domingo, 26 de fevereiro de 2012

Dingo: um cão selvagem carniceiro

O dingo é o único grande mamífero carnívoro encontrado na Oceania. Apesar disto não é considerado um cão nativo da Austrália. Estima-se que ele chegou ao continente a aproximadamente 4 mil anos. Nesta época, os europeus perceberam que muitas famílias utilizavam cães domésticos para ajudarem na caça de alimentos. Muitos acreditam que o dingo era um cão semidomesticado que ao chegar na Austrália, voltou a vida selvagem e acabou dizimando várias espécies menores de marsupiais, ovelhas e o tigre-da tasmânia. Em uma comparação dos dingos com os cães comuns, eles possuem um focinho maior, são mais carniceiros e possuem os caninos mais afiados. Além destas características, a morfologia do crânio do dingo é muito diferente da dos cães domésticos. Ele somente se reproduz uma vez por ano, pois a fêmea normalmente entre no cio uma vez ao ano. O dingo pode viver de 5 a 10 anos, possuem de 50 cm a 60 cm de altura e de 1,17 m a 1,54 m de comprimento. Seu peso varia entre 13 kg e 20 kg. Ele normalmente vive solitariamente ou apenas com a família. Sua coloração varia entre castanho, branco e preto.
Fonte: Rede Ambiente

Espécie de baleia-bicuda é filmada viva pela primeira vez


Uma rara baleia-bicuda-de-Sheperd foi filmada viva pela primeira vez em Portland, na Austrália. A espécie, bastante reclusa, tem as cores preta e creme e bico parecido com o do golfinho. Até 12 animais foram encontrados por pesquisadores da Divisão Australiana da Antártida no mês passado.
Foto: Reuters / Mike Double / Australian Antarctic Division / Handou
Fonte: G1

Macaca faz aborto quando novo macho domina o grupo

As fêmeas dos macacos gelada (Theropithecus gelada) interrompem a gravidez quando um novo macho assume o comando do grupo, de acordo com estudo publicado no dia 23 de fevereiro na revista "Science". Dados da pesquisa mostram que 80% das gestações são encerradas nas semanas seguintes à substituição do macho dominante. O motivo do aborto é evitar o gasto de energia para dar à luz a um filhote que está "condenado", já que os machos dominantes costumam matar as crias dos rivais, fenômeno conhecido com infanticídio. Além disso, a interrupção da gravidez ajuda a fêmea a engravidar mais rápido do novo líder do grupo. O aborto autoinduzido já havia sido observado em roedores mantidos em cativeiro. Esta é a primeira vez que o fenômeno é verificado entre animais selvagens. Segundo os pesquisadores, o estudo sustenta a hipótese de que o aborto pode ser uma estratégia adaptativa das fêmeas. A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, em um parque da Etiópia. Para chegar aos resultados, eles fizeram análises hormonais das fêmeas antes e depois da chegada de um novo macho dominante.

Foto 1: Fêmeas abortam após a chegada de um novo macho dominante, o que evita infanticídio e aumenta chances de engravidar mais rápido do novo líder (Foto: Divulgação / Science / AAAS / Clay Wilton)

Foto 2: Até 80% das gestações são interrompidas após domínio de novo macho. (Foto: Divulgação / Shayna Liberman)




Fontes: G1; Último Segundo

Escassez hídrica ameaça animais selvagens na África

A escassez de água que atinge historicamente Burkina Faso vem se agravando e já causa transtornos a fauna local. A população está alerta sobre as consequências da ausência do recurso natural para os animais, após vislumbrar um par de búfalos circulando agressivamente pela entrada de uma aldeia no leste do país. Em algumas regiões, como Bogandé, começou haver conflitos entre humanos e animais. Um agricultor foi ferido por um búfalo no local. De acordo com o diretor de Natureza e Caça em Burkina Faso, Urbain Bélemsobgo, os mamíferos grandes serão mais afetados pela escassez hídrica, uma vez que estes animais dependem muito de fornecimentos adequados. Segundo o coordenador da parte do Parque Regional W., Pierre Kafando, as fontes hídricas permanentes são encontradas normalmente em um raio de dez quilômetros. No entanto, atualmente está difícil encontrar poços de água em áreas de até 50 quilômetros.
Migração: A escassez de chuvas tem impacto desastroso na natureza: muitas espécies, como macacos e alguns antílopes, estão morrendo em quantidades preocupantes. O coordenador alerta que nesta temporada o parque recebeu entre 600 e 650 milímetros de água, enquanto o comum era que o número chegasse a 950 mm. A ausência de fontes de água levam os animais a migrarem para regiões fora do território habitual, causando conflitos com outras espécies. Alguns animais, na tentativa de encontrar o recurso, cavam os poços secos e acabam ficando presos no local. Além disso, já há registros de que agricultores locais tenham perdidos burros e grãos devorados pelos animais selvagens. O Parque, declarado Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), abriga entre 2,5 mil e três mil elefantes, 15 mil búfalos e grandes quantidades de antílopes e grandes felinos.
Poços: No final do ano passado, para aliviar a escassez de água, o governo gastou US$ 180 mil na criação de pontos hídricos artificiais, com bombas alimentadas a energia solar. Alguns dos operadores de caça autorizados criaram poços semelhantes. O Banco Mundial entregou um plano de emergência de US$ 700 mil para perfurar 30 novos poços e reabilitar outros, além de alugar caminhões-tanque para voltar a encher os tanques existentes. Nos próximos cinco anos, um programa de US$ 22,4 milhões pretende estabelecer pontos hídricos, harmonizar o manejo e incentivar o turismo no parque. Segundo o governo local, boa parte da população pode sofrer escassez de alimentos este ano. Mais de 80% da população do país depende da agricultura de subsistência, extremamente vulnerável à escassez de chuvas.
Foto: Os grandes mamíferos são os que mais dependem de fornecimento de água/Foto: Cifor
Fonte: EcoD

