domingo, 5 de fevereiro de 2012

Cientistas descobrem espécie de crocodilo pré-histórico


A ilustração publicada no dia 31 de janeiro mostra um animal pré-histórico apelidado de crocodilo-escudo. O nome foi dado porque a cabeça dele é protegida por escamas grossas, que o protegem como um escudo. O 'Aegisuchus witmeri', já extinto, foi descrito em um artigo publicado nesta semana pela revista científica 'PLoS One'. Segundo os pesquisadores, o animal é um antepassado dos crocodilos modernas , e os estudos sobre ele podem dar dicas de como proteger as espécies atuais da extinção
Foto: Henry Tsai/University of Misouri/AFP
Fonte: G1

Proliferação de cobras nos EUA afeta população de mamíferos

Levantamento realizado por pesquisadores americanos afirma que a invasão de cobras píton-birmanesas ('Python molurus bivittatus') no sul da Flórida tem contribuído para o desaparecimento de pequenos mamíferos na região, antes detectados com maior frequência em estudos feitos nas estradas que cortam o Parque Nacional Everglades. Pítons, ou grandes serpentes constritoras que podem chegar a quase 6 metros de comprimento, originalmente mantidas como bichos de estimação, são considerados uma espécie invasora, ou seja, não nativa da região. A pesquisa publicada na revista científica da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, a “PNAS”, analisou uma área de 56,9 mil km de rodovias entre 2003 e 2011 e comparou com dados anteriores a este período. As informações apontaram uma redução de 99,3% na frequência de observação do guaxinim, além de queda no número de visualizações do gambá e do lince-pardo. Os dados revelaram ainda que estas espécies de mamíferos são mais comuns em áreas onde as pítons foram descobertas recentemente, sendo que são mais abundantes fora da faixa onde estão essas cobras, cuja espécie é proveniente da Ásia.
Proliferação: O declínio de mamíferos é menor nas áreas onde os pítons só foram introduzidos recentemente, notaram os cientistas. Não há estatísticas precisas de quantos pítons existem nos pântanos de Everglades, um parque nacional que já é um quarto do seu tamanho original, tanto foi a área secada ao longo dos anos para uso humano. Em 2009, o número de pítons chegou a quase 400, e a falta de predadores naturais destas serpentes tem feito o número se multiplicar. 'Em qualquer população de serpentes, o que se vê é apenas uma fração de quantas elas são', disse Michael Dorcas. 'Em Everglades, os pítons são um predador novo - que não devia existir aí. Já documentamos pítons comendo crocodilos, e crocodilos comendo pítons. Depende de quem for maior no encontro.' Para Dorcas, 'não é descabido assumir que um grande declínio em mamíferos, como esse, seja sempre acompanhado de impactos ambientais'. 'Exatamente quais serão estes impactos, não sabemos. Mas é possível que sejam profundos.'
Efeito na biodiversidade: O artigo científico diz que ainda não é possível saber quais serão os efeitos do declínio de mamíferos sobre o ecossistema, mas trabalha com a hipótese de alterações na cadeia alimentar. Os resultados sugerem que as grandes serpentes, que atuam como predadores, podem exercer pressão na alimentação das populações vertebradas. Recentemente, o governo dos Estados Unidos proibiu a importação de quatro espécies diferentes de cobra, entre elas a píton-da-Birmânia. A lei proíbe formalmente a importação e o transporte entre estados desta espécie, além da píton-do-norte-da-áfrica, da píton-do-sul-da-áfrica e da anaconda-amarela. Segundo o Serviço de Pesca e Vida Selvagem (FWS), a nova norma entra em vigor dentro de dois meses. O FWS disse ainda que os milhões de dólares já gastos pelos EUA no pântano Everglades são “uma quantidade muito menor que a necessária para combater seu desaparecimento”. O país ainda considera enquadrar outras cinco espécies de cobra na proibição.
Foto:Píton-da-birmânia capturada na Flórida em 2005 (Foto: AFP Photo/Robert Sullivan)
Fontes: G1; MSNVERDE

Ave redescoberta em 2003 já se reproduz na Oceania

Uma espécie de pássaro que foi redescoberta em 2003 -- após ser considerado extinto por 150 anos -- já consegue se reproduzir em ilhas próximas a Coromandel, na Nova Zelândia, informa o jornal local “Stuff”. O petrel-das-tempestades-da-Nova-Zelândia (Oceanites maorianus) foi reencontrado por estudiosos britânicos em 2003, na região das ilhas Mercury. Durante experimento realizado nesta última semana, pesquisadores da Universidade de Auckland e do Departamento de Conservação do país verificaram que aves capturadas em uma rede especial deram indícios de que estariam se reproduzindo. Manchas na pele de quatro em cada cinco pássaros observados “sugeririam fortemente” a existência de ovos incubados. Essa descoberta tem implicações importantes na liberação de financiamentos do goveno para preservação da espécie. Uma equipe de investigação vai continuar com a captura de pássaros na região até março, para entender melhor o ciclo de procriação. Apesar dos cientistas estarem animados, o petrel-das-tempestades-da-Nova-Zelândia ainda corre risco de desaparecer da natureza.
Foto: Exemplar do petrel-das-tempestades-da-Nova-Zelândia, considerado extinto há 150 anos e que está em intenso processo de reprodução. (Foto: Reprodução)
Fonte: G1

