo. O rio Okavango derrama sua água nas areias de do deserto Kalahari, criando uma “floresta aquática”. O oásis aumenta todos os ano quando chuvas sazonais caem nas montanhas de Angola.
Foto: Jodi Cobb / National Geographic Image Sales
Fonte: Último Segundo

Mudança climática mata mais árvores em área fértil da África

Estudo elaborado por pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, afirma que as árvores localizadas na região de Sahel, um corredor de transição entre o sul do deserto do Saara e terras férteis do continente africano, estão morrendo devido aos efeitos da mudança climática.
De acordo com a pesquisa, que será publicada no periódico científico “Journal of Arid Environments”, as chuvas nesta região, que atravessa seis países e se estende do Oceano Atlântico até o Mar Vermelho, diminuíram até 30% no século 20, o que contribui para a seca mais longa na região desde que foram iniciadas as medições de chuvas, em meados de 1800. Segundo Patrick Gonzales, um dos coordenadores da investigação, levantamentos anteriores já haviam estabelecido que a primeira causa da mudança climática nesta área é a seca, “que tem oprimido a resistência das árvores”.O estudo se baseou em imagens aéreas, de satélite e na medição de um campo com mais de 1.500 árvores. Com isso, foi possível descobrir que uma em cada seis árvores morreu entre 1954 e 2002.
Mortalidade: Outro dado importante mostra que uma em cada cinco espécies de árvores desapareceu nesta área, sendo que as mais afetadas foram plantas nativas frutíferas e aquelas com madeira que depende mais da umidade para sobreviver. O motivo disto, segundo os autores, é que o solo está mais seco. O estudo aponta ainda que os efeitos da mudança climática já se deslocam em direção de regiões úmidas e com vegetação. “No oeste dos Estados Unidos, a mudança do clima tem causado a mortalidade de árvores e elevando a vulnerabilidade das plantas a pragas”, afirma Gonzalez. “No Sahel, não é apenas uma espécie que morre, mas grupos inteiros”, complementa.
O pesquisador diz também que as pessoas da região ao sul do Saara dependem das árvores para sobrevivência, já que “elas fornecem alimentos, lenha, materiais de construção e auxílio à medicina”.
Foto: Imagem mostra exemplar seco da árvore Prosopis africana, no Senegal (Foto: Divulgação/Patrick Gonzalez)
Fonte: G1

Arqueólogos descobrem moedas de bronze de Roma antiga na França

Arqueólogos franceses anunciaram a descoberta de milhares de moedas romanas no campo de L'Isle-Jourdain, perto de Toulouse, no sudoeste da França. Os pesquisadores acreditam que as moedas de bronze provavelmente foram cunhadas entre os anos 290 e 310 de nossa era em Roma, Londres, Lyon (atual França), Cartago (atual Tunísia) ou Trier (atual Alemanha). Estavam enterradas em três vasos. No final de semana, foram desenterradas e guardadas, disse o responsável regional por descobertas arqueológicas, Michel Vaginay. "É um achado importante, na medida em que não é frequente falar de objetos do tipo desse período", disse. Dois pesquisadores encontraram há dois anos 250 peças num campo arado já mencionado antes, pelo serviços de arqueologia, que entrou logo em contato com o proprietário do terreno. Este pediu que as escavações fossem organizadas só depois da colheita de milho", informou Vaginay. Assim, durante meses, os arqueólogos torceram para que não houvesse nenhum vazamento da notícia.

Foto 1: Moedas romanas encontradas perto de Toulouse, na França (Foto: AFP Photo/Direction Régional des Affaires Culturelles)

Foto 2: Moedas foram encontradas dentro de três jarros; AFP




Fonte: G1; Último Segundo

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

10 Cidades Para se Pedalar


1 - Amsterdam (Holanda): Os olhos foram voltados para este tipo de transporte na década de 70. Hoje, na cidade, as bicicletas representam até metade de todo o transporte. Foto: Massimo Catarinella


2 - Copenhagen (Dinamarca): Cerca de 40% da população da cidade só utiliza este meio de locomoção. Ela foi a primeira, entre todas do mundo, a organizar um sistema público de uso colaborativo das bicicletas. Foto: Stig Nygaard