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Insetos Perigosos

Venenosas, vetores de doenças ou pragas: conheça algumas das principais espécies que ameaçam o bem estar do ser humano. Apesar do número de espécies de insetos catalogadas pelos cientistas ultrapassar um milhão, é possível selecionar alguns dos insetos mais perigosos para os seres humanos. Venenosos, transmissores de doenças ou terríveis pragas agrícolas, reunimos algumas das espécies que tiram o sono de muitas pessoas.

Foto 1: Ades aegypti - O mosquito pode transmitir a dengue e a febre amarela.

Foto 2: Anopheles darlingi - O mosquito é o principal transmissor da malária

Foto 3: Triatoma infestans - A maioria dos portadores da doença de Chagas foi picada por um desses insetos, chamados popularmente de 'barbeiros'. O protozoário Tripanosoma cruzi, presente nas fezes dessas insetos, entra no sangue das pessoas pelas feridas abertas pelos barbeiros.

Foto 4: Lonomia obliqua - Esta taturana tem o corpo coberto por pelos semelhantes a espinhos que soltam um veneno poderoso. A substância inibe a coagulação do sangue das vítimas e causa hemorragias que podem levar à morte.

Foto 5: Vespa-mandarina - Das 500 espécies de vespa existentes no mundo, cerca de 300 têm veneno. A mandarina atinge quase cinco centímetros e voa a 36 km/h.

Foto 6: Apis mellifera - As abelhas, apesar de serem inofensivas individualmente, podem causar a morte dos seres humanos se atacarem em bando. O excesso de veneno pode causar insuficiência renal e anemia aguda.

Foto 7: Bemisia tabaci - A mosca-branca se reproduz em muitas espécies vegetais diferentes, entre elas o tomate e o algodão. O inseto é uma ameaça à agricultura em regiões tropicais e temperadas de todos os continentes.

Foto 8: Schistocerca gregaria - Uma nuvem de gafanhotos pode ter até 50 milhões de indivíduos que podem consumir cerca de 80 toneladas de folhas em 24 horas.

Foto 9: Saúva - A saúva tem grande potencial destrutivo, principalmente em áreas reflorestadas com eucaliptos e pinheiros.




Fonte: MSNVERDE

Urso-pardo atravessa 'paredão' de neve após hibernação na Finlândia

Imagem registrada no último dia 23 mostra um espécime de urso-pardo (Ursus arctos) acordando após um longo período de hibernação no zoológico de Ranua, na Finlândia. Conhecido como Palle-Jooseppi, o urso macho foi visto atravessando uma parede de neve, deu uma volta rápida pela área onde vive, mas depois voltou para a toca, possivelmente para um novo cochilo. Esses animais comem durante todo o verão para ganhar peso e enfrentar a temporada de frio rígido no Hemisfério Norte, que normalmente se inicia em outubro. O período de hibernação dos exemplares de urso-marrom normalmente inicia entre outubro e novembro e termina entre março e abril. Com sono leve, ele pode acordar a qualquer momento durante este tempo caso algo externo ocorra.

Foto 1: Urso-pardo acorda da hibernação em zoológico da Finlândia (Foto: Lehtikuva/Kaisa Siren/Reuters)

Foto 2: Esses mamíferos hibernam durante o inverno no Hemisfério Norte, após passarem por um verão de muita alimentação. (Foto: Lehtikuva/Kaisa Siren/Reuters)