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Pichiciego: o menor tatu do mundo

O pichiciego-menor (Chlamyphorus truncatus) é a menor espécie de tatu do planeta. A espécie faz parte da família Dasypodidae, que são conhecidos por terem uma concha de armadura óssea. O animal mede cerca de 9 a 15 centímetros de comprimento e um dos únicos mamíferos subterrâneos da América do Sul. Possui uma carapaça, como qualquer tatu, pelagem branca e macia. A cauda possui um tom rosa claro e por isto também é conhecido como Tatu fada rosa e Tatu encantador. Este tatu é um dos mamíferos mais raros do mundo, sendo encontrado no subterrâneo das planícies da Argentina, também conhecidas como “pampas argentinos”. Na superfície, ele é encontrado em pastagens secas, plantas de areia com arbustos e cactos. A pecuária na região é um dos motivos de declínio da espécie que utilmamente tem sido protegida por ambientalistas. Passa quase todo tempo de baixo da terra, alimentando-se de insetos e vermes. Ocasionalmente ele se alimenta de plantas e materiais de raiz. Um excelente cavador, pode se enterrar completamente em questão de segundos, principalmente se sentir ameaçado. Assim como a toupeira marsupial e as toupeiras douradas, o pichiciego é chamado de "nadador de areia" porque usa as garras dianteiras para agitar a areia, permitindo-lhes "nadar" por ela como se fosse água.
Se você quiser saber mais sobre este animal acesse em “Bichos Feios” Tatu Fada Rosa
Fonte: Rede Ambiente

Peixe imita cores e movimento de polvo contra ataques de predadores


Uma filmagem submarina realizada na Indonésia por cientistas mostra pela primeira vez como um peixe da espécie Stalix cf. histrio se associa a um polvo-mímico (Thaumoctopus mimicus) e se camufla com as mesmas cores do molusco contra possíveis ataques de predadores. As imagens, captadas por Godehard Kopp, da Universidade de Gottingen, na Alemanha, mostra que o peixe adotou as características físicas (cores e listras) e também imita o movimento dos tentáculos do polvo. O caso, classificado como “mimetismo oportunista”, seria uma forma do peixe se aventurar por outras regiões do fundo do mar em busca de alimento. Os pesquisadores classificam a espécie Stalix cf. histrio como pequena e tímida, que passa a maior parte de sua vida adulta perto de uma toca de areia, para onde ele recua rapidamente após avistar um predador. Já polvo-mímico, descrito por cientistas em 1998, tem este nome porque ele consegue imitar rapidamente algumas espécies marinhas, mudando sua coloração e adaptando os movimentos. O vídeo foi enviado para análise de pesquisadores da Academia de Ciências da Califórnia, que publicaram suas análises na última edição revista científica “Coral Reefs”. Segundo Luiz Rocha, curador-assistente do setor de ictiologia da Academia de Ciências da Califórnia, a forma de imitação do peixe é um caso único.
Fotos: Imagens mostram peixe da espécie Stalix cf. histrio se associando a polvo para se proteger de ataques de predadores (Foto: Divulgação/Godehard Kopp)
Fonte: G1

Cientistas modificam bicho-da-seda para produzir 'teia de homem-aranha'

Pesquisadores americanos dizem ter criado bichos-da-seda geneticamente modificados para produzir fios muito mais resistentes, como os das teias de aranha. Segundo os cientistas da Universidade de Wyoming, os resultados do experimento podem levar ao desenvolvimento de materiais revolucionários para a medicina e engenharia, já que a seda produzida pelas aranhas é mais resistente que o aço. O estudo publicado na revista científica PNAS deixa a ciência um pouco mais perto de reproduzir os artifícios usados pelo homem-aranha nas histórias em quadrinhos. Tentativas anteriores de criar aranhas para a produção comercial de seda fracassaram porque os aracnídeos não fabricam quantidades suficientes e têm tendências a comer uns aos outros. Bichos-da-seda, no entanto, podem ser criados em cativeiro facilmente e produzem grandes quantidades de seda, mas o material é mais frágil.
'Quantidades industriais': Pesquisadores vêm tentando por anos chegar à produção de uma seda super-resistente em quantidades industriais, por meio da inserção de genes das aranhas nos bichos-da-seda, mas os animais geneticamente modificados não haviam produzido seda suficiente até agora. O estudo da equipe liderada por Don Jarvis estaria gerando, em vastas quantidades, um composto de seda de aranha e de bicho-da-seda tão forte como as teias dos aracnídeos. Para o professor Christopher Holland, da Universidade de Oxford, na Inglaterra, a pesquisa pode tornar mais viável a produção de seda fortalecida em escala comercial. 'Essencialmente, o que esse estudo mostra é que os cientistas foram capazes de usar um componente da seda de aranha e fazer com que bichos-da-seda o transformassem em uma fibra juntamente com sua própria seda. Eles também provaram que esse composto, que contém partes da seda de aranha e do próprio bicho-da-seda, tem propriedades mecânicas melhoradas', explicou Holland. Na área médica, o novo material poderia ser usado para criar suturas, implantes e ligamentos mais fortes. A seda de aranha geneticamente modificada também poderia ser empregada como um substituto mais sustentável para os plásticos duros, que usam muita energia na produção.
Foto: Resultados do experimento podem levar a materiais revolucionários para medicina e engenheira (Foto: BBC)
Fonte: G1