3 - Barcelona (Espanha): Atualmente, é um dos lugares que mais investem nesta área. Na cidade existem diversas leis que diminuem os índices de acidentes com bicicletas. Foto: Marcbel


4 - Tóquio (Japão): É uma das cidades que possui maior infraestrutura para os ciclistas. Como exemplo, há um estacionamento subterrâneo com capacidade para mais de 9 mil bicicletas. Foto: Wikipédia


5 - Berlim (Alemanha): As ruas planas da cidade ajudam, e muito, a utilização deste transporte. Com isso, o governo cria planos para incentivar as pessoas a pedalarem. Em 2012, a cidade vai ter mais locais exclusivos para trânsito e estacionamento de ciclistas. Foto: Wikipédia


6 - Munique (Alemanha): São mais de mil quilômetros dedicados aos ciclistas. Além disso, a cidade possui leis e fiscalização rigorosas que ajudam a evitar acidentes. Foto: Johannes Vogel


7 - Paris (França): Desde 2007 a cidade conta com um sistema público de aluguel de bicicleta. As 20 mil bicicletas disponíveis estão divididas em 1,8 mil estações. Foto: Pline


8 - Montreal (Canadá): Também seguiu a linha de raciocínio de Paris. Construiu em 2009 o BIXI, oferecendo para a população a possibilidade de alugar bicicletas às pessoas. Foto: Wiipédia


9 - Dublin (Irlanda): Seu serviço de aluguel de bicicletas foi considerado um dos mais bem-sucedidos da Europa. No mínimo 10% da população local utilizam as bicicletas. Foto: William Murphy


10 - Budapeste (Hungria): Está no caminho certo para a implantação deste meio de transporte na cidade. Como incentivo há diversas campanhas governamentais a favor das bicicletas. Foto: Dirk Hartung 





Fonte: Rede Ambiente

Ambiente foi crucial para evolução da vida marinha

Um novo estudo, publicado na Science, mostra que a evolução da vida marinha nos últimos 500 milhões de anos foi conduzida tanto pela condições químicas do oceano quanto pelas mudanças no nível do mar. O período estudado cobre a maior parte do fanerozoico, que dura até o presente e inclui a evolução da maior parte das formas de vida, tanto de plantas como de animais. Os autores cruzaram informações de dados de fósseis, do ambiente e de rochas para chegar a informações sobre clima, movimentos tectônicos, inundações nos continentes e mudanças na biogeoquímica, particularmente com respeito aos ciclos do oxigênio, carbono e enxofre. O método usado permitiu identificar uma relação causal - e não apenas associações - entre diversidade e registros ambientais. "Descobrimos uma rede interessante de conexões entre esses diferentes sistemas que se combinam para conduzir o que vemos nos registros fósseis", dizem os autores. "O sinal dos níveis do mar, quanto os continentes estavam cobertos, levam a dados da história da diversidade marinha animal", exemplificam. As mudanças dramáticas na biodiversidade vistas nos registros fósseis ao longo do tempo - incluindo proliferações e extinções enquanto os animais se diversificavam, evoluíam e migravam para terra - aumentaram pelas respostas biológicas a mudanças nos ciclos de carbono e enxofre e níveis do mar através das eras geológicas. A força dessa interação também mostra que os registros fósseis, apesar de sua incompletude e da influência das amostras, são uma boa representação da biodiversidade marinha nos últimos 500 milhões de anos. "Os resultados mostram que o número de espécies nos oceanos ao longo do tempo foi influenciado pela quantidade e disponibilidade de carbono, oxigênio e enxofre, e pelo nível do mar", dizem os autores. "O estudo permite compreender melhor como mudanças modernas no meio ambiente podem afetar a biodiversidade hoje e no futuro", concluem.
Fonte: estadao.com.br