Fonte: G1

Mais de 12% das espécies tropicais no Pacífico estão ameaçadas

Mais de 12% das espécies marinhas, animais ou vegetais, da região tropical leste do Pacífico estão ameaçadas de extinção devido à pesca predatória, à destruição de seu habitat e ao impacto do El Niño, segundo um estudo da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza). Este estudo, o primeiro do tipo conduzido pela IUCN no Golfo da Califórnia, na costa do Panamá e da Costa Rica, além das cinco ilhas e arquipélagos, engloba toda a fauna e flora - peixes, mamíferos marinhos, tartarugas marinhas, aves marinhas, corais, manguezais e algas. As zonas de maior risco são a entrada do Golfo da Califórnia a as costas do Panamá e da Costa Rica. "Identificar espécies ameaçadas e as causas desta ameaça pode ajudar a definir as prioridades de conservação marinha na região", afirmou Beth Polidoro, autora principal do estudo, enquanto Scott Henderson, coautor, acredita que "salvar espécies ameaçadas é a coisa mais importante que podemos fazer para proteger a saúde do oceano, necessária para o bem-estar de milhões de pessoas". A IUCN considera, ao final do estudo, que a criação de uma zona protegida em torno do atol de Clipperton deverá ser uma prioridade, assim como uma legislação para limitar a destruição de manguezais ao longo da costa do Panamá e da Costa Rica. Nos últimos anos, pelo menos 20 espécies marinhas desapareceram no mundo, além de outros 133 grupos locais de espécies marinhas. Dessa forma desapareceu o peixe damselfish das Ilhas Galápagos durante a passagem do El Niño em 1982-83. Outrora abundante nas águas do sul da Califórnia e do Golfo da Califórnia, o peixe Totoaba e o bagre gigante são considerados "criticamente ameaçados" devido à pesca predatória.
Foto: Getty Images; Estudo discute necessidade de criação de áreas protegidas, como Parque Nacional Manuel Antonio, na Costa Rica
Fonte: Último Segundo

Encontrado o que pode ser menor camaleão do mundo

Um dos menores camaleões do mundo foi descoberto por pesquisadores em uma ilhota de calcário em Madagascar. O minúsculo camaleão Brookesia micra tem comprimento máximo de 29 milímetros. Cientistas alemães também descobriram três novas espécies no norte da ilha. Os pesquisadores temem que os animais corram risco de extinção, caso haja alteração no seu habitat. A descoberta foi publicada pela revista científica 'PLoS ONE'.
Busca noturna: A equipe do cientista Frank Glaw, do Zoologische Staatssammlung, de Munique, é especializada em camaleões pequenos, já tendo descoberto outras espécies semelhantes no passado. Os animais foram encontrados à noite durante a estação das chuvas de Madagascar. Os cientistas tiveram que vasculhar o chão com ajuda de lanternas. 'Eles vivem entre as folhas durante o dia, mas à noite saem e você consegue achá-los', diz Glaw. A menor das espécies foi encontrada em uma ilhota remota de calcário. Os pesquisadores acreditam que pode ser um caso de nanismo insular, um fenômeno no qual espécies diminuem de tamanho com o tempo para se adaptar a um habitat menor. 'É possível que a grande ilha de Madagascar tenha produzido uma espécie geral de camaleões minúsculos, e que uma ilhota pequena tenha produzido a espécie menor', disse Glaw. Uma análise genética comprovou que os camaleões são na verdade parte de quatro espécies distintas. 'Isso indica que eles se separaram há milhões de anos, antes mesmo do que várias outras espécies de camaleão', disse Miguel Vences, da universidade alemã de Braunschweig, que participou da equipe. Cada espécie nova está restrita a um território muito pequeno. O menor dos territórios tem apenas meio quilômetro quadrado. 'Em Madagascar, muitas espécies estão restritas a pequenos habitats, e isso faz com que seja importante conservá-los', diz Glaw.
Outra espécie minúscula - o B. tristis, que significa 'triste' -- foi achado em uma parte isolada de uma floresta, próximo a uma cidade. O nome foi escolhido pelos cientistas para alertar para o perigo de extinção das espécies, que são muito frágeis.

Foto 1: Camaleão encontrado em Madagascar pode ser o menor do mundo (Foto: Frank Glaw/PlosONE/Creative Commons/BBC)

Foto 2: Camaleão minúsculo vivia em ilha de calcário (Foto: Frank Glaw/PlosONE/Creative Commons)





Fontes: G1; Último Segundo;estadao.com.br

Cientistas mantêm vivas larvas de moscas congeladas

Cientistas conseguiram congelar larvas da mosca da fruta, com temperaturas abaixo de zero, e fazer com que elas continuassem vivas e capazes de voltar à temperatura normal. A pesquisa da Academia de Ciências da República Tcheca foi publicada no dia 13 de fevereiro pela revista científica “Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)”. É um dos passos iniciais na direção da criogenia – a conservação da vida pelo congelamento, comum na ficção científica. “É um passo bem pequeno, mas bem importante”, disse Vladimir Kostal, autor da pesquisa. Ele deixou claro que a aplicação da tecnologia em mamíferos está muito distante. As larvas foram expostas a uma temperatura de cinco graus negativos, e metade da água em seus corpos virou gelo. Elas sobreviveram porque receberam dos cientistas uma dieta rica em prolina – um aminoácido comum nos seres vivos, que já tinha se mostrado útil contra o frio em uma pesquisa anterior. Estudando moscas nativas de regiões árticas, a equipe de Kostal havia descoberto que as larvas dessa espécie têm um grande estoque da substância. O entomologista não sabe explicar ao certo, no entanto, por que a prolina protege os insetos do frio. A mosca da fruta é nativa da África e não sobreviveria ao inverno europeu na natureza – ela se adaptou ao continente porque se abriga em ambientes feitos pelo homem. Por isso, o sucesso da experiência de congelamento foi visto pelo próprio Kostal como uma “surpresa”. Nesse estudo, o acúmulo da prolina foi feito só pela alimentação, o que os pesquisadores consideram tecnologicamente simples, já que não envolve intervenções nas células nem engenharia genética, por exemplo. Também por causa da alimentação, Kostal não trabalhou com moscas adultas nesse estudo. “É difícil fazer a experiência com adultos porque eles se alimentam bem menos. Como as larvas estão em fase de crescimento, absorvem mais as substâncias que damos”, explicou.
Foto: Imagens mostram congelamento gradual das larvas da mosca da fruta, de -1ºC até -4ºC
(Foto: Divulgação)
Fonte: G1