Extinção de elefante fez surgir homem moderno no Oriente Médio

Arqueólogos da Universidade de Tel Aviv acabam de publicar um estudo que sugere que o Homo sapiens surgiu na região chamada de Levante, no Oriente Médio, 400 mil anos atrás, em decorrência do desaparecimento dos elefantes, que constituíam a principal fonte de alimentação para o Homo erectus. Segundo o arqueólogo Ran Barkai, da Universidade de Tel Aviv, foi o desaparecimento dos elefantes da região geográfica do Levante -- onde hoje se encontram Síria, Líbano, Jordânia, Israel e os territórios palestinos -- que levou à evolução do Homo erectus ao Homo sapiens. O Homo sapiens (homem sábio, em latim), tem um cérebro muito mais desenvolvido do que seu antecessor, o Homo erectus (homem ereto). "Quando os elefantes desapareceram, o Homo erectus foi obrigado a buscar outros alimentos e teve que desenvolver uma agilidade mental e instrumentos que não tinha antes", disse Barkai. A equipe do departamento de Arqueologia da Universidade de Tel Aviv tem feito escavações desde 2000 na caverna Qesem, em Israel, perto da cidade de Rosh Haain. Em 2010, a equipe anunciou ter encontrado sinais de que na região da caverna Qesem o Homo sapiens já existia há 400 mil anos. A descoberta pode representar uma mudança na teoria mais amplamente aceita de que o Homo sapiens surgiu 200 mil anos atrás, na África.
'Chave do enigma': "Desde a descoberta, há um ano, fizemos um trabalho de integração de todos os dados e chegamos à conclusão que a nutrição é a chave do enigma", disse Barkai. O arqueólogo afirma que nessa área geográfica os elefantes desapareceram há 400 mil anos, levando o Homo erectus a se desenvolver muito mais rapidamente. Já na África, o mesmo processo se deu 200 mil anos depois. A equipe realizou um trabalho de integração das descobertas -- tanto de instrumentos como de restos de humanos e animais encontrados nas diversas escavações -- e chegou à conclusão de que instrumentos sofisticados, como pequenas facas fabricadas de maneira "sistemática", foram descobertos em camadas nas quais já não havia elefantes. No mesmo local foram encontrados dentes humanos. Barkai explicou que o Homo erectus usava instrumentos maiores e menos sofisticados para caçar e repartir a carne dos elefantes. "O Homo erectus comeu elefantes durante 1 milhão de anos. Instrumentos mais sofisticados e menores são associados ao Homo sapiens", afirmou.
Nutrição: Os pesquisadores desenvolveram um modelo da nutrição do homem, demonstrando a possível relação entre o desaparecimento dos elefantes -- fonte de nutrição mais fácil de caçar e que garantia uma maior quantidade de alimento -- e a evolução de suas capacidades mentais, até que se transformou no Homo sapiens. A equipe também comparou suas descobertas com pesquisas feitas na África e constatou que lá também o Homo sapiens teria surgido só após o desaparecimento dos elefantes, reforçando assim a tese de que a evolução humana tem ligação direta com a necessidade de buscar novas fontes de alimentos que eram menores e mais difíceis de se caçar. Barkai disse à BBC Brasil que desde a publicação do estudo, há três dias, tem recebido ligações do mundo inteiro, de cientistas interessados nas descobertas. "Com esse estudo conseguimos fornecer uma explicação para o aparecimento de resíduos com a idade de 400 mil anos, do Homo sapiens, na caverna de Qesem", afirmou.
Foto: Arqueólogo na caverna Qesem (Foto: Qesem Cave Project/BBC)
Fontes: G1; Último Segundo

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Tubarão-tigre é um dos animais mais ferozes do mundo

O tubarão-tigre é considerado um dos animais mais ofensivos do mundo. Ele pode se alimentar de qualquer coisa. Já foram vistos botas, latas, garrafas plásticas, pedaços de pneus e até placas de carro em seu estômago. Apesar de não fazer mal ao animal, obviamente que esta não é a alimentação preferida do tubarão, que aprecia peixes, tartarugas, lulas, carangueijos e até outros tubarões. Portanto, é um onívoro (se alimenta tanto de vegetais como de animais). O animal é conhecido pelo nome de tubarão-tigre, pois ao nascer possui manchas pretas por todo corpo, mas que à medida em que o tempo vai passando, elas vão sumindo. Apesar de muito agressivo, o animal costuma tolerar mergulhadores e por isto o índice de acidentes com o animal é menor do que com o tubarão-branco. Os seus impressionantes dentes afiados são usados com frequência para arrancar pedaços de presas muito maiores que eles, incluindo carcaças de baleias e de outros animais marinhos. Estes tubarões ainda são famosos pela sua capacidade de comer criaturas resistentes, como as tartarugas. Esta espécie habita regiões tropicais e subtropicais, portanto é visto em águas brasileiras, principalmente no nordeste. Ele pode chegar a até 6 m de comprimento e em sua gestação, dá origem a 80 filhotes, com 80 cm de comprimento.
Fonte: Rede Ambiente