Apreensão de marfim bate recorde em 2011, diz WWF


O ano de 2011 teve um número recorde de grandes apreensões de marfim, indicando uma intensificação da caça aos elefantes na África, a fim de atender à demanda asiática de presas para uso em joias e ornamentos, disse uma entidade conservacionista. A Traffic, uma parceira do WWF com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) que monitora o tráfico de animais selvagens, disse que houve pelo menos 13 apreensões de cargas superiores a 800 quilos de marfim em 2011, o que é mais do que o dobro das seis grandes apreensões de 2010. "Uma estimativa conservadora do peso do marfim apreendido nas 13 grandes apreensões de 2011 coloca a cifra em mais de 23 toneladas, o que provavelmente representa cerca de 2.500 elefantes, possivelmente mais", disse a entidade em nota. Tom Milliken, diretor do Sistema de Informações sobre o Comércio de Elefantes da Traffic, disse que esse foi o ano com mais apreensões grandes desde que ele iniciou esse trabalho, há mais de duas décadas. Ele disse que a caça e o comércio ilegais são consequências do surto de investimentos chineses nos setores mineral e energético da África. "Chegamos a um ponto na história da África em que há mais cidadãos asiáticos no continente do que nunca. Eles têm contatos com o mercado final, e agora estão na fonte, na África", explicou Milliken à Reuters. "Isso tudo se soma para um ataque sem precedentes aos elefantes e a outras formas de vida selvagem." Milliken disse que parte do marfim comercializado ilegalmente na Ásia pode ter saído de estoques pertencentes a governos africanos, armazenados em decorrência de apreensões anteriores. Mas também há dados que indicam um aumento na matança de elefantes, e que isso parece ser especialmente grave na República Democrática do Congo. O especialista acrescentou que também há elefantes sendo caçados no Zimbábue, Zâmbia, norte de Moçambique, Tanzânia e Quênia. Uma proibição global do comércio de marfim foi adotada em 1989, e foi crucial para conter o abate dos elefantes em países como o Quênia. Desde então, eventualmente são autorizados leilões do marfim estocado por governos africanos. Além da China, o outro grande mercado para o marfim é a Tailândia, segundo a Traffic. Estima-se que haja 400 a 700 mil elefantes vivendo na África. Na África do Sul, há preocupações de que a população desses paquidermes tenha crescido tanto que eles estejam prejudicando o meio ambiente nas reservas naturais.
Foto: Getty Images ; Grupo empilha grandes quantidades de marfim, no Quênia
Fonte: Último Segundo

Satélite fotografa vulcão no Chile


Imagem divulgada pela Nasa a partir do Land Imager, que está no satélite EO-1, feita em 23 de dezembro, mostra a fissura noroeste do vulcão Puyehue-Cordón, no Chile. Fumaça, cinzas e vapor saem da cratera, em direção ao oeste e ao norte. A imagem também mostra neve na superfície do vulcão, que provocou transtornos na aviação civil do cone sul da América do Sul ao longo de 2011.
Foto: Nasa/AP
Fonte: G1