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

As 10 cidades mais poluídas do mundo (SEM COMENTÁRIOS)


Foto 1: Porto Príncipe - Haiti

Foto 2: Daka - Bangladesh

Foto 3: Baku - Azerbaijão

Foto 4: Kolkata - Índia

Foto 5: Antananarivo - Madagascar

Foto 6: Cidade do México – México

Foto 7: Mumbai - Índia

Foto 8: Bagdá - Iraque

Foto 9: Nova Déli - Índia

Foto 10: Lagos - Nigéria





Fonte: MSNVERDE

Colômbia cria 'ratos farejadores' para detectar minas e explosivos

A Colômbia está investindo na criação de "ratos farejadores", cuja tarefa é detectar minas terrestres e outros dispositivos explosivos. Trata-se de mais uma estratégia por parte do país para tentar reverter o aumento do número de vítimas de minas antipessoais. Minas terrestres são uma das armas dos guerillheiros do grupo Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farcs) em seu combate ao Exército colombiano. Os ratos passam por um extenso treinamento que envolve até o convívio forçado com alguns de seus predadores naturais, como os gatos.
Foto: Ratos passam por treinamento que envolve inclusive o convívio forçado com predadores naturais, como os gatos. (Foto: BBC)
Fontes: G1; estadao.com.br

Siri-azul é um dos animais que mais produzem ovos

O siri-azul é um dos maiores siris que habitam as regiões costeiras do Brasil. É conhecido por ser um dos animais que mais produz ovos em uma desova. São mais de 2 milhões, o que resulta em uma média de 5 mil ovos por dia, sendo que ocorre apenas uma desova por ano. O crustáceo pode chegar a até 15 cm de envergadura e habita praias lodosas tanto rasas como profundas. Ele possui 5 pares de patas, sendo que o último par é modificado para uma função parecida com a de um remo, para uma melhor locomoção do animal.A fêmea é maior que o macho. O abdômen dela é mais largo e arredondado. Isto ocorre porque ela necessita carregar os ovos com seus apêndices. As pinças podem ser usadas com muita rapidez e podem causar pequenos ferimentos na presa. Durante o período reprodutivo as fêmeas saem do ambiente lodoso e retornam ao mar para a eclosão dos ovos. Depois a larva retorna para uma área lodosa, buscando proteção e uma menor salinidade. Geralmente o siri alimenta-se de crustáceos pequenos, moluscos e uma infinidade de outras espécies, geralmente mortas ou em estágio de decomposição.
Fonte: Rede Ambiente

Agricultura usa 92% da água doce do planeta


Pesquisadores afirmam que a agricultura, nos moldes de hoje, consome 92% da água no planeta, o que transforma a produção de alimentos e outros produtos em algo insustentável. O alerta foi dado pelo holandês Arjen Y. Hoekstra, criador da pegada hídrica - , indicador que mede o uso direto e indireto da água doce para se obter um produto alimentício ou qualquer outro bem consumível. De acordo com o estudo de Hoekstra, publicado no periódico científico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), uma pessoa consome, em média, 4.000 litros, de água por dia, incluindo toda a água necessária para a produção de alimentos e bens de consumo. No entanto, de acordo com estudo publicado esta semana, o consumo varia muito de país para país. Entre as disparidades está no fato de um americano consumir mais do que o dobro da média global, enquanto que habitantes da China e Índia consomem pouco mais de 1000 litros. A pegada de água do consumidor médio é determinada principalmente pelo consumo de cereais (27%), carne (22%) e produtos lácteos (7%). O Brasil é o quarto maior consumidor de água – o brasileiro consome em média 3.780 litros de água por dia -, e também o quarto exportador de bens que mais necessitam de água. A "pegada Hídrica da humanidade" mostra ainda que há a importação e exportação virtual da água. Um consumidor holandês, por exemplo, ao comprar uma camisa feita com algodão e produzida fora da Holanda, usa a água do país de produção. Os pesquisadores também esperam ver uma mudança drástica no consumo na China, que depende cada vez mais de terras agrícolas, por exemplo, da África. Isto levará a importação muito maior de água. De a cordo com o estudo, estes são todos os indicadores claros de que a escassez de água não é um problema local, mas deve ser visto de uma perspectiva global.
Foto: Getty Images; Irrigação: 92% da água doce no mundo é usada na agricultura
Fonte: Último Segundo