Peixe-médico se alimenta de psoríase do homem


O garra rufa também conhecido como peixe-médico, é conhecido por ser um peixe que se alimenta de células e tecidos mortos, ou seja, ele pode ajudar no tratamento de doenças da pele humana. Na Turquia, foi criada uma piscina ao ar livre com peixes que se alimentam da pele de doentes com psoríase. O peixe consome apenas a pele morta ou afetada pela doença. A psoríase é uma doença inflamatória em que a pele fica com “placas” rosadas que, dependendo do grau da doença, podem ficar maiores.Mesmo que o tratamento não cure totalmente a doença, com a repetição dessas sessões, é perceptível um grande alívio para o doente. Alguns casos de cura completa já foram registrados, mas eles ainda são raros. Segundo pessoas que já receberam esta limpeza nos pés, a técnica é muito mais higiênica do que se fossem utilizadas tesouras e navalhas. O tratamento consiste na imersão, por várias horas, em banhos termais abastecidos com centenas ou milhares de espécies de peixes-médico. Nas águas termais, a temperatura é superior a 30ºC, que é tranquilamente aceita pelo peixe, propiciando a busca por comida, que é facilmente encontrada na pele dos visitantes.
Fonte: Rede Ambiente

Limpeza de material hospitalar ganha regra


Depois de quatro anos de discussão, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou resolução que estabelece regras para limpeza de lençóis, aventais e outras roupas usadas em hospitais e serviços de saúde. Até agora, as unidades não eram obrigadas a seguir nenhum tipo de procedimento específico. Estava em uso apenas um manual de instruções, editado pela própria agência, cujo cumprimento não era obrigatório. "Vigilâncias sanitárias locais podiam autuar as unidades, caso considerassem que a limpeza colocava em risco a saúde do paciente. Mas agora, com regras específicas, isso fica mais fácil", afirmou a gerente de regulação e controle sanitário da Anvisa, Maria Angela da Paz. A resolução também obriga as empresas a terem controle de todas as etapas: o transporte de roupas sujas e limpas e forma de processamento terão de ser documentados. As regras são publicadas pouco mais de três meses depois de tecidos com carimbos de hospitais brasileiros terem sido identificados em bolsos de forros de calças vendidos no Nordeste do País. A norma permite que a higienização das peças possa ser feita tanto por hospital quanto por empresas terceirizadas. Para execução do serviço, porém, a empresa terá de ter licença emitida pela vigilância sanitária local. A gerente da Anvisa afirma não haver registros de surtos de infecção hospitalar associados ao uso de roupas higienizadas de forma inadequada. "O risco de uma contaminação é muito pequeno, mas cuidados têm de ser adotados." Norma. Entre as determinações descritas pela resolução está o uso de lavadoras especiais, com duas portas: uma para entrada de roupa suja e outra, para retirada da roupa limpa. "A regra determina que a área do material usado seja separado fisicamente daquele que já foi higienizado. Algo que até hoje algumas unidades não respeitam", disse Maria Angela. De acordo com ela, há serviços que usam ainda lavadoras domésticas. "Uma prática totalmente inadequada", constata a gerente da Anvisa. Para que a limpeza seja correta, afirma, é preciso garantir uma temperatura específica da água, tempo de trabalho da lavadora e uso de saneantes adequados, completa. A resolução, publicada ontem no Diário Oficial, entra em vigor dentro de 180 dias. Somente depois de passado este prazo unidades que não respeitarem as regras poderão ser multadas. Orientação. A norma torna obrigatória também a capacitação de profissionais que participam do processo de limpeza do material e proíbe a reutilização de roupas descartáveis. Maria Angela afirma que até hoje nenhum hospital foi flagrado reutilizando roupas e lençóis descartáveis. "Foi muito mais uma medida preventiva." A gerente da Anvisa afirma ser comum uma norma permanecer em discussão por um longo período, como ocorreu com essa resolução. "Se não há urgência, há todo um debate a ser realizado", disse. A norma foi colocada em consulta pública em 2009.
Fontes: estadao.com.br; G1

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Sete lugares que ficaram fora das Novas Maravilhas Naturais

No ano passado, o Brasil conseguiu emplacar duas belezas entre as 7 Novas Maravilhas Naturais do mundo: Amazônia e as Cataratas da Foz do Iguaçu. O resultado do concurso foi um grande feito, visto os três anos de competição e as mais de 450 regiões paradisíacas em todo o mundo. Por isso, a lista de "perdedores" também é de tirar o fôlego. Conheça abaixo algumas das belezas naturais que ficaram para trás, mas nem por isso perderam destaque.

1 - Vesuvio, Itália: O monte Vesúvio é um dos únicos vulcões europeus que entrou em erupção nos últimos cem anos. O evento sufocou em cinzas a cidade Pompeia (a nove quilômetros de Nápoles, na Itália) e ocorreu após quase 500 anos de inatividade. Apesar do fato, milhares de pessoas moram na região próxima ao vulcão, que é vigiado por sensores.

2 - Gruta de Jeita, Líbano: A 20 quilômetros ao norte de Beirut, a Gruta de Jeita pe formada por um dos maiores complexos de cavernas do mundo. As galerias cristalinas são compostas por pedras calcárias que, com a erosão, tomam formas catedrais multicores.