Público precisa se preocupar mais com novos antibióticos


A categoria médica do mundo inteiro está cada vez mais preocupada com a importância do surgimento de novos antibióticos. Várias operações que parecem simples são impossíveis sem esses remédios, e o cenário atual coloca a existência deles em xeque. O grande problema é que algumas bactérias estão criando resistência aos medicamentos que hoje existem. Um exemplo disso é a variação da Eschericha coli que causou um surto na Alemanha e matou mais de 40 pessoas nos meses de maio e junho. Em um artigo publicado na edição online da revista médica “Lancet Infectious Diseases”, Laura Piddock, da Faculdade de Imunidade e Infecção da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, avalia a situação como urgente. Na visão dela, o público não tem dimensão da importância dos antibióticos porque tem acesso muito fácil a eles. “Antibióticos não são vistos como essenciais à saúde ou à prática da medicina, embora salvem vidas de forma que os indivíduos possam viver muitos anos depois da infecção”, defende a pesquisadora. Há dois anos, a Organização Mundial de Saúde (OMS) colocou a resistência aos antibióticos como uma das três maiores ameaças à saúde. Ainda assim, a pesquisadora vê a resposta dos políticos, da mídia e do público como insuficiente. “Como a falta de antibióticos afeta a todos, levar essa questão da esfera médica para o olhar público é essencial, porque estimula os governos a agirem”, acrescenta Piddock. A especialista fala também sobre a falta de interesse da indústria farmacêutica em investir nesse setor. Os tratamentos à base de antibióticos costumam ser curtos e a resistência das bactérias é desenvolvida rapidamente, o que diminui o lucro gerado pelo remédio. “As companhias farmacêuticas precisam reconhecer que muitos remédios caros em seus portfólios podem ser inúteis se os pacientes tiverem infecções fatais. Portanto, o retorno do investimento em produtos que tratam cânceres ou doenças crônicas depende, em parte, do tratamento eficaz das infecções. Só isso já deveria ser incentivo suficiente para as companhias farmacêuticas continuarem a desenvolver antibióticos”, raciocina. Em um artigo publicado na edição online da revista médica “Lancet Infectious Diseases”, Laura Piddock, da Faculdade de Imunidade e Infecção da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, avalia a situação como urgente. Na visão dela, o público não tem dimensão da importância dos antibióticos porque tem acesso muito fácil a eles. “Antibióticos não são vistos como essenciais à saúde ou à prática da medicina, embora salvem vidas de forma que os indivíduos possam viver muitos anos depois da infecção”, defende a pesquisadora. Há dois anos, a Organização Mundial de Saúde (OMS) colocou a resistência aos antibióticos como uma das três maiores ameaças à saúde. Ainda assim, a pesquisadora vê a resposta dos políticos, da mídia e do público como insuficiente. “Como a falta de antibióticos afeta a todos, levar essa questão da esfera médica para o olhar público é essencial, porque estimula os governos a agirem”, acrescenta Piddock. A especialista fala também sobre a falta de interesse da indústria farmacêutica em investir nesse setor. Os tratamentos à base de antibióticos costumam ser curtos e a resistência das bactérias é desenvolvida rapidamente, o que diminui o lucro gerado pelo remédio. “As companhias farmacêuticas precisam reconhecer que muitos remédios caros em seus portfólios podem ser inúteis se os pacientes tiverem infecções fatais. Portanto, o retorno do investimento em produtos que tratam cânceres ou doenças crônicas depende, em parte, do tratamento eficaz das infecções. Só isso já deveria ser incentivo suficiente para as companhias farmacêuticas continuarem a desenvolver antibióticos”, raciocina.
Fonte: G1

domingo, 1 de janeiro de 2012

FELIZ 2012 PARA TODOS! MUITA PAZ E HARMONIA NO MUNDO!

10 Espécies de Cavalos Marinhos


1 - Hippocampus erectus: Pode ser encontrado em todo Oceano Atlântico. Normalmente sua vida útil é de 1 a 4 anos. Foto: Matt Sullivan


2 - Hippocampus barbouri: Está seriamente ameaçado de extinção já que seu habitat natural é cada vez mais devastado. Vive nos mares da Indonésia, Malásia e Filipinas. Foto: Stickpen


3 - Hippocampus guttulatus: É endêmico do Mar Mediterrâneo e do Oceano Atlântico. Sua cor predominante é amarela com listras brancas. Foto: Mark Busdraghi


4 - Hippocampus jayakari: Sua primeira descrição científica ocorreu em 1900. Está presente na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN) como espécie ameaçada. Foto: Bernd


5 - Hippocampus subelongatus: É endêmico da Austrália. Lá, habita mares abertos e costeiros. Foto: Denise Chan


6 - Hippocampus bargibanti: Pode ser encontrado no centro-oeste do Oceano Pacífico. É bem pequeno, podendo medir menos de dois centímetros de comprimento. Foto: Caparbio


7 - Hippocampus whitei: Os machos desta espécie medem aproximadamente 13 centímetros de comprimento. Habitam os mares da Austrália e das Ilhas Salomão. Foto: Richard Ling


8 - Hippocampus reidi: Machos e fêmeas se distinguem pela cor brilhante. Os machos possuem uma cor alaranjada e as fêmeas são amarelas. Habitam países como Brasil, Colômbia e Cuba. Foto: Wikipédia


9 - Hippocampus zosterae: Habita regiões dos Estados Unidos e das Bahamas. Também está seriamente ameaçado de extinção. Foto: Wikipédia


10 - Hippocampus ingens: Vive nos recifes de corais da Colômbia, Costa Rica, México, Equador, Panamá entre outros. Sua condição atual é igual a da maioria: risco de extinção. Foto: Wikipédia 