Descoberto fungo amazônico que degrada plástico mesmo sem oxigênio

Pesquisadores americanos descobriram um fungo na Amazônia equatoriana capaz de degradar poliuretano, um tipo de polímero muito usado para a confecção de espumas, adesivos e tintas. O trabalho, publicado na Applied and Environmental Microbiology, pode levar a estratégias inovadoras para reduzir o impacto ambiental dos plásticos. Ambientalistas argumentam que os plásticos demoram muito para se decompor na natureza. O polietileno, por exemplo, leva cerca de 50 anos. O PET, usado na produção de garrafas plásticas, permanece até 200 anos no ambiente. Cientistas explicam que fungos e bactérias ainda não desenvolveram o arsenal de enzimas necessário para degradar as longas cadeias sintéticas de carbono, hidrogênio e outros elementos que constituem os plásticos. Daí a necessidade de pesquisas e ações para remediar o problema. Um acordo, ainda em fase de implementação, do governo paulista e da Associação Paulista de Supermercados (Apas), pretende banir a distribuição de sacolas plásticas nos supermercados do Estado, um gesto para evitar que 2,4 milhões de unidades - cada uma leva, no mínimo, 40 anos para se decompor - sejam lançadas no ambiente todos os meses. A descoberta de organismos que já são aptos para degradar o plástico nos aterros ajudaria a encurtar os tempos de decomposição e a diminuir consideravelmente o dano ambiental. Duas cepas de Pestalotiopsis microspora, descobertas pelos americanos - em sua maioria, estudantes de graduação da Universidade Yale -, mostraram um enorme potencial na degradação de poliuretano. O estudante Jonathan Russell identificou a enzima secretada pelo fungo responsável pelo enfraquecimento das ligações químicas do polímero.
Oxigênio: A pesquisa trouxe consigo uma descoberta inusitada: a enzima funciona tanto na presença como na ausência de oxigênio, algo inesperado para os cientistas. Desta forma, o fungo poderia funcionar também nos aterros sanitários, onde uma grossa camada de dejetos e terra costuma cobrir os plásticos descartados, diminuindo a oxigenação e, desta forma, dificultando sua decomposição. A pesquisadora Sandra Mara Franchetti, da Unesp de Rio Claro, também realiza testes com fungos de diferentes espécies para comparar seu potencial para biodegradar plástico. Ela realiza misturas de diferentes tipos de plásticos - as chamadas blendas poliméricas -, especialmente de plásticos sintéticos com plásticos biodegradáveis. “Depois, fazemos testes para verificar as propriedades mecânicas do material e seu potencial de biodegradação”, explica Sandra. “Nossa hipótese é que o polímero biodegradável pode servir como porta de entrada para os organismos que realizarão a decomposição.” “Há poucos pesquisadores no País atuando nesta área pois são necessários equipamentos muito sofisticados”, aponta Lucia Durrant, da Unicamp, que também já realizou estudos na área. Derval Rosa, da Universidade Federal do ABC, também estuda a biodegradação de polímeros e tenta descobrir como ela ocorre nos aterros sanitários e em cada um dos diferentes tipos de plástico. Mas adota uma postura realista. “Nossos aterros são precários”, afirma. “Talvez em 20 anos conseguiremos o nível de controle necessário para aplicar esse tipo de conhecimento.”
Fonte: estadao.com.br

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Veja lista com 'duelos de titãs' no mundo animal

Em 2009, fotógrafo registrou combate entre cobra e jacaré. Em 2010, crocodilo levou a melhor em duelo contra tubarão.Confira abaixo duelos entre grandes predadores. A lista traz, por exemplo, embates entre uma píton e um aligátor, na Flórida (EUA), e entre uma elefanta e um crocodilo, em Zâmbia.

Foto 1: Píton e aligátor (jacaré americano) foram flagrados em combate mortal em 2009 no Parque Nacional Everglades, na Flórida (EUA). (Foto: Lori Oberhofer/National Park Service/AP)

Foto 2: Em 2010, um crocodilo mordeu a tromba de uma elefanta quando ela tomava água em um rio no Parque Nacional de South Luangwa, em Zâmbia. Após lutar, a elefanta conseguiu se soltar do ataque do réptil. (Foto: Martin Nyfeler/Barcroft Media/Getty Images)

Foto 3: Em 2010, um grupo de turistas do Parque Nacional de Kakadu, no Território do Norte, na Austrália, acompanhou o ataque de um crocodilo de água salgada a um tubarão-touro. O réptil de cinco metros mostrou quem era o rei do pântano ao abocanhar o tubarão que, segundo o guia turístico, deveria ter três metros de comprimento. (Foto: Reprodução)

Foto 4:Em foto divulgada em 2011, ursos polares lutam em Cape Churchill, em Manitoba, no Canadá. (Foto: Barcroft Media/Getty Images)