3 - Mar Morto, Jordânia: A água extremamente salgada do lago de água alimentado pelo Rio Jordão é característico pela ausência de vida. Assim que as águas do rio o encontram são aprisionadas pela terra entorno e não podem escapar, evaporando e deixando uma rica mistura de sais usada na indústria cosmética local.

4 - Ilhas Galapagos, Oceano Pacífico: As ilhas vulcânicas descobertas por Charles Darwin somam ao todo 18 pontos no Pacífico. Por tamanha biodiversidade, desde 1957, o arquipélago foi declarado Parque Nacional e atualmente é patrimônio natural da UNESCO.

5 - Floresta Negra, Alemanha: Por sua vegetação densa e exuberante, que mal permite a passagem da luz solar, a Floresta Negra serviu de inspiração para a atmosfera sombria do conto de fadas Chapeuzinho Vermelho, dos irmãos Grimm. Localizada no sudoeste da Alemanha, ela possui aproximadamente 145 quilômetros de comprimento e 40 quilômetros de largura.

6 - Kilimanjaro, Tanzânia: Com seus 5,895 metros de altitude o Kilimanjaro é o ponto mais alto da África. Este antigo vulcão tem o topo coberto de neves e ergue-se em meio a uma planície de savana. Atualmente, a "Montanha Branca" está inativa.

7 - Milford, Nova Zelândia: Ao sudoeste das ilhas sul da Nova Zelândia, o complexo de Milford é rodeado por rochas escarpadas com mais de 1.200 metros de altura. Com a erosão sofrida pela ação do vento, as montanhas são um dos principais pontos turísticos naturais do país. Outra característica são as constantes chuvas, que o torna o segundo lugar mais chuvoso do mundo.

Fonte: EcoD

Vírus descoberto na Alemanha causa deformidades em animais


Uma nova doença de caprinos, ovinos e bovinos tem causado deformidades em animais na Alemanha, segundo autoridades de agricultura. O instituto de pesquisa The Friedrich Loeffler Federal Research Institute of Animal Health afirmou que 186 fazendas na Alemanha foram atingidas desde que o vírus Schmallenberg se manifestou, em novembro, em 8 dos 16 Estados do país. Em 172 destas fazendas, ovelhas foram infectadas. O instituto afirmou que Bélgica, Holanda, França e Reino Unido também já registraram casos. A Rússia afirmou que vai suspender as importações dos países afetados em decorrência do surto. O vírus recebeu o nome da primeira cidade alemã onde foi detectado, Schmallenberg, onde atingiu 51 fazendas, principalmente no Estado de North Rhine-Westphalia, relatou o instituto em 26 de janeiro. Acredita-se que mosquitos sejam portadores da doença, que causa febre e diarreia entre os animais adultos e não pode ser transmitida de um animal para outro, segundo especialistas.
Ainda sem cura: No momento, não há vacina para Schmallenberg. No entanto, embriões podem ser prejudicados, levando a nascimentos prematuros ou deformidades que provocam a morte após o nascimento. O problema é semelhante ao causado por outros vírus detectados na Austrália e na América do Sul. O Ministério de Alimentos, Agricultura e Proteção ao Consumidor afirmou hoje que vai estabelecer em março um sistema de informação obrigatória sobre novos casos, depois da aprovação do parlamento. A Autoridade Europeia de Segurança Alimentar afirmou que o vírus não é transmissível aos humanos. As informações são da Dow Jones.
Fonte: G1

Centopeia da Amazônia alimenta-se de vertebrados

A centopeia gigante da Amazônia, vulgarmente chamada de lacraia, é um invertebrado que não possui medo do homem e ainda pode causar sérios danos à ele. Muito encontrada na Amazônia, está espécie move-se com muita agilidade, pois tem pernas longas. Suas pernas traseiras são espinhosas com o objetivo de afastar os predadores. Os membros no primeiro segmento do corpo são modificadas no formato de presas, que expelem veneno, chamadas de maxilípedes. Estas mandíbulas são usadas para caçar seu alimento. Estas presas terminam em uma garra afiada com uma glândula de veneno aberta e são usadas para apreender e matar o animal caçado. No homem, este veneno pode causar até o tétano e por isto se não for tratado, ele pode chegar a morte.Cada segmento do corpo da centopeia tem um par de pernas, a não ser o último segmento que termina com um espinho. Há sempre um número ímpar de pares de pernas variando de 21 a 23 e assim sucessivamente. O tamanho da espécie é bem variável. Costuma ter no mínimo 12 cm, mas algumas já foram vistas com até 50 cm. A estimativa de vida do animal é de 10 anos e normalmente vivem em ambientes úmidos, se alimentando de outros invertebrados como caracóis, vermes e baratas, mas também se alimenta de pequenos vertebrados como lagartos, sapos e ratos.
Para saber mais sobre este animal pesquise em nosso blog. 
Fonte: Rede Ambiente