 Fonte: Rede Ambiente

Operação inédita vai 'expulsar' espécie de mico-leão do Rio de Janeiro


Nos próximos meses, “caçadores” devem andar pelas ruas de Niterói para capturar exemplares de mico-leão-da-cara-dourada (Leontopithecus chrysomelas), espécie ameaçada de extinção. O objetivo é transferir um grupo de 106 desses animais para o sul da Bahia. A operação, inédita no Brasil, acontece porque esta espécie, trazida de forma irregular para o estado do Rio de Janeiro, ameaça o território de outro animal que também corre risco de desaparecer no país: o mico-leão-dourado (Leontopithecus Rosalia). De acordo com Cecília Kierulff, bióloga e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), o processo de captura dos primatas deve durar 18 meses. A remoção, segundo ela, é necessária devido ao risco de reprodução entre animais de espécies diferentes, que causaria o nascimento de exemplares híbridos e prejudicaria o aumento da população de primatas.“Além disso, pode haver uma competição de território entre eles, podendo até ocorrer a expulsão de uma das espécies”, afirma. O mico-leão-dourado é endêmico do litoral do Rio de Janeiro (ou seja, vive somente nessa região), com uma população de 1.600 animais (em 1960, eram apenas 300), segundo levantamento feito por biólogos.
Invasão: A especialista da Ufes afirma que a presença de espécimes de mico-leão-da-cara-dourada foi detectada há dez anos. Desde então, houve aumento da população na região. “Ficamos sabendo que havia uma criação irregular. Quando o proprietário morreu, a família teria soltado os animais, que se espalharam pela região da Serra da Tiririca e do Parque Municipal Darcy Ribeiro”, diz Cecília. Outro fator prejudicial é que estes micos invadem as casas e são alimentados pelas pessoas. “Eles (macacos) podem ficar doentes e morrer rapidamente. Assim que os animais foram capturados, ficarão em quarentena”, afirma. “Os moradores não podem ficar bravos com o que vamos fazer, já que é para o bem dos primatas”, complementa. Assim que os 106 animais forem capturados, serão encaminhados para uma reserva florestal de Belmonte, na Bahia. Lá, serão monitorados por seis meses, com o objetivo de analisar sua adaptação. A operação é organizada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Secretaria Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro e apoiada pela Fundação Boticário.
Fonte: G1

Estudo ilumina a habilidade dos cefalópodes em evitar a luz


A cerca oitocentos metros abaixo da superfície do Oceano Pacífico, pequenas lulas e polvos enfrentam um desafio de camuflagem. Alguns de seus predadores, como os peixes-borboleta, caçam mergulhando fundo e olhando para cima em busca de silhuetas de comida em potencial. Para escapar deles, ajuda ser transparente e não ter sombra. Mas outros predadores, como o peixe-dragão de águas profundas, fazem suas buscas através de lanternas biológicas que refletem através de carne clara, como uma luz apontada para uma janela. Na presença desses adversários luminosos, é muito mais seguro ser tão escuro quanto a água ao seu redor. Uma nova pesquisa mostra que ao menos duas espécies de cefalópodes -- um polvo do gênero Japetella e uma lula do gênero Onychoteuthis evitam tal dilema tendo desenvolvido a habilidade de mudar rapidamente de um para outro disfarce. “Em menos de um segundo, eles ligam e desligam", diz Sarah Zylinski, ecologista da Universidade Duke e autora do estudo, publicado na revista Current Biology. Para alternar a camuflagem, os dois cefalópodes contam com bolsas distribuídas de pigmento preto, que podem contrair-se como músculos. Quando está escuro e os cefalópodes querem ser transparentes, essas bolsas formam esferas compactas, permitindo que a carne vítrea desses animais apareça. Mas quando surge uma luz, as bolsas se achatam e se esticam umas em direção às outras, camuflando essas criaturas com pigmento.
Foto: The New York Times; Polvo do gênero Japetella: camuflagem sofisticada
Fonte: Último Segundo