Foto 5:Em foto divulgada em 2011, hipopótamos durante briga em rio em Botsuana. (Foto: Steve Bloom/Barcroft Media/Getty Images)

Foto 6:Em foto divulgada em 2011, dois elefantes são fotografados lutando em Botsuana. (Foto: Steve Bloom/Barcroft Media/Getty Images)

Foto 7:Em 2010, o fotógrafo britânico Mike Bailey flagrou uma luta entre um leopardo e uma fêmea de javali em uma área do rio Kwando, em Botsuana. Para surpresa de Bailey, a javali se defendeu e venceu a batalha que durou cerca de 10 minutos. (Foto: Mike Bailey/Barcroft Media/Getty Images)




Fonte: G1

Mais de 150 kg de marfim são apreendidos na Uganda


A Autoridade de Vida Selvagem da Uganda, na África, apreendeu 162 kg de marfim e outros produtos animais. Eles estavam sendo contrabandeados a partir de Kampala, capital do país africano. O marfim é extraído de presas animais, principalmente de elefante. Entre o material contrabandeado, estavam esculturas e colares feitos de marfim, além de peças em estado bruto.
Foto: Diretor executivo da Autoridade para Vida Selvagem da Uganda, Andrew Seguya, mostra parte dos 162 kg de marfim e outros produtos animais apreendidos (Foto: AP Photo/Stephen Wandera)
Fonte: G1

Migração de espécie de pelicanos surpreende moradores na Rússia

Centenas de exemplares de pelicano-crespo (Pelecanus crispus) se reuniram em uma área do porto de Makhachkala, banhado pelo Mar Cáspio, no Daguestão, na Rússia, após uma migração repentina, o que surpreendeu especialistas. As aves, que normalmente vivem em reservas ambientais da região, podem ter migrado para fugir das geadas anormais e congelamento de rios. Os animais atraíram a atenção da população neste fim de semana. Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN), a espécie é considerada vulnerável.

Foto 1: Centenas de espécimes de pelicano-crespo apareceram neste fim de semana na cidade portuária de Makhachkala, na Rússia. (Foto: Sergei Rasulov/NewsTeam/Handout /Reuters)

Foto 2: Rara migração de aves pode ter ocorrido devido ao forte frio que atingiu a Europa nos últimos dias. (Foto: Sergei Rasulov/NewsTeam/Handout /Reuters)





Fonte: G1

Aquecimento pode aumentar frequência da tempestade do século


Por causa do aquecimento global, a "tempestade do século" corre o risco de se tornar mais frequente, reduzindo sua ocorrência para décadas e até mesmo anos, segundo uma simulação feita na região de Nova York por cientistas americanos, divulgada no dia 14 de fevereiro. Quando a tempestade tropical Irene varreu a costa leste dos Estados Unidos e do Caribe, em agosto passado, deixando dezenas de mortos e causando inundações maciças, muitos especialistas a qualificaram de "tempestade do século", um evento meteorológico tão violento e tão raro que só ocorre, em média, a cada cem anos. Mas climatologistas do Instituto de Tecnologia de Massaschussetts (MIT) e da Universidade de Princeton avaliaram que o aquecimento global vai aumentar fortemente a frequência de catástrofes naturais como esta, que poderão ocorrer a cada três ou vinte anos, segundo seus cálculos.
45 mil tempestades: Estes cientistas combinaram quatro modelos climáticos para fazer uma simulação informática de tempestades recentes (de 1981 a 2000) e suas projeções no futuro (de 2081 a 2100) em um raio de 200 km no entorno de Nova York, criando um total de 45.000 tempestades virtuais. Aquela que corresponde atualmente à tempestade do século provoca uma elevação do nível das águas de dois metros, em média, em Nova York. Até 2100, um evento como estes ocorreria a cada três ou vinte anos, segundo os resultados, publicados na revista científica britânica Nature Climate Change. A cada 500 anos, em média, a região vive um episódio ainda mais intenso que provoca uma elevação de três metros no nível das águas. Até o fim do século XXI, esta frequência diminuiria para 25 a 240 anos, afirmaram. Tanto em um caso quanto no outro, o mar inundaria facilmente os diques de Manhattan, que atualmente medem 1,5 metro, destacaram os estudiosos.
Foto: AP; Casa é danificada por tempestade tropical Irene em Pine Creek, Connecticut (28/09)
Fonte: Último Segundo