Pássaros são flagrados tentando roubar comida de cão-da-pradaria


Um cão-da-pradaria foi atacado por estorninhos no zoológico de St. Louis, no Missouri (EUA), que tentaram roubar sua noz. A luta bizarra por comida foi registrada pelo fotógrafo Tad Arensmeier. Apesar dos ataques, o cão-da-pradaria conseguiu manter sua noz.
Foto: Tad Arensmeier/Barcroft Media/Getty Images
Fonte: G1

Pesquisadores buscam novos antibióticos em bactérias no solo


Na esperança de descobrir moléculas com potencial para se tornarem drogas imunossupressoras, anticancerígenas ou antibióticas, pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) têm se dedicado ao estudo de um grupo de micro-organismos existente no solo conhecido como actinobactérias. A pesquisa, intitulada “Explorando a biodiversidade brasileira para a obtenção de produtos naturais ‘não naturais’”, é coordenada por Luciana Gonzaga de Oliveira, professora do Instituto de Química, e tem apoio da FAPESP por meio do Programa Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes. Oliveira explica que as bactérias existentes no solo e os fungos são os maiores produtores de moléculas conhecidas como metabólitos secundários. Ao contrário do que o nome possa sugerir, essas moléculas são essenciais para a sobrevivência dos microrganismos, pois fazem parte dos processos de crescimento, desenvolvimento e reprodução. Além disso, muitos metabólitos secundários apresentam propriedades bioativas, ou seja, podem ser usados no desenvolvimento de fármacos. “A maioria dos metabólitos secundários com potencial terapêutico foi descoberta na era de ouro dos antibióticos - entre 1944 e 1972 - e deu origem a medicamentos que usamos até hoje, como a eritromicina e a rapamicina”, explicou a pesquisadora. Mas as pesquisas diminuiram à medida que se tornou mais difícil encontrar novas moléculas promissoras. Desde então, poucos antibióticos foram desenvolvidos - a grande maioria são variações de fármacos descobertos há mais de 50 anos. As bactérias patogênicas, por outro lado, foram se tornando resistentes a várias classes de drogas existentes. A esperança para reverter esse quadro sombrio veio com o avanço e barateamento das técnicas de mapeamento genético, de acordo com Oliveira. Muitas equipes investiram no sequenciamento total do genoma de várias actinobactérias. Descobriram então a presença de genes associados à produção de metabólitos secundários ainda não conhecidos. “Percebeu-se que o potencial biossintético dessas linhagens é subestimado. Esses microrganismos possuem um verdadeiro maquinário para produzir metabólitos que pode ser explorado. Com a informação do genoma, é possível prever a estrutura desse metabólito e assim estimar o potencial do microrganismo em sintetizar os alvos de interesse”, explicou. A equipe coordenada por Oliveira está particularmente interessada em dois tipos de metabólitos: os policetídeos reduzidos e os peptídeos não ribossomais, que possuem inúmeras atividades farmacológicas. Essas moléculas são sintetizadas por um grupo de proteínas e complexos enzimáticos conhecidos como policetídeo sintase (PKS) e peptídeo não ribossomal sintetase (NRPS). “Equipes de pesquisa ao redor do mundo têm investido em aproximações guiadas pelo genoma para a identificação de novos metabólitos. No Brasil, possuímos uma diversidade riquíssima em termos de fauna, flora e também de microrganismos, mas temos poucos grupos empenhados em desenvolver pesquisas dessa natureza, que poderiam impulsionar a descoberta de novas drogas”, afirmou Oliveira.
Sequenciamento: Em vez de sequenciar todo o genoma das actinobactérias estudadas - o que atualmente é inviável por causa do custo - o grupo da Unicamp está mapeando os fragmentos genéticos responsáveis pela produção das enzimas PKSs e NRPSs. Dessa forma, é possível estimar o potencial biossinético de diversas linhagens de actinobactérias, entre elas a Streptomyces.Inicialmente, os pesquisadores investigaram 15 linhagens de bactérias. Depois, o número foi expandido para 80. Com o objetivo de concentrar esforços nos organismos mais promissores, aplicaram outros testes que ajudam a identificar a presença de PKSs e NRPSs. Desse modo, conseguiram escolher duas linhagens para estudo mais aprofundado. “Os estudos envolvem a identificação dos metabólitos produzidos em condições de cultivo em laboratório e também daqueles que não são produzidos, muitas vezes porque o sistema de expressão gênica não está sendo ativado nessas condições”, contou Oliveira. A pesquisadora ressalta que todo o trabalho seria facilitado e as previsões seriam feitas com mais agilidade se houvesse possibilidade de se fazer o sequenciamento total do genoma dos microrganismos. “Queremos, em um futuro próximo, sequenciar essas duas linhagens completamente. Essas informações trariam resultados de maior impacto e permitiriam um progresso notável nessa área de pesquisa, tornando o país competitivo internacionalmente”, disse. Oliveira conta que o custo estimado do mapeamento completo do genoma de um microrganismo está em torno de R$ 30 mil. “Estamos tentando nos reunir com outros grupos que também tenham interesse nessa área para investir no sequenciamento de vários microrganismos da nossa biodiversidade”, disse. O projeto envolveu, até o momento, a participação de um aluno de mestrado e seis alunos de iniciação científica. Resultados parciais foram apresentados em congressos nacionais e internacionais, entre eles o da Sociedade Brasileira de Química e o Simpósio Ibero-americano de Química Orgânica.
Fonte: estadao.com.br

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

8 Espécies de Ursos do Planeta


1 - Urso-polar: Seu nome científico é Ursus maritimus. Atualmente é considerado um dos maiores carnívoros terrestres do mundo e pode ser encontrado na região do Ártico. Foto: Steven Amstrup


2 – Panda: É nativo da República Popular da China. Por sua aparência lembrar um urso de pelúcia, ele é visto como um dos animais mais queridos da humanidade.