Macaco-de-cheiro é conhecido por urinar na cauda

O macaco-de-cheiro é um primata pequeno com um corpo de aproximadamente 30 cm e 40 cm de cauda. O animal habita regiões tropicais da América do Sul e Central. Muitos pensam que este macaco apresenta um bom cheiro, até pelo seu nome, mas é justamente o contrário que acontece. O animal quando urina, acaba encharcando a sua cauda e isto faz o macaco levar este nome. Além desta característica inusitada, o macaco ainda limpa seu próprio pelo, diferentemente da maioria dos primatas que são ajudados por parceiros. Ele usa o dedão do pé para pentear o ombro e o resto do corpo ele penteia com as mãos.Seu corpo tem pelos curtos, espessos e macios, de cor dourada e meio cinzenta, com as patas avermelhadas. Sua característica principal é a mancha preta em volta da boca e a cauda que termina numa ponta preta. Habitante da floresta amazônica, o animal raramente desce no solo, até para não atiçar os seus predadores. No alto, o animal se alimenta basicamente de insetos e frutas (bagas). Obtém a maioria da água nos alimentos e também consegue água em buracos de árvores e poças no solo. Quando há escassez de frutos, o macaco-de-cheiro bebe néctar. O macaco-de-cheiro se reproduz apenas uma vez por ano. O período de gestação da fêmea varia entre 152 e 170 dias e ela dá origem apenas a um macaquinho por vez.
Fonte: Rede Ambiente

Cientistas vão contabilizar tigres no Nepal


Cientistas do Projeto Genoma do Tigre no Nepal (NTGP) vão criar o mapa detalhado do DNA da população de cerca de 150 tigres que habitam as quatro reservas de vida silvestre no sul do país. Os pesquizadores querem fazer a contagem de animais e com isto criar estratégias para a proteção da espécie. De acordo com um biólogo do projeto, Dibesh Karmacharya, as amostras de fezes dos animais serão analisadas para rastrear os movimentos de cada tigre e conhecer detalhes de sua árvore genealógica, dados que devem promover melhores políticas de conservação. Os pesquisadores do NTGP esperam contabilizar o número de tigres que vivem no Parque Nacional de Chitwan, a maior reserva destes animais no país, e detectar com precisão padrões de movimentos dos felinos nos outros três parques nacionais. "O rastro de DNA irá nos ajudar a conhecer o tipo de intervenções necessárias para proteger seu habitat e as estratégias que devemos aplicar na luta contra sua caça ilegal", disse Karmacharya, que trabalha no Centro de Dinâmica Molecular do Nepal. Uma das dificuldades que os ambientalistas enfrentam é a falta de um número exato de tigres, pois os cálculos das autoridades variam ano a ano, o que se deve em parte ao uso de técnicas defeituosas na hora de contabilizá-los. Recentemente, a contagem era feita através de imagens feitas por câmeras colocadas no habitat dos tigres, mas "agora, através da análise de DNA", segundo Karmacharya, os cientistas vão evitar "contar duas vezes o mesmo animal". Os sedimentos coletados permitirão o estudo do DNA graças a análises de uma célula do intestino grosso que o mamífero elimina em suas fezes. "A compilação desses dados genéticos vai ajudar a determinar a 'saúde genética' da população de tigres do Nepal", explicou Karmacharya, que explicou ainda que as espécies em extinção frequentemente enfrentam problemas de endogamia em massa. Com esses dados à mão, os pesquisadores poderão sugerir ao governo que proteja os corredores naturais entre os parques para que os tigres possam acasalar com membros de outras "famílias". Outro grande perigo para a espécie mais ameaçada do mundo é sua caça ilegal, e os dados genéticos também poderão ajudar neste sentido. "Se forem encontradas partes do animal abatido, como pele ou ossos, poderemos comparar o material genético com os da nossa base de dados e averiguar onde o tigre foi morto para combater a caça ilegal com mais eficácia", acrescentou Karmacharya. Como explicou recentemente à Agência Efe o conservacionista Prasanna Yonzon, o Nepal é um dos centros mais importantes de comércio ilegal de animais selvagens, "porque a China é o maior destino de tigres mortos e o Sul da Ásia seu maior fornecedor".
Foto: EFE; Uma das dificuldades que ambientalistas enfrentam é a falta de um número exato sobre a população de tigres no país
Fonte: Último Segundo