Pesquisadores descobrem linguagem usada pelos golfinhos

Pesquisadores dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha fizeram uma descoberta significativa: decifraram a linguagem dos golfinhos. Durante o experimento, uma sequência de oito objetos foram sonoramente identificados pelos mamíferos marinhos tão queridos por nós, seres humanos. Segundo conta o líder da equipe, Jack Kassewitz, da SpeakDolphin.com, ele 'falou' com os golfinhos usando sons visuais das próprias palavras dos golfinhos. Os mamíferos estavam localizados em dois centros de pesquisa separados e todos entenderam as palavras, o que representa uma prova convincente de que os golfinhos empregam uma linguagem universal 'sono-pictórica'. A equipe de pesquisadores ensinou aos golfinhos frases simples e complexas, envolvendo substantivos e verbos, revelando que os mamíferos marinhos também compreendem elementos da linguagem humana, além da própria e complicada linguagem visual. "Estamos começando a entender os aspectos visuais da língua deles. Na identificação de oito sons visuais para os substantivos, por exemplo, que foram gravados por hidrofone, os golfinhos ecolocalizaram uma série de objetos de plástico submersos", explica Kassewitz. O membro britânico da equipe de pesquisa, John Stuart Reid, usou um instrumento chamado CymaScope, um dispositivo que faz o som ficar visível, para obter uma melhor compreensão de como os golfinhos enxergam com o som. Ele representou uma série de objetos criados sono-pictoricamente por um dos golfinhos da pesquisa. Em sua tentativa de 'falar golfinhês', o estudioso Jack Kassewitz desenvolveu um experimento em que foram gravados os sons da ecolocalização do golfinho quando eles refletiam essa sequência de oito objetos, que incluem um cubo de plástico, um pato de brinquedo e um vaso de flores. Com isso, o pesquisador descobriu que os sons refletidos realmente contêm imagens de sons e quando é repetido para o golfinho como se fosse um jogo, o mamífero é capaz de identificar os objetos com uma precisão de 86%. Após esse primeiro teste, Kassewitz se dirigiu a uma instalação diferente e produziu novamente as imagens de som para outro golfinho, que ainda não havia participado. Esse segundo animal identificou os objetos com uma precisão semelhante ao primeiro, confirmando que os golfinhos possuem mesmo uma forma sono-pictórica de comunicação. As imagens produzidas pelo instrumento CymaScope lembram fotos de ultra-som, daqueles comuns, realizados em hospitais. "Quando um golfinho escaneia um objeto com sua alta frequência de som, que é emitida em formato de cliques curtos, cada clique captura uma imagem estática, similar a uma câmera fotográfica. Com isso, cada clique feito pelo golfinho é um pulso sonoro que será moldado pela forma do objeto. Em outras palavras, o pulso de som refletido contém uma representação semi-holográfica do objeto", afirma o britânico John Stuart Reid. "Uma parte do som refletido é coletado pelo maxilar inferior do golfinho, a mandíbula, local onde o som viaja até os ouvidos internos do animal, a fim de criar a imagem sono-pictórica", diz. Os golfinhos desfrutam de estimulação visual e auditiva durante toda a vida, fato que pode contribuir para a coordenação hemisférica cerebral deles. Tais vantagens são movidas não apenas por um cérebro que é comparável em tamanho ao de um humano, mas também por um tempo de transmissão do tronco cerebral que é consideravelmente mais rápido que o cérebro humano. "Nossa pesquisa tem oferecido resposta para uma velha questão destacada pelo Dr. Jill Tarter, do Instituto SETI, se estamos sozinhos no planeta. Podemos agora responder sem sombra de dúvidas que não. Afinal, encontramos inteligência não lá longe, no espaço sideral, mas aqui mesmo na Terra, em forma de graciosos golfinhos", conclui Kassewitz.
Foto: Durante estudo, os golfinhos identificaram os objetos com precisão de quase 90%
Fonte: estadao.com.br

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Doze lugares no mundo que taxaram ou proibiram o uso de sacolas plásticas


A discussão sobre proibir ou não o fornecimento de sacolas plásticas por estabelecimentos comerciais pode ser recente no Brasil, mas em outros países é possível encontrar iniciativas com pelo menos uma década de vida. Confira a seguir a lista feita pela Exame.com com os 12 países e cidades que baniram ou passaram a cobrar pelo uso das sacolas plásticas.

1 - Ruanda - Pequeno país africano, já está em seu quarto ano com uma lei de abrangência nacional que proíbe todos os tipos de saco plástico. Além de resolver a crise humanitária, o país pôs fim à poluição causada por sacolas plásticas, que sujavam as ruas e os cursos de água, prejudicando a agricultura. Graças à ação, as cidades ruandesas estão hoje entre as mais limpas da África.

2 - Itália - Em ritmo de preservação, a Itália tornou-se o primeiro país da Europa a banir as sacolas de polietileno. A proibição nacional começou a valer em janeiro de 2011. Desde então, as lojas italianas, que utilizavam 20 bilhões de sacolas por ano (o maior índice europeu), só podem oferecer sacos de plástico, papel, pano ou de materiais biodegradáveis.

3 - Cidade do México - Desde agosto de 2010, a capital do México conta com leis que proíbem o fornecimento de sacolas plásticas nos estabelecimentos comerciais. As multas para os lojistas que burlam as regras podem variar de 4,4 mil a 90 mil dólares. A lei também estabelece que os comerciantes da capital mexicana só poderão vender sacolas plásticas biodegradáveis. A inciativa faz parte do chamado “Plano Verde", que propõe uma série de estratégias para estimular o desenvolvimento sustentável e mitigar os efeitos das mudanças climáticas.