3 – Urso-de-óculos: É a única espécie característica da América do Sul. Os machos podem chegar a pesar cerca de 120 kg.


4 – Urso-negro-americano: Pode ser encontrado desde o Alasca até o norte do México. É bastante habilidoso para subir em árvores e montanhas. Foto: Mike Bender


5 – Urso-pardo: Podem ser encontrados em diversas partes do mundo. Sua pelagem varia do branco ao castanho-escuro, passando pelo dourado. Foto: Hollingworth, John e Karen


6 – Urso-beiçudo: De nome científico Melursus ursinus, seu corpo peludo possui um “V” no peito característico da espécie. É encontrado nas florestas da Índia, Nepal, Bangladesh e Sri Lanka. Foto: Petra Karstedt


7 – Urso-malaio: Habita regiões do sudeste asiático. É considerado o menor entre todos os outros.


8 – Urso-negro-asiático: Sua distribuição abrange praticamente todo o continente asiático. É visto como um animal de médio porte. Foto: Flominator








Fonte: Rede Ambiente

Beyoncé dá nome a espécie de mosca rara australiana

Uma mosca rara australiana foi batizada em homenagem à diva do pop Beyoncé Knowles pela semelhança do tom dourado do inseto com a roupa usada pela cantora no videoclipe 'Bootylicious' – ainda com o grupo Destiny's Child –, informaram fontes científicas dia 13 de janeiro. A cor brilhante faz com que a Scaptia (Plinthina) beyoncea se torne "a diva das moscas de todos os tempos", disse Bryan Lessard, entomologista da Organização para a Pesquisa Industrial e Científica da Austrália (CSIRO). O cientista também explicou que batizar a mosca dessa forma dá a oportunidade de demonstrar "o lado divertido da taxonomia", segundo um comunicado da CSIRO. A mosca foi encontrada em uma área no oeste de Cairns, no nordeste australiano, em 1981, ano em que Beyoncé nasceu. A maioria das moscas do gênero Scaptia foi descrita anteriormente, mas cinco novas do subgrupo Plinthina, à qual pertence a beyonceae, haviam sido guardadas em coleções australianas desde a década de 1970. A organização da pesquisa indicou que vem tentando contato com Beyoncé para que a cantora tenha conhecimento da homenagem, mas ainda não recebeu resposta. Não é a primeira vez que um inseto é batizado em referência a um artista. O cantor canadense Neil Young e a banda Ramones, entre outros, tiveram essa honra, lembrou a emissora local ABC.
Foto: Mosca Scaptia beyoncea é homenagem à cantora americana Beyoncé (Foto: Reuters/CSIRO/Bryan Lessard)
Fontes: G1; estadao.com.br

Javali-africano vira o jogo e persegue guepardo

Um javali-africano passou de presa a caçador em apenas alguns instantes na reserva de Tshukudu, na África do Sul. O animal não havia percebido que estava sendo seguido por um guepardo faminto.O felino decidiu atacar e conseguiu chegar bem perto do javali, mas ele decidiu virar o jogo e começou a perseguir o guepardo.Parecendo um pouco confuso, o guepardo fugiu. As imagens foram capturadas pelo fotógrado Stu Porter, de 36 anos. "O guepardo seguiu cuidadosamente a fêmea de javali-africano após vê-la à distância e começou a caça em uma velocidade incrível", disse ele. "Ele chegou tão rápido ao javali que parecia estar prestes a comê-lo, mas em alguns segundos o javali se virou e confrontou o guepardo, que parecia um pouco chocado." "Depois de um movimento agressivo em direção ao guepardo, o javali deu seu tradicional, mas raro, grito." "Esse javali foi um adversário formidável e colocou o guepardo para correr, quase alcançando o felino com suas presas afiadas." "No fim, o guepardo fugiu e o javali-africano foi na direção oposta, satisfeito com o fato de ter assustado um guepardo." Um javali-africano passou de presa a caçador em apenas alguns instantes na reserva de Tshukudu, na África do Sul -
Foto: Caters
Fonte: Último Segundo

Falcão é flagrado em ninho com coelhinho no bico

Um falcão foi flagrado com um coelhinho no bico em seu ninho construído no parapeito de uma janela do museu de ciências da cidade da Filadélfia, no estado da Pensilvânia (EUA). O ninho tem sido vigiado por uma webcam.