4 - Índia - Nenhum lojista, distribuidor, comerciante, vendedor ou ambulante pode fornecer sacolas plásticas aos consumidores na Índia em algumas regiões, como a cidade de Dharamsala. O banimento total, incluindo produção, armazenagem, uso, venda e distribuição de sacolas de polietileno começou a valer em agosto de 2010. A iniciativa foi adotada para diminuir o impacto no meio ambiente e também impedir a ingestão e morte de vacas (animal sagrado). Além de multas, a violação da lei prevê prisão de até cinco anos.

5 - China - A China baniu as sacolas plásticas em 2008. Antes disso, os chineses consumiam cerca de três bilhões de sacolinhas por dia. Também foi proibida a produção, distribuição e uso de saquinhos menores e mais finos, como os usados para embalar produtos a granel (frutas e vegetais) nos mercados. Segundo reportagem do britânico The Guardian, a iniciativa evitou o uso de 1,6 milhões de toneladas de petróleo no seu primeiro ano.

6 - Bangladesh - Foi um dos primeiros países a promulgar, em 2002, uma lei que proíbe a fabricação, distribuição e uso de sacolas plásticas em seu território. Ambientalistas e urbanistas culpavam os sacos plásticos, que se espalhavam pelas ruas, entupindo bueiros, de agravar as inundações mortais que ocorreram no país em 1989 e 1998. Só a capital Dacca descartava 9,3 milhões de sacos plásticos diariamente. Hoje, uma década depois, a região virou um importante polo produtor de eco-bags.

7 - Irlanda - A cobrança pelas sacolas, instituída em 2002, mudou o comportamento do consumidor, que passou a levar sua própria sacola reutilizável para o mercado. Com a criação do imposto conhecido como Plas Tax, que cobra 22 centavos de euro por sacola, a distribuição dos modelos plásticos caiu 97,5%. O valor recolhido com a venda de sacolinhas alternativas, como as de papel, é destinado à um fundo que promove a reciclagem de lixo e iniciativas ambientais.

8 - Austrália - Apesar de na Austrália não vigorar nenhuma lei proibitiva de abrangência nacional, em muitas regiões, os supermercados resolveram se unir para estimular o uso de sacolas alternativas às embalagens plásticas. E não faltam opções, há inclusive ecobags térmicas para carregar artigos quentes ou frios. Na Austrália do Sul, um dos seis estados australianos, as sacolas plásticas estão proibidas desde 2009.

9 - Alemanha - O uso de sacolas reutilizáveis ou caixas de papelão para acondicionar as compras no supermercado já virou hábito na Alemanha. Quem, ao contrário, quiser levar suas compras numa sacola plástica tradicional tem que pagar uma taxa que varia de 5 a 10 centavos de euro.

10 - África do Sul - O governo da África do Sul decidiu proibir em 2003 que lojas distribuam a seus clientes sacolas plásticas para carregar mercadorias. O comerciante que infringe a lei pode receber uma multa de até 50 mil reais ou mesmo ser condenado a dez anos de prisão.

11 - São Francisco - Localizada na Califórnia, foi a primeira cidade americana a banir o uso de sacolas. Somente as de papel reciclado ou biodegradáveis (feitas de goma de batata ou de milho) podem ser utilizadas. Quando a lei entrou em vigor, em 2007, a prefeitura local estimou que a iniciativa reduziria o consumo de petróleo em 3 milhões de litros por ano.

12 - Washington D.C. - A capital americana é outra que aboliu os sacos plásticos, passando a cobrar em 2010 uma taxa de 5 centavos de dólar sobre cada sacola utilizada. Após a restrição, Washington viu o uso de sacolas plásticas caí 85% em apenas um mês. O montante arrecadado com a venda vai para um projeto de despoluição do rio Anacostia.
Situação no Brasil - Os supermercados da capital paulista (foto) deixaram de distribuir as sacolas plásticas no mês de janeiro deste ano, após acordo firmado entre o governo de São Paulo e os estabelecimentos comerciais. Com o fim da distribuição, os consumidores terão de optar entre as sacolas retornáveis ou biocompostáveis, feitas de amido de milho, vendidas nos estabelecimentos. A primeira opção, que pode ser usada várias vezes, é apontada como preferencial. Já são 13 capitais brasileiras, onde vigora a lei que restringe o uso das sacolas plásticas e em outras nove cidades há projetos sobre o mesmo tema tramitando nas Câmaras Municipais. Além disso, pesquisadores do Laboratório de Embalagem e Acondicionamento (LEA) do Centro de Integridade de Estruturas e Equipamentos (Cinteq), do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) estão desenvolvendo um estudo que compara o processo de degradação de quatro tipos de materiais de sacolas plásticas, em igualdade de condições, durante um ano. De acordo com o IPT, o projeto poderá ser um passo para uma pesquisa mais profunda, com base em Análise de Ciclo de Vida (ACV) focada em condições brasileiras, já que os dados disponíveis na literatura são experiências realizadas com embalagens na Europa.
Fonte: EcoD