Foto 1: Falcão segura coelhinho com o bico em seu ninho na Filadélfia. (Foto: Matt Rourke/AP)

Foto 2: Filhotes do casal de falcões. (Foto: Matt Rourke/AP)





Fonte: G1

Fóssil de dinossauro gaúcho com 228 milhões de anos é encontrado

Corredor, bípede, carnívoro e extremamente antigo. Palavras possíveis para explicar o animal que virou um fóssil descoberto pelo pesquisador brasileiro Sergio Furtado Cabreira, em 2004. Descrito recentemente em uma revista científica alemã, o bicho só não deixa dúvidas quanto a sua "nacionalidade": ele era gaúcho, já que perambulava pela região onde atualmente fica a cidade de Agudo, no centro do Rio Grande do Sul, há longínquos 228 milhões de anos. Expostos publicamente pela primeira vez em 2006, os restos do dinossauro foram tombados pelo Museu de Ciências Naturais da universidade gaúcha. Agora, o registro científico e a descrição do animal estão disponíveis em um estudo divulgado em 15 de novembro na revista especializada alemã "Naturwissenchaften" (ciências naturais). O nome do dinossauro dá pistas sobre o local onde habitava: Pampadromaeus barberenai. A primeira parte significa "corredor dos pampas". A segunda é uma homenagem ao paleontólogo Mário Costa Barberena. Em entrevista o descobridor conta que o fóssil corresponde a ossos de apenas um único indivíduo. "Parece um dinossauro que morreu há apenas meses", vibra Cabreira. "Nós temos praticamente todo o crânio, vértebras, ossos dos membros." Os restos mortais do P. barberenai podem ser um dos mais conservados do mundo. "Os ossos não sofreram alterações de volume, comuns durante fossilizações", diz o paleontólogo da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), em Canoas, no Rio Grande do Sul.
Ora carne, ora vegetal: Com apenas 50 centímetros de altura e 1,2 m de comprimento, o dinossauro pesaria cerca de 15 quilos, segundo os especialistas. Ao ser descrito na publicação científica europeia, P. barberenai foi classificado como um parente próximo de um grupo de animais herbívoros e muito mais altos conhecidos como saurópodes. Já extintos, esse grupo de animais era abundante há cerca de 150 milhões de anos. Mas a análise cuidadosa dos dentes desse animal revelaram que ele possivelmente comia pequenos animais, insetos e, ocasionalmente, algum tipo de planta. Por esse tipo de alimentação, o P. barberenai é considerado um onívoro - aquele que se alimenta tanto de animais como de vegetais. Para conhecer a idade do fóssil, o pesquisador se baseou em outros fósseis encontrados no mesmo solo e que são usados como guias. As datações "absolutas" desses fósseis guias foram feitas na Argentina, com exames que utilizam radiosótopos e apresentam margem de erro de apenas 3%. Os estudos também permitem dizer que o P. barberenai se erguia em duas pernas e corria bastante, assim como o seu nome indica.
Ancestral: Com muita cautela, o paleontólogo sugere que a importância da descoberta. "Esse fóssil apresenta muitos sinais que poderiam indicar um hipotético ancestral comum de todos os dinossauros", diz. Apesar das reservas, a aposta de Carneiro tem uma explicação: algumas das características do P. barberenai são típicas de um grupo de animais que também corriam em duas pernas e eram carnívoros: os terópodos, que tem como mais famoso deles o Tyrannosaurus rex. Como esses predadores viveram há "apenas" 75 milhões de anos, o dinossauro dos "pampas" poderia ser um ancestral em comum entre terópodos e saurópodes.
Penas ou escamas?: As características do pequeno dinossauro gaúcho levou os cientistas a crer que o animal possuía a pele coberta por penas. "Um animal com pouca massa, pequeno e ativo como esse tende a perder muito calor. Seria impossível ele sobreviver neste clima sem ter uma cobertura para isolá-lo", explica o paleontólogo. Cabreira ainda explica como aves e dinossauros são parentes próximos na natureza. "Penas não passam de escamas modificadas", afirma Cabreira, lembrando também da força nos músculos e na eficiência metabólica que os pássaros possuem para poder voar por vários quilômetros. "Esse padrão pode estar muito próximo daquele que existiria em dinossauros." Ainda que as afirmações sobre os hábitos do animal possam ser contestadas, Cabreira estimula a discussão. "Até o Instituto Smithsmonian já fez uma resenha sobre o trabalho", diz. "O mais interessante talvez nem seja a descoberta, mas as perguntas que ele levanta sobre a vida de fósseis descobertos antes." Para o pesquisador, caso o P. barberenai seja reconhecido como um verdadeiro elo entre terópodos e saurópodes, será interessante descobrir como esses dois grupos se desenvolveram de forma tão distinta. "Seria preciso pesquisar como esses caracteres ligados a movimentação e alimentação foram evoluindo nestas famílias", diz Cabreira.

Foto 1: O 'Pampadromaeus barberenai' é reproduzido acima, com 1,2 m de altura. As penas serviriam como proteção térmica ao animal, que talvez não sobrevivesse sem a cobertura. (Foto: Gabriel de Mello / Ulbra / Divulgação)

Foto 2: Fóssil encontrado em Agudo, no Rio Grande do Sul, teria 228 milhões de anos, já que foi encontrado em um solo com fósseis-guia que apontam para essa datação. (Foto: Gabriel de Mello / Ulbra / Divulgação)

Foto 3: O pequeno dinossauro gaúcho de 228 milhões de anos atrás sobreviveria comendo animais menores, insetos e, ocasionalmente, plantas. (Foto: Gabriel de Mello / Ulbra / Divulgação)




Fonte: G1